Relatório de Grupo – Sexto Ano – 2012/1 – Projeto: O Bicho Inventor

Tribo

Chegando ao Fundamental II

O momento de chegada ao Fundamental II é recheado de expectativas. O que muda? O que continua igual? Nas Tribos, ao recebê-los, pudemos conversar sobre isso. E os alunos já chegam cheios de informações de outros amigos que já passaram pelo 6º ano. As responsabilidades aumentam, a autonomia também, os professores mudam, ganhamos novos amigos, mas dizem que "o jeito da Sá Pereira é o mesmo". Recebemos Ana Beatriz, Bruno, Carolina, Gabriela, João Pedro, Bárbara e Thiago, novos amigos, contando para eles como funciona a nossa escola. Todos foram muito bem-vindos!

Uso dos computadores da escola

Conversamos sobre o uso dos computadores na escola. Quais são os riscos e cuidados? Assistimos a um vídeo, disponível em internetresponsavel.com.br, que respondeu a algumas dessas perguntas. Aproveitamos para refletir sobre nossa postura diante do bombardeio contínuo da publicidade na web e da "necessidade" e "obrigatoriedade" de estarmos sempre conectados. Como cada um se relaciona com o mundo virtual? Para isso fizemos a leitura do texto "Os murmúrios do silêncio", de José Castello.
Depois de muito aprendizado, os alunos assinaram um termo de compromisso de uso responsável dos computadores da escola. Dessa forma, utilizam os computadores com autonomia, para estudo e diversão, respeitando as regras de convivência que já conhecem.

Sobre Avaliação...

Conhecer o sistema de avaliação da escola e com isso ter clareza sobre seus avanços e dificuldades, faz parte de uma filosofia que entende esse momento como um processo contínuo de percepção de si mesmo no coletivo. Ensinamos aos alunos da Sá Pereira a vivência de uma avaliação processual, cooperativa e reflexiva. Os alunos aproveitaram as Tribos para tirar dúvidas e refletir coletivamente sobre o sistema de avaliação implementado este ano. Compreenderam as mudanças realizadas no sentido de conquistarmos maior rigor, compromisso com a postura de estudante e consciência sobre os critérios e etapas do processo avaliativo. Entenderam que as concepções essenciais sobre avaliação continuaram como no Fundamental I. Com as questões já mais amadurecidas, levaram como dever de casa a incumbência de partilhar com a família os novos procedimentos.

Puberdade e adolescência

Nosso corpo muda desde que nascemos e durante a vida toda. Nessa fase entre 10 e 14 anos ouvimos muito falar em puberdade e adolescência. Mas, afinal, o que são essas mudanças? Falar sobre o crescimento, necessidades, mudanças, dificuldades e ganhos dessa fase foi o nosso assunto durante as tribos de maio. O vídeo "Viagem Fantástica - Puberdade", de Drauzio Varella, foi um dos suportes que ajudou a ampliar a discussão, trazendo informações importantes e novas para o grupo.

Rio +20

A Rio+20 foi motivo de reflexão, questionamentos e debate. Organizados em grupos, prepararam seminários para apresentar suas impressões sobre a Conferência e alguns dos temas que estavam sendo discutidos. Entraram no site da Cúpula dos Povos e procuraram descobrir quem eram os grupos que estavam participando das atividades e discussões que aconteceram no Aterro. Aproximaram-se do assunto e ficaram curiosos para entender um pouco mais sobre os temas que estavam na pauta: economia verde e desenvolvimento sustentável. Questionaram a possibilidade de conciliar sustentabilidade e os padrões de consumo da sociedade em que vivemos. Ficaram animados para ver as exposições e estandes que estavam no Aterro, no Porto e no Forte de Copacabana. Voltaram do feriado contando suas experiências e trocando informações sobre o que aprenderam.

Baile Junino do Fundamental II

O planejamento da festa junina foi feito durante as Tribos de junho. Divididos em comissões, tiveram ideias para a festa acontecer do jeito que imaginavam. Pensaram em todas as brincadeiras que queriam incluir: karaokê, limão na colher, corrida do saco, balão no pé, dança da laranja e dança da vassoura. A comissão responsável pela música do arraiá fez um setlist caprichado de forró pé de serra, baião, xote, xaxado, maracatu, ciranda e quadrilha. Junto com o professor de música, prepararam uma homenagem aos 100 anos de Gonzagão, que deixou todos encantados com o belo show que deram. A barraca do Correio do Amor criou uma atmosfera romântica e bem humorada, com anúncios carinhosos durante toda a festança! A competição de paródias impressionou a todos pelas letras engraçadas e divertidas, enquanto a quadrilha improvisada foi a mais organizada que já tivemos notícia. As F6, que ficaram responsáveis pela organização da festa do Fundamental I, aproveitaram demais o Baile Junino do Fundamental II trazendo muita animação para a festa. Sucesso total!

Organizando o Arraiá do Fundamental I

A festa junina foi o resultado de um processo coletivo onde as turmas de F6 foram fundamentais. Os alunos da manhã e da tarde resgataram brincadeiras tradicionais e inventaram algumas novidades para animar o Arraiá de F1 a F5. Aprenderam nas Tribos a organizar uma festa, dividiram-se em grupos e montaram as barraquinhas nas aulas de Artes. As repórteres do Arraiá da tarde registraram cenas e depoimentos das crianças que trabalharam duro para essa festança acontecer. Teve pescaria, rabo do burro, argola na garrafa, bola na boca do palhaço, morte ao frango, piñata, correio do amor, corrida do saco, bingo literário e musical, dança da laranja e muito mais.

Projeto

A chegada na F6

Professores, salas, matérias e horários diferentes para conhecer, aprender e experimentar.
Os primeiros dias foram de muitas novidades para os alunos que acabam de entrar no novo segmento. Fizemos um horário semanal para ser completado com as atividades extras.
Na época convidamos os pais para uma supervisão mais próxima, orientando a realização das tarefas e a organização das mochilas.
Destacamos, também, a importância de se reservar tempo e espaço para os compromissos escolares.

Qual é a sua?

Os alunos fizeram um divertido teste de opinião e conversaram sobre os temas que normalmente despertam seus interesses.
Naturalistas, arqueólogos, curiosos e aficionados de tecnologia descobriram que têm mais em comum do que imaginavam e viram que a dedicação exclusiva a uma atividade apenas não é indicada para ninguém.
Nos encontros seguintes identificamos as diferenças entre estudar e fazer as tarefas de casa.

Estudo e Tarefa de Casa...

São a mesma coisa?
Os alunos conversaram e, usando abas ao pesquisar na Internet e recursos do editor de texto, estão elaborando a resposta.
Em uma coisa todos concordam: uma boa orientação do professor ajuda muito na hora do estudo e na hora do dever de casa.

Resumo

Discutindo sobre a diferença entre resumo e resenha crítica, as turmas descobriram que sinopse, síntese, sumário e epítome são palavras que expressam que um texto original foi encurtado. A próxima etapa é aprender a fazer um resumo bem feito.

Ciência Hoje

Os alunos exploraram a revista Ciência Hoje das Crianças, que esse ano completa 30 anos. Conversamos sobre as características dessa publicação que pretende formar leitores e divulgar conhecimentos de várias áreas.
As turmas, que no ano passado conheceram a redação da revista, conversaram sobre suas seções, sobre o expediente e os profissionais envolvidos na sua elaboração, sobre os diferentes tipos de textos e imagens que nela aparecem, sobre assinatura e muito mais.

Resenha

As F6 selecionaram artigos nas revistas "Ciência Hoje das Crianças" e, a partir deles, redigiram resenhas.
Reservamos, também, um momento para a autoavaliação e cada um pôde falar do seu crescimento, das aprendizagens e das dificuldades enfrentadas.
Nosso próximo desafio é aprender a fazer anotações nas aulas.

Desafio

Nas últimas aulas do semestre, as F6 estiveram diante de um desafio: aprender a anotar informações relevantes durante uma aula.
Primeiro, as turmas assistiram a uma vídeo-aula e fizeram seus registros pessoais. Depois, compararam o que cada um considerou importante.
Nos próximos encontros, conhecerão algumas técnicas que podem ajudar na aprendizagem desse valioso procedimento.

Artes Visuais

Criando um Personagem

As imagens que utilizamos para compor a sinalização da escola, em 2012, buscaram homenagear alguns criadores que, através da literatura, do cinema, das artes visuais e da música, inventaram personagens que povoam nosso imaginário e parecem presentes em nossas vidas como fantasias cristalizadas.
Desejávamos que o sentimento de afeto e responsabilidade, característico dessa relação, pudesse inspirar nossas realizações ao longo do ano.
Essa oportunidade de apreciação motivou nossos alunos a criarem personagens com características específicas. Ao terminarmos o trabalho de composição de personagens, demos vida a eles criando quadrinhos e flips.

Buscando novos caminhos

Em seguida, estreitamos o diálogo com as pesquisas realizadas nas aulas de História. Trouxemos as pinturas rupestres através de um documentário, no qual conhecemos os registros de Lascaux e curiosidades sobre materiais e técnicas utilizadas pelos homens na pré-história.

Lascaux Animado

Depois de estudarmos sobre Lascaux e como eram feitas aquelas imagens, as F6 produziram vários desenhos simulando o modo de fazer e a estética das pinturas rupestres. Inspirados pelas séries fotográficas de Muybridge, fizeram também duas animações em rotoscopia que, juntamente com as outras produções, culminaram em um pequeno vídeo de animação.

Teatro

A História do Carnaval

As crianças percorreram a história e conheceram um pouco mais sobre o carnaval. Desde a antiguidade o homem comemora essa data. Os Gregos festejavam a época da colheita, homenageavam o Deus Baco e bebiam o vinho feito das uvas frescas. Já na Idade Média, os cristãos faziam uma festa que precedia a quarentena. Em Portugal, os entrudos tomavam as ruas da cidade. Ao passar dos anos, no Brasil, os bailes de carnaval e os desfiles pelas ruas das cidades ganharam espaço. As crianças caminharam por essa linha do tempo, criando quadros vivos que representavam esses momentos. Depois dessa etapa, lemos um trecho do livro "Viva o Zé Pereira", de Karen Acioly. Os alunos representaram os bailes de carnaval da periferia do Rio de Janeiro, os primeiros sambistas, as disputas das porta-bandeiras e o surgimento das primeiras escolas de samba.

Entrevista com o personagem

Os personagens criados pelas crianças nas aulas de Artes também foram usados nas nossas aulas. Primeiramente, os personagens foram distribuidos aleatoriamente. Cada criança recebeu um personagem, leu as características principais descritas e, a partir dessas informações, criou um corpo, uma voz e um comportamento. Então, começaram as entrevistas. Cada personagem sentava-se na cadeira do entrevistado e respondia uma série de perguntas, até que o criador do personagem descobrisse sua criatura. Foi interessante ver como o outro lê/interpreta sua invenção. A criatura ganhou vida, saiu do papel.

Criando um diálogo

Os personagens criados voltaram às mãos de seus criadores. Agora, os alunos se dividiram em duplas e escreveram um diálogo entre os personagens. Os diálogos deveriam contar uma história com início, meio, fim e conflito definidos através das falas. Esse texto saiu do papel e virou cena, que foi apresentada para o resto da turma. Depois, elegemos 10 personagens e criamos uma cena, em grupo, envolvendo 5 desses personagens selecionados. Os alunos pensaram no cenário, figurino e trilha sonora para contar essa história. Essas cenas foram filmadas e assistidas por toda turma.

Encenando Drummond

Lemos em sala alguns textos de Carlos Drummond de Andrade presentes em uma ficha de Português. Em grupos, encenamos esses textos. Depois, os alunos fizeram uma pesquisa em casa e escolheram alguns textos deste autor que pudessem virar cena. Em sala de aula, adaptamos os textos escolhidos e apresentamos as cenas para o resto da turma.

Dança

Dança e Carnaval

Iniciamos o ano conversando sobre as regras de convivência e nos apresentando. Ouvimos e dançamos livremente o samba da escola nos preparando para o Bloco da Sá Pereira.

Dançando com Materiais

Em seguida, andamos nas pernas de pau aperfeiçoando nossas habilidades motoras. Algumas crianças ousaram girando, sambando e até pulando!

Processo Criativo

Dialongando com o Projeto da escola, estudamos sobre o processo criativo. Para tanto,apresentamos entrevistas com os coreógrafos das companhias Pilobolus, Deborah Colker e Grupo Corpo. Nos depoimentos, conhecemos como cada um construiu seu trabalho, pesquisando os movimentos de maneiras distintas e tendo a crença no trabalho árduo como ponto comum.

Trajetos e Direções na Mostra de Artes

Em seguida, para colocar em prática o que tínhamos assimilado, escolhemos os conceitos cartográficos da disciplina de Geografia para trabalhar. Como inspiração, assistimos ao espetáculo "Rota", da cia Deborah Colker e, a partir dele, escolhemos a música. Iniciamos nossos exercícios de composição coreográfica, definimos os pontos de partida e chegada com barbantes e pesquisamos como nosso corpo poderia realizar esse trajeto. Listamos palavras da aula de Geografia no quadro e escolhemos algumas para transformar em movimento. Aos poucos, esses exercícios foram sendo incorporados em nossa coreografia que foi apresentada na Mostra de Artes.

Reflexão em Dança

Para encerrar o semestre assistimos ao vídeo da nossa apresentação, conversando sobre todo o nosso processo. Apreciamos também aos vídeos das outras turmas, fazendo críticas, elogios e sugerindo novas propostas de trabalho.

Música

Carnaval

Nas semanas que antecederam ao Carnaval, além de cantar o samba do bloco da escola, as crianças conheceram um pouco melhor os instrumentos que compõe uma bateria de Escola de Samba. Montamos uma rápida prática de conjunto com frases rítmicas simplificadas dos instrumentos, utilizando "O Passo".

Apresentação e decorando os nomes

Após o carnaval, com a entrada de um novo professor, nos apresentamos, decoramos os nomes dos alunos e falamos sobre as regras de convivência.

Reflexão sobre música e corpo

Em seguida, fizemos alguns exercícios a fim de refletir sobre a importância do corpo para o fazer musical. Para tal, nos valemos do ritmo da ciranda e da pergunta: como diferenciar um tempo de um contratempo?

O Passo

A partir dos exercícios feitos nas aulas anteriores, chegamos a conclusão de que o corpo é um elemento fundamental para se fazer música. Primeiramente, nos demos conta da importância de se olhar para tocar. Depois, vimos que a organização do andar pode nos ajudar a resolver qualquer problema de ritmo. Assim, chegamos ao método "O Passo".
Feito isso, iniciamos um trabalho sistemático com as Folhas d`"O Passo". A ideia foi construir uma autonomia de estudo para cada aluno. Tivemos um tempo destinado ao estudo individual em várias aulas durante o semestre. Nesses momentos foi possível avaliar o processo de cada um.
A expressão dessa autonomia na qualidade musical do grupo foi notória quando tocávamos em grupo.

O pandeiro

Paralelamente ao estudo individual das folhas d`"O Passo", vivenciamos a prática de conjunto com o pandeiro.
O pandeiro é o instrumento escolhido para o trabalho de Música das F6. O primeiro contato com o instrumento se deu através da exploração de suas diferentes sonoridades e da prática do improviso. Alertamos também sobre a importância do alongamento antes de tocar.
A apostila distribuída aos alunos ajudou a estabelecer uma ordem para o alongamento e a entender como organizar e escrever as sonoridades presentes no pandeiro.

Mostra de Artes

O que apresentamos na Mostra de Artes foi fruto de uma primeira aproximação que os alunos tiveram com o pandeiro.
O primeiro número foi o "Som no Espaço". Como o nome sugere, a ideia foi fazer a plateia perceber o deslocamento do som pelo espaço. O efeito proposto foi potencializado com o público de olhos fechados.
Em seguida, fizemos uma brincadeira chamada "Levada Grave e Agudo". Entre uma levada e outra, alguns alunos improvisaram. Para terminar, o público foi convidado a improvisar também.
Esses exercícios são baseados nas idéias originais de Lucas Ciavatta, criador d`"O Passo".

Português

O universo do carnaval

Iniciamos o ano com a leitura do “Conto de verão nº 2: Bandeira Branca”, de Luís Fernando Veríssimo, ao som da marchinha de mesmo nome, de Max Nunes e Laércio Alves.

Depois de relacionar texto e música, cada aluno elaborou a continuação da história. Fizemos, também, a leitura de um texto do "Menino Maluquinho" sobre a história do carnaval, quando puderam pesquisar personagens e reconhecer essa festa como uma manifestação cultural brasileira.

Novas leituras

Após o carnaval, todos se envolveram com leituras de Carlos Drummond de Andrade. Conhecemos um pouquinho de sua vida, mergulhamos num mundo de poemas, contos, e ainda comentamos sobre o livro de literatura escolhido: “A filha do fabricante de fogos de artifício”, de Philip Pullman.

Linguagens

Estudamos, através de algumas propostas do livro didático, as linguagens verbal e não verbal como formas de comunicação e interação entre as pessoas. Trabalhamos, também, a leitura e a interpretação dos textos “Da utilidade dos Animais” e “A incapacidade de ser verdadeiro”, de Drummond. Iniciamos a leitura de “A filha do fabricante de fogos de artifício".

Variedades Linguísticas

Dando continuidade às propostas no livro didático, entramos em contato com as variedades e os preconceitos linguísticos, trazendo a reflexão de que a língua está sempre em mudança e palavras novas surgem a todo instante. Paralelamente a esse estudo fizemos o nosso primeiro teste, com base no livro de literatura.

Diversidade linguística e cultural

Avançando no estudo da língua, os alunos apresentaram, em grupos, pesquisas sobre a diversidade cultural e as variações linguísticas das regiões do Brasil. Debatemos sobre nossa nova leitura: "20.000 Léguas Submarinas", de Júlio Verne.

Estudos sobre Ferreira Gullar

Pesquisamos informações sobre o autor e suas obras, o que nos trouxe mais condições para a leitura da crônica "Visita" na nossa aula e do poema "O açúcar", na aula de Geografia.

O mundo da ficção científica

A partir da leitura da reportagem "Histórias com um fundo de verdade", da revista Ciência Hoje das Crianças nº 232, produzimos textos sobre o mundo da ficção científica e debatemos sobre o escritor francês Júlio Verne, considerado o grande pai da ficção científica, autor do livro de literatura que vem nos acompanhando.

Inglês

Carnival Street Blocos

Embalados pelo Carnaval inauguramos o ano listando diversos blocos cariocas e pesquisando como seria a versão de seus irreverentes nomes na língua inglesa. Com a leitura de trechos da publicação bilíngue Blocos de Rua do Carnaval do Rio de Janeiro, de Aydano Motta, conhecemos um pouco das características de grupos como Christ's Armpit, Heaven on Earth, Press Closer and I'll Fall in Love e entendemos como seus nomes surgiram.

Hidden Heroes

Um passeio virtual pela exposição Hidden Heroes, do Vitra Design Museum, animou as crianças e nos aproximou do Bicho Inventor. Exploramos a história do surgimento de diversos objetos que, por sua praticidade e funcionalidade, se tornaram indispensáveis, mas que permaneceram quase ocultos em nosso dia a dia. Conhecemos objetos como "safety matches", "sticky notes", "bottle caps", "ear plugs", "thumb tacks", entre outros. Com muita criatividade e capricho as crianças utilizaram esses inventos na produção das capas dos cadernos.

CCBB

Motivados pelo trabalho com os Hidden Heroes, estivemos no CCBB para conhecer os objetos do dia a dia que foram transformados pelos Irmãos Campana em obras de design. As crianças puderam observar o reaproveitamento de diversos materiais e a utilização de diferentes técnicas, texturas e formas. Em sala produziram o seguinte texto coletivo:
"At the Campanas’ exhibition there are many objects of our everyday life like chairs, armchairs, tables and lamps. There is a fabulous wall lamp made of colorful broken glass. One of our heroes is also there, but it is not so hidden: a chair made of air bubble film. We loved it and were very curious to sit on it and listen to the plocs "

Dificuldades e Acertos

O final do primeiro trimestre foi de muito trabalho e bons resultados. Depois de duas avaliações individuais, fechamos o período discutindo as dificuldades e os acertos. No trabalho gramatical ressaltamos a importância das frases completas e bem estruturadas; para uma boa compreensão leitora, entendemos que as palavras já conhecidas e o contexto podem nos ajudar a inferir o significado de novos termos e expressões. Concluímos também que tranquilidade e concentração serão sempre úteis em momentos de avaliação. E, ao saberem que os textos da avaliação eram autênticos e escritos para o público em geral, a satisfação das crianças ficou clara na pergunta: "Então estamos lendo textos de adultos?".

Missing a Hero

Enquanto conhecíamos os diversos heróis escondidos, tivemos vontade de mostrar também os nossos. Passamos então a criar e apresentar para o grupo nossa própria galeria de objetos através de posters com imagens e dados curiosos sobre sua criação e utilização. Toothbrushes, guitar picks, pencil sharpeners, sneakers, sun glasses, watches e socks são alguns exemplos dos pequenos inventos escondidos revelados pelas crianças.

Green Words

Em tempos de Rio+20 estudamos as green words e os verbos can e should, mostrando o que podemos e o que devíamos fazer para tornar o mundo um lugar melhor para todos. Termos como sustainability, environment, recycling bins, public transports, plastic bags passaram a fazer parte do nosso vocabulário e nos ajudaram também a conhecer algumas green solutions que podem ser adotadas em nosso cotidiano.

Wishes

Nesse contexto visitamos o site wishforthefuture.com e conhecemos o que as pessoas de diversas partes do mundo desejam para um futuro melhor. Em sala, com as green words em mente, as crianças discutiram e escreveram também seus sonhos. Encerrando o semestre publicaram seus sonhos no site, onde puderam também curtir os dos amigos.

Matemática

Nosso percurso

Começamos o ano com o jogo ”Eu tenho, quem tem?”, com o objetivo de lembrar alguns dos conhecimentos já adquiridos. Em seguida, os alunos foram apresentados ao livro didático, lendo o texto que o autor dedica aos alunos e um outro que esclarece a necessidade do estudo em casa e a importância de exercitar sem a preocupação com o acerto exclusivamente.

Após passarmos rapidamente pelo primeiro capítulo, começamos a revisar a adição e a subtração, trazendo como novidade a apresentação dos colchetes e das chaves na resolução de expressões numéricas, e formalizando alguns conhecimentos previamente adquiridos, como, por exemplo, o nome de cada termo da adição e suas propriedades.

Dando continuidade às operações, seguimos com a multiplicação, suas propriedades e com a divisão, onde, com calma, revisamos as formas de dividir vistas anteriormente e também conhecemos novas maneiras de efetuar a operação. Concordamos que todos devem estar com a tabuada muito amadurecida para que essas novas maneiras possam trazer mais agilidade e para que possamos dar continuidade aos novos conhecimentos que estão por vir na matemática.

Depois de revisadas as quatro operações, chegou a primeira grande novidade do ano: se uma soma sucessiva de parcelas iguais se transforma numa multiplicação, em que se transforma um produto sucessivo de fatores iguais? Numa potência. E sua operação inversa, quem seria? A radiciação. Passamos um tempo exercitando e refletindo sobre esses conhecimentos e encerramos o trimestre.

Após uma conversa individual com os alunos sobre os resultados das avaliações, começamos o segundo trimestre revisando os múltiplos e divisores de um número e nos questionamos: quando é que dois eventos periódicos vão acontecer juntos novamente? No MMC deles. Entendemos o conceito e a lógica para encontrar múltiplos comuns a dois ou mais números.

Ampliamos o contato com os critérios de divisibilidade, percebendo que existem formas práticas de ver quando um número divide sem resto por 2, 3, 4, 5, 6, 8 , 9, 10, 11 ou 12. Descobrimos que, além do 1, existem dois tipos de números: os primos e os compostos e que estes últimos podem ser escritos em sua forma decomposta (ou fatorada). Fazendo a decomposição de números, descobrimos uma maneira mais simples de resolver a radiciação.

História

Nossa História

Começamos o ano debatendo para conceber o conceito de História, a partir da percepção de que não existe “história única”. Os alunos fizeram, em casa, pesquisa sobre um fato histórico e apresentaram as diversas versões e pontos de vista que um mesmo fato pode ter. Teremos muitas histórias para conhecer...

Seguimos o estudo dos conceitos históricos, conhecendo as diferentes fontes (escrita, oral etc.) e discutindo sobre o tempo e a importância do sujeito.

Produziram em sala de aula duas notícias jornalísticas, uma do período Paleolítico e outra do Neolítico. Assim tiveram que escolher fatos, descobertas e invenções que julgavam importantes em cada período. Depois de lermos e discutirmos sobre a diversidades de explicações sobre o surgimento do Homem na Terra, assistimos, em parceria com o professor Henrique, de Ciências, ao documentário "A Origem do Homem".

Depois de compreendermos o processo de sedentarização do homem chegamos à Mesopotâmia, berço de importantes civilizações, com suas construções, a política, as leis, a organização social e crenças que influenciaram outras regiões. Ali surgiram as primeiras cidades, a escrita, a roda e o comércio.
Assistimos a uma apresentação de imagens e a um vídeo sobre a Mesopotâmia, onde atualmente fica o Iraque.

Na nossa última aula, iniciamos o estudo sobre o Egito: lemos a lenda de Ísis, Osíris e Horus para compreendermos como a sociedade se apropriou desta incrível história.

Ciências

A caixa preta

A caixa preta inaugurou nossas aulas de Ciências.
Os alunos foram desafiados a reproduzir o seu mecanismo interno, não revelado. As ideias foram diversas e muito engenhosas. No final das apresentações descobriram que a caixa original, na verdade, é uma representação de toda a natureza. Ela sempre se manterá oculta para os cientistas, que jamais saberão como ela realmente funciona. O máximo que poderemos fazer será criar bons modelos, como os alunos fizeram.

Introdução às Ciências

Depois das discussões iniciais sobre a caixa preta, os alunos foram apresentados a duas importantes ferramentas do processo científico: o método científico e o modelo de relatório. O primeiro serviu para mostrar uma forma de raciocínio lógico e organizador, enquanto o segundo uma dinâmica no processo de registro das atividades experimentais.

A Origem do Homem

Após assistirem ao filme “A origem do homem”, as turmas destacaram os pontos do filme que estariam conectados ao projeto de Ciências. Surgiu, então, a necessidade de estudarmos mais a fundo como aconteceu a evolução da nossa espécie e quais são as pistas fósseis que os antepassados nos deixaram. Também entendemos como, através das características herdadas geneticamente, podemos mapear o processo de migração do Homo sapiens pelo planeta. E o que essa espécie pensante teve que inventar para não entrar em extinção em um ambiente tão inóspito.

A Evolução da Tecnologia

Os alunos estudaram sobre a evolução da espécie humana e, junto com ela, a evolução da tecnologia que permitiu aos primeiros grupos de hominídeos saírem dos topos das árvores. Passamos pelo Paleolítico e o Neolítico para identificar alguns dos inventos que precederam a agricultura. Seguindo os estudos realizados nas aulas de História, identificamos os principais avanços que surgiram junto com a agricultura, a produção de alimentos e sua importância para a saúde e o desenvolvimento da nossa espécie.

Evolução pela alimentação

Terminamos o semestre assistindo ao vídeo "Evolução pela alimentação", que apresentava teorias a respeito da influencia dos alimentos na evolução do homem. E a domesticação de animais e plantas que mudou a forma de obtermos comida, e consequentemente também nos transformou. O vídeo ainda ressalta os problemas gerados pela agropecuária moderna, e os riscos do uso de técnicas não naturais na produção de alimentos. As discussões trouxeram a necessidade do estudo sobre os nutrientes obtidos nos diferentes alimentos da dieta e a transformação de energia que ocorrem no processo de digestão.

Geografia

Muito prazer, Geografia!

Iniciamos o ano refletindo sobre qual é o objeto de interesse de estudo da Geografia. Como parte das atividades propostas, realizamos a leitura do capítulo "O universo bailado das estrelas", do livro "Geografia de Dona Benta", de Monteiro Lobato.

Meu Lugar, seu lugar, nosso lugar

Trabalhamos o conceito de lugar a partir do poema "O açúcar", de Ferreira Gullar, e das músicas "Tudo vale a pena", de Pedro Luís, e "Meu Lugar", de Arlindo Cruz. Como forma de identificar os elementos que compõem nosso espaço vivido e nossos marcos de referência espacial, realizamos o mapa mental do bairro onde vivemos.

Olhar a paisagem

Desenvolvemos nosso trabalho sobre paisagem geográfica a partir de uma seleção de fotografias disponíveis no site da escola. Aprendemos a identificar e diferenciar elementos naturais e culturais presentes nas paisagens, diferenciar paisagens urbanas e rurais e reconhecer contrastes sociais e temporais que as paisagens revelam.

O espaço geográfico

Trabalhamos o conceito de espaço geográfico reconhecendo que
a técnica e o trabalho do ser humano são elementos centrais na construção e modificação do mesmo. Aprendemos a identificar aspectos invisíveis que conformam o espaço geográfico.

A Terra vista do céu

Fomos à exposição "A Terra vista do céu" do fotógrafo e ambientalista francês, Yann Arthus-Bertrand, na Cinelândia, no Centro do Rio. As fotos da exposição nos trouxeram um olhar privilegiado da superfície da Terra e das modificações que ao longo do tempo o ser humano foi imprimindo nas paisagens. No final da exposição pudemos passear por um imenso planisfério terrestre. As fotos da exposição podem ser acessadas no site: http://terravistadoceu.com/sobre-a-exposicao/

Atividades econômicas, espaços de produção

Concluimos o semestre apresentando as principais atividades econômicas que modelam e modificam o espaço geográfico e constituem os espaços da produção: agricultura, pecuária, extrativismo e indústria. Em sala de aula, com auxílio de vídeos, fotografias, leituras, mapas e pesquisa construimos a definição de cada um desses conceitos, ressaltando a articulação que existe entre os espaços da produção, da circulação e do consumo.

Educação Física

Energia

Passamos pela evolução do movimento humano, percebendo que o Homem Primitivo andava curvado semelhantes aos animais (Homem de Neandertal) e se comunicava prioritariamente por meio da linguagem corporal. As transformações posturais são percebidas e o corpo foi se erguendo chegando à posição “ereta”.

Exploramos alguns movimentos tendo como parâmetros hipóteses sobre o corpo de um homem primata, sua forma, sua estrutura e sua postura, percebendo até mesmo a origem de alguns movimentos. Em nossa prática, fizemos circuitos de saltos e de movimentos amplos.

Avaliamos o quanto a resistência física foi importante para a nossa adaptação e evolução. Brincamos e jogamos por meio de gestos, usando como atividade o jogo popular “batatinha-frita”. Também demos uma passada na criação do fogo e percebemos, através da nossa respiração, da frequência cardíaca e da temperatura corporal o quanto gastamos de energia.

Chegamos em nossas avaliações e, com atividades envolvendo habilidades motoras, batizadas como “circuito primata”, passaram por um circuito formado por cinco estações onde cada uma delas representava as fases da evolução do homem.

Iniciamos o segundo trimestre, pensando nas olimpíadas que acontecem em Londres este ano, e para darmos nosso pontapé rumo aos desportos, começamos pelo atletismo, atividade praticada desde o início de nossa civilização.

Chegamos ao fim do semestre, dando início às corridas e à observação da estrutura do nosso corpo para o desenvolvimento de uma boa postura para esta atividade. Passamos pelas corridas (as de longa e de curta distância) e conversamos sobre como essa diferença influencia na fisiologia de um atleta. Os diferentes “piques” foram o ponto chave para entendermos as velocidades e a resistência exigida nesta atividade.