Dezembro de 2012

A Proposta

Nos anos 1900, Júlio Verne já contava com seus setenta anos, enquanto Santos Dumont tinha trinta e dois. Imaginando a possibilidade destes dois grandes homens terem se encontrado, as F5 dedicaram-se à criação de uma narrativa cuja proposta trata basicamente de imaginar "Petit Santô" e Júlio Verne contemporâneos, vivendo em Paris na época do advento do 14-BIS. Poderia Julio Verne ter presenciado o primeiro voo do 14-BIS no campo de Bagatele? Teria falado com Santos Dumont? Este, por sua vez, poderia ter procurado conhecer Julio Verne, já que era leitor e fã de seus livros? Contando com o que as crianças já conhecem sobre Santos Dumont e Júlio Verne e também acerca do período histórico em questão, a meta foi a construção de um texto que convencesse a todos de que essa fantasia poderia mesmo ter feito parte da realidade.

de Julia Henningsen

Em um dia frio onde todos usavam cachecol e lanchavam comidas quentes. Julio Verne tomava um delicioso café, estava sozinho sentado em uma mesa do lado de fora de uma cafeteria, uma mesa bastante agradável. Ele tinha sessenta e cinco anos e já era um senhor quando, de repente, um jovem de dezenove anos veio perguntar onde era a "Rue de Cujas". Era um garoto sorridente que que nesse sorriso conquistou Júlio Verne e foi assim que aconteceu:
- Por favor, onde fica a Rue de Cujas? E ele deu um sorriso.
- Fica logo ali, qual é o seu nome?
- Me chamo Alberto Santos Dumont.
- Quer tomar um café?
- Claro! Por que não?
Ele achou meio estranho ser convidado assim do nada, então perguntou:
– Por que está me convidando se eu não te conheço?
- Ainda não…! Ou será que conhece?
- Qual é o seu nome?
- Descobrirá daqui a pouco...
- Por quê?
- Gosto de mistérios...Não vai se sentar?
- Vou!
- Agora você sabe que eu gosto de mistérios. Você gosta de quê?
- Eu!? É... Gosto muito de pássaros, desde pequeno tenho o desejo de voar, por que será que o homem não voa?
- O homem não voa, mas vai voar!
- Também acredita nisso?
- Mas é claro, acredito em tudo! Acredito em submarinos, viagens ao centro da terra...entre muitas outras coisas.
- Você é leitor de Júlio Verne?
- Sou seu maior fã!
- Me desculpe, senhor, mas também o adoro e também sou um dos seus maiores fãs.
- Bom saber!
- Já leu todos?
- Se já li!
- Qual gostou mais? É difícil dizer!
- Dê respostas mais completas, responda com sinceridade e agora. Ainda não descobri quem é você.
- Sou um sonhador, sou um escritor, sou leitor vivo de livros e aventuras e você?
- Já sabe de mim o bastante. Eu sou tudo isso, menos escritor. Se não me disser levanto e vou embora!!
- Calma, não fique bravo, eu sou Júlio Verne!
Alberto levantou da mesa.
- É sério!!
- Que ano você nasceu?
- 1828.
- Qual foram os seus três livros de maior sucesso?
- 20 mil léguas submarinas, Cinco semanas em um balão e Viagem ao centro da Terra.
- Você é ele?
- Sou!!
- Você é Júlio Verne!!!!!!!!!!
- Sim e vou ter o prazer de te acompanhar até a Rue de Cujas.
- Obrigado, mas não vou à Rue de Cujas, se pemite ficarei a tarde inteira conversando como senhor e...
- Por favor – interrompe ele – Me chame de Julio!
- É claro,se...Júlio!
- Então, me conte mais sobre você...
Ficaram a tarde inteira conversando. Quando anoiteceu foram ver a torre Eiffel acesa e terminar a conversa sentados em um “café”. Julio Verne adorava café.
Conversaram sobre aviões, livros, próteses, história, um pouco do gosto de cada um. Quando o relógio bateu 2:00 horas da manhã ambos concordaram que estava na hora de ir para casa, pois na tarde seguinte se encontrariam na loja de vinho Grand Cru para conversar e tomar vinho, pois antes do reencontro os dois teriam que trabalhar.

de Sofia Quintas Alvarez

Era 15 de julho, Santos Dumont estava sentado em um café em Paris,enquanto Júlio Verne estava passando.
- Meu querido rapaz, estava passando e me interressei nesses papeis - Disse Júlio Verne
- Você pode achar que sou louco, mas estou projetando um balão, o mais leve. - Falou Santos Dumont sem tirar o olho do papel.
- AH! Disso eu entendo, já escrevi livros que falam profundamente sobre esse assunto.
- MEU DEUS! É VOCÊ ... VOCÊ É ELE !!!!! JÚLIO VERNE!! MEU ÍDOLO!!
- Muito prazer, sou eu mesmo.
- Muito prazer, sou Alberto Santos Dumont, mas pode me chamar de Beto.
- Voltando ao balão, por que quer construí-lo?
- Ah, meu caro, desde pequeno tenho o desejo de voar, navegar no ar!
- Também sou um sonhador, sempre quis andar em um balão com uma pessoa como eu...
- Então vamos! Já terminei o meu projeto, agora só falta fazê-lo.
- Já tem nome ?
- Já, é Brasil. O meu país, que tenho muito orgulho e creio que um dia a invenção do balão chegará lá.
Passaram-se alguns meses, o balão ia sendo construído e Júlio e Beto iam se tornando mais amigos.
Iam pensando mais em voar, iam sonhando.
- Não acredito, meu desejo vai se realizar, eu vou voar, navegar no ar! - falou Santos Dumont perplexo por ver o balão pronto.
- É, meu caro Beto, vamos com um pé…
- Depois o outro…
- Voar, voar!
Os dois subiram no balão e lá se foram. Todos os cidadãos ficaram impressionados por tanta coragem dos dois.
Veio uma chuva, uma tempestade...
- Meu Deus! O que vamos fazer ?! - disse Santos Dumont preocupado.
- Não sei, melhor tentar descer! - falou Júlio Verne.
- Estamos caindo!!!!!
- Não há mais tempo para nada! Vamos morrer!!!!!!!
O balão caiu, mas Beto e Júlio Verne ficaram salvos, pois caíram em cima de um amontoado de folhas, por sorte!
Depois de um tempo, algumas pessoas os encontraram e os levaram para a cidade.
Cada um seguiu o seu rumo, mas de vez em quando, se esbarravam ainda pelas ruas de Paris.

de Gabriel Sampaio

- Garçom! A conta por favor.
- Aqui está petit Santô.
- Obrigado.
- Volte sempre.
Santos Dummont vai embora contente com seu almoço e começa a apreciar os balões e dirigíveis no céu, começa a andar distraidamente e esbarra, sem querer, em um senhor, então pede desculpas:
- Me desculpe - disse Alberto - estava distraído.
- Não precisa se desculpar eu também estava - o senhor observa Alberto e diz - Veja só, se não é o Santos Dummont. Ola sou o Júlio Verne.
- Júúúúlio Verne! Sou um grande devorador de suas historias.
- E eu sou um apreciador de seus balões - E começam a pensar - Hum... gostaria de ir na minha casa? Podemos Conversar um pouco lá?
- Mas é claro.
E os dois vão para casa de Verne que ficava ali perto.
- Sabe Júlio, eu me inspirei in você, e minha irmã, Virginia, adorava quando eu lia para ela seus livros. Você, no "Cinco Semanas Em Um Balão", descreve, como em muitos outros livros a historia de um modo muito real e tendo um reconhecimento dos locais impressionante.
- É que esse tipo de história, você tem que pesquisar bastante antes de criá-la para você dar todas as informações certas para os leitores e eles terem uma boa leitura.
- Eu também estudei bastante para criar meus balões, mas também tive um pouco de sorte e persistência, então consegui criar balões dirigíveis, por que tentando cria-los eu caí varias vezes e sobrevivi a isso, sem desistir eu consegui. Mas...
- "Mas" o que Alberto?
- É que não estou satisfeito com o que fiz até agora, eu quero fazer mais,algo mais leve, mais rápido, menor, quero fazer algo melhor, quero viver outra aventura.
- Então, permita-me entrar nesta aventura Alberto.
- Certo, meu caro Verne, e me chame de Beto por favor. Vamos!
- "Com um pé"...
- "Depois o outro"...
E lá se foram os dois.

de Lucas Sampaio

Estava voando no 14-Bis, quando vi aquele homem e quase desmaiei! Era Júlio Verne!!!! Em um cantinho, escondido, sorrindo e aplaudindo. Fiquei com vontade de gritar:“Júlio Verne está vivooooooooooooo!!!!!!!!!! “
Mas algo no olhar dele me impediu, não sei o quê, mas eu não gritei.
Mais tarde, eu estava voltando de um jantar em comemoração ao meu grande voo, quando num beco ouvi uma voz me chamar. Fui até lá. Quem me chamava era Júlio Verne! Fiquei maluco, estava na frente do meu ídolo, e ele queria falar comigo!!!!!!!!!!! Mas me acalmei, tentei falar algo inteligente, mas só consegui dizer:
- Você é Júlio Verne???
E ele respondeu:
- Sou, Alberto. Bom, vou direto ao ponto. Vi você no 14-BIS. Vendo aquilo me senti livre, como se estivesse recriando a história "Cinco Semanas em um Balão".
- Espera aí, você não está morto!!! - Interrompi.
- Não, mas voltando ao assunto, tenho te acompanhado já faz um tempo, e tenho me escondido. Depois deste seu voo, decidi que precisava te conhecer...
- Mas...
- Eu sei... Eu sei, essa chegada foi muito repentina e tal...
- Calma aí!!! - Interrompi de novo.
- Você fingiu sua morte, se escondeu todo esse tempo e agora vem falar comigo e dizer que eu sou um grande inventor??
- Correto. - Disse Júlio Verne.
Então eu perguntei:
-Mas por que você fingiu sua morte?
E ele respondeu:
- Estava cansado de ser famoso. A cada três passos que eu dava me pediam autógrafo.
- Entendo. - Respondi.
- Me dá um autógrafo?

de Bernardo Guimarães

Por volta de 1900, o incrível Santos Dumont se prepara para seu voo histórico. Júlio Verne tinha lido no jornal que Alberto iria fazer um voo. Então, foi logo testemunhar essa façanha. Pegou sua bengala e foi ver o aeroplano voar com seu próprio motor.
No campo de Bagatele, Júlio fica boquiaberto vendo aquela maravilha, o 14-BIS.
Quando Alberto pousa e se depara com Júlio Verne, fica emocionado:
- Julio?! É você mesmo?!
- Sim, sou eu... Maasss... Você é Alberto Santos Dumont! É você! Como você conseguiu fazer isso, com essas medidas perfeitas?
- Eu e meus amigos. Mas comparado a você, que escreveu “Vinte mil léguas submarinas, eu não sou ninguém...
Depois dessa conversa eles se conheceram melhor e tornaram-se grandes amigos.

de Guillermo Aiex

Santos Dumont sempre gostou de ler os livros de Júlio Verne, escritor que acompanhou-lhe por toda a infância.
Filho de um rico fazendeiro de café, Alberto gostava de ler o dia inteiro, se infiltrando nas vinte mil léguas submarinas ou em uma viagem ao cento da Terra, ou até mesmo dando a volta ao mundo em 180 dias. Essas eram algumas das coisas que fazia ao longo dos dias, além, é claro, de olhar para o céu e sonhar em estar em seu balão.
Ao crescer, Alberto foi para Paris seguir seu sonho: construir um balão dirigível, fazer o homem voar. Sempre pensou: “se o homem anda na terra, por que não pode voar?”
Esse pensamento o levou para o futuro, Paris.
Júlio Verne morava em Paris e, escrevendo, construiu um sonho de vida, o sonho de Santos Dumont. No último dia do prazo para publicar seu livro “Cinco semanas em um balão”, andando com pressa, ele esbarra em um homem. Esse homem era Santos Dumont. Com a correria, Júlio não percebe que sua carteira cai. Alberto a pega. Dentro está um telefone. Ao chegar em casa, liga para o tal número. Sem saber que estava falando com Júlio Verne, marca um encontro. Eles vão ao parque da torre Eiffel. Ao chegar, Alberto entrega a carteira e Júlio o convida para conversar. Nos altos pensamentos de Júlio, Alberto reconhece seu ídolo:
- Não acredito, você é Júlio Verne?
- Sim, e você, quem é?
- Sou Alberto Santos Dumont, e sem você eu não teria um sonho de vida!
- Sério!? Qual é?
- É voar em um balão!
- Esse também é o meu sonho! Porém, não tenho dinheiro para fazer um.
- Mas eu tenho e estou disposto a fazer com você!
Ao ficar tão feliz ele tem um infarte e morre.
Alberto fica traumatizado e faz um balão em homenagem a seu breve amigo e eterno ídolo.

de Bento Sant´Anna

Era o ano de 1892. Atravessando a ponte Neuf em Paris, vindos um de cada lado da ponte, dois
homens distraídos, um com 19 anos e outro com 64 dão um baita esbarrão. Os dois levam o
maior susto e começam a falar ao mesmo tempo:
- O senhor não sabe por onde anda?!- Disse o homem de 64 anos.
- Onde o senhor está com a cabeça? No mundo da lua?- Disse o de 19 anos.
- O senhor tenha mais respeito, qual é o problema com o mundo da lua? Saiba o senhor que se
estivesse no mundo da lua eu não estaria com essas roupas!
- Desculpe-me, senhor, estava distraído. Prestar atenção no chão onde eu piso não é o meu
forte.
- Exatamente. O senhor ficaria bem num traje lunar com botas pesadas. À propósito não estou
reconhecendo de onde é o seu sotaque…
- Eu venho do outro hemisfério da Terra. O senhor já ouviu falar do Brasil?
- Fascinante! Estou falando com um brasileiro! Conte-me sobre as grutas gigantescas cobertas
de cristais que trazem o ar puro das profundezas da terra!
- De ar puro eu entendo. Gosto de brisas e pássaros. Nunca entrei numa caverna, mas acho
que este tal traje lunar que o senhor citou pode me ajudar…
- Talvez, meu jovem, talvez…Não acha melhor nós continuarmos nossa conversa ali naquele
café?

O jovem olha para o pulso e diz:
- Acho que é uma boa hora para um café. À propósito, qual é o seu nome?