F9 - 2019

Livros Abertos

Pordosol
Não somos livros abertos. Ouvimos diversas vezes a frase ''sou um livro aberto'', que as pessoas traduzem para ''não tenho segredos, todas as minhas histórias já foram contadas''. Comparando-nos com aqueles livros que já passaram por tantas mãos, que estão prestes a se despedaçar. ''Todas as minhas histórias já foram lidas e, assim, não tenho segredos, você me conhece por completo.'' Essa frase diz muito da importância das histórias, porque antes de qualquer coisa nós mesmos somos histórias, somos livros incompletos, sendo constantemente escritos. Somos coleções de palavras, que se juntam em frases e parágrafos e capítulos, somos o livro todo que só terá ponto final no nosso leito de morte (se é que nosso livro não continua, né?).
Acredito que todo o nosso ser se baseia no que passamos pela vida, todos os momentos vividos são parte do que nos faz nós, todas as minhas histórias se unem para formar a grande história que sou eu. Se não fosse por elas, não haveria ninguém, nós somos nossas memórias, nossas bagagens, são elas que nos fazem seres únicos e diferentes entre si.
Contamos milhares de histórias durante a vida, porque assim estamos falando do que nos compõe, mostrando como pensamos, nosso jeito único, estamos nos conhecendo e conhecendo os outros. Quando contamos histórias que aconteceram conosco, estamos dividindo o que nos fez quem somos hoje em dia. Nós dividimos conhecimentos adquiridos diariamente por meio de nossas vivências. É um pouco diferente quando contamos histórias inventadas, o famoso “era uma vez’’. Estas são caminhos, raízes, que vêm das histórias já vividas, memórias armazenadas no cérebro. Inventadas e muitas vezes sem nenhum nexo com a realidade, essas histórias mesmo assim dizem sobre nós, vêm de nossa imaginação, que é única e se aprimora a cada história que vivemos.
Somos todos histórias, que inventam e contam histórias. Fazemos isso diariamente porque é tudo que conhecemos, e tudo que existe. Conhecendo as histórias de alguém e seus pontos de vista estamos verdadeiramente conhecendo esse alguém da forma mais crua. Porém ninguém é livro aberto, pois é impossível conhecer inteira e absolutamente todas as histórias de alguém.
(Pordosol)

Necessito Saber

Lindsay Diman
Histórias. Podem ser inventadas, reais, de todos os tipos e gêneros. Porém sempre contam uma vivência. Já reparei que quando há um diálogo, alguém começa a falar "nossa, teve um dia..." contando um acontecimento de sua vida. E nós precisamos disso. Nossa vida é uma história que a cada dia vai sendo escrita no "livro da vida".
Sonhos nos contam algo, livros nos lembram lições da vida, jornais nos informam dos acontecimentos do mundo. São diversos os meios de compartilhar e ouvir histórias. Alguns gostam das engraçadas, para descontrair. Outros preferem inventá-las, para depois compartilhá-las. Cada um é um, formando sua própria história e se descobrindo através de cada momento da vida. Nossas histórias têm a ver com o que nós somos, e perceber isso faz parte do autoconhecimento.
Às vezes penso naquelas imagens tradicionais, como a de uma família em volta da lareira que, de geração em geração, passa uma história de anos antes para as crianças e jovens. Penso também que cada pessoa pode interpretar o que ouviu de forma diferente de outra que obteve a mesma informação. Ou seja, uma mesma história pode ser modificada e tomar diferentes rumos ao longo do tempo.
Resumindo, precisamos sempre ouvir histórias. Cada um é um “livro” em desenvolvimento. A cada aprendizado, erro, vivência, ess
(Lindsay Diman)

A Realidade

Paulucha
Tudo que a gente conta na vida são histórias que a gente viveu e que ficaram guardadas na nossa memória. Geralmente, quando é algo muito interessante, como fofocas, piadas, coisas que aconteceram durante o dia e tudo mais, a gente sente um prazer enorme de compartilhar com alguém. Músicas e histórias que os pais contavam... Eu sempre lembro das histórias do passado e conto para as pessoas, porque eu acho interessante revelar a minha infância.
Os sonhos também são uma forma de contar as histórias para as pessoas. Tem vezes que eu acordo e lembro na hora o que eu sonhei. Na maioria das vezes eu conto para os amigos e família, porque acho interessante o tipo de sonho que eu sonho, ou para não esquecer. Quando tenho um pesadelo, às vezes eu fico muito assustada e acabo acordando no meio da noite. Fico desconfiada, na dúvida se aconteceu ou não, porém eu lembro que foi só um pesadelo e vou dormir. Tem dois tipos de sonho, o de ficção e o real. Os de ficção não têm nenhuma chance de ser realistas, uma coisa inventada pela sua cabeça. O real é algo mais verdadeiro, mais realista.
Uma coisa que eu odeio é quando uma pessoa me acorda no meio de um sonho maravilhoso; na noite seguinte eu tento sonhar o sonho da noite passada. Sonhar para mim dá um prazer enorme; o pesadelo a minha mãe sempre fala que são coisas que nunca vão acontecer. Dá vontade de ficar dormindo o tempo todo e sonhar do início ao fim.
Muitas vezes, antes de dormir, o meu pai contava histórias que ele inventava e às vezes era a que eu tinha vivido naquele dia. Já a minha mãe contava as histórias que já existiam e eu sabia de cor essas histórias. Aí não tinha graça! E eu sempre pedia para o meu pai e para a minha mãe contarem histórias longas para eu conseguir dormir. Eu lembro da cena disto acontecendo e sinto vontade de voltar ao passado.
Bom, eu acho que todo tipo de história que a gente conta faz parte da vida, porque se você pensar, a nossa vida é uma longa história.
Ai ai, velhos tempos....
(Paulucha)

Sem Título

Diogo Dias
Todos os dias contamos histórias para nos sentirmos melhor. Tiramos um peso do coração ao compartilhar esses sentimentos com alguém. A partir dessas histórias contamos quem somos e, às vezes, até quem queremos ser.
Contamos e ouvimos histórias sem nem percebemos, como um instinto primitivo, assim como respirar. Para mim, contar histórias é tão importante que provavelmente ficaríamos insanos se não as contássemos.
Há diferentes formas de contar histórias, como o livro e o jornal. No mundo, a imaginação toma conta e, muitas vezes, nem imagens tem. Nele há histórias alucinantes, reais ou não. No entanto, o jornal conta histórias reais, com imagens muitas vezes catastróficas, para chamar a atenção do leitor. No jornal tem comerciais, cruzadas, catástrofes, feriados, histórias de vida...
Quando criança, eu não queira aprender a ler, para minha mãe poder toda noite me contar uma história de um livro diferente, até eu dormir. Também adorava os filmes. Ação, aventura, fantasia. Olhava para a classificação indicativa e, quanto maior que a minha idade, mais me dava a sensação de eu ser um menino mais velho. Diferente de qualquer escrita, os filmes contam histórias com imagens, com pouco lugar para a imaginação.
Até este texto, por exemplo, é uma história a ser contada, e a partir de histórias contamos para o mundo quem realmente somos.
(Diogo Dias)

Histórias Sobre Contar Histórias

Chapeuzinho Preto
Ao longo da nossa vida contamos muitas histórias e nunca paramos realmente para pensar por que temos essa necessidade de contar, ouvir e recontar histórias.
Existem muitos tipos de histórias: aquelas que são inventadas, as antigas que sua avó te contou, as fofocas, as que aconteceram conosco e muitas outras... Acho que cada uma dá uma sensação diferente ao ser contada.
Gostamos e precisamos contar histórias, pois acho que dá um alívio, principalmente aquelas que estão dentro da gente há muito tempo. A nossa cabeça se organiza quando desabafamos para alguém. Às vezes você está confusa com tantas informações e, ao falar, tudo se esclarece.
Outro exemplo é quando recontamos histórias vividas por nós. Temos essa necessidade, pois nos sentimos revivendo esses momentos e essas sensações que marcaram nossas vidas, tanto para o bem quanto para o mal.
É muito comum que os pais contem histórias para seus filhos antes de dormir. Muitos dizem que é para relaxar e ter bons sonhos, pois acho que nós sonhamos com aquilo que dormimos pensando... Acho que essa rotina entre pais e filhos serve para construir uma relação de amor e carinho entre eles.
Contar histórias acabou virando uma rotina para o ser humano; por nos fazer bem de diversas maneiras, ficamos dependentes disso. Estamos sempre contando histórias de diferentes jeitos, então de alguma forma somos todos escritores e contadores!
(Chapeuzinho Preto)

HIS.TÓ.RI.A

Calíope
"his.tó.ri.a [Lat. historia] sf. (...) 4. Narração de acontecimentos, ações, fatos ou particularidades relativos a um determinado assunto. 5. V. Narrativas." - Aurélio, o dicionário da língua portuguesa.
Contar histórias é uma das principais ferramentas para nos relacionarmos. Ao narrar um acontecimento para alguém, estamos falando muito sobre nós mesmos. Não só porque contamos um pouco sobre o nosso percurso como indivíduos, o jeito como você se expressa oralmente e corporalmente, mas também dizem muito sobre você.
Construir narrativas é uma maneira de esclarecer os acontecimentos, ações, fatos e particularidades que constituem a nossa vida.
Nós nos reorganizamos e damos sentido à vida quando contamos histórias para os outros. Somos uma espécie que necessita de um objetivo, um sentido para o qual vivermos. O diálogo é uma fonte de respostas para questões afogadas no nosso subconsciente, que nos ajudarão a entender quem somos, quem fomos e quem queremos ser nessa imensidão de possibilidades.
Muitas vezes, quando escutamos um conto ou história, entramos profundamente na realidade criada e até chegamos a sentir as emoções citadas. Desse jeito começamos a sentir empatia. Entramos em realidades intensamente diferentes da nossa sem sair do lugar e aprendemos com as experiências dos outros para não cometermos os mesmos erros. Escutar pode ser tão intenso quanto vivenciar.
Ao longo dos anos, nós vivemos inúmeras pequenas histórias, que somadas resultam em uma enorme: nossa vida.
(Calíope)

Para Nós, O Que São Histórias?

Pocaba
As histórias são acontecimentos do passado, assim são algo já vivenciado por alguém. Dessa forma, podemos aprender com as experiências dos outros. Por isso que os livros nos ensinam.
Desse jeito pensamos que todos os segundos das nossas vidas são uma história a ser contada, e é aí que nós aprendemos com as histórias. Porém nem toda história é verdade, já que praticamente todos os filmes são histórias inventadas. Mas, mesmo assim, nós choramos, aprendemos, nos divertimos e nos irritamos com essas história inventadas.
Como as pessoas gostam de conhecer mais e mais as coisas, as histórias são perfeitas para nós, já que são praticamente infinitas. E ouvindo as histórias que os outros nos contam é que sabemos como é a vida deles.
No meu entender, as histórias dão conhecimento para nós. Elas mostram o mundo que não vivemos. São essas histórias que nos ajudam a formar as nossas opiniões.
(Pocaba)

A História das Histórias

Do Liebë
Histórias: jeito como o ser humano descreve acontecimentos reais ou ficcionais. Podem ser sobre qualquer assunto, e ter formas diferentes, através da fala, da escrita, da arte e mais.
Histórias fazem parte do nosso dia a dia, estamos sempre ouvindo ou contando elas, desde que nascemos. Elas estão infiltradas no nosso cotidiano, e carimbadas na nossa fala. Mas por quê? Por que será que que vivemos constantemente contando coisas que imaginamos? Por que dependemos tanto das histórias, até quando dormindo nosso inconsciente as inventa? Por que será que a maioria dos filmes, livros, e músicas conta histórias?Talvez seja porque quando contamos histórias nós mesmo percebemos melhor o que aconteceu. Ou por causa de alguma coisa absurda que passamos, ou algo que você simplesmente pensou no meio do transporte, ou algo que você sonhou.
Eu não sei. Só sei que as pessoas adoram fugir da realidade (talvez seja por isso que existem tantos filmes de apocalipse de zumbis e coisas do tipo), adoram exagerar fatos normais, ou fingir que sua vida é diferente do que realmente é.
Existem três tipos de pessoas: as que contam, as que ouvem e as que fazem os dois. Eu ainda não descobri qual eu sou, gosto de ouvir histórias (principalmente através de filmes e séries). Mas também gosto muito de inventar loucuras. O único problema é ter que contá-las; pela razão de falar muito rápido (estão tentando melhorar), eu preciso ficar repetindo as coisas várias vezes (e mesmo assim às vezes ainda não entendem) e eu acabo perdendo minha paciência.
Enfim, histórias são muito importantes, são um jeito de se comunicar e se expressar, elas estão em todo lugar, mesmo sem a gente perceber. Esse texto mesmo pode até ser considerado uma história. A história das histórias. Porque nem todas começam com "era uma vez" e terminam com "e viveram felizes para sempre".
(Do Liebë)

Sem Título

Annie
Basicamente tudo tem uma história por trás. Da mais fácil até a mais difícil de se ler. Se alguém conta alguma coisa, tem um motivo. Se alguém sonhou alguma coisa, tem outro motivo. Se alguém foi em algum lugar, tem mais um motivo.
E todos esses motivos têm histórias por trás, que são diferentes, mas no final, têm a mesma função: explicar o acontecimento e ajudar nas lembranças.
Nós contamos histórias para podermos nos livrar de um grande incômodo dentro de nós. Para sentir a sensação de liberdade. De saber que mais alguém sabe do seu segredo que ninguém podia saber. Contamos para compartilhar bons ou maus momentos com alguém. Contamos histórias para pedir conselhos, quando nossa cabeça não sabe mais para onde ir. Sempre contamos histórias.
Durante o contar de uma história, normalmente tem uma pessoa que gosta de falar/contar e outra que gosta mais de ouvir. Na maioria das vezes, a pessoa que fala é alguém mais velho, ou que já teve várias experiências. E a que escuta é alguém mais novo, que ainda tem muitas histórias para ouvir e contar.
A importância das histórias? Ouvir e contar histórias é muito importante para saber como alguém está, para sentir, para se expressar, para se comunicar, para conversar .... É importe para tudo! Enquanto vamos crescendo, vamos ouvindo e contando cada vez mais histórias. E essas histórias, que ouvimos de pessoas que já passaram pela mesma situação, nos ajudam a tomar decisões, que não tomaríamos sem elas.
Quando contamos histórias, nós guardamos na cabeça as mais engraçadas, as mais tristes, e as mais marcantes, para sempre. Quando estamos indo dormir, ou simplesmente sonhamos acordados, nós nos lembramos desses dias, e pensamos nas palavras perfeitas para se dizer nesses momentos, mas que não dissemos. Rimos de muitos momentos felizes com pessoas boas, e às vezes até choramos lembrando de momentos tristes. E isso tem nome: lembrança.
Lembrança é aquilo que por mais que a gente se esforce, não sai da cabeça. Normalmente um momento especial que merece ser lembrado
Sempre contamos histórias, dormindo ou acordados. Rindo ou chorando. Nós sempre nos relacionamos com alguém através das lembranças.
As coisas têm uma história por trás, pois se não tivessem, não teria a mínima graça rir e chorar dela. Eu tenho certeza. Absoluta.
(Annie)

Ser História

Annalise Keatin
A todo momento e a cada instante, somos história. Desde o dia que nascemos até agora, milhares e milhares de histórias vivemos, escutamos ou contamos. A necessidade de contar histórias é tão grande que, até na hora de dormir, a hora para termos paz e descansarmos um pouco a mente, passa uma história em nossa cabeça (desde a mais normal, até a mais maluca que seja).
Pelas histórias do outro, podemos identificar bastante de sua personalidade. Se é um jeito muito afoito, rápido (uma Cacau da vida), contando a história com muito entusiasmo, percebemos que a pessoa é ansiosa e/ou está animada com a história que contará.
As histórias, além de tudo, deixam marcas em nós. Seja aquela cicatriz por ter caído de bicicleta, ou uma dor insana que você sente no peito devido à saudade que você tem daquele dia, com aquela pessoa.
Algo curioso sobre as histórias são aquelas que você viveu, mas por algum motivo você não lembra. Eu tenho um exemplo perfeito para isso: o álcool. Quando ele já tomou conta de você. Coisas absurdas que fez antes mas, por um motivo, não lembra. Desesperado, bota a mão na cabeça a questionar: “Como assim? Eu fiz isso mesmo ?´´ Histórias que você levará pelo resto da vida se perguntando como aquilo foi acontecer.
Ser humano é ser história. Todos nós temos um começo, meio e fim. A necessidade de contar histórias é tão extrema, que fazemos isso a todo momento, às vezes sem perceber. Todos nós temos histórias para contar. Todo país, bairro, rua, tem histórias a contar.
E aí, já parou para pensar qual é a sua ?
(Annalise Keatin)