Relatório de Grupo – Terceiro Ano – 2012/1 – Projeto: O Bicho Inventor

O Grupo

Uma turma com bastante energia! Assim chegou a F3T, com disposição para reencontrar os amigos, a professora e acolher três novos integrantes, Maria Clara e Matheus, que vieram de outra escola e Gabriel, que era da turno da manhã.
Com a definição do projeto, o entusiasmo das crianças com as atividades na escola cresceu, a curiosidade nas pesquisas e a criatividade são mesmo marcas da turma.
Este grupo se beneficia de orientações claras e diretas na condução das atividades. Assim, as crianças crescem e se apropriam aos poucos de uma conduta mais amadurecida e adequada, mas esse é um caminho cheio de idas e vindas, ajustes, conversas e de alguns conflitos que necessitam ser mediados pelos adultos com doçura e firmeza.
O projeto da turma se estenderá até a Feira Moderna. Pela forma de organização deste evento, tanto no processo quanto na sua apresentação, o segundo semestre será um desafio e um marco no amadurecimento desses pequenos.

Projeto

Novidades chegadas com o carnaval

Para iniciarem os estudos, as crianças estiveram envolvidas com a arrumação do espaço, o conhecimento dos novos materiais e as conversas sobre o carnaval. Em sala, fizeram até um pequeno baile para ensaiar os sambas que animaram o bloco da Sá Pereira.
O carnaval é mesmo uma grande invenção! Eles se divertiram no bloco e vieram em grande número alegrar a nossa folia. O que mais gostaram? Do pai do Felipe da F3M, vestido de mulher carregando a Bianca nos ombros. Outra grande atração da festa foi a Kapim, mãe da Sofia (F2M) e do Antonio (TCM) andando na perna de pau na "comissão de frente" e o Vicente da F2T, fantasiado de Capitão Cueca!
A turma ampliou o conhecimento sobre a história do carnaval. Acharam o entrudo uma grande farra e conheceram uma das versões da história do Zé Pereira, criador e personagem de marchinhas carnavalescas.

Pensando sobre as invenções

A reflexão sobre as invenções seguiu a todo vapor! A turma conheceu a história "Moça Tecelã" de Marina Colassanti, que tecia um tapete que ganhava vida. Inspirados, os alunos usaram o seu poder para inventar o que a imaginação permitisse: teletransportador, mochila a jato, máquina de paz... Quanta invenção!
A música "O Silêncio", de Arnaldo Antunes, também os ajudou a pensar nesse bicho inventor.

Olhos puxados, grandes inventos.

As invenções, os inventores, os povos e suas criações... Diante do “Bicho Inventor” muitas ideias permearam o desejo de trabalhar o tema. Algumas ideias de projeto foram discutidas e as crianças foram apresentadas ao tema de forma mais abrangente, discutindo o que é uma invenção e o que é uma descoberta, analisando a capa da agenda, pensando no “Bicho Inventor” e vendo seus desejos de investigação sobre este assunto. Durante o ano passado o grupo conheceu a Grécia e ficou muito seduzido por essa civilização intrigante e cheia de histórias. Sabendo disso, a nossa ideia inicialmente, era trabalhar também com uma civilização, conhecendo suas invenções e sua importância na história, na ciência, na arte, na agricultura... A sugestão de conhecer a China pareceu-nos muito interessante, pois são inúmeras as suas invenções e o povo chinês contribuiu e continua contribuindo muito com grandes inventos.

Rumo ao Gigante Inventor!

Nos aproximamos do nosso projeto através da literatura. Depois de ouvirmos "A Moça Tecelã" conhecemos um conto popular chamado "Brocado Maravilhoso" que nos conduziu a um país de grandes invenções. Aí vai uma dica: esse país criou um valioso tecido que por muito tempo foi o responsável pela sua economia e era avaliado a preço de ouro, tamanha era a sua beleza. Adivinhou? Usando o atlas, as crianças localizaram este país no mundo, conheceram suas fronteiras e os mares que o cercam.

Bicho inventor chegou do Oriente

Chegamos à China e, como diz o provérbio trazido por Daniel da F3M, “Deus inventou o Céu e a Terra, o resto foram os chineses!”, foi partindo dessa descoberta que começamos a pesquisar mais a fundo as invenções desse país oriental. Sempre nos deparamos com alguma invenção que desconhecíamos ser de autoria dos chineses. Depois de pedir uma pesquisa de casa sobre esses inventos, produzimos uma listagem que somou trinta e nove invenções!E assim o caminho do projeto começou a ser desenhado.

Pesquisando o outro lado do mundo

Depois de pesquisar, na sala de computadores e em casa, sobre os inventos chineses, as crianças dividiram-se em grupos escolheram as invenções que gostariam de estudar.
Com o resultado das pesquisas e conversas sobre o tema, cada grupo produziu cartazes com ilustrações, colagens, informações e apresentou à turma as criações que vieram do outro lado do mundo e fazem parte da nossa vida. Já pensou viver sem papel, macarrão, sorvete, pipa, cerâmica, bicicleta, bússola?
Durante esta atividade, conversamos muito sobre como pesquisar. Estimulamos a pesquisa em livros, jornais, dicionários, internet...Não basta coletar informações. Precisamos ler, estudar e selecionar o que é mais importante. Esta atitude de aluno pesquisador ajuda a formar alunos autores de suas aprendizagens. A China tem nos feito pesquisar muito.

Mao-Mi

Quem será Mao-Mi? Onde ele foi parar? Para essas descobertas, as crianças se deleitaram com o conto chinês "A Viagem de Mao-Mi", de Lisa Bresner, repleto de ideogramas, e que fala de muitas invenções chinesas. A ilustração, de Frédérick Mansot, é uma obra de arte!
Essa história mostrou-nos uma aventura de duas crianças que voltam no tempo com o relógio mágico do avô. Lá encontraram os "três senhores do tempo": Da Água, Da Madeira e Do Fogo, que apresentaram os mais importantes inventos da China antiga e nos ensinaram o desenho de alguns ideogramas. A leitura do livro foi registrada no caderno de projeto, num caprichado roteiro em capítulos. Vale a pena conferir!

Papel, Pincel, Nanquim, e Mãos a Obra!

Junto com a aventura do livro "A viagem de Mao Mi" as crianças aprenderam um pouco sobre os ideogramas chineses, sinais que representam ideias ou objetos. Com papel, pincel e nanquim, experimentaram desenhar os ideogramas de alguns elementos que aparecem no livro como fogo, água, terra e céu.

"Nas folhas do chá"

Este é o nome do livro de cartas que lemos em capítulos. Ele foi escrito por Flávia Lins e Silva, nossa já conhecida autora do “Diário de Pilar” e por uma chinesa chamada Long Hiu. Recebemos a visita da Flávia em nossa sala, que nos contou que o livro foi feito com trocas de cartas e emails dela com Hiu. Estamos nos divertindo com essa história que apresenta a cultura dos dois países, China e Brasil, e tem como enredo o suposto romance do avô e da avó das personagens principais. Para completar, ainda escrevemos cartas e bilhetes entre amigos e, em breve, trocaremos emails com a autora, quem sabe, com as autoras!

...mais histórias!

O que é, o que é? Tem escamas de peixe, voa como um pássaro, galopa como um cavalo, tem corpo de serpente, é forte e trabalha como um búfalo? Esta é mais uma invenção, desta vez das crianças chinesas, que foi contada através da lenda "O nascimento do Dragão", de Marie Sellier. Diz-se que ele foi criado reunindo as melhores características dos animais protetores das várias tribos chinesas para declarar o fim à guerra entre os povos e trazer a paz! No caderno de língua, as crianças criaram um texto enigmático com desenhos para fazer o reconto desta bela história.

Dragões, Muitos Dragões!

Inspirados na lenda do dragão chinês, produzimos lindos dragões e demos aos nossos cadernos um colorido especial.
Esses seres encantados se juntaram às estrelas da bandeira da China e a um ideograma para compor a capa.
"Acho que os dragões vão trazer sorte e bons assuntos para o nosso caderno!" Clara
Para a Mostra de Artes as crianças fizeram questão de criar o "Dragão de Boas Vindas" que ficou na entrada da escola abrindo esta grande exposição dos trabalhos dos alunos!

Seda

As informações trazidas sobre a seda foram bastante discutidas. Ouvimos mais de uma versão da lenda que fala da descoberta do bicho da seda, estudamos sobre a transformação desta em manufatura e dos mistérios que envolveram a manutenção dos segredos de sua produção. Discutimos sobre as perdas e ganhos de manter um invento velado e cada criança deu a sua opinião. Também chegaram peças de roupa de seda para a turma apreciar!

Metamorfose

As crianças lançaram mão de diferentes fontes de pesquisa para descobrir que animais passam pelo mesmo processo que o bicho da seda durante o seu desenvolvimento. Descobriram que mesmo sendo o mesmo nome, de espécie para espécie há algumas diferenças, como no caso dos sapos, por exemplo.

Qual o Papel do Papel?

Discutimos sobre mais uma invenção vinda da China: o papel, material ainda indispensável em nossas vidas! Para começar, as crianças pesquisaram sobre a sua história e as alternativas de suporte para registro, antes de sua criação. Investigaram que por volta de 120 anos A.C., T'sai Lun usou fibras de seda e bambu para a produção. A partir daí, conversaram sobre onde o papel é encontrado em suas vidas. Apareceram as figurinhas, o papel higiênico, o dinheiro, livros, cadernos, jornal, papel para embrulho... uma lista enorme! Em tempos de Rio+20, as crianças também foram estimuladas a pensar nas alternativas para a redução do consumo, reutilização e reciclagem deste invento. Será que um dia viveremos sem ele? Assim como tantos outros inventos precisamos pensar e repensar a utilização em novos contextos.

Na Fábrica de Inventar Arte

Foi num dia de sol e cores que as F3 fizeram uma visita à fábrica desativada da Bhering.
Marcelo Jácome, ex-aluno da Sá Pereira, inventa, planeja, executa e colore com arte este lugar. As turmas foram conhecer de perto como é seu processo de criação. Lá, viram fios coloridos, papéis, pipas, livros, além de grandes máquinas, afinal, estavam em uma fábrica de chocolate!
"Primeiro o Marcelo falou como começou a vida dele, desde pequeno. Eu achei que foi super legal e interessante a escultura das pipas, porque ele era arquiteto e desenvolvia as cores nos trabalhos. Ele foi pensando na arquitetura das pipas e no colorido. A gente participou ajudando na montagem de uma instalação no meio da fábrica!" Sophia Protásio (F3T)
E assim, com muita arte, fechamos as pesquisas sobre mais um invento, a Pipa, criada para comunicação entre grupos militares. Ainda bem que hoje as cores das pipas apenas enfeitam os céus de tantos lugares do mundo.

Olhos Abertos para a Vista Chinesa!

"Fomos à Vista Chinesa, que fica no Parque Nacional da Floresta da Tijuca. Primeiro, tentamos subir pelo Jardim Botânico, mas não conseguimos, então ficamos esperando um pouco e escutamos umas fábulas chinesas e gostamos muito da do gato vegetariano. Depois, o motorista Sérgio teve a brilhante ideia, para não perdermos o dia de passeio, de subirmos por São Conrado. Chegando lá, apreciamos a maravilhosa vista do Rio de Janeiro, com o Cristo Redentor, a Lagoa e até Niterói! Percebemos que a Vista Chinesa é a imitação de um portal chinês, parece que é feito de bambu, mas é de cimento. Em volta do bangalô, experimentamos chá de camomila, lemos mais uma carta do livro 'Nas Folhas do Chá' e fizemos uma saborosa mesa de lanche. Depois, para fazer a digestão, 'alisamos a crina do cavalo selvagem' no movimento de Tai-chi-chuan que estamos aprendendo e brincamos no maior portal chinês fora da China, vocês sabiam disso? Foi um dia muito divertido!"
Texto Coletivo

O carteiro chegou!

"Recebemos uma carta surpresa de uma escola de Vassouras e estamos ansiosos para responder. Vamos falar sobre nosso projeto e como é a nossa turma. Aprendemos o que é remetente e destinatário, fizemos um sorteio entre os alunos da turma e escrevemos uma carta um para o outro, que chegou na casa de cada um, pelo correio.
Texto Coletivo

Usando o Dicionário

A turma inaugurou o uso do dicionário e estão explorando este grande livro de palavras. Surgiu uma dúvida? Quer saber como se escreve? É só procurar por ordem alfabética que lá está a palavra! "Peraí, mas o dicionário tem todas as palavras do mundo?" Não é bem assim, mas tem muitas delas. Podemos também pesquisar no computador, perguntar às pessoas, ver nos livros e, ir desvendando nosso vocabulário.

Textos e Projetos

É na F3 que iniciamos o uso do caderno de Lingua Portuguesa. O projeto e as situações cotidianas continuam alimentando, através de uma diversidade de escritos, as reflexões sobre a nossa língua. O caderno de projeto continua sendo nosso diário de bordo e seus registros estão diretamente relacionados às pesquisas sobre a China, enquanto que o caderno de Língua Portuguesa pode acolher produção de textos, leitura e sistematização de alguns conceitos mesmo que distantes da temática pesquisada.
Durante o primeiro semestre, tivemos contato com diferentes tipos e gêneros textuais, apesar de termos escolhido como gêneros prioritários: os contos e as fábulas que ganharão um estudo mais aprofundado no segundo semestre.
Quanto mais lemos, escrevemos e refletimos sobre diferentes textos, mais nos apropriamos de nossa língua.

Matemática

Matemática na Sala de Aula

O ano começou e houve muita coisa à relembrar. Inauguramos o livro de matemática curiosos com os novos estudos. Primeiro, contabilizamos os números presentes na sala: quantidade de alunos, de meninos e meninas, de duplas e trios que podem ser formados, de professores. Depois, fizemos um desenho organizando o espaço da sala de aula.

Invenção na Matemática

A meninada ficou ansiosa para começar o uso do ábaco, e descobriram que ele é um invento vindo da China. Através de vídeos, viram como foi desenvolvido e ficaram impressionados com a facilidade e rapidez de cálculo das crianças chinesas ultilizando suanpan, o ábaco em chinês!

"Eu achei o ábaco muito interessante porque vai nos ajudar a fazer contas!"
Maria Clara

"Adorei conhecer essa calculadora antiga que os chineses inventaram."
Bernardo

"É muito legal mexer uma bolinha da segunda fileira e já valer uma dezena." Clara

"A gente viu que antigamente o ábaco era feito de madeira e pedrinhas, descobrimos que pedra em latim se chama cauculus".
Sophia.

Operações no Ábaco

O uso do ábaco pelas crianças permitiu que adições e subtrações de grandes números fossem feitas com mais agilidade e entusiasmo! Esta "máquina de calcular" inventada pelos chineses leva o aluno a refletir sobre o valor posicional dos algarismos e as regras de representação no sistema de numeração decimal. As estratégias de solução das crianças, cada vez mais econômicas e o uso de novos recursos de cálculo, como o ábaco, possibilitaram desafiar o grupo ampliando o campo numérico em situações problema.

Problemas

As situações de rotina e o projeto nos trouxeram diferentes situações problema. Comunicar as estratégias de solução oralmente e regirstrando, no papel ou no quadro, desafiou as crianças a pensarem umas como as outras, dando cada vez mais plasticidade ao pensamento. Esses momentos de socialização e os de análise e criação de problemas matemáticos entre as crianças, permitiram discutir sobre as maneiras mais econômicas de solução, mas principalmente sobre a ideia do problema. É preciso fazer conta para resolvê-lo? É para juntar? Distribuir? E assim fomos temperando nossas aulas.

Inglês

More and more words

Este ano estamos enfrentando um novo desafio: elaborar frases simples! O caderno está repleto de palavras que foram sendo colecionadas ao longo do segundo ano e que serviram como um dicionário ilustrado, ajudando nesta tarefa tão inédita para a maioria das crianças do grupo. Assim vamos ampliando as possibilidades de comunicação oral e escrita.

Calender

Preparar um calendário mensal é uma atividade que diverte e ensina às crianças os dias da semana, os meses do ano, os números de 1 a 30 e a registrar feriados, festas e comemorações. Desde fevereiro elas têm preenchido e ilustrado o calendário no caderno. Nos primeiros meses do ano, as palavras eram colocadas no quadro, repetidas e cantadas com a ajuda de uma cantiga infantil, que logo foi transformada em um rap.
Com o passar dos meses, o desafio aumentou e a tarefa passou a ser preencher o calendário sem ajuda. Para tornar essa tarefa mais fácil, fomos até a sala dos computadores e brincamos com jogos de palavras, como forca e caça palavras.

Andy Singer, the charge and the word it and I

A palavra I apareceu logo nas primeiras semanas. Observando a imagem da capa da agenda, fomos procurar um significado para aquela postura do homem sobre tantos inventos. Encontramos a escultura do Pensador de Rodin e percebemos que Andy Singer tinha usado essa obra de arte como fonte inspiradora. Criamos uma fala para o homem: “I am a thinker.” Dando continuidade as crianças construíram frases com informações pessoais: nome, idade, lugar onde mora...
A imagem também serviu de apoio visual para falarmos sobre o uso da palavra it, como em “How is the weather today? _ It is a sunny day!” ou “What day of the week is today? _ It is Monday.” Depois o desafio foi formar frases relacionadas aos objetos/inventos que aparecem na charge. Os registros foram para o caderno com muito orgulho!

Not???

E não é que apareceu mais uma palavra no nosso vocabulário? Já que as crianças estavam tão seguras nas construções de frases afirmativas com o vocábulo IT, porque não apresentar a forma negativa. Sendo assim elas fizeram outras frases partindo das que já estavam prontas. “ It is an airplane.” ficou “It is not a motorcycle.” A compreensão foi rápida e eles logo ampliaram e começaram a usar o not em outros momentos como por exemplo durante as perguntas de rotina relacionadas ao calendário: “What day of the week is today?” –”It is Monday, it is not Tuesday.”

The China Invasion

A China e suas cores, histórias e inventos invadiram as aulas trazendo muitos assuntos e um rico vocabulário. Pesquisamos as cores da bandeira, descobrimos sua localização e fizemos um registro no caderno, com perguntas e respontas sobre esse país. Quando as crianças perceberam que nomeávamos de maneira diferente as pessoas de outros países, ficaram curiosos e não se satisfizeram em aprender apenas que quem nasce na China é “chinese". Partimos em busca de outros adjetivos pátrios e formamos frases: “I am from Mexico. I am mexican.”
O assunto rendeu e terminou em um jogo da memória bem colorido. Quem aceita o desafio?

Nursery Rhymes

Apresentamos algumas quadrinhas para leitura e compreensão. A dica é reconhecer palavras chaves que ajudam no entendimento do texto. E como o assunto é China, as crianças leram duas quadrinhas sobre o tema. Por dedução, descobriram o significado de algumas palavras, relembraram antônimos de outras. Em seguida, cada quadrinha ganhou uma ilustração.

Year of the Dragon Challenge

Para finalizar o semestre as crianças enfrentaram um super desafio. Em homenagem ao ano do dragão, baseado no horóscopo chinês, ganharam um lindo recorte com as palavras do título acima. A tarefa era encontrar o maior número de palavras reorganizando as letras. A competição foi séria e divertida! Cada palavra nova descoberta era comemorada e por fim compartilhamos com todos o resultado final: 33 palavras. Será que alguém consegue nos superar?

Dança

Mímica e Carnaval

Iniciamos o ano conversando sobre as regras de convivência, nos apresentando e reproduzindo corporalmente o momento mais significativo das nossas férias. Ouvimos e dançamos livremente o samba da escola nos preparando para o Bloco da Sá Pereira.

Dançando com Materiais

Em seguida, exploramos os diferentes materias do Salão aperfeiçoando nossas habilidades motoras. Utilizamos as pranchas de equilibrio, bambolês, tecidos etc.

Yoga

Com o livro "Historias para se contar com o corpo", de Maria Ferro e Fabrisia Freitas, conversamos sobre a Yoga, contextualizando essa técnica corporal . Aprendemos algumas posturas e lemos duas histórias do livro. Ao fim do exercício, a turma criou uma história que foi contada com o corpo. O resultado deste trabalho pôde ser visto na Mostra de Artes.

Tai Chi Chuan

Ao nos aproximarmos do projeto da turma, pesquisamos sobre o Tai Chi Chuan. Descobrimos sua origem, o significado de cada palavra, os princípios básicos e vimos fotografias de alguns movimentos. Em seguida, assistimos a três vídeos que mostravam os movimentos introdutórios dessa técnica. Experimentamos cada um deles e, aos poucos, fomos organizando a coreografia, também apresentada na Mostra de Artes.

Danças populares na Festa Junina

Para encerrar o semestre, escolhemos a Ciranda para nossa Festa Junina. Ao som de "Lia de Itamaracá", as crianças apresentaram o passo básico, variando as direções e criando novos movimentos.

Teatro

Pote Vazio

As crianças trabalharam com o conto Chinês “O Pote Vazio”, que foi adaptado em forma de diálogos para ser encenado. Criamos novos personagens e narradores para nos ajudar a contar essa história para os pais e amigos na Mostra de Artes.

A estreia

Era a primeira vez que participavam da Mostra de Artes. Decoraram o texto e criaram os personagens com corpo, voz e comportamento característicos. Foi um trabalho difícil que precisou de muita dedicação e uma disciplina oriental, e resultou numa bela apresentação para os pais e amigos.

Tribo

O que é a Tribo?

O ano começou com a alegria do reencontro, com as crianças animadas pelo embalo do carnaval, cheias de expectativas, e curiosidades em relação as novidades para 2012. Quem era novo precisou se apresentar e quem já era da escola contou sobre como acontecem esses encontros semanais, onde cada um exercita a sua cidadania.
Todos os dias nossas crianças fazem coisas espontaneamente que estão relacionadas a esse exercício, porém sem essa consciência. Praticam seus deveres e direitos, buscam ser solidários, generosos, responsáveis e participam da vida coletiva tentando colaborar.
Mas, também sabemos que são as especificidades de cada grupo e de cada momento que direcionam o trabalho da Tribo. A disciplina, as regras do futebol e das brincadeiras, de sala de aula, a postura de estudante, as avaliações e auto-avaliações, o respeito ao outro, foram alguns dos assuntos desenvolvidos.

Desejos e mais desejos

É preciso desejar e pensando nisso buscamos em um clima caloroso dar inicio as nossas reflexões sobre o que gostaríamos de conquistar neste novo ano. Então, registraram em papéis seus desejos e suas intenções de estudante que foram guardados em uma caixa que só será aberta na última Tribo do ano, quando juntos irão rever, confirmar ou não o que cada um foi capaz de realizar neste ano.

Trabalhando as Regras de Convivência

Todos os anos relembramos as regras de convivência que fazem parte da proposta pedagógica da escola através de várias dinâmicas. Conversamos sobre elas e ainda sobre outros tantos assuntos. Alguns, dizem respeito às relações, tema sempre recorrente. Não foi raro precisar ajudá-los a resolver conflitos, buscar diferentes opiniões, fazer acordos e escolhas, encontrar soluções para as questões postas.
Durante esse tempo de convívio, todos costumam se esforçar dentro de suas capacidades e maturidade.
Para fechar o semestre, assistimos ao vídeo "Falando em Convivência", uma produção caseira, feita por exalunos.

Rio+20 nas Tribos

Não podíamos passar em branco. Nossa cidade estava fervilhando com esse importante evento, precisávamos conversar, saber o que as crianças estavam pensando, entendendo. Numa apresentação no computador, as crianças conheceram uma reportagem da Revista Ciência Hoje das Crianças que explica de uma forma simples e séria conceitos como “Desenvolvimento Sustentável” e “Economia Verde”. No final, a matéria sugere 21 dicas para nós também sermos “Guardiões do Planeta”. Não faltaram comentários e histórias sobre o que cada um já faz no seu cotidiano.

Olhar para dentro de nós mesmos

Iniciamos todas as tribos com uma meditação, momento esperado e apreciado pela maior parte das crianças. De olhos fechados, procurando relaxar o corpo e os pensamentos, buscam o autocontrole, imagens, respiram e se revigoram. Quanto mais passam por essa experiência, maior proveito tiram da mesma.

As festas pedagógicas e apresentações não podiam ficar de fora

Conversamos sobre a contribuição, a responsabilidade, o empenho e o esforço de cada um no grupo. Também comentamos sobre o resultado final e verificamos que o processo pode ser para alguns um pouco cansativo, para outros difícil e que até podia ter sido diferente, mas foi unânime a fala de que vale a pena, que são momentos muito importantes, divertidos e prazerosos.
Semestre que vem daremos continuidade a esse processo. Novas demandas e aprendizagens estão por vir.

Artes Visuais

Criando um personagem

As imagens que utilizamos para compor a sinalização da escola, em 2012, buscaram homenagear alguns criadores que, através da literatura, do cinema, das artes visuais e da música, inventaram personagens que povoam nosso imaginário e parecem presentes em nossas vidas como fantasias cristalizadas.
Desejávamos que o sentimento de afeto e responsabilidade, característico dessa relação, pudesse inspirar nossas realizações ao longo do ano.
Essa oportunidade de apreciação motivou nossos alunos a criarem personagens com características específicas. Ao terminarmos o trabalho de composição de personagens, demos vida a eles criando quadrinhos e flips.

Buscando novos caminhos

Em seguida, buscamos um diálogo com as pesquisas realizadas nas aulas de Projeto. Dedicamo-nos às máscaras utilizadas na ópera chinesa, observando as características de simetria, cores e complexidade do desenho que caracterizam o perfil dos personagens.

Arte da China

Depois de prontas as máscaras, nos debruçamos sobre outra invenção chinesa. Confeccionamos pipas utilizando a sobreposição de papéis de seda em diferentes cores. Dessa técnica surgiram uma pipa dragão e um enorme dragão composto por pequeninas pipas, feitas por cada uma das crianças da turma, para dar as boas vindas aos visitantes da Mostra de Artes.

Música

Carnaval

Nas semanas que antecederam o Carnaval, além de cantar o samba do bloco da escola, as crianças conheceram um pouco melhor os instrumentos que compõe uma bateria de Escola de Samba. Conversamos sobre suas características principais, como eles se organizam e quais são as suas funções a partir do vídeo “Imperatriz do Carnaval” (http://www.youtube.com/watch?v=V5nCOpd16AM ) e do conteúdo produzido pela IG http://carnaval.ig.com.br/rio/veja+como+funciona+a+bateria+da+grande+rio/n1238013007058.html .

Flauta Doce

Passado o carnaval, as crianças travaram o primeiro contato mais profundo com o instrumento central das aulas de música das F3: a Flauta Doce Soprano. Vários instrumentos de sua família foram apresentados para as crianças, que ainda conheceram um pouco sobre sua história.
Nas aulas seguintes as crianças aprenderam a tocar suas primeiras notas nesse instrumento e com elas criaram pequenas melodias. Depois dessa primeira aproximação passamos a trabalhar com algumas melodias do livro “Vamos tocar flauta doce, vol. I”, de Helle Tirler. Essas pequenas músicas ajudaram a conhecer mais notas, a melhorar o sopro, a postura e som tirado do instrumento, possibilitando também um primeiro contato com a partitura tradicional de música.

Festa Junina

Terminamos o semestre conversando sobre a música na Festa Junina. Vendo e ouvindo diversas gravações, as crianças conheceram melhor alguns ritmos nordestinos muito tocados nas festas de São João: o xote, o baião e a quadrilha, bem como seus instrumentos típicos. Aproveitamos esse momento também para cantar o repertório dançado pelas turmas na Festa Junina.

Ed.Fisica

Tardes no Pereirão

Durante o recreio a F3T participou de um pique-bandeira coringa e as crianças puseram à prova a capacidade da atenção e agilidade.

"Comigo não tá!"

Durante o semestre as crianças exploraram o espaço e exercitaram o cuidado e a prontidão ao se deslocarem nos diferentes piques no Pereirão. Uma brincadeira que estará sempre presente em nossos encontros durante o recreio.

Olha, Olha a Bola!

Aproveitamos o projeto do ano para pensar sobre um dos materiais mais usados pelas crianças no Pereirão, a famosa "redonda", nossa velha conhecida, a bola. Mas quem será que a inventou? Que tipos de bolas as crianças conhecem? As perguntas foram lançadas e as pesquisas começaram a surgir.

Depois de pesquisar sobre esta invenção e os diferentes tipos de bolas, as crianças realizaram, no Pereirão, estafetas com bolas diferentes como a de ping poing, de tenis etc. Observaram seus tamanhos, pesos, dificuldades e facilidades de manuseio.