Relatório de Grupo – Quarto Ano – 2012/1 – Projeto: O Bicho Inventor

Projeto

Começamos...

Rever os amigos, arrumar o material, contar as novidades, conhecer a professora, a sala de aula, o samba da escola... uma delícia!
Começar o novo ano com a farra do carnaval e os preparativos para o bloco alegrou nossos dias!
A expectativa sobre o que iam aprender e estudar em "O Bicho Inventor" também era grande. No ar, a pergunta: "O que será que esses meninos e meninas vão inventar em 2012?"

O Grupo

Iniciamos 2012 com muitas expectativas sobre o enredo do novo ano. Estreamos a sala nova, o coral e pensamos juntos um tema para ser estudado.

É um grupo de crianças bastante interessado pelas diversas áreas do conhecimento. Todos contribuem de maneira criativa para a construção do nosso Projeto. Em meio a muita conversa, boas opiniões e ideias estão sempre sendo elaboradas e incluídas em nossos estudos.

É curioso observar como todas as crianças são pertencentes à turma, variam facilmente suas parcerias e mostram-se preocupadas em incluir todos os colegas nesse coletivo

Carnaval na Literatura

Com a mesma animação do Bloco da Sá Pereira, as crianças ouviram a história "Maria Rosa", escrita por Vera Kelsey e traduzida por Laura Sandroni. O texto conta sobre o grande sonho de uma menina que queria participar do carnaval e conhecer o Rei Momo. O encantamento das crianças aumentava na medida em que apreciavam as ilustrações feitas por Cândido Portinari que deram um colorido especial à história.

O Bicho Inventor

O que nos impulsiona a criar? Qual a importância do fogo e da palavra no processo de invenções e na evolução do homem? O que significa curiosidade, imaginação? Qualquer um de nós pode ser um bicho inventor? Estas e tantas outras questões agitaram nossas reflexões sobre o projeto institucional, através da justificativa e da charge de Andrew B. Singer que ilustra a capa da nossa agenda. Com os pensamentos inquietos, todos começaram a despertar o “Bicho Inventor” que há dentro de todos nós.

Nossos Livros

Durante este ano decidimos fazer algumas viagens no tempo, e por muitos lugares, para descobrirmos como as pessoas viviam antes de tantas invenções. Como fazíamos sem óculos, sem fósforo, sem escova de dentes, sem televisão, telefone, avião?
Todas essas curiosidades e muitas outras estão no livro que escolhemos adotar, "Como fazíamos sem?", de Bárbara Soalheiro, Editora Panda Books
E para nosso deleite literário adotamos também "É tudo Invenção", de Ricardo Silvestrin, da editora Ática.

Tirando a Poesia da Estante

As crianças iniciaram o projeto "Leitores do dia" com o livro “Poesia Fora da Estante”. Com esta leitura conhecemos diversos autores e conquistamos maior intimidade com o texto poético. Cada criança se tornou responsável pela escolha e leitura de alguns poemas para apresentar aos colegas. Para esta atividade foi fundamental o estudo do texto em casa, com antecedência, preparando sua apresentação. Além disso, trocamos informações sobre os autores dos poemas.

Poesias

Assim, a poesia começou a fazer parte das atividades das nossas manhãs. A cada dia um novo poema e informações sobre diferentes poetas coloriram a rotina da turma. Entre sorrisos, brincadeiras e troca de ideias, esses meninos e meninas se aproximaram desse tipo de texto e tomaram gosto pela leitura.

Como Fazíamos Sem?

As crianças trouxeram gravuras de várias invenções. Com elas descobrimos que até pequenas e simples coisas podem ser grandes invenções! As crianças foram desafiadas a criar critérios para organizar e classificar as imagens. Aqui estão algumas das possibilidades pensadas pelo grupo: móveis, eletrodomésticos, transportes, eletrônicos, acessórios, comunicação...
A atividade foi divertida e fez todo mundo pensar.
Esse foi apenas um aquecimento para a leitura do livro “Como fazíamos sem?.

Estreando com Hugo Cabret

Parece que as crianças encomendaram a criação do filme "A invenção de Hugo Cabret" a Martin Scorsese.
Foi uma manhã muito divertida, todos atentos ao filme e na volta à escola, muitos comentários e indagações sobre a história, cenários e propósitos de Hugo.
Essa estreia no universo da criação do cinema é uma pequena mostra da incursão que faremos aos primórdios da cinematografia. Quem é que se imagina sem cinema?

Biblioteca

Nesse espaço realizamos os empréstimos semanais, comentários sobre textos lidos, indicações de títulos e o livre manuseio do acervo disponível nas estantes. Nesses momentos, as crianças compartilham leituras, descobertas e imagens contidas nos livros.
As histórias contadas também são sempre bem vindas, o gosto por ouví-las é tão grande, que podem vir dos livros ou de “boca”, como costumamos chamar.

Poesia Brasileira

Gonçalves Dias, Casimiro de Abreu, Manuel Bandeira, Cecília Meireles, Drummond... Esses poetas brasileiros e muitos outros, rechearam momentos de leitura poética em nossa Biblioteca. As crianças apreciaram e começaram e perceber a melodia deliciosa que está guardada na leitura de uma poesia.

Como Fazíamos sem... Cinema

“Cinema é um sonho que todos sonhamos juntos.”Jean Cocteau

A leitura do livro “Como fazíamos sem”, de Bárbara Soalheiro, será o nosso ponto de partida para refletir com as crianças como era a vida sem tantos objetos que atualmente facilitam nosso dia a dia. Através da organização da autora, pensaremos na história da civilização humana e na importância dos inventos nos diversos setores da vida. Provocaremos diferentes discussões para levantar a relevância da evolução dos meios de comunicação, um dos temas abordados no livro.
Pensando na necessidade do homem em se comunicar através das imagens, desde os tempos da Pré-História, elegemos, dentre tantas possibilidades, a história do cinema.
Pretendemos com esse estudo, fomentar o desejo e a curiosidade pela linguagem cinematográfica, trazendo reflexões sobre o predomínio da imagem, desde o aparecimento da fotografia até a invenção do cinema.
Apresentar o trajeto e o impacto causado por essa nova tecnologia, também será um dos nossos objetivos. Assim como, conhecer um pouco mais dessa linguagem que registra, em som e imagem, acontecimentos que integram povos e territórios e é um valioso instrumento de comunicação, transformação e discussão.

“Esta nova linguagem é dotada de poderes excepcionais de expressão: ela transmite informações e conhecimentos que excedem aos dos textos escolares, contribui para a formação de valores estéticos, morais e sociais que vão sendo estratificados na criança até chegar ao adulto.” Bete Bullara e Marialva Paranhos Monteiro

Cadernos

As crianças inspiradas nos momentos em que estão numa sala de cinema se divertindo, combinaram que cada uma retrataria a cena de um filme favorito e as emoções demonstradas pela platéia iluminada pela luz do projetor.
Essa criação foi uma atividade muito divertida para todos.

Manoel de Barros

Todos estão encantados com a poesia de Manoel de Barros. Inspiradas em seus textos, ampliamos o nosso conhecimento literário e brincamos com os diferentes sentidos das palavras. O autor nos ajuda a refletir e fazer relações com o nosso projeto institucional "O Bicho Inventor".

Um Pouco de Monteiro Lobato

As crianças estão conhecendo a origem do Bicho Inventor, através dos "Serões de Dona Benta". Nos deliciosos fins de tarde do Sítio de Pica Pau Amarelo, a sábia senhora reunia toda a turma e contava mil e uma histórias fantásticas, dentre elas a "História das Invenções", de Hendrik Van Loon. Nesses textos encontramos relatos sobre como surgiram e evoluíram importantes inventos do homem, que transformaram nossa vida na Terra. Esses conhecimentos trazem reflexões sobre a leitura do livro "Como fazíamos sem".

Charlie Chaplin, Charlot ou Carlitos

Um andarilho desajeitado, de maneiras refinadas, vestindo fraque e sapatos desgastados, chapéu coco, bigode e uma bengala balançante, só poderia ser esse personagem muito querido e considerado um dos mais importantes da cinematografia.
Suas mímicas, pantomimas e cenas do gênero pastelão provocam, ainda hoje, muitos risos na garotada e nos adultos também.
O interesse pela história do cinema ficou ainda maior depois da visita à exposição "Chaplin e sua imagem", no Centro Cultural Helio Oiticica. Todos puderam conhecer as muita facetas de um artista ator, produtor, diretor, escritor, dançarino, roteirista e músico.

Ciranda de Poesias

Que tal tirar um poema da estante e trazê-lo para a sala de aula? Esse foi o convite feito para as crianças já que a turma se preparava para momentos de leituras poéticas. Para isso foi necessário procurar, com carinho, nas estantes de casa, um livro de poesia para compartilhar com os amigos.

Poesia e Chaplin

A turma, aos poucos, ampliou o seu repertório poético com a leitura de poemas de variados autores. Essas leituras motivaram as crianças a se aventurarem na difícil tarefa de ser poeta. Inspiradas, todas se arriscaram a escrever poemas a partir de algumas cenas de filmes de Charles Chaplin.

O Vagabundo

Hanah e Tom
Terno preto, vestido bordado,
Carlitos fica envergonhado.

Carlitos tem bom coração,
contra as injustiças...
parece um leão.

Carlitos é apaixonado,
mas nunca pensou em virar namorado.

Carlitos, uma Personalidade

Yasmin e Vítor
Carlitos, no início, um golpista,
mas depois ficou um perfeccionista.
Ele era morador de rua,
mas vivia no mundo da lua.

Era um pastelão
que se metia em confusão.
Era amoroso,
mas não era cuidadoso.

Ele era apaixonante
e também muito dançante.
Usava um chapéu coco
e uma bengala que não era um toco.

As vezes parecia um pinguim.
Mas sabemos que seu jeito era assim.

Tinha muita vaidade,
mas sabemos que Carlitos
é uma personalidade.

Carlitos, o Palhaço

Josué e João Pedro
Um palhaço de cartola
De cabelos esquisitos
Esse é o Carlitos

Carlitos
Come sapato
Dança com a bailarina
Cuida do menino
Carlitos
Personagem sensacional
Do Chaplin
Genial

O Amor, a Felicidade e a Dureza

Nina e Vicente
Numa época
em que a ditadura
ainda havia
em que as ideias
eram presas
e os poderosos
faziam malabarismos
com o universo
alguém...
meio louco
meio atrapalhado
com o amor
reverteu
o louco tempo
e viveu...

Carlitos, o Encrenqueiro

Bento e Bernardo
Carlitos é de rua
Carlitos é engraçado
Carlitos é trapalhão
é muito animado

Carlitos é apaixonante
apaixonado
As damas quer
encantar
com tanto amor...
enlouquecedor

Carlitos e seu Perfil

Dóris e Mariano
Carlito era pobre
e também muito nobre.

Ele era animado
e também atrapalhado.


Porém, atraía muita gente
e a perseguição seguia em frente.

Ele usava um
chapéu coco.
Um chapéu
muito louco.

Carlitos era legal
um artista
genial!

Pinguim

Sofia Coelho e Thomaz
Pinguim elegante
com trapos enfeitado
um andarilho apaixonado
tem fome
tem sede
de vida
de Arte.

Carlitos e seu Filho

Marina e Pedro
Carlitos é divertido
Carlitos é distraído
Carlitos é romântico
Carlitos é palhaço
Adora dançar e patinar!
Então, o que é o Carlitos?
Ele é o que ele quer.

Chaplin Carlitos

Flora, Antonio e Rafael
Bonito
Feliz
Alegre
Sou eu
Chaplin

Agrado a todos
Com minhas trapalhadas
Sou humilde romântico
De cartola, bengala e terno


Sou Carlitos
Sou pastelão
Charmoso
Dançarino
Do nosso coração

Poesia do Carlitos

Rodrigo e Sofia B.
Carlitos tem coração,
é um pobretão,
é muito educado,
mas também atrapalhado.

Carlitos é palhaço,
é muito desastrado,
vive quebrando tratos,
é também apaixonado.

Carlitos é lutador,
as vezes assustador,
quando soca alguém,
nunca se dá bem.

Mostra e Cinema

Foi intensa para as crianças a preparação das atividades para a Mostra de Artes e o resultado deixou todos muito felizes.
Como fazer uma novela sem imagem?
Como fazer a fotografia ganhar movimento?
Como fazer poemas inspirados por um personagem das telas do cinema?
Toda as respostas para essas perguntas estiveram em nossa Mostra Artes.

Nossas Leituras

Nossas leituras nos divertiram bastante durante o semestre. Enquanto descobríamos "Como fazíamos sem" cinema, televisão, computador etc., o livro "É tudo invenção" brincava com as palavras, transformando em poesia as invenções do abraço, da dança, do urso de pelúcia e muito mais.
"Como fazíamos sem" nos ajudou a descobrir curiosidades, que enriqueceram o projeto, e a fazer relações entre as invenções mais antigas e as de hoje. A leitura ainda não se esgotou e, no próximo semestre, continuaremos aprendendo e pensando como as pessoas viviam sem toda essa tecnologia que conhecemos atualmente.

O Estudo da Língua

Cuidamos da nossa Língua, elaborando diferentes produções textuais. Diversas situações de escrita e leitura favoreceram muitas descobertas sobre essa área do conhecimento. As crianças foram experimentando variadas formas de escrever e, pouco a pouco, vem se apropriando das diferentes estruturas textuais. Identificar e utilizar os discursos direto e indireto foram práticas frequentes em nossas propostas. Dessa forma, a serviço do texto, fomos descobrindo e discutindo questões relacionadas a nossa gramática.

Arraiá

Foi muito animada a despedida do semestre! Nas últimas semanas, conhecemos um pouco da história da quadrilha, do forró, do xote, das comidinhas e outras tradições dessa época do ano.
No nosso arraiá vivenciamos os festejos juninos com muitos ritmos, danças, roupas e alegria.

Finalizando o Semestre

Leituras, poesias e filmes fizeram parte do nosso primeiro semestre. Voltar no tempo e conhecer antigos objetos, a história do cinema e os primeiros filmes ajudaram nas descobertas e aprendizagens do grupo. Muitas discussões e reflexões nos fizeram pensar na importância da imaginação, da criação e da invenção para inovar e transformar. Agora, faremos uma pausa para as férias e retomaremos em agosto com nossos estudos sobre o cinema.

Matemática

Nossas Aulas

O trabalho de Matemática, no quarto ano, faz com que as crianças lancem mão dos recursos que já possuem, para que produzam seu próprio conhecimento, através de situações didáticas escolhidas para favorecer, estimular e organizar os novos conteúdos a serem aprendidos.
Começamos retomando as estratégias pessoais de cálculos e o algoritmo da adição e da subtração, ampliando o campo numérico. Atividades para ler, escrever, comparar, ordenar, compor e decompor os "números grandes" foram importantes para discutir e descobrir regras sobre o nosso sistema de numeração decimal, apresentando e sistematizando os conceitos de valor relativo e absoluto.

Em nossas aulas, os conteúdos são apresentados com cuidado, valorizando cada etapa, cada pergunta e cada resposta. As aulas transcorrem com muitas conversas e debates. Proporcionamos esses momentos para que os alunos defendam seus pontos de vista, questionem os dos outros, apresentem hipóteses e suas estratégias pessoais em diferentes situações. Errar ou acertar têm a mesma importância e são valorizados no grupo. "O que me fez acertar? Onde errei? Por que eu errei?" são questões sempre levantadas e importante de serem respondidas pelas crianças.

Resolvendo Problemas

Ler, interpretar, resolver e criar problemas, continua sendo de grande importância para o trabalho de Matemática do quarto ano. Favorece a construção de novas aprendizagens e permite o emprego de conhecimentos já construídos. Procuramos oferecer, durante as aulas, dinâmicas diferentes de resolução e discussão, a fim de que todos pudessem compartilhar seus saberes e suas estratégias pessoais com diferentes pares. Muitas vezes, nesses momentos surgem importantes reflexões e procedimentos que são validados por todo o grupo.

O Jogo do Caracol

Na aula de Matemática, as crianças aprenderam o Jogo do Caracol, que dispara a prática da multiplicação e o trabalho com diferentes ordens de grandeza, ganhando ainda uma maior agilidade no cálculo mental. Todas se divertiram e exercitaram suas habilidades de calcular. Foi uma farra só! As regras do jogo foram registradas no caderno. Quem ainda não jogou, deve jogar!

Números Grandes

As crianças se aventuraram no universo numérico criando intimidade com os "números grandes". Estudaram suas classes e ordens e os escreveram por extenso. Também realizaram decomposições e composições numéricas. E ainda desvendaram enigmas matemáticos com o uso do Quadro Valor de Lugar. Essas atividades ampliaram os conhecimentos que já possuíam sobre o nosso sistema de numeração.

Problemas e Mais Problemas

As aulas de Matemática estiveram repletas de problemas para serem resolvidos usando cálculos com as quatro operações. A adição e a subtração já eram nossas velhas conhecidas e eram resolvidas com o recurso do algorítimo. Já para multiplicar e dividir, o desafio foi usar estratégias cada vez mais econômicas, lançando mão de somas sucessivas e decomposições. Todo esse procedimento foi uma cuidadosa preparação para a apresentação do algorítimo da multiplicação.

A Multiplicação

A grande novidade e destaque no semestre, foi sem dúvida a sistematização da multiplicação com o aprendizado do algoritmo e a apresentação da tabuada. Iniciamos esse estudo com atividades que trataram da configuração retangular, da adição de parcelas iguais e combinação, ideias características dessa operação.

Construindo Muros

Todos foram desafiados a construir "muros" usando a malha quadriculada do caderno. Para isso foi fundamental entender o que são linha e coluna para depois escrever a multiplicação correspondente para cada "muro". Foi apresentado também o algoritmo da multiplicação e, aos poucos, as crianças foram se apropriando de mais esse recurso para solucionar diferentes problemas.

A Tabuada

Depois de vivenciarmos várias formas de pensar a multiplicação, chegou a vez de trabalhar com a tabuada. As crianças foram desafiadas a descobrir as regularidades presentes nas operações e em seus resultados. Dessa maneira, estamos criando estratégias de memorização. Enquanto a tabuada não está na ponta da língua, vale consultá-la, o que ajuda no aprendizado desta técnica operatória, principalmente neste momento em que estamos conhecendo os procedimentos da multiplicação por dois algarismos.

Inglês

Come on, Let's Play!

Neste ano as crianças formalizam alguns conteúdos já conhecidos, que ganham um novo status. O primeiro a ser reconhecido foi o noun (substantivo). Ao nomear os objetos na charge do Andy Singer, eles rapidamente reconheceram os substantivos e junto com esse grupo enorme de palavras vieram também os articles (artigos).
Na sala de informática brincamos com dois jogos virtuais bem bacanas. E, através destes jogos, eles perceberam que na Língua Inglesa também existem os substantivos comuns ou próprios e que para colocar as palavras no plural nem sempre basta colocar "s".
Come on, let's play!
www.harcourtschool.com/activity/basketball/index.html

Dictionary

Uma das novidades nas aulas de inglês é o dicionário. O uso se torna frequente tanto para consultas, quanto para atividades mais dirigidas. Nas últimas aulas as crianças começaram a construir um banco de adjetivos que ajuda a ampliar o vocabulário e enriquecer a escrita.

The rules of regular and irregular plurals

Trabalhar com os substantivos no plural não é novidade para essa galera esperta. Mas esse ano nós precisávamos dar um passo maior e, além de revisarmos palavras que fazem o plural da maneira mais simples ( adicionando S), fomos conhecer as regras que nos ajudam a trabalhar com as formas irregulares. Não foi difícil perceber que seria necessário memorizar esse conteúdo, mas uma ferramenta bem divertida auxiliou esse processo: TIC TAC TOE Game. Do you wanna have fun and learn at the same time?

More adjectives

Para incrementar a nossa produção textual, objetivo dessa etapa do aprendizado, trabalhamos muito com os adjetivos. Reconhecer um adjetivo no texto, saber procurar novos no dicionário e colocá-los corretamente nas frases foram tarefas que predominaram neste primeiro semestre. Construímos no caderno um banco de adjetivos procurando dar mais opções para as crianças, tentando fugir dos “beautiful” e “nice”que sempre aparecem nas frases.

Movies, a super invention!

O assuntou tomou conta das aulas e nos ajudou a perceber mais uma utilização para os adjetivos: classificar os diferentes tipos de filmes que existem. E assim que começamos nossas conversas sobre “The Silent Movies”. Mas por que o cinema mudo? E o inglês? As frases que aparecem entre as cenas, os cartões, foram o objeto do nosso estudo e pesquisa. Qual é o objetivo destas frases? São todas falas ou tem texto também? Elas devem ser curtas ou podem se alongar contando uma parte da história? Assistimos ao filme “Modern Times”, do grande Charles Chaplin, procurando observar cada “intertitle” que surgia, anotando uns importantes e nos apropriando dessa linguagem objetiva e direta.
Finalizamos o semestre com um texto coletivo construído com a ajuda dos créditos que apresentam a obra.

Artes Visuais

Criando um personagem

As imagens que utilizamos para compor a sinalização da escola, em 2012, buscaram homenagear alguns criadores que, através da literatura, do cinema, das artes visuais e da música, inventaram personagens que povoam nosso imaginário e parecem presentes em nossas vidas como fantasias cristalizadas.
Desejávamos que o sentimento de afeto e responsabilidade, característico dessa relação, pudesse inspirar nossas realizações ao longo do ano.
Essa oportunidade de apreciação motivou nossos alunos a criarem personagens com características específicas. Ao terminarmos o trabalho de composição de personagens, demos vida a eles criando quadrinhos e flips.

Buscando novos caminhos

Em seguida, buscamos um diálogo com as pesquisas realizadas nas aulas de Projeto. Abraçamos o estudo dos diferentes enquadramentos e planos utilizados na fotografia e no cinema e iniciamos uma pesquisa sobre o trabalho do fotógrafo Muybridge.

Antes do Cinema

A pesquisa sobre Muybridge nos levou ao estudo dos movimentos do nosso cotidiano. Com uma câmera bem rápida, fotografaram e construíram painéis que lhes possibilitaram visualizar e entender as etapas daqueles movimentos.

Teatro

Como fazíamos sem?

Muitas grandes invenções fazem parte do nosso dia a dia e não conseguimos pensar como seria a vida sem elas. As crianças pararam para imaginar como era a vida antes da criação do telefone, do avião, do correio, do vaso sanitário, etc... Essas conversas foram experienciadas nas aulas. As crianças usaram a criatividade e criaram cenas que mostravam a vida antes desses grandes inventos.

Radionovela

As radionovelas, que reuniam as famílias em volta dos rádios em meados do século XX, encantaram as crianças. Os alunos, com ajuda de objetos sonoros, criaram suas próprias novelas, com direito a intervalos comerciais e cenas do próximo capítulo.

Maria Eugênia, a Gata Borralheira

Os alunos surpreenderam seus pais e amigos na Mostra de Artes com a apresentação da radionovela "Maria Eugênia, a Gata Borralheira". As vozes criadas pelos alunos/atores deram vida aos personagens. A sonoplastia e as trilhas sonoras da novela e dos comerciais também foram criadas e executadas pelas crianças. Foi um trabalho intenso realizado nas aulas de Teatro e Música e o resultado deixou todos muito satisfeitos e felizes.

Fotonovela

Depois da rádio fomos para fotonovela. Histórias contadas por imagens congeladas que encantavam as famílias, que não perdiam nenhuma edição das revistas. Usamos a mesma história da nossa radionovela, "Maria Eugênia, a Gata Borralheira" e montamos fotos dos momentos mais significativos da trama.

Dança

Dança e Carnaval

Iniciamos o ano conversando sobre as regras de convivência e nos apresentando. Ouvimos e dançamos livremente o samba da escola nos preparando para o Bloco da Sá Pereira.

Dançando com Materiais

Em seguida, exploramos os diferentes materias do Salão aperfeiçoando nossas habilidades motoras. Utilizamos as pranchas de equilibrio, bambolês, tecidos, etc.

Personagens em Movimento

Dialogando com o projeto institucional, escolhemos quatro personagens das placas de identificação das salas da escola: Pantera Cor de Rosa, Darth Vader, James Bond e Emília. Vimos vídeos e conversamos sobre a movimentação de cada um deles. Depois, criamos pequenas sequências coreográficas atentos à qualidade do movimento que os caracteriza.

História da Dança

A poesia "Quem inventou a dança?" do livro adotado "É tudo invenção", de Ricardo Silvestrin, foi nosso ponto de partida para conhecermos três momentos significativos da história da Dança. Conhecemos um pouco sobre a Dança Primitiva e os registros nas pinturas rupestres. Em seguida, pesquisamos sobre o Balé Clássico. Lemos a sua história, assistimos a vídeos e experimentamos as posições de pés, braços e alguns saltos vigorosos mostrados por Mikhail Baryshnikov. Para encerrar, conhecemos sobre a Dança Moderna através da sua percurssora, Isadora Duncan.

A Dança no Cinema

Buscando entender a participação da dança no cinema, as crianças assistiram a musicais de diferentes épocas: de "All the Jazz" a "Chicago". Passamos pelas figuras geométricas de Busby Berkley, pelo sapateado de Fred Astaire e Gene Kelly, pela coreografia inusitada de Twyla Tharp em Hair, entre outras cenas. Depois de tanto tempo dedicado à apreciação, trouxemos para o corpo o que havíamos aprendido. Para isso, escolhemos quatro cenas dos filmes: "Em busca do Ouro", "Casa, Comida e Carinho", "Grease - Nos Tempos da Brilhantina" e "Fama" para uma montagem que misturava cenas produzidas com nossas crianças. Estudamos a movimentação dos atores e escolhemos os passos que iríamos reproduzir. Ensaiamos, discutimos o figurino de cada cena e realizamos as filmagens. O resultado foi apreciado por todos na Mostra de Artes.

Festa Junina

Para encerrar o semestre conversamos sobre a Festa Junina, conhecemos e experimentamos alguns passos da tradicional Quadrilha.

Música

Carnaval

Nas semanas que antecederam ao Carnaval, além de cantar o samba do bloco da escola, as crianças conheceram um pouco melhor os instrumentos que compõe uma bateria de Escola de Samba. Montamos uma rápida prática de conjunto com frases rítmicas simplificadas dos instrumentos, utilizando "O Passo".

Composições

Após o Carnaval, as crianças começaram a se aproximar do tema do Projeto através do viés da composição. Assim, começaram a compor pequenas melodias na flauta que foram sendo agrupadas, formando composições maiores.

Organizados nos pequenos grupos, as crianças ensaiaram e foram aprimorando suas composições. Durante esse processo foi necessário exercitar bastante a escuta e o companheirismo, para ensaiar e tomar decisões. Aos poucos, foram sendo criadas outras melodias que serviram de acompanhamento para as melodias principais.

Maria Eugênia, a Gata Borralheira

Algumas das composições feitas pelas crianças foram incorporadas a trilha sonora da radionovela "Maria Eugênia, a Gata Borralheira", montada nas aulas de Teatro. Cuidamos, então, em nossas aulas, da preparação dessa trilha sonora e do trabalho com a sonoplastia. O resultado de tanta pesquisa e estudo foi apresentado e apreciado por todos em nossa Mostra de Artes.

Festa Junina

Terminamos o semestre conversando sobre a música na Festa Junina. Vendo e ouvindo diversas gravações, as crianças conheceram melhor alguns ritmos nordestinos muito tocados nas festas de São João: o xote, o baião e a quadrilha, bem como seus instrumentos típicos. Encerramos as “aulas juninas” tocando xote com instrumentos de percussão.

Coral

Pout Pourri da Sá Pereira

Depois dos encontros para as classificações vocais das crianças, começamos a trabalhar com um "pout pourri" de algumas das músicas que participaram do concurso de sambas da Sá Pereira.

"Força da Imaginação"

Depois de finalizar o arranjo do "pout pourri" de composições dos pais da Sá Pereira, assistimos à gravação ao vivo da música "Força da Imaginação", de Caetano Veloso e Dona Ivone Lara, que foi nosso próximo arranjo. Indicamos o link para que todos conheçam a música: http://www.youtube.com/watch?v=h8MF37rogi0
http://www.youtube.com/watch?v=h8MF37rogi0

O Coral na Mostra

Na Mostra de Artes apresentamos o repertório que trabalhamos desde o início do ano. Cantamos "Nosso lindo balão azul", música de Guilherme Arantes, e o pout pourri de sambas e marchinhas compostos pelos pais da Sá Pereira.
Em nosso primeiro ensaio após a Mostra assistimos às apresentações e realizamos uma avaliação de nosso trabalho. Vimos também trechos de DVDs de artistas e grupos que podem nos servir como inspiração.

Lista dos vídeos assistidos, a pedido das crianças:
Grupo Barbatuques
Coro São Vicente a Cappella Grupo Vocal Mulheres de Holanda Bobby McFerrin

Ensaio aberto

Para finalizar o semestre convidamos todas as turmas do Fundamental I para assistirem a um ensaio aberto do Coral. Apresentamos todo o repertório construído, inclusive com algumas estreias: o arranjo de "Força da Imaginação", música de Caetano Veloso e Dona Ivone Lara, e "Queremos saber", de Gilberto Gil, arranjo que acabamos de aprender.
No retorno das férias, teremos mais novidades!

Ed. Fisica

Olha, Olha a Bola!

Um dos materiais mais usados pelas crianças no Pereirão é a famosa "redonda", nossa velha conhecida, a bola. Mas quem será que a inventou? Que tipos de bolas as crianças conhecem? As perguntas foram lançadas e as pesquisas começaram a surgir.

"Comigo não tá!"

As crianças exploraram o espaço e exercitaram o cuidado e a atenção ao se deslocarem nos diferentes piques no Pereirão.

Trocando as Bolas

Depois de pesquisar sobre a invenção e os diferentes tipos de bolas, as crianças realizaram, no Pereirão, estafetas com diversas delas percebendo seus tamanhos, pesos, dificuldades e facilidades de manuseio.

Tribo

O que eu desejo para esse Ano?

Novo ano escolar, as crianças cresceram, novas aprendizagens à vista, muitas possibilidades. Mais uma vez, paramos para pensar sobre o que cada um espera da F4 na aprendizagem, na convivência, nas emoções, nos projetos. As crianças escreveram seus desejos num papel que ficará guardado até a última Tribo, quando abrirão para relembrar sobre o ano que passou e tudo que viveram e cresceram juntas.

Regras de Convivência

As Regras de Convivência retornam e tomam mais uma vez lugar nas Tribos. Sua manutenção é imprescindível. Por isso elas estão, de uma forma ou de outra, sempre presentes, acompanhando as crianças em seu crescimento e sua crescente capacidade de entendê-las e aplicá-las. A leitura coletiva numa apresentação de slides no computador provoca discussões e conversas que ressaltam a importância dessas regras para vivermos coletivamente com harmonia e com espaço para ensinar, aprender e ter muitos amigos. A cada ano, com a vivência e o amadurecimento, as crianças ampliam gradativamente seu entendimento sobre a importância de cuidar com simplicidade e carinho dessa preciosa e complexa convivência.

Regras de Futebol do Campinho

As F4, mais experientes, ajudaram o Terceiro Ano a reescrever as Regras do Futebol do campinho. Em cima de uma antiga lista de “Regras do Futebol”, recriamos regras mais atualizadas, que foram discutidas nas Tribos de todas as turmas. Depois disso, o futebol do campinho passou a ser um momento de mais diversão e menos conflitos, e todos ficaram felizes.

Conversa e mais Conversa

Na Tribo a gente conversa, ou melhor, aprende a conversar coletivamente. É uma aprendizagem que se dá com o tempo, com a prática das conversas, das polêmicas, dos debates, das discussões sobre o porquê das regras de convivência, sobre as diferentes formas de ser, de aprender e de ver uma mesma situação. Aos poucos, observamos ideias e posturas mais rígidas se tornarem mais flexíveis, não por imposição, mas por compreensão e bom senso, pois essa convivência intensa nos demanda atenção, cuidado e muitas aprendizagens.

Relaxamento: Momento de cuidar de si mesmo

O relaxamento não pode faltar em nossas Tribos. Começamos sempre com ele. Uma música tranquila, uma história que acalma e nos traz para dentro da nossa imaginação e uma pequena massagem para deixar os músculos bem soltinhos. Um breve, porém intenso momento para estar consigo mesmo e se perceber diferente, perceber o outro e o contexto com mais equilíbrio e possibilidade de agir e de cuidar.

RIO+20 nas Tribos

Não podíamos passar em branco. Nossa cidade estava fervilhando com esse importante evento, precisávamos conversar, saber o que as crianças estavam pensando, entendendo. Numa apresentação no computador, as crianças conheceram uma reportagem da Revista Ciência Hoje das Crianças que explica de uma forma simples e séria conceitos como “Desenvolvimento Sustentável” e “Economia Verde”. No final, a matéria sugere 21 dicas para nós também sermos “Guardiões do Planeta”. Não faltaram comentários e histórias sobre o que cada um já faz no seu cotidiano.