Relatório de Grupo – Sétimo Ano – 2012/1 – Projeto: O Bicho Inventor

Tribo

Novos no Fundamental II

Recebemos João Daniel, Gabriel Brandão, Matheus, Helena Lessa e Vitor, os novos amigos, contando para eles como funciona a nossa escola e partilhamos as semelhanças e diferenças entre os diferentes espaços escolares. Todos foram muito bem-vindos!

Uso coletivo dos computadores da escola

O uso dos computadores na escola foi tema das Tribos. Quais são os riscos e cuidados? Assistimos a um vídeo, disponível em internetresponsavel.com.br, que respondeu a algumas dessas perguntas e que nos ajudou a entender melhor a Internet.
Aproveitamos para refletir sobre nossa postura diante do bombardeio contínuo da publicidade na web e da "necessidade" e "obrigatoriedade" de estarmos sempre conectados. Como cada um se relaciona com o mundo virtual? O que é estar conectado? Com o que estamos conectados no nosso dia-a-dia? Depois de muito aprendizado, os alunos assinaram um termo de compromisso de uso responsável dos computadores da escola. Dessa forma, utilizam os computadores com autonomia, para estudo e diversão, respeitando as regras de convivência que já conhecem.

O que é Avaliação?

Compreender o sistema de avaliação da escola e com isso ter clareza sobre seus avanços e dificuldades, faz parte de uma filosofia que entende esse momento como um processo contínuo de percepção de si mesmo no coletivo. Proporcionamos aos alunos da Sá Pereira a vivência de uma avaliação processual, cooperativa e reflexiva. Eles aproveitaram as Tribos para tirar dúvidas e refletir coletivamente sobre o sistema de avaliação implementado neste ano. Compreenderam as mudanças realizadas no sentido de conquistarmos maior rigor, compromisso com a postura de estudante e consciência sobre os critérios e etapas do processo avaliativo. Entenderam que as concepções essenciais sobre avaliação continuaram como no Fundamental I. Com as questões já mais amadurecidas, levaram como dever de casa a incumbência de partilhar com a família os novos procedimentos.

Leitura espontânea

Motivados pela ideia de inventar um projeto do sétimo ano, que colocasse alguns de nossos talentos a serviço da comunidade escolar, um grupo de alunos montou nas Tribos o grupo "Leitores da F7". Vejam que ideia interessante:
"Na sexta passada, nós, que somos da F7TA, fomos ler na biblioteca, na hora no recreio. Nesse mesmo dia, era a aula de biblioteca da F2T. Por isso, acabamos ficando com eles.
Lemos para eles uma história, sugerida pela professora, chamada 'Aviãozinho de Papel', de Ricardo Azevedo. Depois, chegaram outros alunos da F7 e fizemos um teatro improvisado de uma outra história que tinha na biblioteca!
A F2 se divertiu muito, deu gargalhadas e, no final, algumas crianças pediram para a gente voltar!" (Letícia e Téo)
Depois dessa vivência espontânea, organizamos as atividades de leitura nas Tribos, pensando em livros adequados à faixa etária das crianças. Com alguma antecedência, a dupla de leitores conversa com a bibliotecária e ensaia a leitura da sexta seguinte.

Rio +20

A Rio+20 foi motivo de reflexão, questionamentos e debate. Organizados em grupos, prepararam seminários para apresentar suas impressões sobre a Conferência e alguns dos temas que estão sendo discutidos. Entraram no site da Cúpula dos Povos e procuraram descobrir quem eram os grupos que estavam participando das atividades e discussões que aconteceriam no Aterro. Aproximaram-se do assunto e ficaram curiosos para entender um pouco mais sobre os temas que estavam na pauta: economia verde e desenvolvimento sustentável? Questionaram a possibilidade de conciliar sustentabilidade e os padrões de consumo da sociedade em que vivemos. Ficaram animados para ver as exposições e estandes que estavam no Aterro, no Porto e no Forte de Copacabana. Voltaram do feriado contando suas experiências e trocando informações sobre o que aprenderam.

Puberdade e adolescência

Nosso corpo muda desde que nascemos e durante a vida toda. Nessa fase entre 10 e 14 anos ouvimos muito falar em puberdade e adolescência. Mas, afinal, o que são essas mudanças? Falar sobre o crescimento, necessidades, mudanças, dificuldades e ganhos dessa fase foi o nosso assunto durante as tribos de maio. O vídeo "Viagem Fantástica - Puberdade" de Drauzio Varella foi um dos suportes que ajudou a ampliar a discussão, trazendo informações importantes e novas para o grupo.

Intimidade

É difícil definir intimidade. Esse foi o desafio dessa turma ao pensar sobre essa palavra tão importante nas nossas vidas. Quem escolhemos como amigo íntimo? O que partilhamos? Intimidade remete a respeito e confiança. Tem sido necessário estreitar os laços nesses grupos, promover novas parcerias e ampliar o que conhecemos do outro. Em duplas, escolheram amigos pouco íntimos para uma conversa. O que cada um gosta de fazer? Quais são suas preferências? O que detestamos? No próximo semestre, faremos um jogo de Raio-X. Vamos descobrir as qualidades de quem está a nossa volta e aprender a partilhar o que for possível com cada um, sempre de forma respeitosa e amistosa.

Baile Junino do Fundamental II

O planejamento da festa junina foi feito durante as tribos de junho. Divididos em comissões, tiveram ideias para a festa acontecer do jeito que imaginavam. Pensaram em todas as brincadeiras que queriam incluir: karaokê, limão na colher, corrida do saco, balão no pé, dança da laranja e dança da vassoura. A comissão responsável pela música do arraiá fez um setlist caprichado de forró pé de serra, baião, xote, xaxado, maracatu, ciranda e quadrilha. Junto com o professor de música, prepararam uma homenagem aos 100 anos de Gonzagão, que deixou todos encantados com o belo show que deram. A barraca do Correio do Amor criou uma atmosfera romântica e bem humorada, com anúncios carinhosos durante toda a festança! A competição de paródias impressionou a todos pelas letras engraçadas e divertidas, enquanto a quadrilha improvisada foi a mais organizada que já tivemos notícia. As F6, que ficaram responsáveis pela organização da festa do Fundamental I, aproveitaram demais o Baile Junino do Fundamental II trazendo muita animação para a festa. Sucesso total! Parabéns a todos os alunos de Fundamental II!

Artes Visuais

Criando um Personagem

As imagens que utilizamos para compor a sinalização da escola, em 2012, buscaram homenagear alguns criadores que, através da literatura, do cinema, das artes visuais e da música, inventaram personagens que povoam nosso imaginário e parecem presentes em nossas vidas como fantasias cristalizadas.
Desejávamos que o sentimento de afeto e responsabilidade, característico dessa relação, pudesse inspirar nossas realizações ao longo do ano.
Essa oportunidade de apreciação motivou nossos alunos a criarem personagens com características específicas. Ao terminarmos o trabalho de composição de personagens, demos vida a eles criando quadrinhos e flips.

Buscando novos caminhos

Em seguida, buscamos um diálogo com as pesquisas realizadas nas aulas de História. O estudo sobre a Idade Média nos levou à arte românica e gótica, nos motivando a conhecer melhor as iluminuras e os vitrais.

Arte na Idade Média

São Jorge foi o grande inspirador para a produção dos vitrais das F7 que, além de experimentar a técnica de pintura sobre vidro, utilizaram penas com naquim e tinta dourada para estudar a caligrafia gótica e suas capitulares.

Teatro

A História do Carnaval

As crianças percorreram a história e conheceram um pouco mais sobre o carnaval. Desde a antiguidade o homem comemora essa data. Os Gregos festejavam a época da colheita, homenageavam o Deus Baco e bebiam o vinho feito das uvas frescas. Já na Idade Média, os cristãos faziam uma festa que precedia a quarentena. Em Portugal, os entrudos tomavam as ruas da cidade. Ao passar dos anos, no Brasil, os bailes de carnaval e os desfiles pelas ruas das cidades ganharam espaço. As crianças caminharam por essa linha do tempo, criando quadros vivos que representavam esses momentos. Depois dessa etapa, lemos um trecho do livro "Viva o Zé Pereira", de Karen Acioly. Os alunos representaram os bailes de carnaval da periferia do Rio de Janeiro, os primeiros sambistas, as disputas das porta-bandeiras e o surgimento das primeiras escolas de samba.

Entrevista com o personagem

Os personagens criados pelas crianças nas aulas de Artes também foram usados nas nossas aulas. Primeiramente, os personagens foram distribuidos aleatoriamente. Cada criança recebeu um personagem, leu as características principais descritas e, a partir dessas informações, criou um corpo, uma voz e um comportamento. Então, começaram as entrevistas. Cada personagem sentava-se na cadeira do entrevistado e respondia uma série de perguntas, até que o criador do personagem descobrisse sua criatura. Foi interessante ver como o outro lê/interpreta sua invenção. A criatura ganhou vida, saiu do papel.

Criando um diálogo

Os personagens criados voltaram às mãos de seus criadores. Agora, os alunos se dividiram em duplas e escreveram um diálogo entre os personagens. Os diálogos deveriam contar uma história com início, meio, fim e conflito definidos através das falas. Esse texto saiu do papel e virou cena, que foi apresentada para o resto da turma. Depois, elegemos 10 personagens e criamos uma cena, em grupo, envolvendo 5 desses personagens selecionados. Os alunos pensaram no cenário, figurino e trilha sonora para contar essa história. Essas cenas foram filmadas e assistidas por toda turma.

São Jorge

A leitura dramatizada da lenda de São Jorge foi consequência do estudo sobre a Idade Média, que os alunos realizaram nas aulas de História. Dom Jorge foi um cavaleiro que viveu na época do Império Romano, mas foi na Idade Média que seu nome foi difundido na lenda do santo guerreiro que mata o dragão salvando a princesa e toda uma aldeia. A leitura, com pouca encenação, foi um desafio para os alunos, que desenvolveram competências expressivas como leitores e contadores de história.

Dança

Dança e Carnaval

Iniciamos o ano conversando sobre as regras de convivência e nos apresentando. Ouvimos e dançamos livremente o samba da escola nos preparando para o Bloco da Sá Pereira.

Dançando com Materiais

Em seguida, andamos nas pernas de pau aperfeiçoando nossas habilidades motoras. Algumas crianças ousaram girando, sambando e até pulando!

Processo Criativo

Dialogando com o Projeto da escola, conversamos sobre o processo criativo. Para tanto, apresentamos entrevistas com os coreógrafos das companhias Pilobolus, Deborah Colker e Grupo Corpo. Nos depoimentos, conhecemos como cada um construiu determinado trabalho, pesquisando seus movimentos de maneiras distintas e tendo a crença no trabalho árduo como ponto comum.

Ritmos do Nordeste

Buscando uma ligação com o estudo sobre o Nordeste realizado nas aulas de Geografia, assistimos ao documentário "Danças Brasileiras" e vimos Antônio Nóbrega percorrendo as regiões do país pesquisando seus ritmos e danças característicos. Inspirados pelo documentário, começamos a montar uma apresentação em parceria com as aulas de Música, aproveitando os ritmos já trabalhados nas práticas de conjunto. Depois de um breve estudo, os alunos iniciaram sua pesquisa de movimento sugerindo alguns passos e criando as coreografias apresentadas. Na reta final da preparação para a Mostra, nossas aulas passaram a acontecer juntas com as de Música, o que ajudou a integração e a finalização do trabalho.

Reflexão em Dança

Para encerrar o semestre assistimos ao vídeo da nossa apresentação, conversando sobre todo o nosso processo. Apreciamos também aos vídeos das outras turmas, fazendo críticas, elogios e sugerindo novas propostas de trabalho.

Música

Carnaval

Nas semanas que antecederam ao Carnaval, além de cantar o samba do bloco da escola, as crianças conheceram um pouco melhor os instrumentos que compõe uma bateria de Escola de Samba. Montamos uma rápida prática de conjunto com frases rítmicas simplificadas dos instrumentos utilizando "O Passo", metodologia já conhecida de várias crianças, sobretudo das que estudaram na escola no Fundamental I.

Estudo d’O Passo

Passado o Carnaval, iniciamos o estudo do método O Passo, adotado nas aulas de música da escola. Esse trabalho visa ampliar a compreensão rítmica dos alunos, facilitando a sistematização dos conhecimentos já possuídos, a aquisição de novas habilidades e potencializando as práticas de conjunto.

Rimos do Nordeste

Além do estudo d’O Passo, foi desenvolvida uma prática de conjunto com instrumentos de percussão. Usando surdos, caixa de guerra, tamborins e outros instrumentos bem brasileiros os alunos se aproximaram inicialmente de dois ritmos nordestinos: o xote e a ciranda. Para aprofundar o contato com esses ritmos também tivemos momentos de apreciação e discussão a partir de gravações ouvidas.
Quando xote e ciranda já eram mais familiares, surgiu a parceria com as aulas de Dança e a capoeira também passou a fazer parte da prática de conjunto. Para fechar o repertório da apresentação, cada turma escolheu um último ritmo: o baião (na F7TA) e o maculelê (na F7TB). Diversos arranjos foram criados e experimentados para cada ritmo até que cada um combinasse com sua respectiva coreografia, criada também pelos alunos. O encerramento desse trabalho se deu na apresentação feita na Mostra de Artes.

Festa Junina

Terminamos o semestre conversando sobre a música na Festa Junina. Vendo e ouvindo diversas gravações, os alunos conheceram melhor alguns ritmos também nordestinos muito tocados nas festas de São João: o baião e a quadrilha, bem como seus instrumentos típicos. Os que quiseram, ainda aproveitaram a própria Festa Junina da escola para tocar um pouco de xote junto com alguns alunos das F6.

Português

A história do carnaval

No início do trimestre, os alunos trabalharam um texto jornalístico sobre a história do carnaval. A partir de alguns debates, a turma, em quatro grupos, pesquisou sobre a história e origem do carnaval da Grécia, Itália, França ou Brasil. Essa atividade foi estruturada a partir de um roteiro de como organizar uma pesquisa e o que não pode faltar no seu processo de elaboração. Paralelamente a esse estudo, lemos sobre o conto “Restos do Carnaval”, de Clarice Lispector.

Mitos

Começamos o estudo do mito como gênero a partir do livro didático. Em duplas, recriaram “O mito de Orfeu”. Após apresentarem as suas versões, os textos foram trocados e corrigidos, entre eles, para que avaliassem e propusessem sugestões de mudanças e acréscimos. O livro de literatura que foi escolhido é "George e o segredo do Universo", de Stephen e Lucy Hawking.
Leiam algumas das produções dos alunos:

Beatriz e Davi (F7TB):

“Quando ele chegou lá, se deparou com corpos pálidos que imploravam pela sua ajuda, Orfeu ficou com pena e então resolveu salvá-los, todavia não era tão simples, os guardiões estavam à sua procura. Afinal, ele havia entrado no inferno em busca do seu amor, mas estava decidido que faria isso, tinha que ser cuidadoso.
Com sua inteligência e rapidez, Orfeu resolveu enfeitiçar todos que estavam no inferno, com o som da sua lira. Assim foi feito, depois que todos já estavam enfeitiçados, ele matou os guardas e foi andando de volta para Terra com uma multidão atrás de si.
Quando ele chegou na Terra, levou todos para sua casa e ainda distribuiu comida. Depois de já se sentir bem por ajudá-los, Orfeu voltou para o inferno. Mas chegando lá, ele se deparou com o Diabo. Os dois começaram a guerrear. O Diabo quis dar uma de esperto, e vendo que ele estava perdendo, resolveu usar Eurídice como refém. Dito e feito, apontando uma faca para a garganta dela, o Diabo decidiu fazer um acordo com Orfeu... Se Orfeu voltasse para a Terra e nunca mais visitasse o inferno, Eurídice ficaria viva, caso contrário, ela morreria.
Diante dessa situação, Orfeu nem pensou duas vezes, virou as costas, preparou suas coisas e quando foi dar o primeiro passo, o Diabo atirou a faca no meio de seu peito, Orfeu caiu duro no chão. Porém, a sua amada não aguentou, ela deu um grito, chutou o Diabo, saiu correndo, pegou a faca que matara o seu amado e se matou.
Eurídice e Orfeu se encontraram no céu, dizem que eles se casaram. O padre foi Zeus e as daminhas foram Atena e Afrodite. Todos viveram felizes para sempre.”



Helena Macedo e Sâmia (F7TA):

“Quando Orfeu chegou na porta do inferno, encontrou uma enorme criatura de três cabeças que tentou comê-lo, mas ele se livrou da fera cantando a música mais bonita que sabia, fazendo-a ficar mansa e deixá-lo passar.
Ao entrar no inferno, Orfeu se deparou com um lugar enorme, cheio de pessoas mortas, comandadas por Hades. Ele tinha parado de tocar sua música, porém, quando viu aquele verdadeiro exército de mortos avançando sobre ele, percebeu que se quisesse atravessar aquele lugar vivo, teria que continuar a cantar.
Mais adiante, ele encontrou Hades e Perséfone, então pediu:
- Hades, senhor do inferno, deixe minha amada Eurídice voltar para o mundo dos vivos.
- Não. - Respondeu Hades – Eurídice agora pertence ao meu mundo.
- Por favor! Eu faço qualquer coisa!
Perséfone, comovida, insistiu para seu marido deixá-los irem em paz. Então, Hades contrariado, disse:
- Você pode voltar para seu mundo e levar a moça contigo com uma condição: não poderá olhá-la até saírem daqui.
Orfeu, aliviado, concordou, e, na mesma hora Eurídice apareceu, bela como sempre, e ele, não aguentando de tanta emoção, olhou para trás, se esquecendo do combinado, e vendo a sua amada se perder, para sempre, nos abismos do inferno.”



Alice Figueiredo e Antonia (F7TB):


“Orfeu foi afundando na Terra até chegar num lugar sombrio e estranho, viu um grande rio escuro, do lado um barco, atravessou com medo, remando mais rápido que podia. Chegou em frente de uma grande porta, entrou lá e encontrou um lindo lugar, o mais lindo que já vira. Nesse lugar tinha árvores, belas romãs e ele pensou em pegar uma, mas mudou de ideia, pois viu Eurídice, mais bonita e limpa que sempre.
Com um vestido branco ela perguntou:
- O que você vê?
- O quê?
- Essa paisagem.
- Ah, bem é de um campo com montanhas até onde a vista alcança.
- Eu vejo uma floresta.
Ela pegou uma romã e comeu, ele também foi pegar uma, mas ouviu 'não' na sua cabeça. De repente, foi sugado para longe de Eurídice, chegou em um lugar escuro com um trono alto e em cima Hades, que o explicou que era impossível tê-la de volta. Ela já estava morta.
- Então me leve, quero viver minha vida e morte com ela. - Disse Orfeu com olhos marejados.
Hades sorriu, Orfeu veria sua amada novamente, e sorriu também.”


João Pedro e Joana (F7TA):

“Quando Orfeu chegou, ficou aterrorizado, havia coisas que nunca tinha visto e sentido: almas, horríveis criaturas, medo, culpa e outros... Caminhou um pouco e deparou-se com uma enorme fera, amedrontado tocou sua lira e em seguida a fera abriu caminho.
Passou-se um tempo e avistou o Palácio de Hades, mas para chegar lá tinha que passar por um monstro de sete cabeças. Quando o monstro avistou Orfeu, começou a tentar matá-lo, tocou sua lira, mas percebeu que não fez efeito e parou, o monstro se enfureceu e continuou a tentar matá-lo. Orfeu percebeu que estavam por cima de uma ponte de pedra, com sua força bateu a lira à superfície da ponte que quebrou-se e caiu junto com o monstro.
Hades ouve todo o barulho e vai ver o que é. Ao ver Orfeu, ele pergunta:
- O que você quer?
- Quero minha amada de volta!
- Ótimo, irá ficar junto a ela.
Em seguida Hades o mata. Com isso, os dois ficaram juntos.”



Tali Zagarodny (F7TB):

“Quando Orfeu foi para o inferno, viu que era um lugar muito assustador e logo começou a procurar Eurídice.
No meio do caminho, ele encontrou Perséfone, a rainha do inferno, e disse:
- Quero encontrar Eurídice nesse inferno.
Perséfone respondeu que primeiro ele teria que matar as criaturas que eram do mal. Então Orfeu cantou para as criaturas, que ficaram surpresas, e ele as matou.
Depois ele encontrou com Eurídice, os dois ficaram com medo e resolveram ir para casa. Foi difícil porque o inferno tinha muitas coisas do mal, mas eles conseguiram e foram felizes para sempre.”



Julia Hue e Maria Eduarda Jackson (F7TA):


“Tomado por coragem, Orfeu desceu até a terra dos mortos à procura de Eurídice. Chegando lá, se deparou com um rio. Nele havia um bote, com um homem encapuzado que impedia sua passagem. Orfeu, então, pegou sua lira e encantou a criatura, e atravessou o rio.
No outro lado do margem, avistou sua mãe já falecida, lhe deu um grande abraço e perguntou se havia visto Eurídice. Respondeu que ela estava com Hades, o rei dos mortos. Deu mais um abraço na mãe e saiu correndo à procura de Eurídice.
Ao entrar no castelo de Hades, disse que desejava ver Eurídice, e Hades perguntou o porquê. Orfeu contou que desejava trazê-la de volta à vida, mas Hades falou que para isso deveria lhe entregar a lira que o trouxera até ali.
Orfeu aceitou o acordo de Hades e saiu do castelo com sua amada. Porém, deparou-se com um terrível monstro e precisou confrontá-lo, todavia sem sua lira não foi possível. Assim, acabou morrendo, caindo no plano de Hades. Entretanto, ficou junto de Eurídice.”



Maria Eduarda Lage e Tomás (F7TB):

“Orfeu desce ao inferno e se depara com Caronte, o deus das entradas do inferno, ele o observa e diz:
- O que um mero mortal vivo faz na entrada dos infernos?
- Vim procurar a minha amada Eurídice.
- Me dê um motivo para eu te levar a ela?!
- Eu sou filho de Apolo, o deus do sol e da música, eu não quero guerra.
- Só levarei até lá porque sua morte será prazerosa para Hades.
Orfeu desconfiou, mas pulou dentro do barco, porém a viagem não foi fácil, passou por muitos desafios. Mas enfim, chegou a Hades.
Quando Hades encontra Orfeu, disse:
- Estava esperando por sua visita, o que você quer?
- Vim procurar a minha amada.
- Me dê um motivo para devolvê-la, eu sei que posso fazer isso, mas, por favor, me dê um bom motivo?!
- Eu lhe dou todas as minhas riquezas.
- Já tenho riquezas.
- Por favor, eu só quero a minha amada de volta.
- Tudo bem, só com uma condição, me dê a lira de Apolo.
Orfeu pensa, mas se convence que sua amada é mais importante do que o presente de seu pai.
- Tudo bem, Hades, dou a lira.
- Sua amada retornará.
Hades chama a alma de Eurídice e a faz voltar à vida. Orfeu, emocionado, corre para sua amada. Mas rapidamente sente uma dor agoniante, olha para baixo e vê uma espada.
Hades diz:
- Nunca entre num território de um deus sem sua permissão.”

Novos estudos

Desenvolvemos um novo trabalho de reconhecimento dos três tempos verbais básicos e das particularidades do verbo em relação à estrutura e à regularidade / irregularidade.

Em grupos, a partir do estudo do mito como gênero, os alunos produziram um texto em torno da construção de um deus ou de um herói.

Leiam algumas das histórias produzidas pelos alunos:

Dora, José, Julia Hue e Téo (F7TA):

“Me chamo Zeck, sou um semideus filho de Morfeu, deus dos sonhos, que infelizmente não é muito valorizado. Sonho com heróis, e sei qual é a jornada de cada um deles, pois vejo nos meus sonhos. Hoje sonhei com o destino de Loke:
' Ele estava em uma colina enevoada e tinha uma feição assustada, segui o seu olhar, que me levou até Cratus. Esse ser é um pássaro monstruoso que com o seu canto ensurdece as pessoas, aproveita que estão desnorteadas e destroça seus órgãos vitais.
Os instintos de Loke o garantem a vida. Ele consegue avistar uma poça d'água e enfia a cabeça, assim se salva do canto ensurdecedor do pássaro.'
Então, acordo com o ganido do animal ao ser morto. Corro para colina que fica atrás de minha casa, a fim de ver como Loke tinha matado Cratus. E quando chego para observar o acontecido, percebo que todos estavam desaparecendo, inclusive eu.
Acordo com um pulo da cama e vejo o celular. Eram nove horas do dia 11/12/12, era só um sonho, ainda bem. Mas por que motivo estava ouvindo o ruído de Cratus no meu ouvido?”



Julia Matta, Maria Eduarda Lage e Vitor (F7TB):

“Filho de Éolo e Perséfone, Enlin era deus de toda a maldade.
Enlin morava no submundo. Ele era o único deus que se escondia nas sombras e que podia usar a telecinese. Estava sempre querendo o trono de Zeus, com a ajuda de Hades, mas nunca conseguia. Já tentou até ficar na sombra de Hera para roubar seu marido Zeus, no entanto falhou.
Depois de muitas derrotas, ele pensou em pegar o trono de Hades no submundo, mas mesmo assim nunca conseguiu. E ao ser derrotado mais uma vez, quase desistiu, porém teve uma ideia: sequestrar Hera.
Foi isso que Enlin fez. Em troca de devolver Hera, pediu a Zeus seu lugar no Olimpo e seu raio-mestre. Zeus pensou muito e disse:
- Meu reinado e meu raio são mais importantes que minha mulher. - Disse ele, jogando Enlin para fora do Olimpo.
Enlin não morreu, pois sabia voar. Quando voltou para casa, planejou sua vingança. Ele tem sua fonte de poderes nas sombras, então esperou até a noite, pegou Hera, e a matou. Como se escondia justamente nas sombras, ninguém podia vê-lo.
Zeus, irritado, foi procurá-lo em sua moradia. Quando entrou na casa de Enlin, ouviu:
- Você veio ao lugar errado. - Disse Enlin com uma voz ameaçadora.
Zeus, confuso, não percebeu que Enlin havia roubado suas chaves e o trancado dentro da casa.
Enlin foi até o Olimpo e roubou o raio-mestre de Zeus (isso tudo ocorreu ainda nas sombras).
Quando voltou, foi até o reino de Hades e entregou-lhe o raio, recebendo em troca o submundo.”


Gabriel Labouret, João Lins e Maurício (F7TA):

“Rhoas nasceu em tempo de guerra. Para a sua proteção seus pais, Ares e Deméter, o doaram para a ninfa Piris e o sátiro Éris.
Como Afrodite era namorada de Ares e não suporta traição, tentou matar Rhoas várias vezes, mas ele era muito forte e não foi derrotado por nenhum dos monstros que Afrodite enviou.
No seu aniversário de vinte e cinco anos, Rhoas roubou o raio de Zeus, e se animou a matar monstros... Após um mês, dois dias, duas horas e quarenta e dois minutos e treze segundos, Zeus descobriu o ocorrido.
Houve uma reunião no Olimpo para decidir o destino do garoto, infelizmente só os pais votaram na opção de não fazer nada com ele, e ao contrário dessa decisão, resolveram enviá-lo para o Tártaro. Assim Zeus o levou aos berros, e Rhoas disse:
- Vou me vingar!
Cinco anos se passaram...
- Eu preciso arranjar um jeito de acabar com o Olimpo. - Disse Hades no inferno.
- Que tal roubar o raio-mestre de Zeus? - Perguntou Rhoas, tentando uma saída.
- Claro!!! - Gritou Hades.
Assim foi, Hades roubou os raios de Zeus e liberou todos titãs, monstros, inclusive Rhoas e outras criaturas que estavam no Tártaro. Isso resultou em uma guerra sem fim.”


Alice Turino, Laura e Vitória (F7TB):

“No final de um dia cansativo, Adela, a deusa das invenções, ainda tinha um trabalho a fazer. Tinha que plantar uma ideia na cabeça de um camponês chamado José. Plantou na cabeça dele a ideia de fazer um carro voador.
José, como não era muito inteligente, o fez totalmente errado: o carro, quando tentava voar, planava a uma altura de dois metros do chão e caía.
Adela, decepcionada, pensou: 'esse sujeito precisa ter alguma coisa na cabeça!' E então plantou a ideia de algo simples, que apagasse o fogo quando fosse necessário.
O camponês tentou, tentou e tentou mais um pouco, até que ele finalmente conseguiu, deu o nome de 'Extintor de Incêndio', a invenção ficou famosa, mas o inventor, não. José só foi reconhecido depois de falecer porque Adela revelou esse fato, antes pensavam que o filho havia inventado.”

Gêneros Literários

Iniciamos um novo aprendizado em relação aos gêneros literários. O estudo do gênero épico foi feito através de uma pesquisa sobre duas das mais famosas epopeias da Antiguidade, as obras “Odisseia” e “Ilíada”, e de “Os lusíadas”, poema épico que merece destaque na história da literatura em língua portuguesa. Já o estudo do gênero lírico, foi baseado em poesias de Vinícius de Moraes e Florbela Espanca. Por fim, trabalhamos o gênero dramático, através de uma pesquisa em relação à origem do teatro ocidental.

Verbos, advérbios e o Segredo do Universo

Ao concluirmos o nosso estudo da língua sobre verbo e advérbio, fizemos o nosso primeiro teste do segundo trimestre. As questões da avaliação foram estruturadas a partir de várias discussões, em sala de aula, sobre a ciência como possível responsável pelos males do mundo ou por grandes benefícios à humanidade, assim como a criação do poderoso computador “Cosmos”, a grande invenção tecnológica em “George e o segredo do universo”.
É de Helena Telles, da F7TA, a reflexão sobre o tema:

Rio + 40

"Há vinte anos nossos presidentes, prefeitos, ONGs e etc, se juntaram para achar soluções para o nosso planeta. Vinte anos depois nós estamos aqui procurando respostas para as mesmas perguntas, nada melhorou.
Eu não quero saber do iPad número sei lá, nem do computador mais possante e menor do mundo. Eu quero saber das melhorias ambientais, de grupos que saem nas ruas protestando contra o uso de carros em excesso, contra pessoas que jogam lixo nas ruas. Quero saber das pessoas que reciclam e fazem a diferença.
Os países mais ricos têm que ajudar os outros, temos que contribuir para melhorar o nosso planeta."

Invenções

Nas últimas aulas do semestre, desenvolvemos - em grupos - um trabalho de criação de dez invenções que poderiam trazer satisfações para vida de todos. Refletimos sobre essa atividade a partir de textos de Claudia Ribeiro do Valle. Segundo a escritora, é interessante compreender sobre o processo criativo de grandes ou pequenos inventores que são capazes de nos encher de utilidades, como clipes e o fecho ecler.

Inglês

Carnival

Nossas aulas começaram embaladas pelo clima carnavalesco.
Lemos sobre a história de alguns dos blocos mais tradicionais do Rio e pensamos em possíveis traduções para os seus nomes em Inglês. Em seguida, assistimos ao vídeo “Marchinha em Inglês”, no qual o artista fez versões dos clássicos. Tentaram adivinhar quais eram e, inspirados criaram suas próprias versões para outras marchinhas.

Bike Rio Project

O primeiro projeto do ano envolveu o sistema Bike Rio. Houve espaço para que compartilhassem suas experiências quando o utilizaram, opinassem e relatassem algum problema. Expandimos o tema por meio de uma resenha explicativa sobre o sistema e os alunos responderam perguntas de interpretação, opinião pessoal e vocabulário, baseados no texto. Em seguida, exploramos o site do Bike Rio e a falta de uma versão da página em Inglês chamou a atenção das turmas. O exercício em seguida foi justamente de construir um guia com instruções de uso do sistema para os não-falantes de português.

Andy Singer e os meios de transporte

Inspirados na capa da agenda do ano, exploramos mais obras do cartunista Andy Singer. Pela seleção de alguns de seu trabalhos e pelo trabalho de descrição e interpretação feito em sala, ficou claro para os alunos que Singer defende o movimento em prol do maior uso de bikes e faz críticas ao estilo de vida adotado pela grande maioria. A discussão também abriu oportunidade para falarmos de outros meios de transporte (plane, helicopter, subway, zepellin, etc.) e compará-los.

Ditados

Fizemos diversos ditados durante o trimestre para checar a ortografia de palavras que já haviam passado por estudos anteriores. Também trabalhamos a pronúncia das letras do alfabeto de forma isolada. Para isso, os alunos passaram por um ditado soletrado - em Inglês - de palavras estranhas: tintinnabulation, chatoyant e woebegone são alguns exemplos. Os alunos ficaram claramente surpresos em saber que a língua inglesa pode abrigar palavras tão incomuns.

Olimpíadas, Comparativos e Superlativos

A pedidos de muitos alunos, começamos o terceiro trimestre falando sobre as Olimpíadas.
Aprendemos sobre como o evento na Grécia acontecia e como evoluiu - desde o número de modalidades ao estabelecimento de regras.
Entramos em contato com muitas palavras novas relacionadas aos esportes (hurdles, trampoline, javelin, etc) e adjetivos que pudessem descrevê-los. Aprendemos a fazer comparações de grau superlativo (the best, the most difficult, the easiest) e aproveitamos para revisar o comparativo de superioridade, apreendido em estudos anteriores ("Football is better than swimming", "Boxing is more dangerous than golf").

Matemática

Nosso percurso

Começamos o ano sendo reapresentados ao livro didático e lendo uma mensagem dos autores, dirigida aos alunos, que esclarece a necessidade do estudo em casa e a importância de tentar fazer todos os exercícios, sem a preocupação com o acerto.

Observando como era a escrita dos números no passado, nos aprofundamos nos números romanos, na indicação dos séculos, na invenção dos algarismos arábicos, que usamos hoje em dia, e o nosso sistema de numeração decimal.

Vimos que os números fracionários podem ser escritos não só na forma de fração, mas também na forma de número decimal e de porcentagem. Entendemos essas equivalências e aprendemos a transformar os números de uma forma para a outra.

Depois de ver essas diferentes formas de escrever um número, nos aprofundamos em operar com os números em sua forma decimal. Lembramos como somar, subtrair, multiplicar e dividi-los. As turmas se surpreenderam ao perceber que podemos multiplicar um número por outro e encontrar um resultado menor e que também podemos dividir um número por outro e encontrar um resultado maior, quando se trata de operar com os decimais. Em seguida, nos aprofundamos na adição e subtração dos números em sua forma fracionária e aprendemos a resolver expressões numéricas misturando essas duas notações distintas.
Iniciamos um assunto totalmente novo: os números negativos. Entendemos estes números a partir da necessidade de seu uso no nosso cotidiano. Aprendemos, inicialmente, a localizá-los na reta numérica, observando que, quando falamos de números negativos, quanto mais perto do zero, maior é o número. Aprendemos a somar e subtrair esses números, percebendo que perder um prejuízo, equivale a ganhar, por exemplo.

Relembramos a multiplicação e a divisão de frações. Vimos que podemos fazer cancelamentos durante a conta, ao invés de simplificar no fim, para que a multiplicação fique mais simples e a chance de erro diminua. Iniciamos também a multiplicação e divisão de números com sinais, focando bastante no fato de que os sinais são trabalhados de forma diferente da adição e da subtração.

Encerramos o semestre unindo os conhecimentos de números com sinais aos conhecimentos que já tinhamos de números fracionários, descobrindo então as frações e os números decimais com sinais!

História

Abrindo os trabalhos

Começamos o ano com as famosas apresentações e pedindo que cada aluno apresentasse seu colega ao lado. Depois, realizamos um bingo com perguntas de conteúdos trabalhados no ano anterior.

Roma: do apogeu à crise

Com auxílio de imagens, pudemos perceber o crescimento de Roma até sua máxima extensão. Também assistimos a alguns vídeos que ressaltavam os aspectos mais importantes da sociedade romana. Após essa familiarização com o tema, começamos a discussão sobre os motivos que causaram a crise do Império Romano e a relativização do conceito de bárbaro. Para este segundo tema, utilizamos o relato de um chefe bretão e de um general romano, buscando perceber os diferentes ponto de vista sobre um mesmo conceito.

Da crise do Império romano ao Feudalismo

Com o auxílio de dois textos: " O sistema de colonato entre os romanos", de Hilário Franco Júnior e " A formação do feudalismo", construímos o conceito de ruralização e a formação de uma sociedade fechada e autossuficiente. Como forma de aproximar os alunos dos conceitos e elementos do universo medieval, ouvimos a música "Metal Contra as Nuvens", da Legião Urbana, e buscamos referências na letra que remetessem ao cotidiano medieval. Foi pedido para os alunos assistirem, em casa, o filme de Mario Monicelli, "O Incrível Exército de Brancaleone". A narrativa retrata alguns costumes da cavalaria medieval. No enredo, retratado de forma divertida, o nobre Brancaleone e seus homens enfrentam perigos, tais como: a peste negra, os sarracenos, os bizantinos e os bárbaros.
Terminamos o conteúdo de Idade Média com uma discussão sobre as mudanças ocorridas a partir do Séc. XI. Realizamos uma atividade em duplas/trios, a partir da leitura e análise de documentos.

Renascimento

Depois de estudar as transformações na Idade Média, chegamos ao universo urbano e mercantil da Itália renascentista. Fizemos um passeio virtual por Florença e observamos algumas manifestações artísticas da época. Para aprofundarmos o tema, os alunos desenvolveram pesquisas sobre as diversas áreas onde o Renascimento se manifestou. Como fechamento da pesquisa desenvolvida, os alunos apresentaram seminários para o restante da turma. Assistimos ao filme “O Nome da Rosa”, focando no debate entre fé e razão e a oposição entre a mentalidade medieval e a renascentista.

Ciências

Mudanças Ambientais

Os alunos utilizaram as animações do projeto MAG (mudanças ambientais globais) do CEPTEC/INPE, para aprender sobre a influência da poluição nos problemas ambientais, como o aumento no efeito estufa e o buraco na camada de ozônio. Para uma análise mais complexa, a turma realizou um experimento que simulava esse fenômeno dentro de uma caixa, medindo a temperatura interna e comparando-a com a temperatura externa.

Ciências Atmosféricas

Após conhecermos o projeto MAG, utilizamos as aulas virtuais do projeto MACA. Nesse projeto, diversos temas das ciências ambientais e atmosféricas foram abordados com textos, vídeos, animações interativas, experiências e atividades. Lá observamos a influência da radiação solar sobre as plantas e o processo de erosão do solo, distinguindo o que seriam mudanças naturais daquelas causadas pela ação humana e suas tecnologias. Nesse momento os alunos fizeram um experimento para observar o processo de erosão causado pelas chuvas.

Por que Classificar?

O estudo sobre a biodiversidade dos seres vivos na Terra começou com a resposta a essa pergunta. Os alunos perceberam que só é possível entender e estudar esse conceito se primeiro agruparmos e distinguirmos as diversas formas de vida. Trabalhando com um texto sobre a Amazônia, a turma teve acesso a dados numéricos que mostraram a grandiosidade desse bioma. E analisando as consequências da poluição gerada pelo homem, discutimos o risco a que estamos expondo a biodiversidade da maior floresta tropical do mundo.

Bichos são Inventores?

O estudo da adaptação dos seres vivos rendeu boas discussões, como o emprego correto do conceito de racional e inteligente a esses seres. Animais pensam? Agem por instinto? Os bichos são inventores? E as plantas? Essas foram as principais questões levantadas nas aulas.

Adaptação e camuflagem

Finalizamos o semestre dando sequencia ao estudo da adaptação dos seres vivos. Os alunos se depararam com a capacidade de camuflagem adquirida por algumas espécies. Em um primeiro momento discutimos sobre esse conceito, entendendo que essa adaptação é forçada pelo meio, e não uma atitude consciente do indivíduo para se tornar imperceptível no ambiente. Em seguida realizamos uma prática visando compreender melhor os fatores que levam a camuflagem. Os alunos foram divididos em equipes e, no pátio do campinho, tinham o objetivo de pegar o maior número possível de tampinhas coloridas em trinta segundos. Ao final da atividade, utilizando os computadores, fizeram um gráfico com a estatística das equipes para observar se a cor mais próxima ao chão do pátio conseguiu passar despercebida por nossos "predadores". Os dados obtidos foram discutidos pelos grupos que fizeram um relatório da atividade justificando o conceito da camuflagem e sua eficiência.

Geografia

Brasil, território brasileiro

Esse ano nosso trabalho tem como foco o estudo do território brasileiro e suas regiões. Iniciamos nosso estudo aprendendo a identificar a posição geográfica do território brasileiro e sua extensão.

Fusos, nada confusos

Aprendemos a aplicar o sistema de fusos horários no Brasil e no mundo. Descobrimos que até bem recentemente nosso país possuia quatro fusos horários, agora são apenas três.

Formação e ocupação do território

A partir da análise de mapas de diferentes períodos históricos, trabalhamos o processo de formação e ocupação do território brasileiro e identificamos as principais atividades e ciclos econômicos que engendraram esse processo. Identificamos que antes da colonização portuguesa o território brasileiro era habitado por grande diversidade de povos indígenas e que o início da colonização se deu principalmente no litoral com as atividades de extração do pau-brasil e cultivo de cana-de-açúcar. Foi apenas com o desenvolvimento da pecuária e, posteriormente, da mineração que passou a existir uma interiorização do processo de ocupação do território.

Regiões brasileiras

Desenvolvemos o conceito de região e estudamos a divisão oficial do Brasil feita pelo IBGE. Aprendemos, também, o conceito de domínio morfoclimático criado pelo geógrafo Aziz Ab´Sáber como forma de regionalizar o Brasil a partir de seus aspectos naturais. Aprendemos, ainda, a interpretar gráficos de climograma.

Xingu e Amazônia

Fomos ao cinema para assistir ao filme "Xingu", do diretor Cao Hamburger, baseado na história dos irmãos Villas-Bôas. O filme trouxe várias motivações de debate entre os alunos, como a atualidade das questões sobre os impactos sociais e ambientais de grandes obras e empreendimentos em andamento na Amazônia. Para fomentar o debate, fizemos a leitura do artigo "A volta do Brasil Grande que pensa pequeno", da jornalista da revista Época, Eliane Brum.

O nordeste, a seca e o velho Chico

Iniciamos nosso trabalho sobre a região nordeste e trabalhamos as principais características de cada uma de suas sub-regiões; zona da mata, agreste, sertão e meio norte. Estudamos as causas da seca no sertão e a questão da Indústria da seca. Fechamos o semestre com um trabalho sobre a obra de transposição do rio São Francisco. Poemas, músicas e vídeos estiveram presentes ao longo de todo o trabalho sobre a região nordeste.

Educação Física

Educação Física

Começamos o primeiro trimestre nos movimentando com energia total e procurando entender como essa energia acontece em nosso corpo.

Em nossa prática estamos buscando jogos que possamos exercitar o corpo como um todo, observando as questões do metabolismo humano, as adaptações que o corpo precisa fazer para se adaptar às mudanças, e também a relação de alguns movimentos do nosso dia-a-dia com os movimentos de alguns animais. Exemplo disso está no lançar, correr, saltar, pular, impulsionar, rolar, cair, equilibrar, etc..

Fizemos uma aula com movimentos de ginástica, (construídos, inventados) e naturais (movimentos relacionados aos animais). Os jogos propostos estavam ligados aos movimentos construídos e as turmas usaram muita criatividade para elaborarem novas regras.
Exploramos a importância de preparar nosso corpo para qualquer jogo recreativo ou brincadeiras antes e depois de cada atividade.
Procuramos em cada aula alongar as partes específicas do corpo de acordo com o jogo ou atividade que realizaríamos no dia, ficando assim, mais atentos às atividades que demandam maior resistência e esforço físico.
Chegamos em nossa avaliação e passamos por um circuito desportivo onde cada estação se relacionava a uma habilidade motora como força, direção, equilíbrio e resistência.

Começamos o segundo trimestre com a proposta de uma “Oficina de Futebol”, revendo algumas regras e fazendo uma breve comparação com o futebol de salão.

Buscando maior interação das meninas e observando a dificuldade de alguns meninos, a oficina de futebol passou pelos fundamentos básicos com atividades bem lúdicas, onde a regra principal era que meninos e meninas fizessem parcerias.