Relatório de Grupo – Segundo Ano – 2012/1 – Projeto: O Bicho Inventor

Projeto

Nosso ano voador começou com muita animação! Muitas novidades em relação à rotina e aos materiais. Recebemos cinco novos amigos no grupo - Bruno, Giovana, Luisa, Micael e João - que foram acolhidos com muito carinho e logo estavam inseridos como velhos companheiros de trabalho e de brincadeiras. O grupo é muito especial. As crianças são muito parceiras, respeitosas e solidárias. O Segundo Ano traz uma nova configuração em relação à postura de estudante. Maior quantidade de materiais para lidar, novas responsabilidades e maior compromisso com o estudo fazem com que o papel de estudante ganhe força nesta série e exija das crianças uma nova atuação, ao mesmo tempo mais centrada e autônoma diante da nova dinâmica. Nesse sentido, o grupo mostrou uma disposição para trabalhar incrível e os desafios fizeram os olhos brilhar em busca da descoberta de novos saberes. A adaptação à nova rotina transcorreu de modo tranquilo e todos se apropriaram do funcionamento da série no seu tempo.

Carnaval

Não faltou empenho para aprender o samba da escola, e as crianças já sabiam cantá-lo no meio da semana! Vimos a capa da agenda que, com o samba, nos ajudou a aquecer os tamborins sobre o projeto. Várias crianças se empolgaram quando as invenções viraram assunto no grupo, demonstrando que as ideias estão a pleno vapor!

Depois de Tantas Invenções...

As crianças ouviram a história "Lolo Barnabé", que conta o percurso de uma família desde o tempo das cavernas até hoje. Com a leitura, todos refletiram sobre as mudanças na vida dessa família com as invenções ao longo do tempo. Perceberam que os objetos inventados trouxeram, ao mesmo tempo, um lado bom e outro ruim. Depois, foram convidadas a escrever suas impressões no caderno.

"Nós ouvimos a história do Lolo Barnabé. Eu percebi que, no início, a vida deles era boa, mas depois ele começou a inventar e inventar e inventar e inventar. A vida deles foi ficando melhor e depois ficou ruim porque eles não tinham mais tempo para ficar juntos. Aí eles, de noite, fizeram uma fogueira e se reuniram." Luiz Eduardo

"Nós ouvimos a história do Lolo Barnabé. Eu percebi que, no início, a vida deles era melhor. Eles podiam ficar mais tempo juntos e depois eles começaram a inventar, tiveram que trabalhar muito. A vida deles ficou boa e ruim, mas depois eles ficaram muito tristes e muito cansados." Clara

“Nós ouvimos a história do Lolo Barnabé. Eu percebi que a vida deles no começo era boa antes deles começarem a construir várias coisas tipo sofá, televisão, máquina de lavar roupa, dinheiro, armário, vassoura, cama, máquina de lavar prato, roupa, ferro de passar, mesa, cadeira, sapato. Eles ficaram muito cansados. Então, uma noite, eles fizeram uma fogueira e ficaram conversando e lembrando de coisas boas quando eles podiam fazer tudo o que eles queriam fazer." Lia

Como Surge uma Invenção?

Depois de pensar sobre o surgimento de uma invenção, as crianças produziram um texto coletivo:

"Primeiro tem que ter uma ideia. Depois tem que fazer um projeto, que é um plano, um desenho para saber como vai ser. Precisa de muita imaginação e muita atenção. Tem que ter calma para não desistir da invenção. Precisa observar as coisas do mundo e fazer experimentos."

Vamos Voar!

“Existirão asas! Se a façanha não couber a mim, caberá a outro.”
Leonardo da Vinci

O sonho de voar livremente como um pássaro é muito antigo. A ideia de voar e as invenções que tornaram esse sonho realidade foram o foco do trabalho com a F2M. Entre muitos inventos da história da aviação, foram feitos recortes para focar alguns inventores e suas criações. Fizemos “voos” nesse percurso, viajando desde a Antiguidade até a Era Espacial. Partindo do lendário Ícaro e suas asas de penas e cera, visitamos Leonardo da Vinci no século XV, passamos pelos inventores do balão no século XVI, conhecemos os dirigíveis do século XIX e chegamos finalmente ao século XX, quando o sonho voador se concretizou com o trabalho de Santos Dumont e dos irmãos Wright. Também no século passado, o homem venceu os limites do espaço, conseguindo alcançar a Lua. Sendo assim, nosso estudo “alcançou” o espaço com a invenção do foguete e abordou brevemente os programas aeroespaciais. Para terminar, propusemos que as crianças imaginassem e fizessem projetos das próximas invenções voadoras da humanidade.

Das Pipas às Naves Espaciais

Nosso projeto finalmente decolou com a leitura do livro "Asas!", de Jane Yolen, que nos apresentou o mito de Ícaro. As crianças ficaram encantadas com a ideia de voar e as invenções relacionadas a ela. Muitos materiais sobre o assunto foram enviados, livros, revistas, sugestões de sites, objetos, músicas, vídeos etc. Gostaríamos de agradecer às famílias pela parceria que tanto enriqueceu nossas pesquisas.

Avião Misterioso

Um avião gigante, de papel, entrou, de repente, pela janela da sala com os dizeres: “Existirão asas! Se a façanha não couber a mim, caberá a outro.” Todos ficaram intrigados. Foram, então, à sala dos computadores para descobrir quem era o autor da frase e recorreram às ferramentas de busca e pesquisa na internet. Depois de descobrir a autoria, visitaram o site da Ciência Hoje das Crianças para encontrar algumas informações sobre ninguém mais que o gênio Leonardo da Vinci! A pesquisa foi muito bacana e, em duplas, as crianças leram e selecionaram as informações com muita desenvoltura. Depois, em casa, pesquisaram imagens de inventos de Da Vinci e a troca em sala foi muito rica.

Máquina do Tempo

Construímos uma máquina do tempo que pudesse nos levar pelos ares. Ela foi capaz de nos carregar para a época e o lugar que estudamos. Assim, chegaram as notícias e imagens importantes para a história da aviação no mundo. Depois partimos para as pesquisas!

Voo das Aves

Inspirados em Da Vinci, que observava a natureza para elaborar seus inventos, as crianças assistiram a vídeos que mostravam o voo de algumas aves. Observaram o movimento e a curvatura das asas dos pássaros enquanto voavam. As crianças ficaram fascinadas com o vídeo que mostra, em câmera lenta, a visão frontal de uma coruja se aproximando da presa. Após várias reflexões, as crianças responderam em grupos uma das perguntas feitas por elas no início do projeto: como os pássaros voam? Para começar a pesquisa, viram um livro trazido por Luísa, refletindo sobre alguns procedimentos de busca de informações. Sendo assim, observaram a capa, os títulos, o índice, o sumário e chegaram finalmente à página que tinha a resposta procurada. Depois, cada grupo fez um registro sobre as descobertas.

Escrita Reversa

Uma mensagem misteriosa surgiu na máquina do tempo, intrigando as crianças. Alguém sugeriu que podia ser a escrita reversa de Leonardo da Vinci. Para descobrir, colocamos todas as letras no quadro, invertemos a escrita e deciframos: ORNITÓPTERO. Depois, pesquisamos na internet seu significado e descobrimos que esse foi mais um invento de Da Vinci. Também vimos livros para saber mais sobre suas outras invenções voadoras: parafuso voador, paraquedas e asa delta.

Exposição de Balões

"Nós fomos à Exposição Pneumática do artista Paulo Paes, que faz balões gigantes sem fogo. Ele usa primeiro papel comum de impressora e faz a forma do balão. Depois ele usa papel de seda, tesoura, matemática e cola para fazer o balão muito grande.
A gente descobriu que os baloeiros estão aprendendo a fazer balão sem fogo. O Paulo Paes contou que ele aprendeu a fazer balões com um velhinho, que era o melhor baloeiro do Rio de Janeiro e também alfaiate. A gente aprendeu que existe uma equipe que vai em qualquer lugar para pegar os balões e isso é muito perigoso porque pode cair na casa das pessoas. A gente ganhou livros do Paulo Paes de como fazer balões.
Nós gostamos muito dos balões! Eles eram gigantes, muito coloridos e de formas diferentes!"

Texto coletivo

Por que o Balão Sobe?

"Porque o ar quente é mais leve que o ar frio. Por isso ele sobe."
"Porque o balão é mais leve que o vento."
"O ar quente é leve e o ar frio é mais pesado, por isso o ar frio empurra o ar para cima."
"Porque a fumaça do fogo empurra pra cima."


Essas foram algumas das hipóteses das crianças para responder à pergunta. Depois uma experiência foi proposta para observar o deslocamento do ar que faz um balão subir. O grupo chegou à seguinte conclusão: "Quando a vela estava na posição certa, o ar quente subia e fazia a hélice girar. É assim que o balão voa."
Texto coletivo

Otto e Bartolomeu

"As F2 conheceram mais dois colaboradores importantes para o sucesso da aviação no mundo. O primeiro foi Otto Lilienthal, milionário que gastou toda a sua fortuna com seus inventos voadores. Ele foi o primeiro homem a ser fotografado voando em um objeto mais pesado que o ar, um planador. Morreu ao fraturar a coluna quando caiu de um de seus voos, mas antes disse 'Sacrifícios devem ser feitos!'.
O segundo inventor foi o padre Bartolomeu Lourenço de Gusmão, que construiu um 'instrumento para se andar pelo ar, da mesma sorte que pela terra e pelo mar, e com muito mais brevidade'. Estava falando do balão!"
Texto Coletivo

Voando em Paris

Uma charada foi o ponto de partida para saber sobre a história dos balões. As crianças levaram uma imagem com algumas pistas e trouxeram informações muito interessantes a respeito dos irmãos Montgolfier que fizeram o primeiro voo de balão tripulado em 1783, em Paris. Descobriram que, como as pessoas ficaram receosas de experimentar o invento, a primeira tripulação a voar pelos ares foi composta por um cordeiro, um galo e um pato!

Homem voa? Voa!

Um chapéu na sala e uma carta na máquina do tempo surpreenderam as crianças. Elas ficaram emocionadas quando viram que o autor da carta e também dono do chapéu era Santos Dumont! Lemos juntos e descobrimos que aquela carta relatava o que ele sentiu em seu primeiro voo de balão. Depois cada um escreveu uma carta para o aviador contando suas próprias experiências voadoras em aviões ou tirolesas. Fizemos ainda a leitura compartilhada do livro "Alberto: do sonho ao voo", de José Roberto Luchetti, que mostrou um pouco mais a vida desse célebre brasileiro.

Quem é o Pai da Aviação?

Uma notícia apareceu na máquina do tempo e levantou a polêmica envolvendo Santos Dumont e os irmãos Wright a respeito do invento do avião. Pesquisando em casa, as crianças viram que os irmãos Wright voaram antes de Santos Dumont, mas trabalhavam sigilosamente. Enquanto isso, o brasileiro desenvolvia muitos projetos publicamente em Paris. Uma reportagem nos ajudou a refletir sobre essa questão e chegamos a seguinte conclusão:
“Podemos dizer que muitos inventores que pensaram sobre o avião são pais da aviação.”
Texto coletivo

Dirigíveis e Aviões

Finalmente chegamos aos inventos voadores do século XX e, para ampliar a visão do desenvolvimento da aviação nessa época, assistimos a um documentário com informações sobre as máquinas voadoras. Foi impressionante ver cenas do voo de Santos Dumont no 14-Bis, dos irmãos Wright nos EUA e, ainda, do grande acidente ocorrido com o dirigível Hindenburg em 1937. Muitas descobertas foram registradas no caderno:
"No início do século XX os dirigíveis transportavam pessoas.”
“Depois da I Guerra Mundial os aviões voltaram a ser usados como esporte."
"Em 1937 o dirigível Hindenburg pegou fogo e houve um grande acidente: 36 pessoas morreram."
"Os aviões começaram a transportar pessoas e viajar longas distâncias."
"Quando acabou a II Guerra Mundial os aviões começaram a subir mais alto e ficaram mais avançados."

Aerodinâmica

Pensamos bastante sobre os diferentes tipos de avião e suas funções. Uma das observações que fizemos foi sobre as formas dos aviões, o que deu origem a uma boa discussão sobre aerodinâmica. Para observar e pensar sobre o assunto, fizemos uma experiência jogando da ponte, ao mesmo tempo, uma folha de papel aberta e outra amassada em forma de bola. Muitas crianças levantaram a hipótese de que ela caía mais rápido porque ficava mais pesada, até que a seguinte hipótese convenceu todo mundo: "O peso não muda. Na folha aberta, fica um colchão de ar embaixo que empurra a folha pra cima. Na bola, não dá para formar o colchão de ar, então ela cai mais rápido."

Linha do Tempo

As crianças foram surpreendidas por uma charada na máquina do tempo. Depois de muita euforia e conversa, perceberam que tinham que organizar as imagens e mensagens cronologicamente, segundo a evolução dos aviões.
“Hoje, quando voltamos da aula de música, nós vimos na máquina do tempo várias mensagens. Elas falavam sobre três aviões. Esses aviões evoluíram com o tempo. O primeiro avião era de 1930 e só cabiam 10 pessoas. O segundo avião era de 1969 e cabiam muito mais passageiros. O terceiro avião era de 2005 e era gigante: cabiam mais de 800 pessoas." Texto Coletivo

Passeio a Petrópolis

Não podíamos deixar de conferir de perto a casa do inventor que tanto fascinou o grupo. Subimos a serra e nos deslumbramos ao ver com nossos próprios olhos várias coisas que havíamos estudado nos livros, revistas, sites etc.

“Chegamos em Petrópólis e fomos a um parque. Lanchamos e fomos à casa de Santos Dumont. Lá, nós vimos várias coisas: chapéu, colarinho, chaveiro etc. Depois almoçamos. Tiramos uma foto com o 14 Bis e fomos embora. Nós adoramos e amamos!” Luna, Lia, Felipe e Eduardo

“Chegamos em Petrópolis e encontramos a turma da tarde para ir a um parque lanchar e brincar. Fomos à casa do Santos Dumont e descobrimos muitas coisas legais: troféus chamados Ícaro. Tinha um observatório onde Santos Dumont observava o céu. Ele usava um colarinho e um chapéu para ficar maior. O chuveiro dele era um balde na parede. Tinha uma linha do tempo. Depois fomos ao Museu de Cera. Almoçamos na praça e vimos a cópia do 14 Bis. Nós gostamos muito! Foi muito legal!” Micael, Sofia, Bruno, Olga e Nina

Viagem à Lua

Com o objetivo de chegar cada vez mais longe e conhecer lugares nunca antes visitados, o homem sonhou ir à Lua! As crianças assistiram a um trecho do filme de Georges Mèliés, "Viagem à Lua!". Conversaram sobre este sonho e como o homem imaginava que a Lua seria.
Depois conheceram, através de uma linha do tempo, alguns passos importantes que foram dados para que o homem finalmente pisasse no nosso satélite: a invenção de uma nova ciência, a Astronáutica; voltas pela órbita terrestre sem sair da nave; a ida da cadelinha Laika ao espaço; a disputa pela corrida espacial entre os Estados Unidos e a antiga União Soviética; até que Neil Armstrong desceu da Apollo 11 e pisou em solo lunar em 1969: "Um pequeno passo para o homem, um enorme passo para a humanidade."

Como o Foguete Voa?

Para entender o voo do foguete, fizemos uma experiência que nos mostrou a força de propulsão. Observamos a bexiga subindo velozmente pelo fio de nylon e chegamos à conclusão de que somente uma força muito grande seria capaz de dar o impulso no foguete para fazê-lo alcançar o espaço.

Museu Aeroespacial

O Museu Aeroespacial nos encantou com tantas máquinas voadoras. O grupo estava tão sabido que a nossa guia se surpreendeu e brincou dizendo que nós estávamos dando uma aula…
“Nós chegamos ao Museu Aeroespacial, vimos aviões da esquadrilha da fumaça. Vimos o 14 Bis e a Demoiselle. Depois fomos a uma sala com coisas sobre o Santos Dumont. A moça que nos recebeu, a Tatiana, ensinou várias coisas pra gente. Lá a gente viu o Ícaro segurando uma esfera com o coração do Santos Dumont dentro. A gente viu uma invenção do Santos Dumont: o balão que se chamava Brasil. Logo depois nós vimos o Zeppelin, o ornitóptero do Leonardo da Vinci e o avião dos irmãos Wright - o Flyer 1. A gente entrou na parte de um avião. Quando nós saímos do avião, vimos algumas hélices. Então entramos no avião do presidente Juscelino Kubitschek. Tinha cama, banheiro, suíte, sala de reuniões, uma mesa perto da cabine etc. Depois que a gente saiu do avião, a gente tirou uma foto com o carro do presidente e viu os motores do avião. Quando a gente chegou perto, o motor começou a funcionar. Vimos um avião anfíbio que pousava na água porque alguns lugares não tinham muita pista de pouso. Em seguida, entramos em outro avião só que de paraquedista. O passeio foi muito interessante e legal. Nós gostamos muito!” Texto coletivo

Festa Voadora

“A festa tinha muitos sorrisos. Todo mundo estava de branco e todos estavam cantando. Com alegria, começamos a dançar. Algumas pessoas dançaram com balão, outras com tecido e outras com cataventos.
O tema era aviação. Na exposição, tinha as palomas do Picasso, um dirigível, a máquina do tempo, o desenho do Santos Dumont, muitos balões, o João subindo no pé de feijão, a linha do tempo com foguete, aviões, a pegada de Neil Armstrong etc. Tinha também os Ícaros e as invenções de sucata. A plateia aplaudiu muito!
Depois que fizemos a dança fomos para a apresentação de música no campinho. Foi muito legal! Os pais acharam um amor e sentiram muita felicidade. Foi um voo de alegria!”
Texto coletivo

E o Pato, o Cordeiro e a Galinha Encontraram com a Laika...

Depois da Festa Pedagógica, fizemos uma retrospectiva da história da aviação, revisitando o caderno de Projeto. Foi muito gostoso perceber quantos conhecimentos interessantes conquistamos pesquisando sobre esta parte da nossa história. Fizemos então um texto imaginando um encontro inusitado: os animais que voaram no balão dos irmãos Montgolfier viajaram na máquina do tempo e foram parar no foguete da Laika, o primeiro animal a ser enviado para o espaço. A proposta era que a Laika contasse àqueles animais sobre as invenções voadoras que eles viram na viagem pelo tempo.

“A Laika começou a explicar que depois dos balões vieram os dirigíveis. Havia um que aconteceu um acidente. O nome era Hindenburg. Pegou fogo em 1937 e 36 pessoas morreram. Em seguida, veio o 14 Bis e a Demoiselle. Quem os inventou foi Santos Dumont, um dos pais da aviação. Aí veio o helicóptero que tem hélice para voar. Por último, veio o foguete que vai para o espaço e aqui estou num foguete viajando pelo espaço. E a festa na Lua foi muito divertida!”
Clara

Contos de Fadas

Nosso trabalho de literatura e produção textual envolveu o universo dos contos de fadas. Começamos ouvindo a tão conhecida história "Chapeuzinho Vermelho" e o grupo se surpreendeu com o final, relacionando-o a um outro conto clássico "O Lobo e os Sete Cabritinhos". As crianças logo comentaram sobre as diferentes versões que conheciam da história e depois foram convidadas a recontá-la coletivamente até a metade. Daí em diante, tiveram o desafio de continuar o conto individualmente, inaugurando o primeiro texto individual produzido este ano.

Contos Reinventados

Soltamos a imaginação e embarcamos de vez nos contos de fadas. Fizemos a leitura das histórias em versões mais tradicionais e as crianças conheceram, também, versões criativas narradas por outros personagens presentes nos contos clássicos. Para acompanhar o trabalho, adotamos o livro "Que história é essa?", de Flavio de Souza, Cia das Letrinhas. Ao longo do semestre, fizemos muitas rodas de leitura na biblioteca, que proporcionaram ricas discussões sobre as versões apresentadas pelo autor, que narra os contos sob o ponto de vista de personagens inusitados. Para instigar os leitores, Flavio de Souza dá apenas pistas de alguns elementos originais dos contos de fadas. Nossa reflexão focou esses elementos, e também as ilustrações que dão dicas da história original. Os comentários do autor sobre as versões clássicas renderam conversas interessantes sobre o que as crianças já sabiam, as diferentes versões que conheciam e também proporcionaram muitas descobertas.

João e o Pé de Feijão

Após uma série de leituras de contos de fadas, houve um que mereceu especial atenção. “João e o Pé de Feijão” nos levou aos céus para conhecer o castelo de um ogro assustador... Para dar asas à imaginação escritora das crianças, propusemos um desafio: a entrada de um personagem voador para ajudar João a se salvar do ogro gigante. Após uma calorosa votação, Pégasos, o cavalo alado, foi o grande vencedor. Ousamos ainda mais, modificando o clássico personagem mitológico, atribuindo-lhe algumas novas características. Era chegada a hora então de recontar a história, o que fizemos coletivamente até a última subida de João pelo pé de feijão. A partir daí, o percurso foi individual. Cada criança recebeu uma parte diferente do reconto coletivo, de acordo com seu processo e momento escritor, e continuou a história voando com Pégasos e João em uma aventura escrita com muita dedicação.

Tempo de Aterrissar

As férias se aproximaram e organizamos nossos materiais, avaliamos as aprendizagens, começamos a pensar em novas ideias, enfim, fizemos um balanço do semestre e colocamos tudo no lugar. As crianças arrumaram fichários, organizaram os trabalhos de artes, levaram livros de volta para casa e fecharam o semestre aterrissando após muitos voos mundo afora. Gostaríamos de agradecer às famílias por todas as contribuições ao longo do nosso semestre voador. Contamos com vocês no próximo semestre!

Matemática

Números da F2M

Conversamos sobre o que é Matemática e como ela está presente na nossa vida. Pensamos em números que nos representam e nos identificam como o número do sapato que usamos, o do telefone, da porta de casa, da placa do carro, nossa altura, peso, quantidade de irmãos, primos e tios. Depois disso, fizemos um texto coletivo com os números da nossa turma.

“Nós somos a F2M com 25 alunos. Tem 12 meninos e 13 meninas. Tem uma menina a mais que os meninos. Na nossa sala tem 26 mesas e 27 cadeiras, 1 relógio, 4 ventiladores, 1 televisão, 4 luminárias, 16 lâmpadas, 25 mochilas, 1 vassoura, 1 escova, 1 pá de lixo, 1 armário, 2 estantes, 3 janelas, 2 portas, 2 jogos Rummikub, 1 quadro, 22 vidros, 1 pia, 1 alto-falante, 26 letras maiúsculas do alfabeto e 26 minúsculas, 2 lixeiras, 10 algarismos, 100 números na tabela numérica, 2 tomadas, 1 professora, 22 livros, 3 bolsas, 1 letra do samba da escola, 1 mapa, 2 achados e perdidos, 1 ar condicionado, 37 desenhos, 2 potes de massinha, 2 potes de lápis de cor, 4 potes de pilot, 2 potes de giz de cera, 19 cadernos de desenho, 2 óculos, 22 cruzadinhas, 1 porta-copos e 1 telefone.”

Dez na Cabeça

As crianças jogaram "Memória de 10". Nesse jogo, o objetivo é formar pares de cartas que somam 10. Esses pares são importantes para a resolução de cálculos e quanto mais sabidas as crianças estiverem em relação aos mesmos, mais ágeis ficarão para calcular.

Valor Posicional

O grupo se divertiu jogando "Batalha de Composição". Nesse jogo, cada participante recebe cartas com algarismos sortidos. No momento certo, eles viram as cartas e, com elas, formam o maior número possível. Em seguida, comparam os números com os amigos para ver quem formou o maior.

Aviões de Papel

Uma reportagem que contava sobre um campeonato de aviões de papel agitou as crianças. Pintamos papéis bem coloridos para preparar nossos aviões e entrar na brincadeira. Fizemos nosso próprio campeonato, considerando duas categorias: maior distância percorrida e maior tempo de permanência no ar. Para saber quem foi o vencedor, comparamos as distâncias percorridas e o tempo de voo de cada participante da corrida, aproveitamos então para trabalhar com as medidas de comprimento e tempo.

Os Problemas da Família Gorgonzola

Após a leitura do livro "Os problemas da família Gorgonzola", as crianças experimentaram o famoso queijo. Foram muitos os comentários sobre o seu cheiro e o sabor forte, mas não sobrou nada ao final da degustação. Em seguida, fizeram o primeiro problema do livro, que enriqueceu muito nosso trabalho com problemas. Aprender a ler e selecionar os dados do problema, pensar na resolução e no registro, assim como saber explicar o caminho que os levou à solução são os principais objetivos. A socialização das estratégias amplia as possibilidades de resolução e o repertório matemático da turma.

Qual é a Altura de Santos Dumont?

Depois que as crianças trouxeram suas alturas, a turma fez uma grande tabela e comparou os números para ver quem tinha o mesmo tamanho, quem era mais baixo e quem era mais alto. Vimos então a altura do inventor brasileiro e entendemos porque seu apelido era “Le Petit Santos”, afinal tinha somente 155cm! Para incrementar ainda mais nossas reflexões sobre as medidas, utilizamos fitas métricas para medir muitas coisas na sala: mesas, cadeiras, quadros, pastas.

Um Novo Jeito de Operar

As crianças se depararam com o desafio de resolver operações decompondo os números em dezenas e unidades. Muitas dúvidas surgiram e as discussões geraram boas reflexões sobre como fazer as decomposições e as operações. Para resolver os cálculos, também utilizaram conhecimentos já estabelecidos como os pares que formam dez e a sobrecontagem (fazendo a soma a partir do maior número e adicionando a outra parcela).

Par ou ímpar?

As crianças pensaram a respeito dos números pares e ímpares. Fizeram muitas descobertas e perceberam que para descobrir se um número é par ou ímpar, basta olhar para o último algarismo. Ao final das discussões, uma grande brincadeira de par ou ímpar tomou conta da sala.

Socializando saberes de diferentes maneiras

As aulas de Matemática foram recheadas de conversas sobre os diferentes "jeitos" de pensar. Compartilhando com os amigos o seu raciocínio de cálculo, as crianças foram diversificando e aprendendo novas formas de se chegar a um mesmo resultado.
Muitas atividades foram realizadas com diferentes materiais. O percurso foi registrado no caderno. Além dos problemas do livro e da "Família Gorgonzola", as crianças mostraram jeitos de operar pensando em formar dez e fizeram várias decomposições para ajudá-las a compreender o funcionamento do nosso sistema de numeração. Também experimentaram alguns jogos que as desafiaram em relação aos conteúdos trabalhados e outros em que revisitaram assuntos.
Todos puderam pensar bastante acerca dos números e fazer conquistas neste campo, descobrindo diferentes estratégias e modos de representar o pensamento. No próximo semestre, muitas novidades estão por vir!

Dança

Mímica e Carnaval

Iniciamos o ano conversando sobre as regras de convivência, nos apresentando e reproduzindo corporalmente o momento mais significativo das nossas férias. Ouvimos e dançamos livremente o samba da escola nos preparando para o Bloco da Sá Pereira.

Dançando com Materiais

Em seguida, exploramos os diferentes materiais do Salão aperfeiçoando nossas habilidades motoras. Utilizamos as pranchas de equilibrio, bambolês, tecidos etc.

Yoga

Com o livro "Histórias para se contar com o corpo", de Maria Ferro e Fabrisia Freitas, conversamos sobre a Yoga, contextualizando essa técnica corporal . Aprendemos algumas posturas e lemos duas histórias do livro. Ao fim do exercício, cada turma criou uma história que foi contada com o corpo. O resultado deste trabalho pôde ser visto na Festa Pedagógica.

Dança com Balões

Ao nos aproximarmos do projeto da turma, experimentamos movimentos equilibrando balões em diferentes partes do corpo. Depois, conversamos sobre o movimento dos balões. É leve? Pesado? Rápido? Lento? A partir daí, nos movimentamos buscando a leveza dos balões em gestos lentos e delicados.

Aviões corporais

Dando continuidade, pesquisamos diferentes maneiras de representar o avião com o nosso corpo. Entre suportes, rolamentos e pequenos giros, criamos uma pequena célula coreográfica.

Cataventos

Inspirados no movimento da bailarina Diana Vishneva no vídeo "Beauty emotion-Flow", no qual a velocidade dos seus movimentos circulares fazem um adereço cênico, preso em seu corpo, se movimentar, desafiamos as crianças a experimentarem movimentos em diferentes velocidades que pusessem cataventos a girar.

Festa Pedagógica

Com a proximidade da Festa Pedagógica, organizamos nossas pesquisas e improvisações para apresentá-las. Cada criança escolheu em que grupo gostaria de trabalhar e relembramos os movimentos, assistindo a fotos e vídeos das aulas anteriores.

Festa Junina

Para encerrar o semestre, ouvimos e dançamos algumas canções típicas, explorando seus movimentos e conhecendo um pouco da cultura popular. Foi pura diversão: dançamos e cantamos "Cana Verde" e "Macaquinha", experimentando diferentes ritmos!

Teatro

História do Carnaval

Na semana anterior ao carnaval, estudamos a história dessa festa. O surgimento das primeiras escolas e a disputa das bandeiras motivou as crianças que criaram quadros vivos sobre o tema.

Lolo Barnabé

Lolo Barnabé, personagem do livro de Eva Furnari, e suas invenções divertiram as crianças. Lolo e sua mulher, Brisa, inventaram a casa, o guarda-roupa, a oficina, o telefone, o dinheiro, a televisão e mais um monte de coisas que deixaram nossa vida mais simples e prática. Tanta invenção virou cena nas aulas de Teatro. A família Barnabé é retratada pelas crianças, que perceberam como as invenções podem nos ajudar, mas também podem ser uma armadilha, deixando-nos aprisionados. Lolo, Brisa e Finfo, filho do casal, foram inventando, inventando e foram ficando felizes, mas nem tanto!

Leitura

Os alunos receberam a visita de Flávia Lins e Silva, escritora infanto-juvenil, autora da personagem "Pilar", e da futura série de TV "Os espiões do prédio azul", que deve ser exibida num novo canal infantil. A autora leu dois episódios da série e contou um pouco sobre o processo de criação, a invenção da história e dos personagens. As crianças ficaram curiosas para saber mais sobre os pequenos espiões e conhecer novos episódios.

O Sonho de Voar

Desde os primórdios o homem sonha com a possibilidade de voar. Na mitologia grega, Dédalos, o criador do labirinto de Minotauro, fez asas para que ele e seu filho Ícaro pudessem escapar da torre onde estavam aprisionados. Brincamos com o caminho de Dédalos dentro do labirinto de Minotauro. A criança que conseguisse percorrer o labirinto e chegar ao final, ganhava o poder de voar.
A turma também criou um personagem que voa. Um super herói que ajuda a todos com seu poder de voar!

Criador e Criatura

O artista também é um inventor. Do barro, molda uma forma, da pedra, esculpe uma imagem. As crianças tiveram essa experiência moldando no corpo dos colegas uma forma, uma imagem, uma cena. Depois de criada a imagem, a criação ganhava vida e desenvolvia a cena iniciada pelo artista.

Música

Carnaval

Nas semanas que antecederam o Carnaval, além de cantar o samba do bloco da escola, as crianças conheceram um pouco melhor os instrumentos que compõem uma bateria de Escola de Samba. Conversamos sobre suas características principais, como eles se organizam e quais são as suas funções a partir do vídeo “Imperatriz do Carnaval” (http://www.youtube.com/watch?v=V5nCOpd16AM ) e do conteúdo produzido pela IG http://carnaval.ig.com.br/rio/veja+como+funciona+a+bateria+da+grande+rio/n1238013007058.html .

"O Passo" e o "Pré-Passo"

O estudo do Método "O Passo" começou logo após o carnaval com o "Pré Passo": uma série de exercícios feitos em dupla que ajudam as crianças a se aproximarem de alguns conceitos centrais do trabalho como a importância do andar, a necessidade de se conectar com o outro durante as práticas musicais e a noção de regularidade rítmica. Esses exercícios foram realizados durante todo o semestre e dividiram o tempo das aulas com todas as outras atividades.

Objetos sonoros

Motivados pelo vídeo "Sinfonia do Alto da Ribeira", no qual Hermeto Pascoal e sua banda exploraram a sonoridade de formações rochosas como estalactites e estalagmites, dentro de uma caverna, as crianças começaram a buscar objetos do cotidiano que fizessem sons interessantes, embora não fossem instrumentos musicais tradicionais. Esses objetos foram trazidos para a escola para que todo o grupo pudesse experimentá-los.
Outras fontes como o Uakti e o Stomp foram apreciadas e discutidas o que enriqueceu ainda mais essa exploração.
Com o tema do Projeto da turma escolhido passamos então a exploração de objetos sonoros mais diretamente relacionados ao ar e ao sopro. As crianças experimentaram garrafas, apitos, flautas e conduítes.

Cantando

Buscando uma ponte lúdica com o tema trabalhado nas aulas de Projeto, as crianças começaram a cantar “O Ar”, de Vinícius de Moraes, e “Meu sonho é voar”, do Circo da Silva.

Festa Pedagógica

Os objetos sonoros “aéreos” foram somados às cantorias criando uma prática de conjunto. O resultado dessa mistura foi apresentado pelas crianças internamente e na Festa Pedagógica.

Festa Junina

Terminamos o semestre conversando sobre a música na Festa Junina. Vendo e ouvindo diversas gravações, as crianças conheceram melhor alguns ritmos nordestinos muito tocados nas festas de São João: o xote, o baião e a quadrilha, bem como seus instrumentos típicos. Aproveitamos esse momento também para cantar o repertório dançado pelas turmas na Festa Junina.

Artes Visuais

Voando com Ícaro

Após ouvir o mito de Ícaro e pensar em um novo desfecho para a história, o grupo apreciou uma obra de Matisse que retratou o lendário personagem através de recorte e colagem. Aproximando-se da mesma técnica do artista, cada criança fez seu próprio Ícaro.
Alguns comentários durante a apreciação de "Ícaro", de Matisse:

"Pra mim, o Ícaro está caindo e as penas da asa estão em volta."
"Eu acho que ele caiu no mar e em volta são águas-vivas."
"Pra mim, os amarelos são estrelas do céu."
"Eu acho que o vermelho é o coração dele."
"O vermelho pode ser uma gota de sangue."

Para terminar a semana, viram o efeito do giz de cera derretendo na vela e colorindo o papel.

Balões

Na exposição Pneumática conversamos com Paulo Paes, escultor de balões de papel, apreciamos seu trabalho, e depois cada criança escolheu o balão que gostaria de representar.

Palomas de Picasso

Após assisitir a vídeos e observar também imagens de voo de pássaros, as crianças apreciaram algumas obras do artista Picasso, que retratou com traços simples de diferentes formas o voo das pombas. O artista era fascinado pelo tema e inspirou as crianças a fazer suas próprias palomas.

O Voo das Aves

Assim como Leonardo da Vinci, as crianças apreciaram o voo dos pássaros. Retrataram de modo mais simples o voo das palomas e tiveram o desafio de copiar a imagem de um pássaro voando, preocupando-se agora com os detalhes: posição da ave, das asas, as cores e também o cenário.

Preparativos para a Festa Pedagógica

Durante algumas semanas, as aulas de artes foram ocupadas com preparativos para a Festa Pedagógica. Muitos desenhos, pinturas e colagens foram feitos para mostrar o resultado de nossas pesquisas.

Enfim a Mona Lisa

Ao estudar Leonardo da Vinci, as crianças tiveram oportunidade de ver não apenas suas invenções voadoras, mas também conheceram um pouco de sua história e de seu percurso criador em diferentes áreas. As obras artísticas não podiam ficar de fora e uma delas nos acompanhou durante todo semestre: a "Mona Lisa". A turma revelou especial apreço pela obra e sempre havia alguém trazendo imagens ou informações sobre a mesma. Com tanto interesse, ficou combinada uma aula dedicada ao assunto. Apreciamos cuidadosamente a "Mona Lisa" de Da Vinci, mas também conhecemos o trabalho de outros artistas: Vik Muniz, que utilizou materiais inusitados para representá-la, e Andy Warhol, que experimentou diferentes cores e fez intervenções particulares para imprimir sua marca à obra. Era hora de por a mão na massa: cada um recebeu três imagens para completar como quisesse, variando cores e criando diferentes fundos para a misteriosa imagem.

Inglês

Summer Vacation

A grande novidade desta etapa é a mudança do caderno de Inglês e a escrita das palavras. As crianças chegaram curiosas e cheias de expectativas com relação a estes novos desafios. Pensando nisso, inauguramos o caderno logo na primeira aula com um jogo de forca no qual surgiu a expressão “Summer Vacation”! Para que a brincadeira fosse mais desafiadora, os participantes tinham que dizer as letras do alfabeto em Inglês. Relembramos a música do “ABC” para facilitar o processo. E assim inauguramos o “English notebook”. It was fun!

How is the weather today?

A leitura do Livro “Whatever the weather", de Karen Wallace, despertou uma curiosidade com relação às condições climáticas e às estações do ano. “Sunny day or rainy day?” Qual é a estação do ano em que estamos? Todas estas perguntas, que fazem parte de uma rotina das aulas, foram respondidas com a ajuda do livro, do caderno e fichas. A dobradinha palavras e desenhos funcionou bem nestes primeiros encontros e os resultados revelaram capricho e dedicação.

First Words: Colors and numbers

Ainda pensando em valorizar o caderno e incentivar a escrita, recorremos a um grupo de palavras muito trabalhado na F1: as cores e os números de 1 a 10. Descobrir como as letras soam, seus posicionamentos e levantar hipóteses sobre a grafia deste vocabulário já tão familiar a todos, é sempre divertido! Algumas falas demonstraram como eles já estão percebendo as diferenças entre as duas línguas: "Rô, como pode as palavras terminarem em N...no português tem palavras que terminam com N?” O pouco uso de algumas letras na língua materna, também chamou a atenção dos pequenos: “ Tem muitas palavras com a letra K, né?” e assim estamos construindo o nosso banco de palavras.

From F3 to F2

Que surpresa bacana as turmas de F3 prepararam para os mais novos! Percebendo que não mais precisavam das letras móveis que foram usadas no ano passado, os alunos decidiram fazer uma “cerimônia” e entregá-las para as F2 em envelopes cuidadosamente enfeitados. Foi muito bonitinho observar o cuidado e carinho com que essa entrega foi feita!

Letters

O presente da F3 fez muito sucesso durante as aulas! As possibilidades de brincadeiras são inúmeras e serviram de estímulo para novas descobertas com relação a escrita das palavras. Brincamos de forca, fizemos um ditado com o apoio do caderno e sem o apoio do caderno.

"What a wonderful world!"

Durante a apreciação desta música, as crianças reconheceram algumas palavras já conhecidas. Depois, com a letra da música colada no caderno, ficou mais fácil reconhecê-las na forma escrita. Foi interessante observar como eles se sentem satisfeitos ao perceber suas conquistas.

The great invention of all times

Uma conversa sobre brinquedos e brincadeiras deu ínicio aos projeto "GAMES AND TOYS". De qual invenção vocês mais gostam? "Festa de aniversário, videogame, brigadeiro, brincadeira, brinquedo!" Essas foram as respostas das crianças. Empolgadas com o tema, a conversa entrou no túnel do tempo e foi parar nas cavernas. "Como as crianças se divertiam quando não havia brinquedo? Elas usavam pedras, cipó...". Esse papo foi só o começo e exploraramos esse assunto, percebendo que algumas brincadeiras eram possíveis mesmo quando não havia nenhum apetrecho eletrônico, reflexão que causou espanto em alguns.

Is it a game or a toy?

O resultado dessa conversa sobre a invenção do brincar trouxe também um questionamento: isso é brinquedo ou brincadeira? E, partindo desta indagação, começamos a listar algumas brincadeiras que já eram possíveis mesmo antes da humanidade inventar tantas máquinas e geringonças. Brincar de pique esconde, de pique pega, de pique alto, entre outras, com as letrinhas soltas fomos nomeando as em Inglês e registrando no caderno.

Flying toys

Existem inventos voadores, isso a turma sabe muito bem. Mas...brinquedos voadores existem também? Mais uma conversa, mais uma lista de brinquedo. Pensando em ilustrar melhor a ideia e o caderno, fizemos duas dobraduras bacanas: um catavento e um bumerang! A dobradura deste último invento não foi lá muito fácil, mas ninguém desistiu e por fim vimos nossas "máquinas" de papel indo e voltando pela sala.

Tribo

Para que serve a Tribo?

Convidamos cinco crianças do Quinto Ano para explicar “Para que serve a Tribo?” O Segundo Ano descobriu que se faz muitas coisas nestes trinta minutos semanais. Mas entenderam que nesse espaço a gente conversa, ou melhor, aprende a conversar coletivamente. Como estão chegando, é uma aprendizagem que se dá com o tempo, com as vivências, a prática das conversas, das polêmicas, dos debates, das discussões sobre o porquê das regras de convivência, sobre as diferentes formas de ser, de aprender e de ver uma mesma situação. Com nossa mediação, muitas vezes podemos ver ideias e posturas mais rígidas se tornarem mais flexíveis, não por imposição, mas por compreensão e bom senso. É um processo que certamente dura uma vida, mas seus alicerces estão sendo pouco a pouco plantados e vão moldando a forma de estar no mundo e de ser de cada um, nessa convivência intensa que nos demanda atenção, cuidado e muitas aprendizagens.

Relaxamento: Momento de cuidar de si Mesmo

O relaxamento não pode faltar em nossas Tribos. Começamos sempre com ele. Uma música tranquila, uma história que acalma e nos traz para dentro da nossa imaginação e uma pequena massagem para deixar os músculos bem soltinhos. Um breve, porém intenso momento para estar consigo mesmo e perceber a grandeza que existe em cada um: corpo, mente, sentimentos, afetos, sentidos, desejos. Aos poucos, sem pressa, é possível se perceber diferente e, se percebendo, perceber o outro e o contexto – seja ele qual for – com mais equilíbrio e mais possibilidade de agir e de cuidar.

O Que Eu Desejo Para Este Ano?

Já é tradição. Registrar seu desejo para esse ano nessa turma: aprendizagens, amizades, descobertas, amadurecimento, passeios, campeonatos... Esse desejo fica bem guardado até a última Tribo do ano. Nesse dia, numa roda, cada um relê seu desejo, acha graça, não entende a letra, descobre que já aconteceu, ou que não é mais seu desejo. Não importa. A ideia é sempre querer algo a mais. Mesmo que os desejos não sejam alcançados, o importante é manter a motivação para viver por inteiro cada momento, porque sabemos que no percurso os desejos se transformam, tomam novos rumos.

Regras de Convivência

São muito importantes nossas conversas sobre essa convivência diária na turma, dentro do espaço escolar. É um assunto que perpassa todas as Tribos, ao longo do ano. As regras estão escritas, mas acreditamos que elas só são efetivamente assimiladas quando vividas, e então discutidas. Trata-se de uma conquista gradativa, que acontece com as situações reais do nosso dia a dia, de conflito ou de cuidado com o outro, que aproveitamos para conversar, analisar, discutir, buscar soluções.
Além da leitura das regras e de muitas conversas, assistimos a um vídeo realizado por crianças que já saíram da escola, exemplificando com breves esquetes as regras de convivência. São crianças falando para crianças, por isso, o sucesso é garantido.
Aos poucos, a turma vai percebendo que as regras são dinâmicas, mudam com as mudanças da escola, mudam com o amadurecimento de cada um, mudam com a troca, as avaliações, as novidades do mundo moderno que invadem a escola. Mas a sua essência - o cuidado consigo e com o outro - é universal e atemporal.

RIO+20 nas Tribos

Não podia passar em branco. Nossa cidade estava fervilhando com esse importante evento, precisávamos conversar, saber o que as crianças estavam pensando, entendendo. Numa apresentação no computador, as crianças conheceram uma reportagem da Revista Ciência Hoje das Crianças que explica de uma forma simples e séria conceitos como “Desenvolvimento Sustentável” e “Economia Verde”. No final, a matéria sugere 21 dicas para nós também sermos “Guardiões do Planeta”. Não faltaram comentários e histórias sobre o que cada um já faz no seu cotidiano.

Ed. Fisica

Olha, Olha a Bola!

Aproveitamos o projeto do ano para pensar sobre um dos materiais mais usados pelas crianças no Pereirão, a famosa "redonda", nossa velha conhecida, a bola. Mas quem será que a inventou? Que tipos de bolas as crianças conhecem? As perguntas foram lançadas e as pesquisas começaram a surgir.

Depois de pesquisar sobre esta invenção e os diferentes tipos de bolas, as crianças realizaram, no Pereirão, estafetas com bolas diferentes como a de ping poing, de tenis etc. Observaram seus tamanhos, pesos, dificuldades e facilidades de manuseio.

"Comigo não tá!"

Durante o semestre as crianças exploraram o espaço e exercitaram o cuidado e a atenção ao se deslocarem nos diferentes piques no Pereirão. Uma brincadeira que estará sempre presente em nossos encontros durante o recreio.