Relatório de Grupo – Oitavo Ano – 2012/1 – Projeto: O Bicho Inventor

Tribo

Novos na F8

Recebemos Helena Ferrante, Nicole e Carolina Brandão nas F8. Aproveitamos para ouvir outras experiências escolares, partilhamos semelhanças e diferenças e contamos o que nos caracteriza. Todas foram muito bem-vindas!

Conectados?

As relações que estabelecemos com a Internet e o tempo que destinamos ao computador foi um dos temas de debate nas Tribos. Os alunos se posicionaram em relação ao bombardeio contínuo da publicidade na web e sobre a "necessidade" de estarmos sempre conectados. Falamos do uso da Internet em sala de aula, uso como eficiente instrumento de pesquisa e como selecionar o que nos serve como informação. Foi uma oportunidade de cada um expor como se relaciona com o mundo virtual. A leitura do texto "Os murmúrios do silêncio", de José Castello, nos ajudou a ampliar a discussão tematizando o valor no silêncio e da introspecção no mundo contemporâneo.

O que é Avaliação?

Compreender o sistema de avaliação da escola e com isso ter clareza sobre seus avanços e dificuldades, faz parte de uma filosofia que entende esse momento como um processo contínuo de percepção de si mesmo no coletivo. Proporcionamos aos alunos da Sá Pereira a vivência de uma avaliação processual, cooperativa e reflexiva. Eles aproveitaram as Tribos para tirar dúvidas e refletir coletivamente sobre o sistema de avaliação implementado neste ano. Compreenderam as mudanças realizadas no sentido de conquistarmos maior rigor, compromisso com a postura de estudante e consciência sobre os critérios e etapas do processo avaliativo. Entenderam que as concepções essenciais sobre avaliação continuaram como no Fundamental I. Com as questões já mais amadurecidas, levaram como dever de casa a incumbência de partilhar com a família os novos procedimentos.

Rio +20

A Rio+20 foi motivo de reflexão, questionamentos e debate. Organizados em grupos, prepararam seminários para apresentar suas impressões sobre a Conferência e alguns dos temas que estão sendo discutidos. Entraram no site da Cúpula dos Povos e procuraram descobrir quem eram os grupos que estavam participando das atividades e discussões que aconteceram no Aterro. As turmas elegeram três representantes para assistir à palestra de Sérgio Besserman na escola. Aproximaram-se do assunto e ficaram curiosos para entender um pouco mais sobre os temas que estão na pauta: economia verde e desenvolvimento sustentável? Questionaram a possibilidade de conciliar sustentabilidade e os padrões de consumo da sociedade em que vivemos. Ficaram animados para participar das exposições e estandes que estavam no Aterro, no Porto e no Forte de Copacabana. Voltaram do feriado contando suas experiências e trocando informações do que aprenderam.

Projetos

Dedicamos alguns encontros a repensar os projetos de 2011 que os alunos desejam dar continuidade na escola, como as monitorias de matemática, o trabalho na Creche Santa Marta e novas iniciativas. A organização da Festa Junina foi um desses projetos, estamos agora pensando no Dia das Crianças e nas Olimpíadas. O trabalho na Creche Santa Marta continuará a partir de uma campanha de doação de livros e brinquedos.

Baile Junino do Fundamental II

O planejamento da festa junina foi feito durante as Tribos de junho. Divididos em comissões, tiveram ideias para a festa acontecer do jeito que imaginavam. Pensaram em todas as brincadeiras que queriam incluir: karaokê, limão na colher, corrida do saco, balão no pé, dança da laranja e dança da vassoura. A comissão responsável pela música do arraiá fez um setlist caprichado de forró pé de serra, baião, xote, xaxado, maracatu, ciranda e quadrilha. Junto com o professor de música, prepararam uma homenagem aos 100 anos de Gonzagão, que deixou todos encantados com o belo show que deram. A barraca do Correio do Amor criou uma atmosfera romântica e bem humorada, com anúncios carinhosos durante toda a festança! A competição de paródias impressionou a todos pelas letras engraçadas e divertidas, enquanto a quadrilha improvisada foi a mais organizada que já tivemos notícia.

Português

A invenção e a literatura

Ao longo do primeiro trimestre, o projeto de literatura teve como objetivo observar de que forma o tema "invenções" é tratado pela literatura. Começamos com a crônica "A Invenção do Milênio", de Luis Fernando Veríssimo, que discute qual seria a maior invenção do segundo milênio de forma bastante irônica.

Hugo Cabret

Dando continuidade ao projeto de literatura, escolhemos, para as duas turmas de "cineastas", um livro que usa técnicas de cinema em suas ilustrações, que tem o cinema como ponto central da trama e que virou filme: "A invenção de Hugo Cabret", de Brian Selznick.

Iniciamos a leitura conhecendo um pouco do cenário do livro: Paris nos anos 30. E para uma melhor compreensão da trama, trocamos informações sobre o momento histórico por que passava o mundo e a França.

Mais Cabret

O estudo do livro incluiu, também, a questão do uso de diferentes linguagens em sua composição. Por meio de atividades como debates, descrição sistematizada da estrutura textual e produção de texto, os alunos observaram detalhes relativos à linguagem e ao gênero textual e sua relação com as imagens, tão importantes para a construção da narrativa.

A fim de observar a abordagem do tema "invenções" em linguagens não verbais, as turmas fizeram uma visita à exposição "High tech low tech", com obras que apresentavam reflexões acerca da alta e da baixa tecnologia. Inspirados nessas obras, os alunos, em grupos, produziram textos visuais, que buscaram refletir sobre tecnologia, usando mídias de sua escolha. Os trabalhos, foram compartilhados pelas turmas.

Literatura como invenção

No segundo trimestre, iniciamos o projeto que objetiva tratar da Literatura como invenção.

Para a formação dessa noção, estudamos um pouco da história da literatura de língua portuguesa, lendo textos do mesmo gênero de diferentes épocas.
Analisamos e comparamos poemas da Idade Média, do século XVII (Barroco) e do século XX (Modernismo). Tendo como base as análises dos poemas, realizadas coletivamente, os alunos produziram textos de diferentes gêneros.

Para fechar o semestre, estudamos o gênero épico, do qual se originou o texto narrativo em prosa. Destacamos características desse gênero em trechos de "Os lusíadas" e observamos a presença de elementos próprios de uma epopeia no texto contemporâneo "Faroeste caboclo", de Renato Russo.

Estudos sobre a Língua

Com relação ao estudo da Língua, este semestre foi dedicado à reflexão sobre as funções sintáticas.

Partindo das noções de sujeito e predicado, já estudadas no 7° ano, refletimos sobre estruturas sintáticas de nossa língua, em um trabalho que envolveu também a observação dos significados que constroem e de seu uso em diferentes variedades linguísticas.

Dando continuidade ao trabalho com orações, analisamos a formação das vozes verbais e as possibilidades de uso e de transformação das mesmas.

Finalizamos o semestre revisitando as noções de predicado verbal e predicado nominal, e observamos como se relacionam na construção do predicado verbo-nominal.

Artes Visuais

Criando um Personagem

As imagens que utilizamos para compor a sinalização da escola, em 2012, buscaram homenagear alguns criadores que, através da literatura, do cinema, das artes visuais e da música, inventaram personagens que povoam nosso imaginário e parecem presentes em nossas vidas como fantasias cristalizadas.
Desejávamos que o sentimento de afeto e responsabilidade, característico dessa relação, pudesse inspirar nossas realizações ao longo do ano.
Essa oportunidade de apreciação motivou nossos alunos a criarem personagens com características específicas. Ao terminarmos o trabalho de composição de personagens, demos vida a eles criando quadrinhos e flips.

Buscando novos caminhos

Em seguida, buscamos um diálogo com a leitura que realizaram nas aulas Língua Portuguesa.
O livro de literatura adotado nas F8, "A invenção de Hugo Cabret", trouxe-nos o desafio de construir autômatos, instigando-nos a criar peças que se movimentassem a partir de engrenagens e alavancas simples.

Autômatos

As F8 tiveram que se empenhar muito para produzir seus autômatos. Enfrentaram as dificuldades e complicações de uma criação que se utiliza de diferentes mecanismos para conseguir movimento. Muitos vieram trabalhar no turno da tarde e, para quem se envolveu de verdade no processo, deve ter sido muito gratificante ver a "mágica" daqueles lindos bonecos se mexendo.

Teatro

A História do Carnaval

As crianças percorreram a história e conheceram um pouco mais sobre o carnaval. Desde a antiguidade o homem comemora essa data. Os Gregos festejavam a época da colheita, homenageavam o Deus Baco e bebiam o vinho feito das uvas frescas. Já na Idade Média, os cristãos faziam uma festa que precedia a quarentena. Em Portugal, os entrudos tomavam as ruas da cidade. Ao passar dos anos, no Brasil, os bailes de carnaval e os desfiles pelas ruas das cidades ganharam espaço. As crianças caminharam por essa linha do tempo, criando quadros vivos que representavam esses momentos. Depois dessa etapa, lemos um trecho do livro "Viva o Zé Pereira", de Karen Acioly. Os alunos representaram os bailes de carnaval da periferia do Rio de Janeiro, os primeiros sambistas, as disputas das porta-bandeiras e o surgimento das primeiras escolas de samba.

Entrevista com o personagem

Os personagens criados pelas crianças nas aulas de Artes também foram usados nas nossas aulas. Primeiramente, os personagens foram distribuidos aleatoriamente. Cada criança recebeu um personagem, leu as características principais descritas e, a partir dessas informações, criou um corpo, uma voz e um comportamento. Então, começaram as entrevistas. Cada personagem sentava-se na cadeira do entrevistado e respondia uma série de perguntas, até que o criador do personagem descobrisse sua criatura. Foi interessante ver como o outro lê/interpreta sua invenção. A criatura ganhou vida, saiu do papel.

Criando um diálogo

Os personagens criados voltaram às mãos de seus criadores. Agora, os alunos se dividiram em duplas e escreveram um diálogo entre os personagens. Os diálogos deveriam contar uma história com início, meio, fim e conflito definidos através das falas. Esse texto saiu do papel e virou cena, que foi apresentada para o resto da turma.

Homenagem ao Cinema

Uma homenagem ao cinema e sua evolução tecnológica foi o tema do trabalho teatral na Mostra de Artes. As turmas estavam exercitando a criação de diálogos. Foram, depois, motivadas por um trecho do filme "Tempos Modernos" a criar o texto em casa e experimentaram nas aulas de Teatro, propondo a brincadeira: "Mudo ou falado?". Na apresentação, trechos do filme mudo foram intercalados com cenas faladas, gerando um contraste curioso.

Música

Carnaval

Nas semanas que antecederam ao Carnaval, além de cantar o samba do bloco da escola, as crianças conheceram um pouco melhor os instrumentos que compõe uma bateria de Escola de Samba. Montamos uma rápida prática de conjunto com frases rítmicas simplificadas dos instrumentos, utilizando "O Passo".

Apresentação e decorando os nomes

Após o carnaval, com a entrada de um novo professor, nos apresentamos, decoramos os nomes dos alunos e falamos sobre as regras de convivência.

Reflexão sobre música e corpo

Em seguida, fizemos alguns exercícios a fim de refletir sobre a importância do corpo para o fazer musical. Para tal, nos valemos do ritmo da ciranda e da pergunta: como diferenciar um tempo de um contratempo?

O Passo

A partir dos exercícios feitos nas aulas anteriores, chegamos a conclusão de que o corpo é um elemento fundamental para se fazer música. Primeiramente, nos demos conta da importância de se olhar para tocar. Depois, vimos que a organização do andar pode nos ajudar a resolver qualquer problema de ritmo. Assim, chegamos ao método "O Passo".
Feito isso, iniciamos um trabalho sistemático com as Folhas d`"O Passo". A ideia foi construir uma autonomia de estudo para cada aluno. Tivemos um tempo destinado ao estudo individual em várias aulas durante o semestre. Nesses momentos foi possível avaliar o processo de cada um.
A expressão dessa autonomia na qualidade musical do grupo foi notória quando tocávamos em grupo.

A percussão

Paralelamente ao estudo individual das folhas d`"O Passo", vivenciamos a prática de conjunto na percussão. Optamos por utilizar cinco naipes de instrumentos: tambores, triângulos, caixas, agogôs e tamborins.
Com a finalidade dos alunos experimentarem todos os instrumentos, fizemos um revezamento tocando o ritmo da ciranda. Assim, eles puderam escolher com um pouco mais de propriedade o instrumento definitivo, no qual iriam se especializar até o final do primeiro semestre.
Com os instrumentos escolhidos, trabalhamos a técnica de cada instrumento. Falamos sobre: “pegada de baqueta”, como pendurar os instrumentos, qualidade do som (grave e agudo), etc.

Luiz Gonzaga, o inventor

Nesse ano de 2012, Luiz Gonzaga completaria 100 anos. Por isso e por sua importância no cenário da música brasileira, escolhemos o “Rei do Baião” para trabalhar os conhecimentos adquiridos na aula de Música.
Desta forma, reforçamos o projeto institucional, ao considerar o compositor Gonzagão também como um inventor de uma forma de se fazer música. Como se sabe, o terno instrumental “zabumba, triângulo e sanfona” foi criado por ele.
No primeiro semestre, nos especializamos no xote, ritmo esse usado em muitas músicas do homenageado.

Festa junina

Para coroar o semestre, como não podia deixar de ser, “levamos um som” na Festa Junina. Não foi uma atividade obrigatória com apresentação para os pais mas, mesmo assim, a maioria da turma tocou e fez bonito!
Primeiro, fizemos 3 arranjos trabalhados em sala: “Xote das meninas”, “Sabiá” e “Eu só quero um xodó”. Depois, “abrimos o palco” para quem quisesse tocar. Tivemos participações muito especiais: no violão e na voz, a professora Manoela Marinho; na flauta, o professor João Santos; e na caixa, Moema Moura.

Avaliação do semestre

Na última aula, após a Festa Junina, fizemos uma avaliação do semestre. Após um “brainstorm” de tudo que havia acontecido, cada aluno deixou um registro escrito dos aspectos positivos e negativos das aulas. Esse material será levado em consideração para pensarmos o próximo semestre.

Dança

Dança e Carnaval

Iniciamos o ano conversando sobre as regras de convivência e nos apresentando. Ouvimos e dançamos livremente o samba da escola nos preparando para o Bloco da Sá Pereira.

Dançando com Materiais

Em seguida, andamos nas pernas de pau aperfeiçoando nossas habilidades motoras. Algumas crianças ousaram girando, sambando e até pulando!

Planos

Trabalhamos os conceitos de Planos Sagital, Frontal e Transversal e pedimos que as crianças se imaginassem dentro de um cubo. Sendo assim, iniciaram um trabalho de pesquisa de movimento desenhando linhas com o corpo e experimentando novas posições.

Lunar Sea / Fragmentos do Corpo

Inspirados no espetáculo "Lunar Sea", do Momix, e dialogando com os conceitos estudados na disciplina de Ciências, iniciamos nosso trabalho de composição coreográfica. Para tanto, pedimos para que cada aluno escolhesse qual parte do corpo (mãos, pés, braços, pernas, cabeça ou tronco) gostaria de destacar com o recurso do figurino branco e da luz negra. Esta escolha implicou na formação dos grupos que trabalharam na pesquisa de movimentos para cada uma dessas partes. Em seguida, ouvimos e anotamos as sugestões de trilhas trazidas pelos grupos e optamos pela música "Lilies in the Valley", de Jun Miyake. Colocamos nossos movimentos no ritmo da música e realizamos os testes de figurino, luz e câmera. Depois de pequenos ajustes, iniciamos as filmagens dando vida ao nosso projeto. O resultado deste trabalho pôde ser visto na Mostra de Artes.

Reflexão em Dança

Para encerrar o semestre assistimos ao vídeo da nossa apresentação, conversando sobre todo o nosso processo. Apreciamos também aos vídeos das outras turmas, fazendo críticas, elogios e sugerindo novas propostas de trabalho.

Inglês

Carnival Time

O ano começou com o tema Carnaval. Os alunos leram um pouco sobre a história de alguns dos blocos mais tradicionais do Rio e pensaram em possíveis traduções para os seus nomes em Inglês. Em seguida, assistimos ao vídeo “Marchinha em Inglês”, em que o artista fez versões em cima dos clássicos. Com a inspiração, as F8 tentaram adivinhar quais eram e tentaram criar suas próprias versões para outras marchinhas.

Bike Rio Project

O primeiro projeto do ano envolveu o sistema Bike Rio. Houve espaço para que compartilhassem suas experiências quando o utilizaram, o que acharam e se enfrentaram algum problema. Expandimos o tema por meio de uma resenha que explica detalhes do sistema e os alunos responderam perguntas de interpretação, vocabulário e opinião baseados no texto.Em seguida, exploramos o site do Bike Rio e a falta de uma versão da página em inglês chamou a atenção das turmas. O exercício que se procedeu foi justamente de construir um guia com instruções de uso do sistema para os não-falantes de português.

Andy Singer e os meios de transporte

Inspirados na capa da agenda do ano, exploramos mais obras do cartunista Andy Singer. Pela seleção de alguns de seu trabalhos e pelo trabalho de descrição e interpretação feito em sala, ficou claro para os alunos que Singer defende o movimento em prol do maior uso de bikes e faz críticas ao estilo de vida capitalista e inconsequente que muitos de nós vemos adotado. A discussão também abriu oportunidade para falarmos de outros meios de transporte(plane, helicopter, subway, zepellin, etc.).

Daily Obligations

Conversamos sobre a rotina diária de um aluno típico, o que são consideradas suas obrigações e deveres. Para isso, aprendemos os verbos modais "have to" e "must" e cada um pensou sobre a sua própria realidade dentro e fora da escola.

Severn Suzuki

O segundo trimestre começou com o vídeo "A Menina que Silenciou o Mundo em Cinco Minutos", que emocionou as turmas. Severn Suzuki, canadense de 12 anos (na época), falou com os mais poderosos líderes mundiais em 1992 na Conferência que antecedeu o Rio+20. Trabalhamos o seu discurso com mais detalhes, focando em interpretação de ideias e vocabulários com base no contexto.

Let's Be Green!

Inspirados pela proximidade do Rio+20, abordaram o tema meio ambiente. Entramos em contato com alguns conceitos chave(os 3 R's: Reduce, Reuse, Recycle) e trabalhamos diversos textos que contam sobre iniciativas de jovens que ajudam suas escolas a se tornarem mais ecologicamente corretas. Assistimos a vídeos sobre a "Ilha do Lixo" e discutimos o impacto do plástico acumulado pelos oceanos. Junto a isso, aprendemos mais verbos modais("mustn't", "can" e "can't") para discutir sobre o que seria permitido ou proibido. Os alunos puderam fazer pequenas regras "de boas maneiras" em situações diversas, como em restaurantes, na praia, na Escola, etc.

História

A chegada à Revolução Francesa

Retomamos o Brasil Colônia e analisamos o contexto da Europa do século XVIII. Construímos um grande quadro com panoramas históricos de alguns países europeus, África e Brasil, para iniciarmos o estudo da Revolução Industrial inglesa. Assistimos ao documentário “A Revolução Industrial”, da BBC, e a um trecho do filme “Tempos Modernos”, de Charles Chaplin, a partir dos quais discutimos as condições sociais, políticas e econômicas que levaram os ingleses ao pioneirismo industrial.

Vimos os movimentos sociais e políticos que ocorreram na Europa durante a Revolução Industrial, como o Ludismo, a formação dos sindicatos e a formulação do socialismo científico. Aproveitamos a discussão e assistimos, em parceria com Pedro, professor de Geografia, o filme "A culpa é do Fidel", de Julie Gavras.

Para dar início ao estudo sobre a Revolução Francesa, adotamos o livro "A Revolução Francesa explicada a minha neta", de Michel Vovelle. Sempre buscando a relação com as ideias iluministas, debatemos a importância desse episódio histórico e assistimos ao documentário "A Revolução Fancesa", do History Channel.

Para o reinício das aulas os alunos apresentarão um trabalho sobre o livro de Michel Vovelle, escrevendo sobre o tema como se o estivessem explicando aos avós, levando em conta os itens citados no roteiro que foi entregue a cada aluno.

Geografia

Regionalização do mundo

Iniciamos o ano retomando o conceito de região geográfica, trabalhado no ano anterior, e nos dedicamos a compreender e problematizar os motivos de se regionalizar o mundo a partir da classificação "países desenvolvidos" e "países subdesenvolvidos".

Descobrimos que em cada período da história do século XX existiram diferentes formas de se regionalizar o mundo. Aprendemos a refletir e problematizar essas diferentes formas de classificação e a identificar as generalizações que elas produzem.

Desenvolvemos o conceito de IDH (Índice de Desenvolvimento Humano), estudamos as raízes históricas do subdesenvolvimento e compreendemos que desenvolvimento e subdesenvolvimento são duas realidades complementares, um não se explica sem o outro.

Com a palavra, Josué de Castro

Concluímos nosso trabalho sobre a classificação dos países em "desenvolvidos e "subdesenvolvidos" com um texto de Josué de Castro, geógrafo que nas décadas de 50 e 60 denunciou o problema e as causas da fome e do subdesenvolvimento no mundo.

Como forma de apresentar o autor, exibimos breves depoimentos de personalidades como Darcy Ribeiro, Milton Santos e Chico Science comentando a importância de sua obra.

América Latina

Iniciamos nosso estudo sobre a América Latina com uma conversa sobre a origem e o sentido da expressão "América Latina".

Descobrimos que esse nome tem uma origem geopolítica e que trata-se de uma expressão que não incorpora em seu significado a diversidade cultural do continente.

Assistimos ao filme "Diários de Motocicleta", de Walter Salles, que conta a viagem do jovem Ernesto Che Guevara e seu amigo Alberto Granado pelo continente.

Trabalhamos também com o poema "Nós, latino-americanos" do poeta Ferreira Gullar e assistimos ao belo clipe da música "Latinoamérica" da dupla de rap porto-riquenha Calle 13.

Mais América

Aprofundamos nosso estudo sobre a realidade latino-americana apresentando as principais características da estrutura agrária de seu espaço geográfico. Identificamos que desde o período colonial foi predominante no continente um modelo de agricultura agrário-exportador em detrimento da pequena agricultura familiar.

Esse fato se explica pelo papel que historicamente os países latino-americanos desempenharam na divisão internacional do trabalho como fornecedores de produtos primários para os grandes centros econômicos.

Para desenvolvermos esses conteúdos realizamos a leitura de um trecho do livro "As veias abertas da América Latina" do escritor uruguaio Eduardo Galeano e de uma entrevista do jornal O Globo com o pesquisador da Universidade Federal Rural, Renato Maluf. Assistimos também a uma breve entrevista com a intelectual e ativista indiana Vandana Shiva, uma importante referência nos assuntos sobre questão agrária no mundo e que esteve presente na Rio+20.

Canción con todos

Fechamos o semestre discutindo o processo de urbanização e industrialização na América Latina. Compreendemos que o fenômeno da urbanização na América Latina esteve diretamente vinculado, por um lado, às precárias condições de vida no campo que impulsionaram um grande processo êxodo rural e, por outro, a industrialização tardia que se iniciou nesses países na primeira metade do século XX e no pós-Segunda Guerra Mundial.

Como parte de nossas atividades de conclusão do estudo sobre América Latina, assistimos à bela entrevista de Eduardo Galeano ao programa Sangue Latino, exibido no Canal Brasil (direção de Felipe Nepumuceno). Trabalhamos também com a música "Canción con todos" da cantora argentina Mercedes Sosa e com o trailler do filme "Violeta foi para o Céu" (direção de Andrés Wood) que conta a história da famosa cantora e folclorista chilena Violeta Parra.

Ciências

O Mundo dos Répteis

Começamos o ano com o estudo da classe dos répteis e sua evolução e adaptação ao ambiente. Compreender como evoluíram de um anfíbio ancestral e as transformações ocorridas em sua anatomia ajudaram a entender o surgimento dos mamíferos na Terra.

A Máquina Humana - Anatomia comparada

Estudaram a evolução das aves e dos mamíferos e identificaram as características de adaptação que cada uma dessas classes tiveram com o ambiente e que as distinguiram dos répteis. Nos estudos sobre esses animais, surgiram discussões a respeito do funcionamento de seus órgãos e a comparação com os respectivos sistemas do corpo humano. A anatomia comparada foi uma forma interessante de despertar a curiosidade e o interesse sobre as estruturas que compõem o nosso corpo. Mesmo não utilizando de exemplares de dissecação, o estudo preserva sua riqueza com os acervos de imagens disponíveis na internet.

Um Exemplo de Organização

Começamos os estudos sobre o corpo humano debatendo como todo organismo é constituído pelo conjunto de pequenas partes. Diferenciamos células, tecidos, órgãos e sistemas e analisamos a estrutura celular. Os alunos ficaram surpresos com o fato de algo tão pequeno ser tão organizado e dar origem a todas as outras estruturas.

O Esqueleto e as Alavancas

Dando sequencia ao estudo do corpo humano, passamos a estudar sobre o esqueleto e as articulações. Inicialmente nos dedicamos a entender a mecânica dos movimentos, e o conhecimento de alguns fundamentos da Física se fez necessário. Os alunos aprenderam o princípio da alavanca, e como agem as forças que realizam a rotação de um corpo em torno de um eixo. Sendo esse um conceito que está presente em todos os movimentos das juntas com os músculos.

A influência da postura na saúde do corpo

Receberam a visita da fisioterapeuta Solange Luiz. Ela veio à escola conversar com as turmas sobre o desenvolvimento fisiológico do corpo humano, desde o nascimento até a faixa etária em que se encontram nossos alunos. Discutimos sobre as cadeias musculares que são estimuladas em cada etapa do nosso crescimento e a importância do alongamento e da correção da postura na adolescência. Os alunos levaram para casa um guia de alongamentos que podem ser feitos diariamente por toda a família.

Anatomia de um chute

Finalizamos o semestre observando os diferentes tipos de músculos e em quais partes do corpo poderíamos encontrá-los. A partir desse ponto começamos um novo estudo sobre os pares extensor/flexor. Os alunos identificaram, através de toques com a mão, esses pares de músculos utilizados na movimentação das articulações dos joelhos e cotovelos respectivamente. Analisamos a estrutura de uma prótese de joelho, fornecida pela professora Janaina, e a comparamos com a imagem anatômica de um joelho real. Observando como essa estrutura se comporta, por exemplo, em um chute de futebol. Por fim assistimos a um vídeo e analisamos o caso da lesão sofrida pelo jogador Ronaldo no ano 2 000. Buscamos com essas atividades repensar os movimentos que realizamos quase que involuntariamente, todos os dias, mas que na verdade são realizados pela nossa vontade.

Matemática

Nosso percurso

Começamos o ano revisando Números Primos. Ainda na primeira semana utilizamos a atividade do Labirinto de Números Primos para integrar e conferir os conhecimentos revisados.

Foram colocadas no site da Escola, tarefas de revisão de conteúdos como MMC, Operações com frações e Números Inteiros.


Revisamos potenciação para balizar a entrada no conteúdo Polinômios. As operações básicas, feitas com números, agora ampliaria seu raio de ação, com incógnitas, valores desconhecidos. A importância de “ter estratégia” foi bastante ressaltada nesta etapa.

Chegamos aos Produtos Notáveis. Estamos estudando a fundo, utilizando geometria para apoiar nossas conclusões. Averiguando, aprendendo, gostando. Fechamos conhecendo o Triângulo de Pascal, notável ferramenta, que facilita e potencializa nosso alcance para produtos cada vez mais improváveis.

A operação inversa, Fatoração, chegou. E com ela, a necessidade de ter totalmente dominados os conteúdos de polinômios e produtos notáveis. Dificuldades apareceram. Necessidade de voltar aos conteúdos antigos e reforçar a base. Tarefas Complementares ajudaram neste sentido.

Como fechamento deste conteúdo algébrico, estudamos Frações Algébricas e vivenciamos o porquê do estudo anterior. O conhecimento adquirido nos proporcionou simplificar expressões enormes e perceber que nem tudo que é tão grande – e às vezes, assustador – tem de continuar assim. Foi a culminância do primeiro semestre.

Chegamos agora à Geometria, desvendando o que são ângulos, para que servem, como entendê-los, como calculá-los. De maneira exploratória, começamos gerando mais dúvidas do que soluções. É assim que somos: evoluímos através das dúvidas e dos embates com os quais nos deparamos.
No segundo trimestre, mais construções, mais descobertas, novas realidades. Reconstruindo-nos sempre.

Educação Física

Do Pilates ao voleibol

Começamos nosso trimestre buscando os movimentos inventados pelo homem.

Em nossa pesquisa descobrimos o Método Pilates como atividade desenvolvida por Joseph Pilates na década de 1920. Pilates é um método de controle muscular, onde a maioria dos exercícios são executados deitados. É atualmente uma técnica reconhecida para tratamento e prevenção de problemas na coluna vertebral.

Com essas informações começamos a observar em nossas aulas as dificuldades de manter uma postura corporal adequada. Percebemos também que muitos são os fatores que podem contribuir para um mau realinhamento corporal, inclusive o excesso de peso em nossas mochilas e a quantidade de movimentos que repetimos continuamente em nosso dia a dia.
Trabalhamos com os tapetes em uma aula de correção postural no solo, os bambolês para o estímulo de equilíbrio e também usamos a observação da postura e da respiração com uma série na parede.

Aos poucos fomos nos familiarizando com a respiração própria para esta atividade, onde na expiração você faz a força e na inspiração você relaxa.

Assistimos a um pequeno vídeo falando sobre a criação do método pilates que mostrava fotos do próprio Joseph em suas camas e aparelhos usados nas aulas.
Chegamos à avaliação! As crianças foram divididas em cinco grupos. Cada grupo recebeu uma série com movimentos básicos do pilates e podiam explorar todos os materiais que usamos nas aulas.

Nossa viagem seguiu nova direção e chegou a um gostoso aquecimento para as Olimpíadas de Londres. Escolhemos o voleibol como atividade para nossas aulas, também por ser um esporte no qual nosso país se consagrou.
Estamos vivenciando seus conceitos básicos de toque, manchete, saque e entendendo um pouco mais das regras deste jogo.