Relatório de Grupo do Segundo Semestre de 2010

O que Anda Escondido nesta Cidade...

Retomando o Fio da Meada

Iniciamos o semestre com muitas atividades em processo. A hora para todos é de retomada do que foi interrompido. Nos ocupamos com os desdobramentos da aula no Pavilhão de São Cristóvão. As crianças levaram um livreto com os textos produzidos a partir das anotações da ocasião com fotos, ilustrações e cordel. A novidade foi conhecer, de João Cabral de Melo Neto, um fragmento de Morte e Vida Severina, que nos rendeu uma leitura em jogral. O contexto da feira, a conversa com Marabá e Chiquita, o filme Tapete Vermelho, nos levaram a uma conversa sobre emigração, inchaço das cidades e reforma agrária. Sobre este último assunto, muito nos ajudou a leitura de "Pascoalzinho Pé-no-chão", fábula da Reforma Agrária de Chico Alencar.

João Cabral de Melo Neto

“O que será uma vida Severina?” Lendo os jornais e refletindo sobre os direitos básicos, vamos dando contorno à indagação que surgiu a partir da leitura de “Morte e Vida Severina”, de João Cabral de Melo Neto. Contamos com a ajuda de dois documentários sobre o autor para conhecê-lo um pouco mais, assim como o contexto e o ambiente sugerido pelo poema. Pensamos que a ideia de Vida Severina representa uma síntese importante do que temos tratado com o projeto da turma. Em pequenos grupos, as crianças estão produzindo um texto para responder à questão.

O que é uma vida Severina?


"A vida Severina
é uma vida complicada,
pois a maioria dos nordestinos
tem com esse nome
a vida marcada.

A morte chega logo,
muito cedo talvez,
mas nem todos
nessa vida
terão a sua vez.

Esperança todos têm
mas nem todos vão viver
pois esperança não é poder. "


João, Julia Matta, Luiza e Rafael, inspirados em João Cabral de Melo Neto

A História do Rio

Recebemos a visita da Joana, professora de história do sexto ano, que deu uma aula sobre o Rio de Janeiro. Todos aproveitaram para tirar algumas dúvidas sobre a derrubada do Morro do Castelo, os movimentos migratórios, e as contradições entre a ideia de modernização de Pereira Passos e a consequente favelização produzida no espaço urbano. Perceberam algumas permanências e rupturas históricas e ampliaram seus conhecimentos sobre as transformações da cidade. A partir de algumas charges, puderam exercitar a interpretação da realidade de um tempo diferente.
Conseguimos, com a contribuição da Joana, enriquecer nosso projeto e desvendar mais mistérios dessa cidade.

Quanta História para desvendar o atual!

O desafio foi relacionar o Rio atual, da "Cidade às Escondidas", à sua história. O inchaço das cidades somado à não garantia dos direitos básicos tem um processo, uma história, assuntos de nossas conversas. Na visita ao Santa Marta, o saneamento básico, os serviços públicos, ficaram em destaque. Lançamos mão de um livro já conhecido pela maioria, adotado quando estavam na F3, "Ludi na Revolta da Vacina", de Luciana Sandroni. Iniciamos o trabalho com uma apostila sobre o assunto, em que tentamos entrelaçar texto literário, textos jornalísticos da época e textos de divulgação científica para crianças.

Você sabe o que é serviço público?

Nossos estudos ganharam um conteúdo especial com a apostila sobre os Serviços Públicos. Destacamos a questão do saneamento básico somado ao filme “Saneamento Básico”, de Jorge Furtado.

Sobre E.T.E. Alegria

"Você não sabe o que significa esse nome? Significa Estação de Tratamento de Esgoto. Ah, você não sabia que o esgoto pode ser tratado? Pois bem, dizemos que ele pode e deve ser tratado. E, para isso, passa por um longo processo! Num laboratório da ETE, vimos uma mostra de água suja, média e limpa. Soubemos, também, do trabalho da CEDAE para controlar as águas da Lagoa Rodrigo de Freitas. Andando por lá, vimos o passo a passo, o esgoto chegando, até se transformar em água limpa e retornar para a Natureza; a elevação para que ele possa ser cuidado, porque fica a 17 metros abaixo do chão; o gradeamento grosso, por onde passa o esgoto e vai deixando nas “grades” sujeiras como papéis, garrafas, objetos; o lixo que consegue passar pelo gradeamento grosso, pode ficar retido no gradeamento fino, depois. Já mais limpinho, o esgoto passa por um lugar onde recebe muito oxigênio, com sopradores de oitocentos cavalos. Isso para facilitar o trabalho das bactérias que estão no esgoto, se alimentando dele, fazendo assim, o trabalho de deixá-lo mais limpo; só que para realizar todo esse trabalhão elas precisam de oxigênio! Parece um mar de chocolate! O esgoto sai desse banho de oxigênio e passa por um decantador, onde a parte mais pesada, meio lodo, fica embaixo, e a água, bem limpinha, vai saindo pelas bordas, e por um caminho vai sendo lançada na Baía de Guanabara. Vimos uma prova dessa água limpinha num grande aquário, cheio de peixes, bem na entrada da ETE. É a água para reuso, como chamam. Muitas coisas podem se fazer com o lodo que sobra, como adubo para as plantas. A última coisa que vimos por lá, foi uma plantação de mudas típicas da Mata Atlântica que são replantadas nas margens dos rios, protegendo-os. Parte desse trabalho é feito por presidiários. Para cada três dias de trabalho eles diminuem um dia de sua pena.”
Texto coletivo

A Quem Pertence a Cidade?

Esta indagação tem mobilizado as crianças e na Feira Moderna, com a ajuda dos visitantes, pretendemos tentar respondê-la. Por enquanto, vamos dividindo o que já pensamos. A quem pertence, você adivinha?

"Eu me chamo Wallace
E adoro cantar
Estou fazendo este texto
Pra você adivinhar
Tenho uma vida difícil
Já pensei até
em pular de um precipício.
O morro onde moro
Virou palco de cinema
Quem me dera algum dia
Ir morar em Ipanema."
José

"À escola não vou mais. Um desejo de alguém por um fio negado. Meu trabalho, que não é dos mais seguros, é cansativo, porém doce. Poucos lucros, vidros dos carros fechados pra mim. Espero que esperem para encontrar uma janela aberta. Uma causa sempre tem, mas nem todos querem ouvi-la."
Luiza

O que é a Feira Moderna?

Realizada há vários anos, a Feira tem como proposta dar visibilidade aos estudos, pesquisas e experiências em diferentes areas do conhecimento como Ciências, História, Geografia, Matemática, Línguas e Literatura.
Além de desenvolver habilidades como produzir cartazes, resumos e maquetes, os alunos exercitam a organização e a divisão das tarefas em pequenos grupos. Em nome do compromisso coletivo, expectativas, frustrações e muita discussão estão nos bastidores dessa atividade escolar planejada e esperada cuidadosamente por professores e alunos.

Ainda sobre a feira...

Foi muita a dedicação à Feira. Fizemos uma apresentação entre as turmas para dividir o que foi mostrado às famílias e, depois, avaliamos todo o processo de preparo e realização.

De Volta ao Começo

Revisitamos o início do nosso projeto sobre o Rio. No aniversário da cidade, pensávamos bastante sobre a ideia de que vivemos em uma cidade maravilhosa. Será? O que faz do Rio uma cidade maravilhosa? Estas foram perguntas que fizemos aos transeuntes em plena Praça XV. Fizemos um passeio pelo Centro tentando garantir um percurso que nos levasse ao encontro dos nossos estudos. Dentre muitas coisas, queríamos saber o que temos, hoje no lugar do Morro do Castelo, o que foi construído lá? Afinal, qual o cenário de Ludi na Revolta da Vacina? Mas não ficamos apenas nisso. Ficamos encantados com o Real Gabinete Português de Leitura; passamos pelos Arcos da Lapa; paramos na Praça XV, fomos do Paço Imperial ao Chafariz do Mestre Valentim; entramos pelo Arco do Telles, nos aventuramos pela estreita Rua do Ouvidor, atravessamos a Av Rio Branco, a tão sonhada Avenida Central do prefeito Pereira Passos e finalizamos com as delícias para os olhos e para o paladar na Confeitaria Colombo.

Santa Marta e Vale Encantado

Os registros dos passeios feitos no caderninho de campo proporcionaram o exercício de reelaboração do que conhecemos com as experiências. Nesse clima de resgatar um pouco do que vivemos, tentamos buscar semelhanças, diferenças e relações entre as duas comunidades: o Santa Marta e o Vale Encantado, com um olhar mais distanciado e um pouco mais de leitura e informação. A proposta rendeu muita conversa. Para o Vale Encantado, a meninada ainda criou algumas apresentações:

RAP Encantado
No Vale Encantado,
apesar do nome,
nem tudo é encanado.
O esgoto é maltratado
Saneamento Básico péssimo.
'Ih, tamo ferrado'
porque o nosso povo
está é enganado
Lá no Alto é maravilhoso!
Diz o homem todo orgulhoso.
Na verdade, lá é um lugar isolado,
com uma pitada de encantado,
só existem pessoas humildes
lá no alto do Alto.

João, Rafael, Eduarda e Antonia

Direitos Humanos

Estudamos o que anda meio escondido nesta cidade, ou ainda o que não queremos enxergar, mas sem perder de vista as relações desse cotidiano com questões maiores, mais universais. É com essa intenção que conversamos sobre a nossa condição humana e inevitável foi trazer a Declaração Universal dos Direitos Humanos. Depois de uma leitura compartilhada e boas conversas, a turma se dedicou a preparar cartazes comunicando parte da reflexão. Escolheram temas que se relacionavam com os artigos destacados e desenvolveram as suas ideias a partir das vivências, leituras, filmes que já experimentaram. Foi um ótimo exercício, também, para a familiarização com esse tipo de texto, ainda pouco explorado pelas crianças.

SOS Rio Carioca

O Rio Carioca, com importância histórica para o abastecimento de água na cidade, está muitíssimo poluído como, aliás, estão a maioria dos rios da cidade, que viraram esgoto a céu aberto. Fomos ver o que a Estação Rio Águas tem feito para minimizar esse problema.

Sobre o nosso jeito de cuidar da Língua...

Sugestões para Leitura

Para enriquecer a prática de empréstimos de livros, e atender aos pedidos das crianças para ampliarmos a variedade de títulos, fizemos o seguinte acordo: cada criança trouxe dois livros seus, dos quais tenha gostado muito, para organizarmos uma ciranda. Os livros circularam bastante entre os amigos.
A seguir, um convite à leitura de "Os doze trabalhos de Hércules", de Monteiro Lobato, nosso homenageado com o nome da biblioteca. Os demais convites à leitura de Lobato foram disponibilizados na biblioteca.

"Não pense, leitor, que isso é exagero meu, eu acho que não vai ter uma pessoa no Universo que não goste deste livro. E comigo não foi diferente. As pessoas que têm estilo de leitura parecido com o meu vão gostar mais ainda deste livro, que é composto por aventuras, brigas e muitas adivinhas da "dadeira de ideias": a Emília. Como o título já fala, a história conta sobre Hércules, mas agora quem vai falar sobre ele sou eu. Hércules foi enviado por uma deusa para realizar os doze trabalhos e acabou encontrando a turma do Sítio: Emília, Pedrinho e Visconde, que foram para Grécia Antiga através do pó do pirlimpimpim, estavam doidos para conhecer o herói Hércules. E chegam já no primeiro trabalho: Leão da Nemeia. No meio da confusão, Hércules ouviu uma voz que era da Emília, mas ele pensou vir do Olimpo. Como será que vai terminar esse livro que traz tantas surpresas?"
José

Crônicas: uma Coisa Puxa a Outra

O projeto sobre a cidade foi muito sugestivo no que diz respeito ao trabalho com as crônicas. Tiveram a oportunidade de conhecer e reler diferentes cronistas como Drummond, Rubem Braga, Luis Fernando Veríssimo, Sérgio Porto, João do Rio, João Ubaldo Ribeiro e muitos outros. Adotamos o livro "Acontece na cidade", como possibilidade de ampliar o repertório de leitura e de fazer um contraponto com o outro livro adotado, "De repente, nas profundezas do bosque", de Amos Oz, que trazia o universo de uma aldeia.
Essas leituras têm servido de estímulo, inspiração e modelo para as criações da turma. Vejam só:

MÚSICA E JOGO
(...) O jogo pode ser como a escala musical? Dó: Brasil tenta o gol e perde a bola, tenta, perde, tenta, perde, que dó dos jogadores e da torcida!!! Ré: Robinho pega a bola finge que chuta, mas manda a bola de ré para Maicon que faz o gol. Mi: A torcida brasileira ainda comemora o gol e canta assim: - mi, mi, cada minuto tem que se jogar assim, isso deve ter ajudado aos jogadores porque... Fá: Elano nem esperou o passe chegar, pegou a bola e sussurrou: - Fá, fá, faz o gol, o Brasil vai delirar se eu fizer o gol. Sol: No intervalo, o técnico, Dunga, avisa: - aqui está 3° C, mas se imaginem perto do Sol para se aquecerem. Lá: No segundo tempo, um coreano, jogador, grita, outro jogador coreano pega a bola e marca o gol, lá, e muda o placar. Si: Brasil recupera a bola e todos gritam, mas acaba o jogo. E si, ops, se a Coréia tivesse ganhado, o que teria acontecido com essa torcida exagerada?
Dora

O MEDO
Tem gente que acha que medo é um sentimento, que medo é quando a gente leva um susto, tem vários jeitos de demonstrar o medo. Mas agora, quem vai mostrar o que é medo DE VERDADE, sou eu. O medo.
Eu sou uma nuvem azul-escura que aparece em vários lugares. Nos pesadelos, na mente dos covardes... Muitos lugares.
Eu tenho muitos nomes:
Susto, pavor, terror, e outros mais.
Eu sou muito atarefado nessa minha vida. Posso estar com você agora, mesmo.
E os covardes, então? Esses não me dão sossego... São chatos mesmo. A parte mais chata é quando alguém dá um susto neles. Eles saem correndo e eu tenho que ir atrás. Só quando me canso de correr eles param, por "falta de medo", como eu digo.
Eles acham, na maioria das vezes, que ao levar sustos, quando tem 3 a 6 anos, que são monstros, cobras ou o Vilgax, se forem meninos e monstros, cobras ou o super homem se forem meninas. Se têm de 7 a 8 anos, acham que é ou são livros ou meninas apaixonadas, se forem meninos e ratos e baratas, se forem meninas. Se têm de 9 a 11 anos, acham que são escolas, se forem meninos e escolas, se forem meninas. De 13 a 15, acham que são lugares sem garotas se forem meninos e lugares sem maquiagem e pistas de dança ou lugares sem meninos, se forem meninas. De 16 anos pra cima, todos começam a perder (pelo menos um pouquinho) o medo."

Julia Matta

F5 News, o que é?

Com a palavra, as crianças:
"Tudo começou com a brilhante ideia dos meninos de fazer um jornal, inspirados pelo da F5T do ano retrasado. Anselmo nos ajudou muito nesse trabalho, dando a sugestão de começarmos com um concurso do nome e do logotipo. Depois, fizemos uma votação das seções. O Anselmo nos contou que quando ele tinha a nossa idade (10 e 11 anos), fez um jornal que foi bem sucedido na sua escola. Começamos o jornal dia 6 de setembro. Com apenas 12 alunos que compareceram à aula. Inicialmente o jornal será publicado em um mural, que em breve será exposto na escola. Esperamos que vocês gostem."
Texto Coletivo

Nosso livreto de crônicas

Organizamos um livreto de crônicas. Além de autoras do texto, as crianças participaram dos preparativos da edição, trabalhando nos computadores, aprendendo e discutindo muito. A ideia foi favorecer com esse exercício o manuseio de recursos para o estudo, a pesquisa e a realização das tantas ideias criativas que não lhes faltam.

Emília no País da Gramática

A meninada pôde refletir bastante sobre a Língua a partir da leitura de “Emília no país da Gramática", e criou um bocado! A seguir, uma conversa entre o arcaísmo Bofé e a boneca Emília:
“Olá, sou a palavra Bofé, moro no bairro do Refugo. Vim parar aqui porque outros advérbios foram criados com o mesmo significado, tomando meu lugar. Conheci um deles, o Francamente - gente boa, acho que dei minha coroa a alguém que merecia. Ele vem me visitar quando tem tempo. Sabe? Eu estaria morta se não fossem uns escritores de romances históricos. Agora, vá, boneca, e não se esqueça de mim.”
André

Não Perca Esta Reportagem

PROTESTO DA QUARTA!
Inspirado em Emília no País da Gramática
Autora: Antonia

Quarta Conjugação entra em guerra com o povo brasileiro. A gramática a apoia, mas o povo acabou vencendo, pois apesar dos gramáticos apoiarem a ideia, o povo é que manda, usa e se apodera da língua.

Nessa sexta-feira, dia 25 de janeiro, houve um protesto; um protesto para refazer a quarta conjugação. Toda a gramática portuguesa saiu por livros, jornais, computadores etc. O protesto parou na metade da praia de Copacabana para fazer o seguinte discurso:

"Estamos aqui reunidos, tomados por grandes indignações, frente ao abandono da quarta conjugação; temos de ter atitude para que tudo se resolva e consigamos dar início a uma nova conjugação. Temos que dar esperança ao povo de Portugália e consciência ao povo brasileiro. Temos que lutar!!
Ao " por" e família!
(gramática delira)
Às conjugações!
(gramática delira)
Ao povo brasileiro!
(gramática delira)
E, claro, a nós!!
(gramática enlouquece)"

Lagoa no Cirurgião Plástico

A meninada andou escrevendo à beça!
“Todos nós já tivemos vontade de mudar, mas nunca ninguém foi mudado pelas autoridades. Foi isso que aconteceu com a Lagoa Rodrigo de Freitas. Ela teve parte do seu belo corpo de água aterrado, e a grande Lagoa agora tem aproximadamente a metade do que tinha (imagina o que era dar uma volta completa na Lagoa). Em duzentos anos lhe tiraram 1.5 milhões de metros quadrados, e lhe deixaram uns 2,3 milhões, fazendo as contas, descobrimos que ela tinha, originalmente, 3,8 milhões!!! Isso não é tudo! (Quase) todo ano é modificada e perfumada, isto é, tem sua anual mortandade de peixes. Com seu leve aroma de Poisson Mort 158 (Peixe Morto 158) afastando todos os passantes indesejáveis e os desejáveis. A Lagoa também não ganha uma "cara" muito agradável: como o seu véu de peixes mortos deixa qualquer turista querendo foto de cartão postal raivoso. O aterrado já é terra, os peixes morrem por excesso de algas, o que podemos fazer? Primeiro, devemos não jogar esgoto, a fonte maior de estímulos para as algas. E, segundo: aceitar que o que não queremos (lixo) essa velha senhora também não quer.
Luiza

Emília e o verbo ser (inspirados em Emília no País da Gramática)

Pensamos um bocado sobre a pretensão do verbo ser, apresentada em "Emília no país da gramática". Emília preparou a entrevista:

"Hoje, nossa repórter Emília Marquesa de Rabicó entrevistou o verbo SER:
- Verbo SER, para você, qual é o verbo mais importante depois de você?
- Ora, bonequinha, é o verbo existir, meu rival, pois como você existiria sem ele?
- Então, por que vossa serência se acha mais importante que o verbo existir?
- Bem, Emília, eu sou considerado mais importante porque os gramáticos me chamam de verbo substantivo e, depois, sou usado para mais tarefas que existir.
Perguntas pessoais para o verbo ser:
- Qual é o seu animal favorito?
- É o ser-vo.
- Qual é o seu alimento favorito?
- É o (cer)eal.
- Qual é a sua bebida favorita?
- (cer)veja.
E o político?
- É o Ser-ra.

Miguel

"Como poderia o mundo existir, ou ser, se não fosse eu? Perguntou o verbo à boneca.
Há gente que discorda Sr Verbo!"

"Existiria, sim, o mundo. E ainda existiria esse texto sem o sr, pois aqui estamos graças a outros verbos. Existir e nascer. O sr, portanto, se encontra em grande egocentrismo. Realmente tem a sua importância, mas não é totalmente indispensável, e a prova está agora nas mãos dos senhores que leem, e, logo, na língua."
Luiza

O Verbo Correr Vira Crônica!

"Chegamos na sala de aula a tempo de o verbo correr se explicar. Então, vamos lá:
- Como vocês sabem, sou o verbo correr; todo dia saio da minha simpática cabana, no acampamento da segunda conjugação. Posso estar no futuro se uso a minha calça, que tem escrito correrei; no passado, usando minha camisa escrita corri; também posso estar no plural, quando levo meu cachorro, chamado por vários nomes, para passear: corremos, correremos, correndo etc. Minha parte radical é corr, minha terminação é o er. Eu flexiono também para frente (futuro), para trás (passado) e para dois ou mais (plural).
Vou para a missa todo dia com uma oração pronta. Ex: Vou ter que correr pra missa. Que correria pra chegar à missa.
Não sei porque, mas só penso em orações em que apareço. O mesmo acontece com todos os verbos, estranho, né?
- E aí, professora, passei?
- Claro, correr!
Ainda bem que eu, correr, tirei cola da mina vida."
Dora

Finalizando

Passando pelo coração

Finalizamos o trabalho tendo uma turma muito mais amadurecida, capaz de dar visibilidade, trazer em discussão, boa parte do que inicialmente era impensável, observadores que estão dos meandros, das interseções; sensíveis para lidar com uma diversidade de tipos, jeitos, ideias, opiniões; interessados em se fazer grupo. Muita coisa do que se apresentou "escondida" em início de conversa, passa agora pelo coração.

Matemática

Batalha Naval nas F5

Tivemos a presença de cruzadores, couraçados e submarinos. Muitos alunos já conheciam a Batalha Naval, mas regras e estratégias diferentes apareceram nas discussões. Além de alguns cálculos envolvendo os mares-tabuleiros, os alunos perceberam a importância das linhas e colunas em diferentes contextos, como nos mapas.

Expressões e Nova Divisão

A F5 se dedicou a aprendizagem das expressões numéricas e do algoritmo mais abreviado da divisão.
Perímetro, múltiplos, divisores e números primos também foram trabalhados em atividades no caderno, no livro e nas apostilas.

Quadradinhos nas F5

Começamos uma nova apostila recheada de atividades diferentes, com quadradinhos e malhas quadriculadas. As propostas tinham como objetivo aproximá-los de novos conteúdos como fatores, área e perímetro.

Coleções e Frações

Para conhecer os números fracionários, clipes, pregadores de roupas, miniaturas, cachorrinhos de plástico, elásticos, entre outras coleções, nos ajudaram no entendimento dos terços, quartos, quintos etc.
Esse importante conjunto numérico era uma novidade para os alunos que, aos poucos, relacionam divisor com denominador e a parte com o todo.

Inglês

Vamos viajar?

Durante o segundo semestre, tivemos a oportunidade de colocar em uso os conteúdos gramaticais estudados ao longo do ano. De maneira criativa e autônoma as crianças construíram os blogs sobre as cidades escolhidas utilizando essa ferramenta para o registro de toda pesquisa e todo o aprendizado. Foram várias aulas destinadas a esse processo e, a cada semana, percebíamos o quanto elas progrediam e íam, aos poucos, se tornando mais confiantes e competentes. Alguns grupos precisaram de um pouco mais de tempo para organizar e distribuir as tarefas entre os integrantes. Outros, receavam usar textos autorais, optando por colar algum parágrafo que encontravam durante o trabalho de pesquisa. Mas acreditamos ser esse o caminho que precisamos percorrer se quisermos aproximá-las do computador para uma utilização em sala de aula, tendo como objetivo a construção do conhecimento. Saber escolher entre uma fonte de pesquisa e outra, coletar informações interessantes e pertinentes, procurando não se perder durante a busca por caminhos que pouco acrescentaria ao trabalho, selecionar as fotos com cuidado e principalmente saber organizar o pensamento na hora de formular a pergunta que será lançada ao Google foram algumas das muitas situações que surgiram ao longo deste trabalho.
Ser capaz de escrever pequenos textos, legendar fotos e imagens e fazer uso criativo dos conteúdos foram os objetivos alcançados pela turma.
Os objetivos traçados para esse segmento foram todos cumpridos e as crianças estabeleceram uma boa relação com os conteúdos que aprenderam e vivenciaram nas aulas.
Vamos viajar pelos blogs?

Home of Rome

http://homeofrome.tumblr.com/
Antonia Quintiliano, Giovanna Carvalho, Dora Accioli e Miguel Werneck

Travelling to Tokyo

http://tokionews.tumblr.com/
Eduarda Vasconcelos, Juliana Pessoa e Julia Hue

New York

http://discoverynewyork.tumblr.com/
Beatriz Braga, João Lins, Pedro Sá e Julia Matta

Paris, the heart of France

http://parisfantastic.tumblr.com/
Helena Telles e Alice Guaraná

Sidney's house

http://sydneyhouse.tumblr.com/
Luiza Miranda e Rafael Steffen

Lets talk about London

http://aboutlondon.tumblr.com/
Pedro Amorim, André Sabach e Tomás Bartholo

Let's go to Barcelona!

http://barcelonatpf.tumblr.com/page/1
Téo Garcia, Pedro Werneck e Francisco Nery

Artes

Caricaturas

Estabelecendo um diálogo com os estudos desenvolvidos nas aulas de Projeto, que buscaram as origens dos problemas de habitação e saneamento na história do desenvolvimento urbano do Rio, apresentamos a obra do desenhista J. Carlos. Assim iniciamos um estudo sobre caricaturas e charges. Cada um teve a oportunidade de fazer uma caricatura de um amigo a lápis. Aprimoramos essas caricaturas usando um programa de deformação no computador.
Recebemos o cartunista Aroeira, que nos falou um pouco sobre política e mostrou seu processo de criação. Foi interessante conversar sobre suas charges, ele trouxe exemplos, conversou sobre a sua prática, técnica, rotina. Depois de termos nos apropriado um pouco da técnica, começamos a produzir caricaturas dos políticos presidenciáveis. Em plena época de eleição não foi muito difícil conseguirmos temas para as charges. Usamos o recurso da máquina de xerox que muito nos ajudou na finalização. Terminamos o trabalho com um belo colorido de aquarela.

Teatro

Iluminando a História

Lemos o livro “Iluminando a História”, escrito por Karem Aciolli, mãe da nossa colega Dora. Essa leitura foi feita a luz de velas e candelabros, que deram um clima todo especial a história. Em seguida, pensamos nos momentos mais interessantes e importantes do texto e criamos pequenas cenas.

Pensando a Cidade

Pensando nos problemas estruturais da cidade do Rio de Janeiro, a turma criou quatro cenas que pudessem mobilizar os outros alunos da escola, fazendo-os perceber como é importante cuidar da nossa cidade. Cada grupo contava com dois roteiristas, dois figurinistas e dois cenógrafos, assim, todos os alunos participavam como atores e também tinham uma função técnica, colaborando com a criação das cenas. Quando esse trabalho ficou pronto, convidamos a turma do quarto ano para assistir.

Te Encontrar Pela Cidade

Na festa de encerramento as crianças do quinto ano, como de costume, conduzem a história, que conta com a participação de todas as outras turmas do Ensino Fundamental I. Logo na primeira leiturado texto, percebemos o envolvimento e o encantamento com os personagens.

Ensaio Geral

Chegando ao final da nossa trajetória de ensaios. Este é o momento em que começam a surgir os figurinos, o cenário e os objetos de cena. Agora, as turmas do primeiro, segundo, terceiro e quarto ano se juntam às crianças da F5, ajudando-as à contar essa estória. É a etapa final: O Ensaio Geral!

Expressão Corporal

Lundu

Ao nos aproximarmos do projeto da turma, escolhemos o Lundu para ilustrar uma das danças do Rio antigo. Queríamos fugir da aula tradicional: professor dança, aluno copia. Para tanto, mostramos às crianças as características, fotos, vestimentas e fonte sonora desse estilo. Depois, eles se reuniram em grupo e criaram uma movimentação utilizando as informações que receberam. No final da aula, mostramos alguns vídeos com os passos do Lundu e eles se surpreenderam ao perceber que alguns movimentos que criaram faziam parte do repertório da dança em questão.

4x4

Assistimos a um trecho do espetáculo 4x4 da Cia. de Dança Debora Colker, onde os bailarinos dançam entre vasos, sem derrubá-los. Após uma pequena discussão sobre o vídeo, espalhamos garrafas de pet pelo salão, montando nosso cenário.
Em um primeiro momento, as crianças foram estimuladas a se movimentar livremente, improvisando sem se preocupar com espaço, direção corporal, ou qualquer outro elemento. Aos poucos, fomos inserindo pequenos desafios para enriquecer a composição de nossos alunos. Com muito empenho, os grupos foram obedecendo às nossas interferências, criando sequências de movimento com muita competência.

Festa de Encerramento

A responsabilidade de dramatização do texto do espetáculo e da participação musical da turma não foi suficiente para contentá-las. Quiseram muito reeditar a dança Hip hop que haviam apresentado na Mostra de Artes do primeiro semestre. Então, mãos à obra. Com alguns retoques, conseguimos incluir o desejo das crianças na festa.

Música

Rio Antigo

Iniciamos o semestre apreciando lundus, maxixes, choros e sambas, buscando as origens da MPB no Rio Antigo. Assim, as crianças puderam conhecer o que ouviam, tocavam e dançavam os personagens da história que povoavam as aulas de Projeto.

Batucada

Para tocar o gênero samba, utilizamos vários instrumentos de percussão. A cada aula as crianças foram aprendendo um dos instrumentos. Primeiro entendiam a técnica básica, depois assistíamos vídeos para que pudessem ouvir e ver o uso daquele instrumento em um contexto musical apropriado. A partir daí, passávamos para a experimentação e busca da sonoridade desejada. Iniciamos pelo pandeiro, depois tantam, tamborim, agogô e ganzá. A cada aula fomos somando o instrumento aprendido aos das aulas anteriores e, assim, fomos delineando uma verdadeira batucada!

Partido Alto

Aprenderam a batida de Partido Alto no pandeiro. Para contextualizar esse aprendizado, falamos sobre a origem dessa batida e assistimos a um video com o sambista e "partideiro" Antonio Candeia. Depois disso, as crianças foram desafiadas a versar de improviso.

Eu não tenho onde morar

Ensaiamos a música "Eu não tenho onde morar", de Dorival Caymmi, para fazer parte do espetáculo da festa de encerramento. Além dos instrumentos aprendidos nas aulas de "Samba" acrescentamos flautas ao nosso arranjo. Para adequar a música ao contexto do teatro, as crianças criaram algumas adaptações em sua letra.

Coral

Sá Pereira na Lagoa

Reiniciamos com o objetivo de aprimorar o repertório, construído no primeiro semestre, e ampliá-lo de forma a atender às demanadas de integração do trabalho à produção da festa de encerramento. Mas um convite especial nos fez postergar as novas experiências. Problemas de autorização com o juizado de menores frustaram nossas intenções. Mas logo surgiu uma nova oportunidade. Apesar do feriadão e do imenso calor, o Coral da Sá Pereira brilhou, mais uma vez, alegrando e envolvendo a todos com sua cantoria e alto astral, durante evento promovido pelo Spantinha. A apresentação foi compartilhada com o Coral Meninos de Luz, parte do projeto social de mesmo nome realizado na comunidade do Pavão Pavãozinho. Muitos pais prestigiaram as crianças participando do evento.

Preparando a festa

As últimas semanas do ano foram dedicadas à festa de encerramento. Esforço que traz a característica de colaboração do Coral para com um evento maior, que demanda a ampliação do foco do trabalho, que nos coloca em um novo contexto. Significa que estamos somando nossa experiência às outras linguagens desenvolvidas na escola para a produção de um trabalho que envolve toda a comunidade, incluindo o convite às crianças menores a se integrarem na cantoria.

Educação Física

No Pereirão

Começamos o segundo semestre com força total embalados por nossos jogos, brincadeiras e muita alegria e energia.
Continuamos nossas vivências psicomotoras através de alguns jogos já conhecidos por nossos pequenos, como handebol, basquetebol, futebol, queimado, pique-bandeira e bumbumrundynha, onde nossas crianças puderam desenvolver com maior desenvoltura as ações motoras de correr, parar, saltar, lançar, quicar, chutar, testar seu equilíbrio e mudanças de direção. Como resultado foi possível observar maior coordenação e noção de tempo, melhor locomoção pelo espaço e diferentes possibilidades de movimento.
Com tanta agitação e euforia em nosso Pereirão, investimos no trabalho mais cooperativo, a fim de mostrar às crianças que podemos jogar “com o outro”, incentivando as parcerias e competição de maneira saudável. Assim, surgiram novas regras para algumas atividades, o que possibilitou aos nossos meninos e meninas argumentarem mais sobre cada jogo e o que podíamos fazer de melhor para cada grupo, sem esquecer o respeito ao outro e às diferenças. Não podemos esquecer o quanto foram ricas nossas conversas com a Cecília nas Tribos, contribuindo ainda mais para o crescimento em nossas aulas.
O retorno da licença-maternidade de Renata foi tranquilo, as crianças estavam alegres e fazendo uma parceria com a Janaynna, conversamos com as turmas sobre as atividades desenvolvidas no semestre. Assim, o pique-bandeira coringa, criação do sexto ano, foi aprendido e ensinado para as turmas que se divertiram a valer.
Para fechar o ano, planejamos um divertido jogo de queimado contra os professores e funcionários para F4 e F5.
Esta turma adora jogar e por isso investimos no trabalho de cooperação entre eles, pois muitas vezes ouvimos coisas do tipo: “Não me passam a bola”, “Não toquei na bola”, entre outras. Desta forma, o nosso velho e conhecido futebol se tornou também uma paixão das meninas que contaram com concentrados e eficientes técnicos durante os jogos.
Para esta turma, a minha primeira turma de Primeiro Ano, um beijo muito carinhoso e especial, já com saudade destes 5 anos em que juntos aprendemos, rimos, choramos, discutimos e exercitamos nossa escuta e compreensão. Até breve!

Aterro para as crianças

Sobre diferentes tipos de roda, ou sobre os próprios pés, as crianças de F4 e F5 aproveitaram o dia da crianças no Aterro do Flamengo. Uma delícia desfrutar esse espaço da cidade para fazer manobras radicais, brincar e explorar a natureza.

Parabéns Pelé

Recebemos Carlos Alberto Torres, Capitão do Tri, Copa de 70, parceiro e amigo de Pelé, para a gravação de um programa em homenagem aos 70 anos do jogador.
As crianças fizeram muitas perguntas, mostraram seus conhecimentos sobre o esporte, se divertiram e aprenderam bastante. Carlos Alberto finalizou o encontro falando com nossos jogadores mirins sobre a violência e a importância do respeito aos colegas do time adversário.

Tribo

A cidade e a criança

Neste segundo semestre, ampliamos o conhecimento adquirido anteriormente sobre as “regras de convivência na escola”. Com o intuito de que o assunto expandisse para fora da escola, várias dinâmicas e muitas conversas foram realizadas. O projeto institucional "Das aldeias às grandes metrópoles" fez com que a cidadania ficasse no foco das nossas discussões. Assim, tivemos contato com algumas leis que todos precisam respeitar para viver em uma cidade grande. A partir do ponto de vista da criança, analisamos criticamente os espaços da nossa cidade criados pelos adultos e oferecidos às crianças. Algumas indagações foram feitas: "O que tem de bom para as crianças na nossa Cidade?"; "O que falta no Rio de Janeiro para ser uma cidade melhor para as crianças?" e ainda, "O que tem de ruim em nossa cidade e o que precisa ser cuidado?".
O processo foi bastante vivenciado e, ao final, os alunos produziram um mural coletivo que esteve exposto no pátio da escola com desenhos e opiniões.

Alguns encontros

As brincadeiras nos recreios e o Futebol, foram assuntos tratados em nossos encontros. Inicialmente, recebemos a Vivi, auxiliar responsável por esses momentos, dinamizadora dos jogos e das propostas para o pátio. Vivi nos apresentou várias novidades, brinquedos novos comprados durante as férias de julho e novas propostas foram feitas para que todos se divertissem à valer e pudessem desfrutar destes momentos com maior prazer. Janaynna, professora de Educação Física, que acompanha as crianças nos momentos de Pereirão, também esteve presente em algumas Tribos ouvindo a todos, listando sugestões e buscando soluções para os problemas encontrados.

Desejos e mais desejos

Em clima de muita emoção e concentração, nos despedimos, como sempre, em um ritual de leitura e queima de desejos que ficam guardados, desde a primeira Tribo do ano até o nosso último encontro. É comum muitas crianças esquecerem dos desejos que escreveram e acharem graça disso. Nessa hora, os olhos brilham! Alegres ou tristonhos comentavam no grupo se os desejos haviam sido ou não realizados, se ainda precisavam de um tempo maior ou mais empenho para que fossem alcançados.

Término do ano

Esse é um momento muito especial para esse grupo. Agora, já se percebem crescidos e se veem diante de novos desafios, expectativas e responsabilidades. Alguns conflitos, ao longo desse tempo, foram vividos na turma, mas puderam elaborá-los a medida que conversaram e falaram sobre sentimentos variados. Assim, fortaleceram a esperança de continuarem muito amigos no ano que vem, aqui na Sá Pereira.