Relatório de Grupo do Primeiro Semestre de 2012 / Projeto: O Bicho Inventor

Turma da Lanterna

Primeiros Contatos

Os primeiros momentos da turma foram repletos de novidades, descobertas e alegria! Juntos, brincamos de roda, dançamos, cantamos e dramatizamos muitas histórias, o que ajudou nossos pequenos a se sentirem a vontade na escola. Aos pouquinhos, de forma lúdica e prazerosa, todos se familiarizaram com os espaços e passaram a despedir-se com tranquilidade de seus pais.
O grupo mostrou-se muito interessado, curioso, atento e ativo. Uma turma que teve uma boa escuta, o que facilitou a organização, o convívio e a realização das atividades.

Brincadeiras

As crianças foram convidadas à participar de variadas situações de comunicação oral para interagir, expressar seus desejos, necessidades e sentimentos.
Brincadeiras cantadas, de casinha e muitas histórias de lobos e leões despertaram o interesse das crianças que, aos poucos, foram sentindo-se mais à vontade com suas professoras e amigos.
A linguagem foi uma ferramenta que potencializou a socialização e que enriqueceu as formas de se comunicar. E a aprendizagem da fala se deu de forma articulada com a reflexão, com os sentimentos despertados, as sensações e os desejos das crianças. Nossos meninos e meninas inicialmente utilizaram muitos gestos, sinais da linguagem corporal para se relacionar. A medida em que foram ampliando a sua capacidade de verbalizar, fizeram uso do diálogo, ganharam novos horizontes e resolveram, principalmente, os conflitos, de forma menos impulsiva.

Lanternas no Espaço

Escolhemos o nome da turma e passamos a nos chamar Turma da Lanterna! Essa já tinha sido uma sugestão da Mila e foi acolhida com alegria pelas crianças. Também aproveitamos uma sugestão da Jess, que veio vestida de astronauta para a escola, e brincamos com lanterninhas, na aula de Expressão Corporal, como se fôssemos astronautas alternando o claro e o escuro no espaço.

Projeto

Primeira Casa

Conhecemos a canção “Desen­gon­çada“, de Bia Bedran, e a brincadeira “Janela, janelinha, porta campainha”. Aproveitamos o envolvimento de todos, que se divertiram a valer, explorando as partes do corpo, a nossa primeira casa.

Casas na Floresta

Recebemos a visita de personagens ilustres da literatura infantil. Diante do cenário produzido pelas crianças, o Lobo Mau e os Três Porquinhos vieram contar sobre suas peripécias na floresta chamando a atenção para os diferentes tipos de materiais utilizados na construção de suas casas.

Caverna e Aquário

Levar as crianças a se interessar pelas pesquisas relacionadas à invenção da casa, envolveu, inicialmente, o contato com as casas dos Contos de Fadas, o que possibilitou que elas participassem com maior proveito e proximidade. Mas elas também conheceram outros tipos de morada como as que viram no passeio que fizemos ao Parque Lage.
A expectativa das crianças em torno desse primeiro passeio foi grande. Felizes, nossos pequenos entraram no ônibus e se puseram a cantar as músicas do repertório da turma.
Chegando ao parque, fizemos um delicioso piquenique e, de barriguinha cheia, seguimos caminho até a caverna. Será que aqui tem leão? Morcego? Foram muitas as perguntas.Para respondê-las, entramos na caverna e nos enchemos de coragem e de novos questionamentos. Quem já morou em cavernas? Por quê? Em seguida, conhecemos o aquário, brincamos em volta do chafariz e das árvores e, cheios de novidades para contar, voltamos para a escola satisfeitos.

Faxina na Casa

Dando continuidade ao projeto, assistimos a trechos do filme "Branca de Neve e os Sete Anões". Aproveitamos algumas cenas selecionadas, especialmente as do interior da casa, para levantar questões sobre os afazeres domésticos e os diferentes tipos de moradia. Para ilustrar nossas pesquisas, também apresentamos um teatro no pátio. As crianças participaram, junto aos personagens, ajudando a fazer a faxina da casa e a preparar a sopa feita pela Branca de Neve.

João e o Pé de Feijão

Quanto será que mede o gigante da história "João e o pé de feijão"? E os anões de "Branca de Neve"? Que tamanho pode ter um pé de feijão? Para ajudar a responder a essas perguntas, as crianças apreciaram imagens de plantações de feijão e plantaram seus grãos para acompanhar o crescimento. Também aproveitamos o interesse do grupo pelas medidas e medimos as silhuetas que preparamos para confeccionar alguns dos personagens dessas histórias.

Observação do Pé de Feijão

Cuidar do pé de feijão e acompanhar seu crescimento foi uma experiência bastante interessante para as crianças. O cultivamos propiciando à elas acompanhar suas transformações e participar do cuidado que exigiu como a rega diária. As crianças levantaram hipóteses sobre o que observaram durante o seu crescimento: - Será que quando o feijão crescer vai fazer um barulhão?(Bruno)
- A mamãe cozinha esse feijão? (Saulo)
- Os pés de feijão vão crescer até o céu? (Jess).
Conversando sobre o assunto a turma buscou respostas, mas uma certeza a acompanhou: Ninguém queria encontrar o gigante em seu castelo!

Castelo Um Tipo de Casa

Para ilustrar e ampliar as nossas descobertas sobre os ambientes e as pessoas que habitavam os castelos, Mila Sá trouxe um castelo de brinquedo com rei, rainha, cavaleiro e até um bobo da corte. Depois de brincarem com esse material, nossos pequenos foram desafiados a criar seus próprios castelos com blocos de madeira e a fazer uma colagem com formas geométricas.

Castelinho do Flamengo

Conhecemos o Castelinho do Flamengo e lá as crianças dramatizaram uma história de contos de fadas. Usando as coroas que enfeitaram na sala de artes, exploraram todos os cômodos do castelo. Também ouviram música medieval e participaram de um baile, depois de terem apreciado a arquitetura do local.

Final Feliz

Inventar, compartilhar e apreciar são palavras que definiram a Festa Pedagógica. Junto aos pais, as crianças cantararam o repertório musical do grupo, criaram personagens de sucata e ouviram parte da história da Chapeuzinho Vermelho contada por sua professora. Depois, os pais foram convidados a inventar, em grupos, um novo final para a história. Foi uma farra! Em seguida, todos apreciaram a exposição dos trabalhos preparados ao longo do projeto.

Lanterna faz Pão

Depois da festa, as crianças apreciaram as ilustrações do livro "O Castelo dos Cavaleiros", Ed. Ciranda Cultural, trazido pela Manoela (TAM), e identificaram algumas dependências do castelo. Um dos cômodos que mais despertou a curiosidade dos pequenos foi a cozinha. Descobrimos que esse lugar ficava coberto de fuligem do fogão à lenha e que o pão era um alimento muito consumido pelas pessoas. Também soubemos que naquela época não tinham inventado os eletrodomésticos. Resolvemos, então, fazer um pão, usando uma batedeira para misturar a massa. E depois, de pronto, o saboreamos com muito prazer. Estava uma delícia!

Impasto para Lanterna

Na visita que fizemos à Pereirona para apreciar os trabalhos de arte da Turma do Patinete, as crianças aprenderam que um pintor chamado Van Gogh havia inventado a técnica do impasto. Aproveitamos para apreciar a obra do artista chamada "Quarto em Arles" e sugerir que as crianças pintassem seus próprios quartos com a tinta engrossada que preparamos com a sobra da farinha de trigo do pão que havíamos feito na escola. As crianças tiveram oportunidade de ampliar suas experiências manipulando diferentes objetos e materiais, explorando suas características, propriedades e possibilidades de manuseio entrando em contato com formas diversas de expressão artística.

Volpi para Lanterna

Interessadas nas atividades de artes, também conheceram o artista Volpi. Apreciaram, em especial, duas de suas obras: "Grande Fachada Festiva", na qual logo identificaram uma casa, e "Festa de São João", aproveitando a aproximação da Festa Junina.

Viva o Gonzagão!

Com a proximidade do dia de nossa Festa Junina as crianças se envolveram alegremente com os preparativos. Pintaram, colaram, recortaram bandeirinhas e confeccionaram um painel repleto de luas e estrelas, uma mais brilhante que a outra, para homenagear o querido Luiz Lua. E ao som de suas músicas experimentaram diferentes movimentos, dançando e cantando com prazer. Começávamos a nos preparar para o nosso arraial, em clima de muita animação!
E no dia da festa, nossos pequenos divertiram-se a valer entre danças, música, barraquinhas e muita animação!

Muitos Aprendizados

Foram muitas alegrias e aprendizados adquiridos ao longo do semestre. Nossos pequenos, por meio de palavras, gestos, movimentos, traços e sons, construíram um conhecimento do mundo e comunicaram esse conhecimento aos outros. Assim, a Turma da Lanterna vivenciou esse período: Com intensidade e muita vontade de aprender.
Boas férias e até o próximo semestre!

Expressão Corporal

Em ritmo de carnaval!

Iniciamos o semestre esquentando os corpos para o desfile do nosso bloco.
Reunimos os grupos em roda para realizar movimentos em diferentes direções e níveis ao som de algumas marchinhas. Depois, cantamos e dançamos ouvindo o samba da escola vencedor.

Lanterna na Casa

A proposta seguinte foi dramatizar diversas situações da rotina. Sempre que uma lanterna acendia ou apagava, simulando o dia e a noite, as crianças exploravam movimentos relacionados às atividades que costumam fazer em casa como tomar banho, almoçar e dormir. Foi uma brincadeira muito divertida.

Estátua!

Com colchonetes e barbantes, estabelecemos um caminho no salão e estimulamos as crianças a percorrê-lo na ponta dos pés, nos calcanhares, em quatro apoios, parando assim que a luz acendesse. Atentos ao sinal de parar, os pequenos se empenharam para cumprir a regra da brincadeira.

Uma casa no salão

Com um módulo de brinquedo, tecidos, colchões e outros materiais, uma grande casa surgiu no salão.
As crianças ficaram encantadas e experimentaram posicionar seus corpos no espaço: dentro, fora, ao lado, a frente, atrás, ao redor da casa, embaladas por músicas do repertório do grupo.

Dia de faxina

As pesquisas sobre diferentes tipos de casas instigaram as crianças. Assim, assistimos ao vídeo-escola "A faxina" e munidos de vassourinhas, pazinhas e paninhos realizamos uma grande faxina no salão. Também não pudemos esquecer que para uma boa faxina é necessário puxar e empurrar os móveis e os pequenos se divertiram experimentando esses movimentos com diversos materiais em várias direções e diagonais, percebendo seu peso e tamanho.

Em ritmo de xote e baião

Encerramos o semestre ao som de xote e baião. Embalados pelas músicas de Luiz Gonzaga experimentamos alguns passos e montamos as coreografias para nossa Festa Junina.

Música

Viva o carnaval!

Inspirados pelo samba campeão de 2012, trouxemos uma mala surpresa repleta de invenções citadas na letra da música e também contamos a história "Te cutuco, não cutuca" que tenta justificar, de forma bem humorada, o surgimento do samba.

Ahuuuu! É o Lobo!

Mergulhados nas histórias dos Três Porquinhos, aproveitamos para, além de cantar e marchar com a canção tão conhecida, explorar diferentes timbres. Associamos o som dos instrumentos ao material de que eram feitas as casas de cada porquinho. O caxixi era a casa de palha, o reco-reco a casa de madeira e o triângulo lembrava a pá do Prático, construtor da casa de tijolos. No final do nosso reconto o Lobo que adentrara pela chaminé direto no caldeirão virou ingrediente da "Sopa do Neném", outra canção ensinada para a turma.

Está em casa!

Trabalhamos ao longo do semestre com um repertório bastante grande de canções relacionadas à casa: "A Casa Torta", do Grupo Olá, "Casa Engraçada", de Vinícius de Moraes, "Morada" e "A casa Quando Acorda", de Ana Moura, entre outras relacionadas a bichos que carregam suas casas nas costas como "O Jabuti,ti,ti,ti" e o "Caracol". Em roda ou simplesmente imitando esses animais as crianças brincaram um bocado.

A casa quando acorda!

Depois de termos explorado os sons de alguns eletrodomésticos, como o aspirador de pó e a batedeira pudemos nos encantar com a performance dos "Seis Bateristas Num Apartamento", vídeo do Youtube, onde percussionistas invadem uma casa e "tiram" som de tudo quanto é objeto espalhado pelos quatro cômodos.

Luiz Gonzaga para Todos!

Em nossa Festa Junina vamos homenagear o centenário do Velho Lua, o nosso querido Luiz Gonzaga. Estamos trabalhando seu repertório de baiões, gênero que ele ajudou a criar e difundir mundo afora, bem como xotes e quadrilhas de sua autoria. As crianças estão aprendendo a reproduzir e identificar cada ritmo, cantar suas principais canções e, é claro, dançar um forrozinho. Afinal, For All é Para Todos!