Ciranda de Livros na F5
Publicado no Informe 628 de 18/6/2010
Para enriquecer a prática de empréstimos de livros, e atendendo a pedidos das crianças para ampliarmos a variedade de títulos, fizemos o seguinte acordo: cada criança traz dois livros seus, dos quais tenha gostado muito, para organizarmos uma ciranda. Os livros circularão entre as crianças da turma nos próximos empréstimos. É importante que todos os livros tenham nome e que se comprometam com o cuidado e a devolução.
Quadradinhos nas F5
Publicado no Informe 628 de 18/6/2010
Os alunos das F5 começaram uma nova apostila nas aulas de Matemática.
Recheada de atividades diferentes, com quadradinhos e malhas quadriculadas, as propostas vão aproximá-los de novos conteúdos como fatores, área e perímetro.
Crônicas nas F5
Publicado no Informe 628 de 18/6/2010
As crianças de F5 estão envolvidas no trabalho com as crônicas. Estão tendo a oportunidade de conhecer e reler diferentes cronistas como Drummond, Rubem Braga, Luis Fernando Veríssimo, Sérgio Porto, João do Rio, João Ubaldo Ribeiro e muitos outros. Essas leituras têm servido de estímulo, inspiração e modelo para as criações da turma. Vejam só:

Música e Jogo
(...) O jogo pode ser como a escala musical? Dó: Brasil tenta o gol e perde a bola, tenta, perde, tenta, perde, que dó dos jogadores e da torcida!!! Ré: Robinho pega a bola finge que chuta, mas manda a bola de ré para Maicon que faz o gol. Mi: A torcida brasileira ainda comemora o gol e canta assim: - mi, mi, cada minuto tem que se jogar assim, isso deve ter ajudado aos jogadores porque... Fá: Elano nem esperou o passe chegar, pegou a bola e sussurrou: - Fá, fá, faz o gol, o Brasil vai delirar se eu fizer o gol. Sol: No intervalo, o técnico, Dunga, avisa: - aqui está 3° C, mas se imaginem perto do Sol para se aquecerem. Lá: No segundo tempo, um coreano, jogador, grita, outro jogador coreano pega a bola e marca o gol, lá, e muda o placar. Si: Brasil recupera a bola e todos gritam, mas acaba o jogo. E si, ops, se a Coréia tivesse ganhado, o que teria acontecido com essa torcida exagerada?
Dora, F5T
Retomando o Fio da Meada
Publicado no Informe 632 de 06/8/2010
Iniciamos o semestre, na F5T, com muitas atividades em processo mas com uma grande novidade. Julia Almeida, ex-aluna, voltou à turma e terá muito assunto para colocar em dia. A hora para todos é de retomada do que foi interrompido. Nos ocupamos com os desdobramentos da aula no Pavilhão de São Cristóvão. As crianças levaram um livreto com os textos produzidos a partir das anotações da ocasião com fotos, ilustrações e cordel. A novidade foi conhecer, de João Cabral de Melo Neto, um fragmento de Morte e Vida Severina, que nos rendeu uma leitura em jogral. O contexto da feira, a conversa com Marabá e Chiquita, o filme Tapete Vermelho, nos levaram a uma conversa sobre emigração, inchaço das cidades e reforma agrária. Sobre este último assunto, muito nos ajudou a leitura de "Pascoalzinho Pé-no-chão", fábula da Reforma Agrária de Chico Alencar.
Batalha Naval nas F5
Publicado no Informe 632 de 06/8/2010
Nas aulas de Matemática, tivemos a presença de cruzadores, couraçados e submarinos. Muitos alunos já conheciam a Batalha Naval, mas regras e estratégias diferentes apareceram nas discussões. Além de alguns cálculos envolvendo os mares-tabuleiros, os alunos perceberam a importância das linhas e colunas em diferentes contextos, como nos mapas.
A História do Rio
Publicado no Informe 633 de 13/8/2010
As F5 receberam a visita da Joana, professora de história do sexto ano, que deu uma aula sobre o Rio de Janeiro. Todos aproveitaram para tirar algumas dúvidas sobre a derrubada do Morro do Castelo, os movimentos migratórios, e as contradições entre a ideia de modernização de Pereira Passos e a consequente favelização produzida no espaço urbano. Perceberam algumas permanências e rupturas históricas e ampliaram seus conhecimentos sobre as transformações da cidade. A partir de algumas charges, puderam exercitar a interpretação da realidade de um tempo diferente. Miguel (F5M), diante da charge de Oswaldo Cruz atrás do castelo da Fiocruz, com uma seringa na mão, nos presenteou com a seguinte interperetação: "O Oswaldo Cruz está atrás do Castelo, que representa um forte, segurando uma seringa, como se ela fosse um canhão e matando ratos e mosquitos que provocavam doenças na cidade".
Conseguimos, com a contribuição da Joana, enriquecer nosso projeto e desvendar mais mistérios dessa cidade.
F5T, Sobre textos
Publicado no Informe 634 de 20/8/2010
Continuamos experimentando a escrita de textos variados: quadrinhos, resenhas, crônicas; os contos serão o nosso próximo passo! As crianças também trouxeram uma proposta de produção de jornal da turma. Vamos ver como nos organizamos com tantas boas ideias! A seguir, um convite à leitura de "Os doze trabalhos de Hércules", de Monteiro Lobato, nosso homenageado com o nome da biblioteca.

"Não pense, leitor, que isso é exagero meu, eu acho que não vai ter uma pessoa no Universo que não goste deste livro. E comigo não foi diferente. As pessoas que têm estilo de leitura parecido com o meu vão gostar mais ainda deste livro, que é composto por aventuras, brigas e muitas adivinhas da "dadeira de ideias": a Emília. Como o título já fala, a história conta sobre Hércules, mas agora quem vai falar sobre ele sou eu. Hércules foi enviado por uma deusa para realizar os doze trabalhos e acabou encontrando a turma do Sítio: Emília, Pedrinho e Visconde, que foram para Grécia Antiga através do pó do pirlimpimpim, estavam doidos para conhecer o herói Hércules. E chegam já no primeiro trabalho: Leão da Nemeia. No meio da confusão, Hércules ouviu uma voz que era da Emília, mas ele pensou vir do Olimpo. Como será que vai terminar esse livro que traz tantas surpresas?"
José - F5T
Projeto - F5
Publicado no Informe 634 de 20/8/2010
O desafio tem sido relacionar o Rio atual, da "Cidade às Escondidas", à sua história. O inchaço das cidades somado à não garantia dos direitos básicos tem um processo, uma história, assuntos de nossas conversas. Na visita ao Santa Marta, o saneamento básico, os serviços públicos, ficaram em destaque. Lançaremos mão de um livro já conhecido pela maioria, adotado quando estavam na F3, "Ludi na Revolta da Vacina", de Luciana Sandroni. Seria interessante que estivesse por perto, para consulta e releitura e para emprestar aos alunos que não estavam conosco nessa época. Iniciamos o trabalho com uma apostila sobre o assunto, em que tentamos entrelaçar texto literário, textos jornalísticos da época e textos de divulgação científica para crianças.
Expressões e Nova Divisão
Publicado no Informe 635 de 27/8/2010
Nas últimas aulas de Matemática as F5 se dedicaram às suas mais novas aprendizagens: as expressões numéricas e o algoritmo mais abreviado da divisão. Perímetro, múltiplos, divisores e números primos também foram trabalhados em atividades no caderno, no livro e nas apostilas.
O Que é Uma Vida Severina?
Publicado no Informe 635 de 27/8/2010
Na F5T, nos ocupamos, nas últimas aulas, refletindo sobre “O que será uma vida Severina?” Lendo os jornais e refletindo sobre os direitos básicos, vamos dando contorno à indagação que surgiu a partir da leitura de “Morte e Vida Severina”, de João Cabral de Melo Neto. Contamos com a ajuda de dois documentários sobre o autor para conhecê-lo um pouco mais, assim como o contexto e o ambiente sugerido pelo poema. Pensamos que a ideia de Vida Severina representa uma síntese importante do que temos tratado com o projeto da turma. Em pequenos grupos, as crianças estão produzindo um texto para responder à questão.
Artes nas F3, 4, 5 e 6
Publicado no Informe 636 de 03/9/2010
Novos projetos começam a tomar corpo e o esforço da equipe de artes se concentra na busca de diálogo com os estudos desenvolvidos, especialmente nas aulas de Projeto.
Nas F3, Burle Max veio ao encontro das árvores da cidade. As crianças o ouviram definir um jardim como um jogo de cores, formas e volumes, num documentário comemorativo de seu centenário e puderam observar um face de sua obra, no Aterro do Flamengo. Nas próximas aulas vamos explorar suas ideias plasticamente. Em Dança fizemos uma sensibilização usando folhas secas de amendoeira. Em Música, vamos trabalhar um repertório que apresenta nomes de algumas árvores da flora brasileira.
Nas F4, ainda referenciados nas pesquisas e leituras sobre Brasília, estudamos o movimento modernista e os marcos deixados na arquitetura das cidades brasileiras e nas composições musicais, principalmente de Villa Lobos. Aproveitamos para executar projetos arquitetônicos modernistas utilizando o programa LEGO Digital Designer.
As F5, que buscaram as origens dos problemas de habitação e saneamento na história do desenvolvimento urbano do Rio, conheceram a obra do desenhista J Carlos e os primórdios da música popular. As caricaturas vêm ocupando as aulas de Artes, assim como as audições de lundus, maxixes, choros e sambas estiveram presentes nas aulas de Música e Dança.
O diálogo nas F6 se concentra na História, nas características da arte grega, principalmente da escultura e se desdobraram em exercícios de observação e desenho. Na última aula, estiveram no Largo dos Leões copiando a escultura de uma antiga bica, hoje desativada, que servirá de base para uma animação gráfica. Nas aulas de Teatro, além de um pouco de teoria, leituras e interpretações de fragmentos de Édipo Rei. Em Música, um desafio: quem consegue contar um mito em forma de canção?
Emilia?
Publicado no Informe 636 de 03/9/2010
A meninada da F5T, na leitura de “Emília no país da Gramática", anda criando um bocado! A seguir, uma conversa entre o arcaísmo Bofé e a boneca Emília:
“Olá, sou a palavra Bofé, moro no bairro do Refugo. Vim parar aqui porque outros advérbios foram criados com o mesmo significado, tomando meu lugar. Conheci um deles, o Francamente - gente boa, acho que dei minha coroa a alguém que merecia. Ele vem me visitar quando tem tempo. Sabe? Eu estaria morta se não fossem uns escritores de romances históricos. Agora, vá, boneca, e não se esqueça de mim.”
André, F5T
Sobre E.T.E. Alegria
Publicado no Informe 636 de 03/9/2010
"Você não sabe o que significa esse nome? Significa Estação de Tratamento de Esgoto. Ah, você não sabia que o esgoto pode ser tratado? Pois bem, dizemos que ele pode e deve ser tratado. E, para isso, passa por um longo processo! Num laboratório da ETE, vimos uma mostra de água suja, média e limpa. Soubemos, também, do trabalho da CEDAE para controlar as águas da Lagoa Rodrigo de Freitas. Andando por lá, vimos o passo a passo, o esgoto chegando, até se transformar em água limpa e retornar para a Natureza; a elevação para que ele possa ser cuidado, porque fica 17 metros abaixo do chão; o gradeamento grosso, por onde passa o esgoto e vai deixando nas “grades” sujeiras como papéis, garrafas, objetos; o lixo que consegue passar pelo gradeamento grosso, pode ficar retido no gradeamento fino, depois. Já mais limpinho, o esgoto passa por um lugar onde recebe muito oxigênio, com sopradores de oitocentos cavalos. Isso para facilitar o trabalho das bactérias que estão no esgoto, se alimentando dele, fazendo assim, o trabalho de deixá-lo mais limpo; só que para realizar todo esse trabalhão elas precisam de oxigênio! Parece um mar de chocolate! O esgoto sai desse banho de oxigênio e passa por um decantador, onde a parte mais pesada, meio lodo, fica embaixo, e a água, bem limpinha, vai saindo pelas bordas, e por um caminho vai sendo lançada na Baía de Guanabara. Vimos uma prova dessa água limpinha num grande aquário, cheio de peixes, bem na entrada da ETE. É a água para reuso, como chamam. Muitas coisas podem se fazer com o lodo que sobra, como adubo para as plantas. A última coisa que vimos por lá, foi uma plantação de mudas típicas da Mata Atlântica que são replantadas nas margens dos rios, protegendo-os. Parte desse trabalho é feito por presidiários. Para cada três dias de trabalho eles diminuem um dia de sua pena.”
F5T, texto coletivo