Relatório de Grupo do Segundo Semestre de 2010

Rio, Cidade Desconhecida"

Introdução

O Projeto: "Rio, cidade desconhecida" foi uma oportunidade de associar a perspectiva histórica da construção da cidade do Rio de Janeiro à nossa realidade atual. Pudemos relacionar as transformações ocorridas no espaço físico da cidade, o projeto modernizador de Pereira Passos, o Bota Abaixo, a Revolta da Vacina e a formação das favelas à profunda desigualdade social que vivenciamos hoje. Assim, as crianças compreenderam a dinâmica de uma cidade que está em movimento pelas pessoas que nela vivem.

A Cidade cabia no Maracanã

Foi divertido pensar que, na época em que a Família Real se estabeleceu no Rio de Janeiro, toda a população caberia num espaço como o do Maracanã. A turma se envolveu com a derrubada do Morro do Castelo querendo descobrir o tamanho de tal desabamento! O "site" do Instituto Pereira Passos foi nosso guia para muitas atividades. Tivemos acesso a informações sobre os diferentes prefeitos que nossa cidade já teve e conseguimos ver a amplitude do aterro. Na linha do tempo, descobrimos o que estava acontecendo na cidade nas mais diferentes épocas.

A quem pertence a cidade?

Nosso desafio foi relacionar o Rio atual, "Cidade desconhecida", à sua história. O inchaço das cidades somado à não garantia dos direitos básicos tem um processo, uma história, assuntos de nossas conversas. Na visita ao Santa Marta, o saneamento básico, os serviços públicos, ficaram em destaque. Lançamos mão de um livro já conhecido pela maioria, adotado quando estavam na F3, "Ludi na Revolta da Vacina", de Luciana Sandroni. Nas apostilas que montamos tentamos entrelaçar texto literário, textos jornalísticos da época e textos de divulgação científica para crianças.

A História do Rio

Recebemos a visita da Joana, professora de história do sexto ano, que deu uma aula sobre o Rio de Janeiro. Todos aproveitaram para tirar algumas dúvidas sobre a derrubada do Morro do Castelo, os movimentos migratórios, as contradições entre a ideia de modernização de Pereira Passos e a consequente favelização produzida no espaço urbano. Perceberam algumas permanências e rupturas históricas e ampliaram seus conhecimentos sobre as transformações da cidade. A partir de algumas charges, puderam exercitar a interpretação da realidade de um tempo diferente. Com a contribuição da Joana, enriquecemos nosso projeto e desvendamos mais mistérios dessa cidade.

Vida Severina

Uma cidade cheia de diversidade. A quem pertence a cidade? Será que só àqueles que nasceram nela? Na Feira de São Cristóvão, as crianças tiveram a oportunidade de conhecer um outro aspecto da cidade: das pessoas que saem de sua terra natal influenciadas pelo que falam de nossa cidade. Os nordestinos, que vieram em busca de melhores condições de vida e que também construíram muitas coisas em nossa cidade, ganharam espaço em nosso projeto. Conhecemos o Marabá e a Chiquita, ele produtor da Feira e ela dona de uma barraca muito interessante. Na festa junina, lá estávamos nós comendo uma boa carne de sol e prestigiando nossos novos amigos. Pensamos sobre a influência dos nordestinos na cidade do Rio de Janeiro e de sua cultura. Por que migram? O que buscam? O que encontram? As histórias que conhecemos na Feira de São Cristóvão, o filme "Tapete Vermelho" e o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra motivaram discussões profundas. Conheceram a poesia de João Cabral de Mello Neto, "Morte e vida severina". Vimos uma animação sugerida pelo Miguel e ouvimos a música do Pedro Luis e do Ney Matogrosso, “Vida Severina”. Quais são os direitos básicos que devem ser garantidos em uma cidade? As crianças fizeram o esforço de escrever sobre a vida severina na cidade do Rio de Janeiro.

Vale Encantado

Uma comunidade bem diferente da outra, que diferenças e semelhanças encontramos entre ela e a comunidade do Santa Marta? Nas duas pudemos perceber o abandono da esfera pública e a organização dos próprios moradores.

"Fomos recebidos, em nossa visita, pelo Otávio que ali nasceu e permanece até hoje engajado na luta da comunidade, que briga pela permanência dos moradores, além de buscar a proteção da natureza. Eles foram acusados de desmatar a floresta, que pelo que percebemos estava sendo bem cuidada. Os serviços públicos não chegam lá; encontramos esgoto a céu aberto e a escola, que fica a 4,5 km e não oferece transporte para as crianças, fechará em breve. Eles estão desconfiados que a construção de uma rede hoteleira será instalada na região, para receber os visitantes que virão a cidade para a Copa e Olimpíadas. Estão com medo de ficarem desabrigados. Como lanche, ofereceram comidas gostosas e exóticas, como geléia de jaca e aroeira, empada de jaca, suco de couve com maracujá, tudo típico daquele lugar encantado."
Texto coletivo

Saneamento básico

Na Estação de Tratamento de Esgoto Alegria recebemos muitas informações sobre a quantidade de etapas e procedimentos necessários para que o esgoto possa ser reutilizado na forma de adubo, água tratada e biodisel.

"A Estação de Tratamento de Esgoto Alegria fica no bairro do Cajú perto da Linha Vermelha. E você sabe para que serve uma ETE? Serve para ajudar a despoluir nossos rios, a cidade, tratando o esgoto que ficaria a céu aberto. É uma diferença muito grande em relação ao passado, quando não havia saneamento básico nenhum, na época em que a Família Real chegou ao Rio. Essa falta de saneamento durou muito tempo e hoje, ainda não é o suficiente, porque 56% dos domicílios não tem saneamento básico. A ETE funciona da seguinte maneira:
Primeiro eles pegam o esgoto e separam em duas partes, uma parte é o lixo: plástico, papéis e muito mais, vocês não fazem ideia de quanta coisa jogam nas privadas! A outra parte são os dejetos. Essa parte do tratamento é feita pelo gradeamento grosso que são varetas com 1,3 cm de distância, que são responsáveis por segurar o lixo e separá-lo. Depois esse esgoto passa por uma experiência assim: no esgoto existem milhares de microorganismos que se alimentam dos dejetos, mas eles não tem oxigênio, por isso lá tem uma máquina de aeração. Essa máquina estimula os microorganismos a se alimentarem do esgoto. A secagem térmica é momento em que secam o lodo tratado. Depois que já estão secos, temos uma máquina que queima o gás metano, que é muito poluente. Depois de todo esse tratamento e da separação do lodo da água , essa água já pode ser jogada nas lagoas e na Baía de Guanabara. O lodo serve como adubo e vai para a Incubadora de mudas da Mata Atlântica. Deveriam existir muitas Estações de Tratamento."

Texto coletivo

Direitos Humanos

As crianças fizeram a adaptação da Declaração Universal dos Direitos Humanos, do livro de Chico Alencar. Colocaram os artigos em uma linguagem acessível:

"Todo homem tem que ter direitos humanos, mais infelizmente quase ninguém tem. Direitos de moradia: 56% da população não tem saneamento básico em suas casas, mas o pior tem gente sem teto. E a classe social está envolvida em tudo isso. As pessoas da favela são tratadas de uma maneira diferente, porém pior, das pessoas consideradas de classe. E isso é desigualdade social."
Rosa

Artigo 2
"Todos os homens devem se respeitar independente da raça, cor, sexo, língua, religião, opinião política, origem, riqueza, nascimento ou qualquer outra condição."

Artigo 26
"Todo homem tem direito a escola e instruções gratuitas e a escola é obrigatória e deve ensinar compreensão, tolerância e amizade."

Adaptados por Antonio, Miguel, Ernesto, Gabriel e Duda J.

Olhares da cidade

As crianças da F5 construíram suas referências sobre a cidade do Rio de Janeiro e retrataram através de máquinas digitais suas impressões sobre o que vêem nos cantos e recantos do Rio de Janeiro. Vejam o power point que construímos.

Como me vejo hoje como Carioca?

"Eu me via como um de poucos, que não podia ajudar nossa cidade. Hoje eu me vejo como um de muitos, que podem ajudar a cidade."
Miguel

"Antigamente eu pensava que as pessoas tinham uma vida parecida com a minha, eu sabia que existia desigualdade, mas agora eu tenho a percepção mais concreta. Eu tinha uma ideia de que o passado não tinha a ver com o futuro. Depois começei a refletir sobre isso e perceber que passado influi muito no presente. Sobre a questão do lixo eu percebi que as coisas que eu faço podem melhorar muito a cidade e que posso conscientizar muitas pessoas. Tempos atrás eu não tinha toda essa percepção."
Maria Antônia

"Eu era apenas uma criança que as vezes jogava lixo na rua, mais agora eu sou uma pessoa que pensa sobre a cidade".
Duda L.

"Antes eu pensava que eu era uma carioca qualquer, mas se todo mundo fizer um pouco, essa cidade vai ficar linda." Alice
"Eu era como uma mera criança, mas agora sou uma criança que sabe que se falar vai ser ouvida e respeitada, agora posso falar sou carioca."

João Pedro

"Eu me percebo como um carioca e não qualquer carioca, mas sim um grande carioca."
Ernesto

"Antes eu só pensava que o Rio era violência, Pão de Açúcar, Cristo Redentor .... Agora vejo a cidade diferente."
Maria Helena

"Eu achava que se estivesse tudo bem com a gente o resto, o lixo, a poluição, a pobreza não importava. Mas agora eu acho que como carioca nós podemos ajudar para a nossa cidade ficar melhor, não poluindo, não desprezando a pobreza."

Maíra

"Antes eu me via como uma cidadã que acha o Rio uma cidade maravilhosa. Agora eu continuo me vendo assim, só que mais consciente do que são esses problemas. Eu acho que posso melhorar um pouco fazendo a minha parte e falando para os outros fazerem a deles também. Mas se todo mundo fizesse isso, seria menos um problema. Imagina???"
Rosa

"Eu me percebia uma na multidão que não fazia nada, e agora me sinto importante e com vontade de fazer com que os outros também se sintam importantes. E se cada um pensar como eu nessa cidade carioca, tuda ficará cada vez melhor."
Alícia

"Antigamente eu era uma criança que nem sabia o que era Rio de Janeiro. E hoje eu sei muito mais do que uma simples palavra...Rio de Janeiro."
Sâmia

"Antes eu via as favelas de um ponto mais forte, achava que eram inferiores. Agora sei que são tão cariocas quanto eu, eles tem o modo carioca, o modo guerreiro."
Gabriel

Rio, cidade conhecida

Se, no início do ano, as crianças chegaram com uma visão estereotipada e limitada aos arredores da zona sul e aos pontos turísticos, hoje ampliaram em muito o mapa histórico e geográfico dessa cidade maravilhosa e cheia de contrastes, não tão maravilhosos assim. Conheceram movimentos coletivos que tentam construir e lutar por melhorias nas condições de vida dessa cidade. Assim, nos despedimos do Projeto que transformou a cidade desconhecida em uma cidade conhecida. Nos perguntamos: com tantos problemas que essa cidade tem o que faz dela uma cidade maravilhosa?

Com tantos Problemas, como Cidade Maravilhosa?

"Tem muitas belezas naturais e o que a gente acha que é maravilhoso. Porque a nossa cidade é, o que a gente faz dela". Maíra

"Rio, uma cidade...
Vida carioca,
vida bonita,
gente por todo o lado
praia ao amanhecer,
pessoas finíssimas ao anoitecer,
a tarde um pôr do sol.
Há o que agradecer
a essa cidade tão bela,
carinhosa com você".
Maria Antônia

"Em primeiro lugar eu acho que a cidade é maravilhosa, também porque o lugar onde foi construída é maravilhoso. Temos matas e montanhas no meio da cidade. Nós também somos ricos em cultura. E quem mora aqui tem orgulho disso."
Miguel

"Cristo, Pão de Açúcar, sempre dão as mesmas respostas. Nosso Projeto esse ano foi muito interessante, pois nos fez pensar na cidade e o que somos dentro dela. Eu, na minha cidade, faço o papel de informar, por exemplo, nós fomos a ETE e eu já contei para algumas pessoas sobre o que eu aprendi. O que eu mais gosto na minha cidade é que mesmo com todos os problemas, quem se importa com ela, sempre dá um jeito de resolver. É isso que a torna MARAVILHOSA."
Alícia

"As ruas bonitas, as pessoas felizes. Não poluir a nossa cidade, deixar ela mais bonita."
Tali

A Cidade das Palavras

Escritores da F5

Engrenados na escrita, fizemos uma atividade de produção de texto a partir do jogo "A fantástica fábrica de histórias para crianças". É um baralho com cartas apresentando fragmentos de histórias que inspiram uma continuação. A correção do texto foi feita, primeiro por um amigo, que avaliou a coerência, a repetição de palavras, os parágrafos, a ortografia e a pontuação. A turma, ao final, compartilhou o resultado, com cada um lendo sua história e a sugestão do amigo.

Dinâmicas de leitura na biblioteca

Para enriquecer a prática de empréstimos de livros e atendendo aos pedidos das crianças para ampliarmos a variedade de títulos, fizemos o seguinte acordo: cada criança trouxe dois livros seus, dos quais gostam muito, para organizarmos uma ciranda de livros. Os livros circularam entre todas as crianças da turma. Outras dinâmicas marcaram nossas idas a biblioteca. Em alguns momentos, a professora selecionou livros, indicado-os, fazendo uma breve sinopse para que as crianças pudessem escolher com mais elementos. A atividade de leitura das crônicas também foi bastante divertida. Escolheram uma crônica no livro adotado "Acontece na cidade", a partir de inicial identificação com o título. Foi a oportunidade de fazermos um contraponto com o último livro adotado, "De repente, nas profundezas do bosque", de Amos Oz, que trazia o universo de uma aldeia. Neste, tratam da vida nas grandes metrópoles. Toda sexta feira, dia de biblioteca, três crianças liam suas crônicas escolhidas. Podiam levar um acessório que tivesse relação com o texto para deixar a leitura mais interessante. Em sala de aula, produzimos muitos textos exercitando esse estilo. Para a Feira Moderna, criamos caixas que simbolizavam tipos urbanos extraídos dos textos que construíram.

Tipos Urbanos

Publicamos um suplemento literário com as crônicas das crianças sobre tipos urbanos da cidade do Rio de Janeiro. Os alunos digitaram seus próprios textos e usaram o email como ferramenta.

Adjetivos que Dizem Tanto

A turma adorou estudar gramática, porque todo o trabalho esteve associado à produção escrita. Era preciso uma certa maturidade nessa escrita para que o aprendizado da gramática se expressasse no texto e não fosse pura nomenclatura sem significado. Trabalhamos as várias classificações dos substantivos, adjetivos, locuções adjetivas, pronomes, artigos, numerais e verbos. O livro "Emília no país da gramática" nos garantiu boas risadas e uma leveza para um tema comumente conhecido como enfadonho. Depois de conhecerem as variações e classificações das palavras e perceberem como a nossa Língua é dinâmica e divertida, as crianças fizeram textos criativos, brincando com os graus superlativo e comparativo das adjetivações.

Aconteceu na F5M

As crônicas, que abordam temas variados, do livro "Acontece na cidade", ampliaram o vocabulário da garotada. E por falar em ampliar, a turma usou a criatividade para, a partir de uma cena do texto teatral "Te encontro na cidade", criar novos diálogos. A apostila de advérbios apresentou mais uma classe gramatical. Os alunos perceberam como as mensagens ganham detalhes e maior definição com essas palavras.

Destaques da Feira Moderna

O que a Feira Moderna tem?

Muito envolvimento, debate e mão na massa para os preparativos. Água, esgoto, meio-ambiente, saneamento básico, eleições, especulação imobiliária, acesso aos serviços públicos, direitos humanos, histórias da cidade do Rio de Janeiro... Muitas histórias que fizeram dessa cidade o que ela é hoje! Todos trabalharam com muito entusiasmo. Correram daqui, correram dali, para levar para a Feira suas ideias e intenções. As crianças estão de parabéns por tanta criatividade e empenho. Conseguimos espaço para todas as invenções. Realizada há vários anos, a Feira tem como proposta dar visibilidade aos estudos, pesquisas e experiências em diferentes areas do conhecimento como Ciências, História, Geografia, Matemática, Línguas e Literatura. Além de desenvolver habilidades como produzir cartazes, resumos e maquetes, os alunos exercitam a organização e a divisão das tarefas em pequenos grupos. Em nome do compromisso coletivo, expectativas, frustrações e muita discussão estão nos bastidores dessa atividade escolar planejada e esperada cuidadosamente por professores e alunos. Para os alunos, compartilhar com as famílias o que vêm aprendendo é sempre um grande estímulo.

Debates na Feira

A Feira Moderna não foi apenas um momento de comunicar os aprendizados desse semestre, mas também de novos aprendizados. Percorrendo os estandes, flagramos adultos e crianças debatendo sobre Direitos Humanos, eleições, serviços públicos, esgoto, água, saneamento, e sobre histórias de lugares do Rio de Janeiro.

Matemática

Batalha Naval nas F5

Tivemos a presença de cruzadores, couraçados e submarinos. Muitos alunos já conheciam a Batalha Naval, mas regras e estratégias diferentes apareceram nas discussões. Além de alguns cálculos envolvendo os mares-tabuleiros, os alunos perceberam a importância das linhas e colunas em diferentes contextos, como nos mapas.

Expressões e Nova Divisão

A F5 se dedicou a aprendizagem das expressões numéricas e do algoritmo mais abreviado da divisão.
Perímetro, múltiplos, divisores e números primos também foram trabalhados em atividades no caderno, no livro e nas apostilas.

Quadradinhos nas F5

Começamos uma nova apostila recheada de atividades diferentes, com quadradinhos e malhas quadriculadas. As propostas tinham como objetivo aproximá-los de novos conteúdos como fatores, área e perímetro.

Coleções e Frações

Para conhecer os números fracionários, clipes, pregadores de roupas, miniaturas, cachorrinhos de plástico, elásticos, entre outras coleções, nos ajudaram no entendimento dos terços, quartos, quintos etc.
Esse importante conjunto numérico era uma novidade para os alunos que, aos poucos, relacionam divisor com denominador e a parte com o todo.

Inglês

Vamos viajar?

Durante o segundo semestre, tivemos a oportunidade de colocar em uso os conteúdos gramaticais estudados ao longo do ano. De maneira criativa e autônoma as crianças construíram os blogs sobre as cidades escolhidas utilizando essa ferramenta para o registro de toda pesquisa e todo o aprendizado. Foram várias aulas destinadas a esse processo e, a cada semana, percebíamos o quanto elas progrediam e iam aos poucos, se tornando mais confiantes e competentes. Alguns grupos precisaram de um pouco mais de tempo para organizar e distribuir as tarefas entre os integrantes. Outros, receavam usar textos autorais, optando por colar algum parágrafo que encontravam durante o trabalho de pesquisa. Mas acreditamos ser esse o caminho que precisamos percorrer se quisermos aproximá-las do computador para uma utilização em sala de aula, tendo como objetivo a construção do conhecimento. Saber escolher entre uma fonte de pesquisa e outra, coletar informações interessantes e pertinentes, procurando não se perder durante a busca por caminhos que pouco acrescentaria ao trabalho, selecionar as fotos com cuidado e principalmente saber organizar o pensamento na hora de formular a pergunta que será lançada ao Google foram algumas das muitas situações que surgiram ao longo deste trabalho.
Ser capaz de escrever pequenos textos, legendar fotos e imagens e fazer uso criativo dos conteúdos foram os objetivos alcançados pela turma.
Os objetivos traçados para esse segmento foram todos cumpridos e as crianças estabeleceram uma boa relação com os conteúdos que aprenderam e vivenciaram nas aulas.
Vamos viajar pelos blogs?

Cairo Today

http://cairotoday.tumblr.com/
Manuela Alzuguir, Alice Figueredo e Joanna Chaves

London Forever

http://londonforever.tumblr.com/
Maria Rezende, Joana Pinto, Tali Zagarodny e AlíciaVargas

Rome Tomorrow

http://rometomorrow.tumblr.com/
Rosa Neves, Joana Brodt, Gabriel Labouret e Caio Mansur

About Tokyo

http://abouttokio.tumblr.com/
Maria Antonia Pereira, Antonio Nunes, Miguel Rebello e Ignacio Hue

Paris News

http://parisnew.tumblr.com/
Maria Helena Freeland, Ernesto Saad, Maria Eduarda Lazoski, Maria Eduarda Jackson e João Pedro

The Cool New York City

http://newyorkcitysa.tumblr.com/
Theo Mandelert, Maíra Lima, Sâmia Nascimento e Eike Martins

Artes

Caricaturas

Estabelecendo um diálogo com os estudos desenvolvidos nas aulas de Projeto, que buscaram as origens dos problemas de habitação e saneamento na história do desenvolvimento urbano do Rio, apresentamos a obra do desenhista J. Carlos. Assim iniciamos um estudo sobre caricaturas e charges. Cada um teve a oportunidade de fazer uma caricatura de um amigo a lápis. Aprimoramos essas caricaturas usando um programa de deformação no computador. Recebemos o cartunista Aroeira, que nos falou um pouco sobre política e mostrou seu processo de criação. Foi interessante conversar sobre suas charges, ele trouxe exemplos, conversou sobre a sua prática, técnica, rotina. Depois de termos nos apropriado um pouco da técnica, começamos a produzir caricaturas dos políticos presidenciáveis. Em plena época de eleição não foi muito difícil conseguirmos temas para as charges. Usamos o recurso da máquina de xerox que muito nos ajudou na finalização. Terminamos o trabalho com um belo colorido de aquarela.
Algumas caricaturas produzidas nas aulas de Artes Visuais.

Teatro

Iluminando a História

Lemos o livro “Iluminando a História”, escrito por Karem Aciolli, mãe da Dora da F5T. Essa leitura foi feita a luz de velas e candelabros, que deram um clima todo especial a história. Em seguida, pensamos nos momentos mais interessantes e importantes do texto e criamos pequenas cenas.

Pensando a Cidade

Pensando nos problemas estruturais da cidade do Rio de Janeiro, a turma criou quatro cenas que pudessem mobilizar os outros alunos da escola, fazendo-os perceber como é importante cuidar da nossa cidade. Cada grupo contava com dois roteiristas, dois figurinistas e dois cenógrafos, assim, todos os alunos participavam como atores e também tinham uma função técnica, colaborando com a criação das cenas. Quando esse trabalho ficou pronto, convidamos a turma do quarto ano para assistir.

Te Encontrar Pela Cidade

Na festa de encerramento as crianças do quinto ano, como de costume, conduzem a história, que conta com a participação de todas as outras turmas do Ensino Fundamental I. Logo na primeira leiturado texto, percebemos o envolvimento e o encantamento com os personagens.

Ensaio Geral

Chegando ao final da nossa trajetória de ensaios. Este é o momento em que começam a surgir os figurinos, o cenário e os objetos de cena. Agora, as turmas do primeiro, segundo, terceiro e quarto ano se juntam às crianças da F5, ajudando-as à contar essa estória. É a etapa final: O Ensaio Geral!

Expressão Corporal

Lundu

Ao nos aproximarmos do projeto da turma, escolhemos o Lundu para ilustrar uma das danças do Rio antigo. Queríamos fugir da aula tradicional: professor dança, aluno copia. Para tanto, mostramos às crianças as características, fotos, vestimentas e fonte sonora desse estilo. Depois, eles se reuniram em grupo e criaram uma movimentação utilizando as informações que receberam. No final da aula, mostramos alguns vídeos com os passos do Lundu e eles se surpreenderam ao perceber que alguns movimentos que criaram faziam parte do repertório da dança em questão.

4x4

Assistimos a um trecho do espetáculo 4x4 da Cia. de Dança Debora Colker, onde os bailarinos dançam entre vasos, sem derrubá-los. Após uma pequena discussão sobre o vídeo, espalhamos garrafas de pet pelo salão, montando nosso cenário.
Em um primeiro momento, as crianças foram estimuladas a se movimentar livremente, improvisando sem se preocupar com espaço, direção corporal, ou qualquer outro elemento. Aos poucos, fomos inserindo pequenos desafios para enriquecer a composição de nossos alunos. Com muito empenho, os grupos foram obedecendo às nossas interferências, criando sequências de movimento com muita competência.

Festa de Encerramento

A responsabilidade de dramatização do texto do espetáculo e da participação musical da turma não foi suficiente para contentá-las. Quiseram muito reeditar a dança Hip hop que haviam apresentado na Mostra de Artes do primeiro semestre. Então, mãos à obra. Com alguns retoques, conseguimos incluir o desejo das crianças na festa.

Música

Rio Antigo

Iniciamos o semestre apreciando lundus, maxixes, choros e sambas, buscando as origens da MPB no Rio Antigo. Assim, as crianças puderam conhecer o que ouviam, tocavam e dançavam os personagens da história que povoavam as aulas de Projeto.

Batucada

Para tocar o gênero samba, utilizamos vários instrumentos de percussão. A cada aula as crianças foram aprendendo um dos instrumentos. Primeiro entendiam a técnica básica, depois assistíamos vídeos para que pudessem ouvir e ver o uso daquele instrumento em um contexto musical apropriado. A partir daí, passávamos para a experimentação e busca da sonoridade desejada. Iniciamos pelo pandeiro, depois tantam, tamborim, agogô e ganzá. A cada aula fomos somando o instrumento aprendido aos das aulas anteriores e, assim, fomos delineando uma verdadeira batucada!

Partido Alto

Aprenderam a batida de Partido Alto no pandeiro. Para contextualizar esse aprendizado, falamos sobre a origem dessa batida e assistimos a um video com o sambista e "partideiro" Antonio Candeia. Depois disso, as crianças foram desafiadas a versar de improviso.

Eu não tenho onde morar

Ensaiamos a música "Eu não tenho onde morar", de Dorival Caymmi, para fazer parte do espetáculo da festa de encerramento. Além dos instrumentos aprendidos nas aulas de "Samba" acrescentamos flautas ao nosso arranjo. Para adequar a música ao contexto do teatro, as crianças criaram algumas adaptações em sua letra.

Coral

Sá Pereira na Lagoa

Apesar do feriadão e do imenso calor do último sábado de manhã, o Coral da Sá Pereira brilhou mais uma vez alegrando e envolvendo a todos com sua cantoria e alto astral durante evento promovido pelo Spantinha.
A apresentação foi compartilhada com o Coral Meninos de Luz, parte do projeto social de mesmo nome realizado na comunidade do Pavão Pavãozinho. Nossos agradecimentos a todos que prestigiaram o evento.
Reiniciamos com o objetivo de aprimorar o repertório, construído no primeiro semestre, e ampliá-lo de forma a atender às demanadas de integração do trabalho à produção da festa de encerramento. Mas um convite especial nos fez postergar as novas experiências. Problemas de autorização com o juizado de menores frustaram nossas intenções. Mas logo surgiu uma nova oportunidade. Apesar do feriadão e do imenso calor, o Coral da Sá Pereira brilhou, mais uma vez, alegrando e envolvendo a todos com sua cantoria e alto astral, durante evento promovido pelo Spantinha. A apresentação foi compartilhada com o Coral Meninos de Luz, parte do projeto social de mesmo nome realizado na comunidade do Pavão Pavãozinho. Muitos pais prestigiaram as crianças participando do evento.

Preparando a festa

As últimas semanas do ano foram dedicadas à festa de encerramento. Esforço que traz a característica de colaboração do Coral para com um evento maior, que demanda a ampliação do foco do trabalho, que nos coloca em um novo contexto. Significa que estamos somando nossa experiência às outras linguagens desenvolvidas na escola para a produção de um trabalho que envolve toda a comunidade, incluindo o convite às crianças menores a se integrarem na cantoria.

Educação Física

Jogos e brincadeiras

O retorno das férias foi tranquilo e, neste clima, reiniciamos as atividades no Pereirão buscando, através dos jogos de futebol, queimado, pique-bandeira, basquete e handebol, proporcionar às crianças não só a melhoria de suas habilidades, mas também novas oportunidades de trabalho em equipe.
Durante o semestre, as crianças aperfeiçoaram o equilíbrio, as mudanças de direção, as ações de girar, correr, saltar, chutar. Reivindicaram, ouviram, propuseram alternativas, expuseram sentimentos; um exercício também para a vida. Para fechar o ano, planejamos um divertido jogo de queimado contra os professores e funcionários para F4 e F5. É a turma que mais rápido chega ao Pereirão. Tem fortes vínculos de amizade, o que faz com que conversem e briguem bastante. Exigentes, querem um juiz profissional que seja capaz de controlar a torcida e o jogo ao mesmo tempo, sentindo-se, muitas vezes, injustiçados. Gostam de jogar e de ganhar, o que faz com que os jogos sejam bem competitivos e dinâmicos.

Aterro para Crianças

Sobre diferentes tipos de roda, ou sobre os próprios pés, as crianças de F4 e F5 aproveitaram o dia da crianças no Aterro do Flamengo. Uma delícia desfrutar esse espaço da cidade para fazer manobras radicais, brincar e explorar a natureza.

Tribo

Regras de Convivência

Não há Tribo que não se fale sobre elas. O espaço é para isso mesmo, trazer os conflitos, os impasses, as questões, e conversar para nos entendermos melhor, perceber de outra forma a atitude do outro e a nossa. Muitas vezes chegamos a um acordo ou a uma forma diferente de lidar com o problema. Outras não. Porém ninguém sai igual dessas conversas. Sempre mexe com alguma certeza ou com uma forma de ser ou de pensar, mesmo que sutilmente ainda. E são nessas conversas sistemáticas, discutindo e refletindo sobre as vivências de todos os dias, que o que era sutil vai se fortalecendo e novas atitudes e formas de estar no grupo vão surgindo.

Onde há fumaça...

Tem o fogo da queima dos desejos. Já virou tradição. Na primeira tribo do ano as crianças escrevem o que elas querem que aconteça durante este ano escolar. E na última tribo, elas abrem seus papéis para reler, pensar o ano que passou, as vivências, os amigos, os passeios, as festas, as brincadeiras, os conflitos, as soluções, enfim, as muitas aprendizagens. Alguns sentem vontade de compartilhar seus registros, outros apenas escutam. Depois, numa roda, queimamos esses já “velhos” desejos e colocamos novos no lugar, só que dessa vez, sem papel nem lápis, mas com o pensamento e a vontade de que nossos desejos sempre aconteçam.