Relatório de Grupo – Quinto Ano – 2012/1 – Projeto: O Bicho Inventor

Projeto

Apresentação

Apresentamos aqui o caminho que percorremos durante o primeiro semestre em nossas aulas de Projeto. Em formato de pequenas notícias, feitas originalmente para o Informe, elas vão revelando os gostos, as preferências e os sentimentos que deram vida ao trabalho da turma. Mostram as atividades que configuraram o enredo do projeto, as propostas para o estudo da Língua Portuguesa e outras relacionadas à Literatura. Dessa forma, elas contam muito sobre a identidade desse grupo. Para começar, postamos a justificativa para o projeto da turma: "A História das Invenções", pois ela resume a intenção do trabalho.

Justificativa do Projeto “A História das Invenções”

“O homem é um grande inventor de coisas, e a história do homem na Terra não passa da história das suas invenções com todas as consequências que elas trouxeram para a vida humana.” Monteiro Lobato, História das Invenções, 1935

Justificativa do Projeto:

O bicho-homem, desde os primórdios, foi impulsionado a criar para sobreviver, para satisfazer suas necessidades e dominar o meio, superando limites e, assim, deixando registrada ao longo de sua evolução, a história da técnica e da criação. É fascinante perceber que tudo o que nos rodeia, com exceção da natureza, é resultado de invenções que foram se sobrepondo ao longo dos tempos, e que todas elas tiveram sua origem em sonhos ou desejos que um dia pareceram impossíveis.

“Quando hoje falamos em invenção, imediatamente nos vêm à ideia as últimas grandes invenções humanas (...)" Mas..."naquele tempo, o pobre bicho peludo só inventava coisa extremamente simples, que depois ia aperfeiçoando. E como uma invenção sai de outra, as grandes invenções de hoje não passam do desenvolvimento das modestas invençõezinhas dos nossos antepassados peludos.”

Compartilhando conosco os pensamentos do historiador holandês Hendrik van Loon, Lobato afirma que a história do homem encontra-se mesclada à história das invenções. Então, elegemos o seu livro “História das Invenções” como inspiração para esta jornada ao universo científico onde ideias surgem e se concretizam.
Lobato não assistiu ao acelerado avanço tecnológico ocorrido nas últimas décadas. Por isso será necessário promover uma atualização dessa história e, ao mesmo tempo, instigar uma reflexão sobre o impacto que cada um dos inventos vem provocando na vida cotidiana.

Nesta leitura somos convidados a perceber que todas as invenções do homem são meios de potencialização das capacidades humanas básicas: “Todos os progressos humanos não passam da multiplicação do poder dos olhos, da boca, dos pés, das mãos, dos ouvidos e da resistência da pele.” Esse raciocínio é importante porque humaniza as invenções e nos alerta sobre a nossa responsabilidade, enquanto seres que vivem num ambiente coletivo.

Ao escolher esse tema para o Projeto não pretendemos apenas acumular informações de modo contemplativo, precisamos interagir com o conhecimento de forma crítica e criativa, fazendo relações com todas as áreas do saber, implicados com as questões atuais e os processos necessários de mudança e transformação do mundo. Um olhar para as questões ambientais e sociais, por exemplo, não nos deixam esquecer essa urgência. E é o próprio Lobato quem nos diz:

“O que há é que ainda não acertamos um meio de vida que faça as invenções beneficiarem a todas as criaturas igualmente. E a maior das invenções humanas vai ser essa: um sistema social em que todos tenham de tudo.”

Queremos que este estudo nos instigue a compreender o processo objetivo e subjetivo das criações, a busca constante e o movimento contínuo da vida que revela a essência do que nos torna humanos.

A Hora e a Vez dos Sambas da Sá Pereira!

Sempre que as aulas começam antes do carnaval, é com muita música e alegria que inauguramos o Projeto. Nesse ano, a escolha do samba da Sá Pereira foi feita por concurso entre toda a comunidade escolar. Na nossa turma, todos os sambas participantes tiveram seu momento de estreia. Em duplas ou trios, as crianças ficaram responsáveis por cada letra, destacando fragmentos mais significativos para reflexão sobre o tema. Depois fizeram uma apresentação para a turma acompanhadas da gravação original. Foi uma forma de ampliar a discussão sobre as "invenções" e valorizar a participação de todos os candidatos.

Entre Manchetes e Lides - Notícias do Bloco

As crianças aproveitaram as notícias sobre o carnaval para um primeiro contato com o texto jornalístico. Com recortes trazidos de casa, puderam observar a estrutura das manchetes, dos lides e se arriscaram a escrever sobre o Bloco da Sá Pereira nessa linguagem.
Aqui estão algumas manchetes que criaram:

"Felicidade a cada confete"
Raphael e Francisco

"Bloco da Sá Pereira - diferentes opiniões"
Gustavo

"Sá Pereirando no carnaval - vamos explorar um pouco mais o carnaval das invenções"
Ana Beatriz, Flora, Juliana, Leila e Lily

"Repórter Caramelo e D. Pink: cara a cara no bloco da Sá Pereira"
Helena e Fernanda

"Rufando os tambores da Sá Pereira - Os tambores rufaram na Capistrano de Abreu"
Kian e Felipe

"Tudo sobre o carnaval - Sá Pereira dá uma volta divertida fazendo barulho no quarteirão"
Julia, Clara T., Clara M. e Marina

"História das Invenções", de Monteiro Lobato

Depois de algumas conversas com as crianças percebemos que a leitura compartilhada do livro "Histórias das Invenções", de Monteiro Lobato, seria um guia e tanto para esses meninos e meninas no desenvolvimento do projeto. Mesmo com a edição esgotada, a escola conseguiu comprar exemplares em sebos virtuais, recebeu alguns empréstimos e muitos alunos também fizeram suas buscas em casa e trouxeram seu livro para a escola. Foi muito interessante conviver com as diferentes edições de uma obra que se tornou clássica.

Diário Literário

Inauguramos o Diário Literário. Muito mais do que contar sobre os livros lidos, a proposta é que as crianças registrem a sua experiência com a literatura - desejos, impressões, sentimentos... Às vezes demoram a encontrar o tom para essa escrita, tão acostumados a ouvir e ler resenhas em que quem escreve tem que ficar quase invisível aos olhos do leitor. Nesse caderno, ao contrário, o mais importante é que falem de si. É, ao mesmo tempo, um contraponto à linguagem impessoal que os jornais buscam e que também trabalhamos no nosso Quinto Ano. Na Biblioteca, sempre há espaço para quem quer ler os seus relatos e ouvir os comentários dos amigos.

Furacão da Botocúndia

As crianças assistiram ao documentário “Furacão na Botocúndia”, que nos inseriu na trajetória e no contexto histórico em que nosso ilustre Monteiro Lobato viveu. A ideia foi alimentar o conhecimento sobre o autor ao mesmo tempo em que adentrávamos neste universo que transita entre a fantasia e a realidade através da leitura de “História das invenções” e de "Emília no País da Gramática". Como Lobato ficou tão presente em nossa sala, aproveitamos para fazer, na Biblioteca, empréstimos só de seus livros - uma ciranda de livros!

Capa dos Cadernos

Todos terminaram as capas dos cadernos. Para o caderno de Projeto, pensamos: o que deixaria o homem da caverna perplexo? A partir dessa pergunta as crianças foram convidadas a pesquisar imagens que a respondessem. Sapatos, ipads, escovas de dente, televisões, carros e tantas outras invenções formaram um mosaico que compôs a capa do caderno. Para o de Língua Portuguesa, nos inspiramos num desenho de uma árvore de letras e cada criança elaborou sua árvore com palavras de sua preferência e colocou seu nome em destaque.

Hugo Cabret

As crianças foram ao cinema para ver “A Invenção de Hugo Cabret”, de Martin Scorsese. O filme proporcionou uma discussão a partir da conversa de Hugo com Isabelle sobre o “propósito” de cada coisa e de cada pessoa na vida.
O menino compara o mundo a uma máquina:
“(...) entendi que se o mundo fosse uma grande máquina, eu não poderia ser uma peça sobressalente. Eu tinha que estar aqui por alguma razão...”

Tudo isso abriu espaço para a poesia de Manoel de Barros e reflexões sobre propósitos/ despropósitos:
"(…)Você vai encher os vazios com as suas peraltagens. E algumas pessoas vão te amar por seus despropósitos."

Assim, procurando ver mais de um lado de cada situação, vamos desvendando o projeto “História das Invenções”.

Emília no País da Gramática

Para acompanhar as aventuras de “Emília no País da Gramática” temos as apostilas de estudo dirigido que vão trazendo propostas para ampliar as reflexões e sistematizar as convenções e nomenclaturas da Língua. A primeira trouxe uma ampla discussão sobre a Língua como algo vivo e também como identidade cultural de um povo.

Fazedor de Milagres?

Seria o homem um fazedor de milagres? A partir do título do livro de Hendrik van Loon, "História das invenções do homem, o fazedor de milagres", que inspirou Lobato em "História das invenções", as crianças pesquisaram, no dicionário, o significado de "milagre" para buscar argumentos e responder a essa pergunta. Diferentes pontos de vista surgiram provocando calorosos debates. Mas a conclusão final foi que usamos esse "milagre" como uma metáfora para falar da infinita capacidade humana de criação, e ao mesmo tempo revelar a constante busca, a incapacidade de acomodação humana.
Fernanda Conde escreveu:
“Não sei como explicar muito bem, fiquei confusa. Para mim é sim e não. Sim, porque ninguém nunca imaginou tantas coisas, tantas invenções, e não, porque elas não são exatamente um milagre, todas as invenções surgiram com trabalho”.

Das criaturas para o criador, umas palavras

Monteiro Lobato, foi sem dúvida, um bicho inventor. Um incrível bicho inventor de sonhos e de ideias. Inventou personagens e fantasias que coloriram a infância de tantos e, principalmente, inventou a Literatura Infantil no Brasil. Por isso no dia do seu aniversário comemoramos o Dia Nacional do Livro Infantil.
Para homenageá-lo, as crianças encarnaram algumas criaturas e, cada uma no seu estilo, lhe escreveu mensagens. Também fizeram divertidas caricaturas, a partir de um elemento qualquer: um botão, um recorte de jornal, uma pimenta e muitos outros!

"Prezado Monteiro Lobato,
Quando me criou, você se inspirou em sua infância e acho isso incrível.
Penso que é muito legal ter sido criado por você, pois vivo fazendo coisas incríveis e os outros morrem de rir com as minhas histórias. Também acho muito bom ser corajoso, engraçado e esperto.
É por sua causa que temos a literatura infantil no Brasil e somos quase independentes com o petróleo. Por isso me orgulho de ser sua criação. Também agradeço por ter criado Tia Nastácia com seus bolinhos e Dona Benta com as suas histórias extraordinárias.
Queria muito conhecer você. Resumindo, esta é uma carta em sua homenagem.
Um abraço do seu amigo e criação,
Pedrinho"

Felipe e Kian

"Sr. Lobato,
Aqui nesta carta fala o Visconde, feliz aniversário!
Gosto muito de ser como eu sou: estudioso, esperto, cooperativo etc... do jeito que você me fez.
Quero continuar aquela viagem no navio “Terror dos Mares”, do livro Geografia de Dona Benta, por favor, escreva para a turma: o livro Geografia de Dona Benta II e o Picapau Amarelo II.
Quero inventar uma máquina que ajude os idosos. Pode me ajudar?
Ah, e sobre a máquina, me ajude a escrever um livro com tudo sobre ela, os problemas e instruções para fazê-la. Vai ser: A invenção do Visconde!
Visconde de Sabugosa
PS: O que quer de aniversário?"

Gustavo e Theo

"Lobato, meu caro amigo!
Por que você não fez o Visconde menos filósofo e menos falante como eu, eu não falo quase nada...
Pedrinho é super animado e aventureiro, mas sempre que eu dou uma sugestão ele diz não e explica a situação.
A Narizinho é doce e gentil e sempre que brinca, me chama para brincar. Ela tem muita paciência comigo. Mas, por que ela mentiu para mim dizendo que Rabicó era um príncipe encantado? Ele é só um porco comilão, gordo e medroso! Ele só sabe olhar a comida da tia Nastácia...Bem que você podia ter feito Rabicó menos comilão!
Já tia Nastácia, quando eu peço uma canastrinha nova, sempre ela pergunta por quê. E eu pergunto, por que ela precisa saber? A canastrinha vai ser minha, não dela...
Quer saber, esqueça todas as minhas sugestões! O que seria das minhas memórias se Visconde não fosse prestativo? E o que seria de mim, se não fosse Tia Nastácia que me criou?
De sua personagem favorita,
Emília!"

Ana Beatriz, Francisco, Juliana e Raphael

"Obrigada, Lobato, por me criar!
Só que eu bem que queria ser mais bonita!
E queria ser gente, não gosto muito de ser boneca. Pensando bem... ser boneca tem suas vantagens: uma boneca não se machuca, pode falar o que quiser e brinca todo o dia.
E também, sou uma boneca diferente das outras!
É legal ser diferente!
Mas, você não podia ter criado uma outra boneca para me fazer companhia?
Ela podia ser igual á mim: reclamona, mandona, aventureira e assim por diante...
E agora tchau, tenho mais o que fazer!
Beijos da Emília"

Helena, Marina e Clara Tang

"Caro amigo Lobato,
Aqui quem fala é aquele porquinho comilão, rechonchudo, lembra de mim?
Eu só queria te perguntar POR QUE eu não sou um dos seus favoritos?
Hein? Hein? Mas, enfim... Tem mais uma coisinha, meu nome é Rabicó e o nome daquele rinoceronte MAGRICELO (comparado a mim, é claro) é Quindim?! Nome de docinho! Ele mal come! Ah, vá “rabicar” em outro lugar! Ora! Eu é que sou o comilão!
Bom, isso é uma homenagem, então, vamos falar de seus pontos positivos.
Outro dia, aquele anjinho que a Emília pegou na Viagem ao Céu (em que eu não estava, novamente) passou aqui para nos visitas e pediu para escrevermos esta cartinha para você. Isso era o que ele queria dizer:
“E aí, Monteiro, tudo beleza? Bom, nem sei porque eu estou mandando esta carta, todos os dias a gente se encontra aí no céu mesmo. Mas, sou muito tímido (menos nas cartas) não conseguiria te falar isso pessoalmente, então lá vai, PARABÉNS! Vê se você passa lá na minha casa na próxima quarta (18/4), eu até faço uns docinhos do céu para você.
Beijos.
Anjinho da asa quebrada”

Então, gostou? Agora é o Rabicó falando, bom eu tenho que ir, agora eu vou ter de costurar a boca dessa boneca asneirenta!
Beijinhos, tchau!
Rabicó"

Flora, Lily, Leila e Fernanda

"Prezado Monteiro Lobato,
Obrigada por me criar.
Quem fala é Tia Nastácia, obrigada por me deixar o papel de criar a Emília e Visconde, estes dois importante personagens.
Olha a novidade no Brasil, o racismo sumiu (quase)!
Por isso, muita gente agora diz que você é racista, mas sei que não é, sei que você não tinha nada contra os negros, muito pelo contrário, eu sei que você me criou para ser adorada e amada.
Todo Sítio está triste com a sua morte, mas não se preocupe que nós ainda levamos suas história pelo Brasil. Agora estamos bem famosos, seu esforço valeu a pena, temos bonecos, aparecemos em gibis e temos um seriado na Futura. Se o senhor estivesse vivo lhe faria deliciosos bolinhos.
Me despeço, senhor Lobato,
Tia Nastácia

PS. Rabicó, seu safado, fique longe da minha comida!!!"

Clara M., Iara e Julia

Dia de Lobato, Dia do Livro Infantil

No dia 18 de abril, Monteiro Lobato faria 130 anos. Neste ano, tão mergulhadas nesse universo das invenções humanas, as crianças programaram uma comemoração para esse criador e suas criaturas. Prepararam um mural e fizeram uma invasão literária. Organizados em pequenos grupos, as crianças foram de sala em sala, falar de Lobato e fazer pequenas leituras-convite de seus livros em todas as turmas da escola. Na hora do lanche, teve bolo e parabéns!

Invasão Literária

Lobato menino, Lobato moleque, Lobato Saci
Ora delicado como Narizinho, ora desbravador como Pedrinho
Umas vezes sábio como D. Benta e Visconde,
outras tantas da terra como Tia Nastácia
e muitas, muitas vezes mesmo,
ousado e irreverente como Emilia…
Ah! Esse Lobato!

Aplausos para "Tapete Vermelho"

A turma assistiu ao filme “Tapete Vermelho”, de Luiz Alberto Pereira, para enriquecer as discussões acerca do tema “identidade cultural”. Repleto de poesia e sensibilidade, o filme trata da diversidade cultural e linguística, revelando elementos da cultura popular como as crendices, os ditos, as simpatias, a moda de viola, as danças folclóricas, chamando a atenção para as peculiaridades de nossa língua. Ao final do filme, os aplausos foram imediatos.

Tecnologia no Museu

O que é progresso?
Será que os avanços de hoje devem sua existência às "modestas invençõezinhas de nossos antepassados peludos"?
O que é tecnologia?
O que é ciência?
Qual das duas surgiu primeiro?
O homem primitivo produzia tecnologia? E ciência?
E quais tecnologias podemos encontrar numa visita a um Museu?

Munidos dessas questões e com pranchetas em punho os alunos visitaram o Museu Nacional da Quinta da Boa Vista.
Da evolução da espécie humana, passando por antigas civilizações e diversas culturas, todos puderam observar a presença de muitas tecnologias ao longo da história. O domínio do fogo, as armas, as vestimentas, as formas de registro, o processo de mumificação e até as próprias pesquisas e achados do museu foram algumas das respostas encontradas para as perguntas.
Sem dúvida, mais do que respostas, obtivemos muito material para continuarmos refletindo sobre o estudo das invenções.

No País da Gramática

Estudar os fatos da língua movidos pela curiosidade e pelo interesse é o que tem desafiado a criançada. Sabemos que o estudo da gramática nem sempre é tarefa fácil... às vezes árido, outras vezes de difícil compreensão. Mas uma coisa é certa: viajar pelo País da Gramática na companhia dos personagens do Sítio tem sido uma das grandes curtições da turma. Depois da leitura do capítulo "Na casa dos pronomes", as meninas resolveram fazer uma coreografia para decorar os pronomes pessoais.

Fim do Trimestre

O primeiro trimestre terminou com as crianças envolvidas com revisões e avaliações dos cadernos, autoavaliações e testes de Língua Portuguesa e Matemática. Essas pequenas pausas são sempre muito boas para que juntos possamos refletir sobre os caminhos do Projeto, a postura de estudante, as dúvidas, as curiosidades e tudo que já aprendemos.

Memórias de um Invento

Inspirados na leitura do livro "Memórias de um Cabo de Vassoura", de Orígenes Lessa, os alunos foram convidados a pensar em um invento e imaginar o seu nascimento. De onde ele viria? Surgiu a partir de alguma necessidade? Qual história ele teria para contar? A partir daí, facas, gavetas, lápis, máquinas de lavar, abajures e até o fio dental estão ganhando vida pelas mãos dos alunos em suas produções textuais.

Vêm aí as novas aventuras do Sítio!

Com o mergulho na obra de Monteiro Lobato e depois da "Invasão Literária", era hora das crianças escreverem novas aventuras para seus personagens. Foi essa a proposta que fizemos para um texto de criação no Diário Literário.
Agora estamos aproveitando essas produções para a atividade dos "Leitores do Dia", em que uma criança lê sua aventura. Os amigos fazem comentários escolhendo as ideias de que mais gostaram e dando sugestões para melhorar o texto.
Para o Raphael, falaram que ele tinha tido uma ótima ideia, mas no final, perdeu o fôlego e terminou muito de repente. Para a Juliana, que se descobriu apaixonada pelos livros do Lobato, muito elogios. O Francisco chegou a falar que ela é a nossa Lobatinha, porque é como se estivéssemos ouvindo o próprio Lobato falar.

No Caderno de Língua

A partir de textos publicados na "Folhinha de São Paulo", em comemoração aos 80 anos de "Reinações de Narizinho", no ano passado, estamos propondo variadas atividades.
Numa delas, as crianças foram convidadas a escrever algumas receitas inspiradas na receita de Dona Aranha para confeccionar o vestido de casamento da Narizinho com o Príncipe Escamado, no Reino das Águas Claras.
Leila e Lily criaram suas receitas para ser um bom aluno na Sá Pereira. Vejam os ingredientes:

"Lápis do estudioso, borracha da inteligência, cola da imaginação, régua da amizade, caneta da cooperação, marcador da ajuda e caderno da sabedoria."
Leila

"1/2 xícara de imaginação, 2 colheres de sopa de curiosidade, estudo a gosto, e só um pouco de conversa. Ah, e também muito interesse, tipo 4kg!"
Lily

A Rio+20 e o Projeto

Os temas da Rio +20 estiveram em sintonia com o que estávamos estudando em Projeto. Depois de descobrir que as tecnologias funcionam como prolongamento e ampliação das funções de partes de nosso corpo, começamos a pensar na constituição e produção de todas as coisas criadas pelo homem: "De que as coisas são feitas?"; "Uma coisa pode ser transformada em outra?". Com essas perguntas conversamos sobre coisas do nosso cotidiano que, de tão integradas, nem imaginamos a vida sem elas; muito menos questionamos de onde surgiram.

Só de imaginar tudo que existe hoje e comparando com o que havia no tempo dos nossos antepassados "peludos", constatamos o quanto de transformação houve. Se a Terra é a mesma, nada chegou de fora, nada foi descartado para fora do nosso planeta, então tudo que temos aqui foi transformado. Para ampliar essa compreensão, conhecemos Lavoisier e assistimos a um vídeo que contava sua história.

Em seguida, trouxemos conceitos como: economia verde, desenvolvimento sustentável, consumo consciente, inclusão social, recursos naturais, reciclagem, pegada ecológica e outras expressões presentes na cartilha do Inpe "O futuro que queremos" e que nos ajudaram a entender melhor a Rio+20.

Leituras

Foi um prazer finalizar a leitura do livro "História das Invenções". Foram tantos os assuntos, tantas informações e discussões que, com certeza, vamos retomar pequenos trechos para fundamentar os estudos que ainda virão.
A leitura de "Emília no País da Gramática" também é uma diversão garantida que vai continuar até o final do ano, acompanhando os estudos e reflexões mais formais sobre a Língua.

Um pedaço da Rio+20 na sala de aula

"Recebemos nesta semana a visita de D. Maria Teresa, Ministra na Missão Permanente do Brasil junto à ONU e avó da Lily. Ela está no Brasil por causa da Rio+20, pois trabalha pela Conferência desde 2007, quando o Presidente Lula propôs sua realização.
Depois de terminado o evento, ela pôde nos contar sobre os objetivos, metas e conclusões de tudo que aconteceu.
Ela explicou que 'Desenvolvimento Sustentável' é como se fosse o telhado de uma casa que é sutentado por três pilares: o econômico, o social e o ambiental. Para ela, o documento final, apesar das concessões que cada país tem que fazer, traz metas importantíssimas.
Seu principal assunto na Rio+20 era ligado aos oceanos. Então, ela explicou sobre o ecossistema marinho e sobre a pesca.
Foi muito interessante poder conversar com uma pessoa tão importante para o mundo."

Texto coletivo

Final do semestre e o Casamento Junino

Na primeira semana de julho, todos estiveram muito envolvidos com os últimos ensaios e a apresentação do casamento junino. Além desse compromisso, as turmas também se dedicaram a fazer revisões nos cadernos, cuidar de produções para dar um melhor acabamento aos textos e finalizar o semestre com tudo em dia.
Em agosto, vamos retomar o Projeto da "História da Invenções" com os estudos mais específicos da Física.

Matemática

Por que Estudar Matemática?

Nossas aulas começaram com essa indagação. Respostas que trazem a importância da disciplina na compreensão das outras áreas e na organização do mundo e destacam sua presença nos padrões na natureza nos deixaram com a sensação de que há muito a aprender.

Números, Para que Servem?

As crianças aprenderam que os números podem desempenhar diferentes funções: codificar, quantificar, ordenar e medir. De posse dessa informação, analisaram notas fiscais, convites, bilhetes, ingressos, anúncios e outros diferentes textos encontrados no dia a dia.
Começaram, também, a explorar parte da história dos sistemas de numeração numa apostila que mostra como os números mudaram através dos tempos.

Cartas Coloridas

Como sabemos, os jogos não podem faltar nas nossas aulas! O jogo da vez foi o "Cartas Coloridas", que faz parte do material complementar do livro didático adotado. Nesse jogo, o participante precisava utilizar seu conhecimento sobre multiplicação por 10, 100 e 1000, além de realizar adições e mudanças de ordem necessárias para formar seu número. O que pode parecer uma tranquilidade com as cartas de 0 a 9 transforma-se em um grande desafio quando são sorteadas as de 10 a 15! Pura diversão!

Foco na Multiplicação

Jogos como Stop e Bingo, a resolução de alguns problemas e de cálculos e a nova apostila sobre Múltiplos reativaram a reflexão sobre os termos, as relações e as regularidades que envolvema multiplicação.
A tabuada teve, mais uma vez, lugar de destaque nas atividades e, para alguns, o estudo em casa ainda é muito importante.

Dividindo a Novidade

Enfim, a esperada nova técnica da divisão chegou. No começo dessa nova aprendizagem as confusões e certa insegurança eram normais. No site, em Para Turmas 2012, no espaço reservado para as F5 publicamos o passo a passo da técnica operatória recém apresentada.

Zero é Par ou é Ímpar?

Com essa pergunta na cabeça, os alunos começaram uma calorosa discussão, reproduzindo questionamentos que estudiosos de uma matemática mais avançada fazem.
Até Gabriel, irmão da Juliana, que já está no Ensino Médio, colaborou com uma frase matemática cheia de frações para provar que o zero é um número indeterminado.
Ainda que não tenham chegado à resposta ou que a compreensão da explicação ainda não tenha sido possível com os conhecimentos que têm, hoje os alunos mostraram-se desafiados e curiosos.

Leitura na Aula de Matemática

Juliana trouxe a "Aritmética da Emília", Gustavo sugeriu "O Diabo dos Números" e a professora apresentou "O Homem que Calculava".
Depois de uma disputada votação, as crianças decidiram acompanhar, nos dez minutos finais das aulas, a turma do Sítio e suas descobertas sobre a Matemática.

Novidades

Em "Aritmética da Emília", Visconde nos apresentou uma senhora chamada Quantia. Com ela, a turma descobriu que nossa moeda já se chamou Real e que numismata é o nome que se dá ao colecionador de moedas.
Os alunos assumiram o compromisso de decorar três tabuadas e, mesmo com um frio na barriga de alguns, aconteceu a sabatina na nossa última aula. Nem todo mundo está afiado, por isso ainda é preciso muito investimento!
A nossa despedida do semestre foi fora da sala: no pátio, "procuramos pelo sol" para usar o relógio de sol de pedra-sabão da Flora e aprender e ver as horas. Gustavo, que já sabia sobre seu funcionamento, chamou a atenção para os dois lados iguais do mais antigo relógio de que se tem notícia.

Inglês

Andy Singer

Durante as aulas, as crianças discutiram a imagem da capa da agenda e, em grupos, construíram um pequeno texto que precisou ser transformado em uma frase de efeito para a confecção de cartazes. Todos se envolveram tanto com a proposta que muitos desdobraram a atividade e produziram músicas, quadrinhas, esquetes etc. A temática da maioria das produções envolvia discussões sobre sustentabilidade. Estavam prontos para a Rio+20!

Let´s talk about

Relembramos alguns conteúdos gramaticais através de exercícios propostos pelas fichas "Lets talk about..." e por alguns sites nas salas de computação. Estas atividades serviram para tirarmos algumas dúvidas, recordarmos regras e aprimorarmos nossa produção escrita.

Artes Visuais

Criando um personagem

As imagens que utilizamos para compor a sinalização da escola, em 2012, buscaram homenagear alguns criadores que, através da literatura, do cinema, das artes visuais e da música, inventaram personagens que povoam nosso imaginário e parecem presentes em nossas vidas como fantasias cristalizadas.
Desejávamos que o sentimento de afeto e responsabilidade, característico dessa relação, pudesse inspirar nossas realizações ao longo do ano.
Essa oportunidade de apreciação motivou nossos alunos a criarem personagens com características específicas. Ao terminarmos o trabalho de composição de personagens, demos vida a eles criando quadrinhos e flips.

Buscando novos caminhos

Em seguida, buscamos um diálogo com as pesquisas realizadas nas aulas de Projeto. A leitura de "História das Invenções" nos levou as primeiras máquinas e descobertas tecnológicas. Elegemos o movimento como temática e chegamos à arte cinética como assunto de estudo de nossas aulas.

Arte Cinética

Inspiradas em Calder e Palatinik, as crianças produziram móbiles e objetos cinéticos. Utilizaram lanternas, lasers, engrenagens de relógio e até um pequeno motor para realizar suas produções. A visita de Abraão Palatinik, que trouxe uma de suas obras para ilustrar a conversa com a turma de sua neta, nos possibilitou também um contato direto, atiçando a curiosidade de todos sobre seu funcionamento.

Teatro

A História do Carnaval

As crianças percorreram a história e conheceram um pouco mais sobre o carnaval. Desde a antiguidade o homem comemora essa data. Os Gregos festejavam a época da colheita, homenageavam o Deus Baco e bebiam o vinho feito das uvas frescas. Já na Idade Média, os cristãos faziam uma festa que precedia a quarentena. Em Portugal, os entrudos tomavam as ruas da cidade. Ao passar dos anos, no Brasil, os bailes de carnaval e os desfiles pelas ruas das cidades ganharam espaço. As crianças caminharam por essa linha do tempo, criando quadros vivos que representavam esses momentos.

A História das Invenções

As crianças leram o livro "História das Invenções", de Monteiro Lobato. Em nossas aulas exercitamos a imaginação tentando recriar o momento em que algumas inveções foram feitas. Usamos o livro de Lobato como guia e, assim como ele, associamos as partes do corpo às invenções. Como será que a partir da mão o homem criou o pote? Ou, como que do pé, que nos ajuda na locomoção, criamos a roda? Os alunos representaram as situações que teriam levado o homem á essas criações e aos poucos fomos inventando a nossa história.

Preparando o casamento

Como é tradição na escola, neste ano, os alunos fazem o casamento da festa junina. Decidimos, então, unir o projeto institucional da escola, O Bicho Inventor, ao projeto da turma, A História das Invenções, de Monteiro Lobato. As crianças preencheram uma ficha, dando ideias para a encenação e sugerindo persongens que tivessem relação com o projeto da escola ou que fossem destaques da atualidade. Os personagens do Sítio do Pica Pau Amarelo e muita gente importante estiveram presentes no casório.

Casamento de Emília e Rabicó

Os personagens do Sítio do Pica-pau Amarelo invadiram a festa junina da Sá Pereira. Não só eles, mas o próprio Monteiro Lobato esteve presente, além de grandes inventores como Albert Einstein, Thomas Edison, Graham Bell, Santos Dumont e muitas celebridades. Nos sonhos de Pedrinho e Narizinho, Emília casa-se com Rabicó, mas só depois de muita confusão. Foi uma festança!

Dança

Dança e Carnaval

Iniciamos o ano conversando sobre as regras de convivência e nos apresentando. Ouvimos e dançamos livremente o samba da escola nos preparando para o Bloco da Sá Pereira.

Dançando com Materiais

Em seguida, exploramos os diferentes materias do Salão aperfeiçoando nossas habilidades motoras. Utilizamos as pranchas de equilibrio, bambolês, tecidos, etc.

Personagens em Movimento

Dialogando com o projeto institucional, escolhemos quatro personagens das placas de identificação das salas da escola: Pantera Cor de Rosa, Darth Vader, James Bond e Emília. Vimos vídeos e conversamos sobre a movimentação de cada um deles. Depois, criamos pequenas sequências coreográficas atentos à qualidade do movimento que os caracteriza.

Processo Criativo

Também conversamos sobre os diferentes caminhos no processo criativo e pedimos às crianças que escolhessem um ponto de partida para uma composição coreográfica: uma música, um objeto, um poema, qualquer elemento que auxiliasse nesta construção. A maioria escolheu a música como fonte de inspiração e trabalhalhou com seriedade em suas composições.

Mão, Pé

Ao nos aproximarmos do Projeto da turma, escolhemos o capítulo "Da pele ao arranha céu" , do livro "Histórias das Invenções, de Monteiro Lobato, para trazer para as nossas aulas. Perguntamos aos nossos alunos: qual a importância da pele? Qual a sua função? Depois de responder a estas e outras questões, iniciamos um trabalho sensorial, massageando nossa pele com diferentes texturas. Dando continuidade, os capítulos "A mão" e "O pé humano", nos instigaram a criar uma coreografia com movimentos que fossem liderados por essas duas partes do corpo. Para nos inspirar, trouxemos, para apreciação das crianças, o espetáculo "O Corpo" da Cia Mineira Grupo Corpo e a trilha sonora criada pelo músico Arnaldo Antunes. A movimentação dos bailarinos e a música nos direcionaram para a criação de movimentos fortes, cortados e cheios de energia. Para isso, dividimos cada turma em pequenos grupos e pedimos para que cada um desenvolvesse pequenas células coreográficas. Aos poucos, usamos nossas pesquisas e organizamos espacialmente nossos movimentos, dando corpo à coreografia que foi apresentada na Mostra de Artes.

Festa Junina

Para encerrar o semestre conversamos sobre a Festa Junina,conhecemos e experimentamos alguns movimentos da quadrilha.

Música

Carnaval

Nas semanas que antecederam ao Carnaval, além de cantar o samba do bloco da escola, as crianças conheceram um pouco melhor os instrumentos que compõe uma bateria de Escola de Samba. Montamos uma rápida prática de conjunto com frases rítmicas simplificadas dos instrumentos, utilizando "O Passo".

Flauta Contralto

Na volta do Carnaval, resgatamos o estudo da flauta doce que esse ano conta com uma novidade: a adoção da flauta doce Contralto. Para isso, as crianças se organizaram em duplas e usando a flauta soprano e a contralto, preparam algumas músicas do livro “Vamos tocar flauta doce, Vol. I”, utilizado nos anos anteriores.

Aquarela

Em seguida, as crianças se dedicaram a preparar para a Mostra de Artes o arranjo de Aquarela, de Toquinho, usando as flautas soprano e contralto. Para dar conta desse objetivo, as crianças precisaram se dedicar bastante ao estudo da flauta durante as aulas e em casa. A escuta atenta e a memória foram fundamentais no aprendizado dos trechos ritmicamente mais complicados. Já nas partes de acompanhamento, a leitura de partitura foi exercitada. Na Mostra, o som das flautas tomou conta do pátio e surpreendeu a todos.

Festa Junina

Terminamos o semestre conversando sobre a música na Festa Junina. Vendo e ouvindo diversas gravações, as crianças conheceram melhor alguns ritmos nordestinos muito tocados nas festas de São João: o xote, o baião e a quadrilha, bem como seus instrumentos típicos.

Coral

Pout Pourri da Sá Pereira

Depois dos encontros para as classificações vocais das crianças, começamos a trabalhar com um "pout pourri" de algumas das músicas que participaram do concurso de sambas da Sá Pereira.

Força da imaginação

Depois de finalizar o arranjo do "pout pourri" de composições dos pais da Sá Pereira, assistimos à gravação ao vivo da música "Força da Imaginação", de Caetano Veloso e Dona Ivone Lara, que foi nosso próximo arranjo. Indicamos o link para que todos conheçam a música: http://www.youtube.com/watch?v=h8MF37rogi0
http://www.youtube.com/watch?v=h8MF37rogi0
http://www.youtube.com/watch?v=h8MF37rogi0

O Coral na Mostra

Na Mostra de Artes apresentamos o repertório que trabalhamos desde o início do ano. Cantamos "Nosso lindo balão azul", música de Guilherme Arantes, e o pout pourri de sambas e marchinhas compostos pelos pais da Sá Pereira.
Em nosso primeiro ensaio após a Mostra assistimos às apresentações e realizamos uma avaliação de nosso trabalho. Vimos também trechos de DVDs de artistas e grupos que podem nos servir como inspiração.

Lista dos vídeos assistidos, a pedido das crianças:
Grupo Barbatuques
Coro São Vicente a Cappella Grupo Vocal Mulheres de Holanda Bobby McFerrin

Ensaio aberto

Para encerrar o semestre convidamos todas as turmas do Fundamental I para assistirem a um ensaio aberto do Coral. Apresentamos todo o repertório construído, inclusive com algumas estreias: o arranjo de "Força da Imaginação", música de Caetano Veloso e Dona Ivone Lara, e "Queremos saber", de Gilberto Gil, arranjo que acabamos de aprender.
No retorno das férias, teremos mais novidades!

Ed. Fisica

Olha, Olha a Bola!

Um dos materiais mais usados pelas crianças no Pereirão é a famosa "redonda", nossa velha conhecida, a bola. Mas quem será que a inventou? Que tipos de bolas as crianças conhecem? As perguntas foram lançadas e as pesquisas começaram a surgir.

"Comigo não tá!"

As crianças exploraram o espaço e exercitaram o cuidado e a atenção ao se deslocarem nos diferentes piques no Pereirão.

Trocando as Bolas

Depois de pesquisar sobre a invenção e os diferentes tipos de bolas, as crianças realizaram, no Pereirão, estafetas com diversas delas, percebendo seus tamanhos, pesos, dificuldades e facilidades de manuseio e diversos jogos.

Tribo

O que eu desejo para esse Ano?

Novo Ano escolar, último Ano do Primeiro Segmento do Ensino Fundamental, fim de um ciclo. As crianças cresceram, novas aprendizagens à vista, muitas possibilidades. Paramos para pensar sobre o que cada um espera da F5 na aprendizagem, na convivência, nas emoções, nos projetos. As crianças escreveram seus desejos num papel que ficará guardado até a última Tribo, quando abrirão para relembrar sobre o ano que passou e tudo que viveram e cresceram juntas.

Regras de Convivência

As Regras de Convivência retornam e tomam mais uma vez lugar nas Tribos. Sua manutenção é imprescindível. Por isso elas estão, de uma forma ou de outra, sempre presentes, acompanhando as crianças em seu crescimento e sua crescente capacidade de entendê-las e aplicá-las. A leitura coletiva numa apresentação de slides no computador provoca discussões e conversas que ressaltam a importância dessas regras para vivermos coletivamente com harmonia e com espaço para ensinar, aprender e ter muitos amigos. A cada ano, com a vivência e o amadurecimento, as crianças ampliam gradativamente seu entendimento sobre a importância de cuidar com simplicidade e carinho dessa preciosa e complexa convivência.

Regras de Futebol do Campinho

A F5M, mais experiente, ajudou o Terceiro Ano a reescrever as Regras do Futebol do campinho. Em cima de uma antiga lista de “Regras do Futebol”, recriamos regras mais atualizadas, que foram discutidas nas Tribos de todas as turmas. Depois disso, o futebol do campinho passou a ser um momento de mais diversão e menos conflitos, e todos ficaram felizes.

Conversa e mais Conversa

Na Tribo a gente conversa, ou melhor, aprende a conversar coletivamente. É uma aprendizagem que se dá com o tempo, com as vivências, a prática das conversas, das polêmicas, dos debates, das discussões sobre o porquê das regras de convivência, sobre as diferentes formas de ser, de aprender e de ver uma mesma situação. Essa turma surpreende por sua capacidade de fazer (e receber) críticas com maturidade e um respeito verdadeiro, que parece estar sustentado pela motivação de provocar uma mudança que melhore a convivência de todos. Aos poucos, observamos ideias e posturas mais rígidas se tornarem mais flexíveis, não por imposição, mas por compreensão e bom senso, pois essa convivência intensa demanda atenção, cuidado e muitas aprendizagens.

Relaxamento: Momento de cuidar de si mesmo

O relaxamento não pode faltar em nossas Tribos. Começamos sempre com ele. Uma música tranquila, uma história que acalma e nos traz para dentro da nossa imaginação e uma pequena massagem para deixar os músculos bem soltinhos. Um breve, porém, intenso momento para estar consigo mesmo e se perceber diferente, perceber o outro e o contexto com mais equilíbrio e possibilidade de agir e de cuidar.