Relatório de Grupo do Segundo Semestre de 2010

As Cidades - das Aldeias às Grandes Metrópoles

Convite

Apresentamos aqui pequenos fragmentos das experiências que vivemos no Projeto “As Cidades – das Aldeias às Grandes Metrópoles”. São registros e imagens feitos pelas crianças e professores à medida que foram acontecendo. Revelam desejos, sonhos, ideias, reflexões, descobertas ou relatos carregados de conhecimentos e emoções. Envolvam-se nas cores deste mosaico e percorram o caminho trilhado pela turma!

A História das Cidades, e as Cidades na História

Mergulhando em Brasília

“Para ver a exposição “As construções de Brasília”, com fotografias de Marcel Gautherot, Peter Sheier e Thomaz Farkas, a F4M foi ao Instituto Moreira Salles. As imagens, da época da construção e inauguração, mostravam muitas curiosidades: o primeiro casamento, a cidade livre, o Núcleo Bandeirante, a Sacolândia, Juscelino Kubitschek almoçando e lendo o jornal do dia da inauguração etc. Havia, também, releituras de artistas sobre Brasília. A casa modernista do Instituto Moreira Salles, com seus azulejos e jardins de Burle Marx, completaram nossa visita.

Brincando com as Linhas de Niemeyer

A partir dos traços de um esboço do arquiteto, as crianças fizeram surgir, em seus cadernos, novas formas, imagens e ideias.

Conversa de Anjos

Um dia, no céu, aconteceu uma grande convocação. Anjos de todos os cantos foram chamados para uma reunião. E enquanto a reunião não começava, os anjos chegavam. E foi daí que surgiu essa conversa de anjos...

– Desculpem-me, eu estou atrasado?
– Não, a reunião ainda nem começou, parece que ainda faltam muitos...
– Desculpem-me novamente, mas vocês três estão juntos? Posso me sentar com vocês? De onde vocês são? Nunca vi anjos tão modernos!
– Seja bem-vindo! Somos de Brasília, da famosa catedral modernista de Oscar Niemeyer. E você? Parece que você veio de muito longe.
– E vim mesmo. Sou um anjo do século XVIII feito pelo Mestre Aleijadinho.
– Ah, então você é de Ouro Preto...
– Na verdade, moro em Congonhas, mas sei tudo sobre Ouro Preto, já que Aleijadinho era de lá.
– Aleijadinho... Um mestre na arte barroca. Vejam suas asas, seu movimento, quantos detalhes...
– Nós fomos feitos pelo artista Ceschiatti, que fez várias esculturas em Brasília.
– Pouco sei sobre sua cidade... Só sei que hoje ela é a capital do Brasil, mas...
– Ah, então deixa a gente te contar!
– Brasília foi uma cidade planejada, inaugurada no governo do presidente Juscelino Kubitscheck, em 1960.
– Nossa! É uma cidade nova!
– Exatamente, fez esse ano 50 anos.
– Brasília foi um sonho antigo que se concretizou com o projeto dos arquitetos Lúcio Costa e Oscar Niemeyer...
– E com o trabalho de muita gente que veio de diferentes regiões do Brasil com necessidade de trabalho e acreditando que com uma nova cidade muitas oportunidades surgiriam.
– E foi inaugurada numa data muito importante para a cidade de Ouro Preto.
– Dia 21 de abril.
– Puxa! Que coincidência, o dia de Tiradentes!
– Coincidência nada, foi uma homenagem a Tiradentes e aos ideais de liberdade.
– Mas, conte-nos um pouco sobre Ouro Preto, sabemos que é uma cidade bem bonita, muita antiga...
– E muito visitada, todos querem conhecê-la.
– Ouro Preto já foi uma cidade muito rica. Foi fundada por bandeirantes que iam para a região a procura de ouro que existia em grande quantidade. Assim ...
– Nossa! Por isso era chamada de Vila Rica?
– Isso mesmo. Só que...
– Nossa deve ser uma cidade cheia de ouro, de riquezas...
– Calma, anjos! O ouro foi sendo retirado, retirado e acabou. E o interesse pela cidade foi acabando e muitos que lá moravam, de lá saíram. Deixaram Ouro Preto preservada e ela acabou servindo de espaço para acolher estudantes, artistas e turistas curiosos...
– Que interessante!
– Gente, estão nos chamando, parece que a reunião já vai começar.
– É mesmo, o Cristo Redentor já está se preparando para falar. – Estou tão curioso para saber o motivo dessa reunião...
– E eu estou curioso mesmo é para conhecer o Rio de Janeiro, que esta sim, todos que eu conheço, dizem ser uma cidade maravilhosa.
– Silêncio! Ele já vai começar a reunião.
Texto Coletivo

Lixo Vai, Lixo Volta... O que Devemos Fazer?

Com este título, escolhido pelas duas F4, começamos os estudos sobre o lixo. Logo nas primeiras leituras, quantas perguntas! As respostas foram encontradas no livro “Lixo – nosso problema de cada dia”, nos sites da Comlurb, em www.lixo.com.br, em vídeos, além das notícias de jornais e revistas trazidos pelas crianças . Muitas informações nos levaram a refletir sobre nossos conceitos e práticas. Começamos, então, a analisar o lixo que produzimos em sala e em casa.

Novo Projeto

Perguntamos às crianças o que é a infraestrutura de uma cidade. Muitas hipóteses foram levantadas como: “é o que fica dentro de uma estrutura”, “uma ideia para um prédio”, "uma coisa feia que os construtores fazem mais bonito”, "é aquilo que falta ou tem numa cidade", "são as coisas que precisam funcionar bem numa cidade"...
Pesquisaram nos dicionários uma definição e fizeram um inventário de todas as necessidades básicas de uma cidade. Demos atenção ao tratamento do lixo, já que todos percebemos a importância de saber mais sobre o assunto.
O que acontece com o que descartamos nas nossas casas, quando julgamos não ser mais necessário? Foi por esse caminho que iniciamos o estudo do lixo.

Novos Livros para as F4

Para nos acompanhar no segundo semestre escolhemos dois livros: um de literatura e outro paradidático. Para conhecer o autor que dá nome à nossa Biblioteca, lemos “Minhas Memórias de Lobato”, de Luciana Sandroni, Cia das Letrinhas. É uma biografia bem humorada, estilo lobatiano, que faz o maior sucesso com as crianças. O paradidático “Lixo, o problema nosso de cada dia", Editora Saraiva, nos ajudou a entender o tema que está na ordem do dia com a nova Lei Nacional dos Resíduos Sólidos.

Vale Encantado

"No Alto da Boa Vista, entre as árvores da Floresta, há uma comunidade muito antiga chamada Vale Encantado. Seus moradores são descendentes dos trabalhadores das fazendas de café do século XVIII.
Depois do café, a comunidade já viveu da venda de hortaliças, flores e da exploração do granito. Hoje em dia quer viver preservando a floresta, cuidando da sustentabilidade e trazendo grupos de turistas para divulgar seu trabalho e mostrar a beleza do lugar.
Quem nos acompanhou foi o Otávio, que nos apresentou muitas curiosidades da mata: moranguinhos silvestres, capim elefante, navalha e gordura, "tomate" mata cavalos; imbaúbas e a aroeira.
Passamos, também, por uma trilha onde havia umas enormes pedras que caíram com a forte chuva do mês de abril. Elas são do valioso granito negro. Tudo terminou com um delicioso lanche com comidas exóticas feito pela cooperativa dos moradores."

Texto coletivo

Ateliê das Ideias

“Quinta-feira, 28 de outubro, a F4M foi ao Ateliê das Ideias, um curso de culinária comandado pela Fabiana, mãe da Alice, aluna da F5M. Nossa ideia era fazer uma receita em que o alimento fosse todo utilizado, produzindo menos lixo possível.
Primeiro fomos à COBAL comprar os ingredientes para fazer a fritada de batata. Divididos em três grupos, compramos ovos, batatas e cebolas.
Chegando ao Ateliê, todos ficaram impressionadas com o lugar, grande e espaçoso! Uma escada levava a três andares com salas enormes que serviam para outras atividades. Nós ficamos no andar da cozinha.
Antes de começarmos a fazer a fritada, Fabiana e Roberta disseram que íamos usar a casca da batata para fazer um aperitivo.
Primeiro lavamos as batatas, depois as descascamos, cortamos em rodelas e as colocamos numa assadeira junto com as rodelas de cebola. Quebramos os ovos, mexemos, colocamos em cima das batatas e das cebolas e, no final, colocamos tudo no forno. Enquanto as batatas estavam no forno, nós colocamos as cascas de batata num tabuleiro com azeite e também levamos ao forno.
Quando tudo estava pronto, sentamos em pequenas mesas de madeira e comemos o aperitivo de casca de batata: Todos adoraram. Depois, serviram um chá de casca de abacaxi: alguns gostaram, outros não. E por fim serviram a deliciosa fritada. Foi um passeio muito legal!

Tiago, Antonio e Marri

A Visita do Dermeval

“Na sexta-feira, dia 3/9, recebemos a visita de Dermeval, o gari que trabalha nas redondezas da escola. Ele nos contou que no seu primeiro dia como gari, sentiu vergonha, mas logo se acostumou e hoje valoriza e gosta muito do que faz. Ele acha muito divertido trabalhar no caminhão. Fizemos muitas perguntas e nos surpreendeu saber que o lixo mais encontrado nas ruas é o copo descartável. Ele disse também que o mais triste no seu trabalho é o desperdício. Adoramos a visita de Dermeval que aumentou o nosso conhecimento sobre o lixo.”
Texto coletivo

Recicloteca

Para quem está estudando o Lixo, a Recicloteca sempre foi um contato imperdível. Mas, como a sua sede mudou para um local muito pequeno, as pessoas de lá vêm até a escola para falar com as crianças. Conhecemos os 3 "Rs" (reduzir, reutilizar e reciclar) como uma das soluções para o lixo. Pudemos até contar mais "Rs": repensar, refletir... Ficamos sabendo que a cada dia as novas tecnologias estão procurando usar materiais biodegradáveis e que alguns dos materiais que utilizamos podem ser totalmente reaproveitados, como o vidro e o alumínio. Vimos muitos objetos feitos com materiais reciclados ou reutilizados. Obtivemos informações sobre o aterro sanitário de Gramacho e outros assuntos.

F4M em Mutações

Publicado no Informe 647 de 19/11/2010
“Depois da nossa visita à loja Mutações da Mariana, mãe da Duda (F4M), e de Júlia, mãe da Bia (F3M), tentamos imaginar o motivo do nome da loja e descobrimos que todos os seus produtos passaram por uma transformação.
Vimos pulseiras e sapatos feitos de pneu, bolsas feitas de rede de pesca e de sacolas plásticas, massageador feito de roda de carrinho de brinquedo, galinha feita de retalhos de alumínio e de garrafas pet, havia bijuterias, embalagens, flores, luminárias etc.
Sabe como aprendemos isso tudo? Fomos desafiados a passear pela loja e descobrir!
O mais importante é que a filosofia da loja é trabalhar com a sustentabilidade. No final da visita, tomamos um saudável suco verde!”

Texto coletivo

A Feira Moderna

Realizada há vários anos, a Feira tem como proposta dar visibilidade aos estudos, pesquisas e experiências em diferentes áreas do conhecimento como Ciências, História, Geografia, Matemática, Línguas e Literatura.
Além de desenvolver habilidades como produzir cartazes, resumos e maquetes, os alunos exercitam a organização e a divisão das tarefas em pequenos grupos. Em nome do compromisso coletivo, expectativas, frustrações e muita discussão estão nos bastidores dessa atividade escolar planejada e esperada cuidadosamente por professores e alunos.
Com a proximidade, o ritmo de trabalho se acelera. As crianças refazem experiências, confeccionam materiais, reveem alguns documentários e estudam os temas que serão apresentados aos visitantes. Como o Lixo era o nosso projeto, a sala de aula ficou parecendo um depósito de uma cooperativa de catadores.Para os alunos, poder na Feira compartilhar com as famílias o que aprenderam é sempre um grande estímulo.

Sobre a Feira Moderna

"Nosso tema na Feira Moderna foi o lixo! Mas por incrível que pareça foi o máximo! Todos os pais adoraram e estão tentando mudar seu comportamento com o próprio lixo. Nós aprendemos que existem soluções para melhorar a poluição que o lixo causa. Uma das soluções é que todo mundo coloque em prática as novas leis. O governo tem que fazer campanhas e educar a população e os empresários. Nós gostamos muito de falar sobre coisas que ninguém sabia."
Texto coletivo

Visita a Furnas

Ainda com o foco no "lixo", a turma fez um passeio à Furnas para ver como uma grande empresa trata seus resíduos e rejeitos. Fomos recebidos por Evanildo, que manteve as crianças "ligadas" em suas explicações, brincadeiras e jogos. Foi interessante ver como as questões ligadas ao lixo e à energia caminham juntas! Além da energia que pode ser fabricada a partir dos gases do processo de decomposição de matérias orgânicas, pudemos perceber como a reciclagem de diversos materiais, reduz muito o consumo, não só das matérias primas, mas principalmente da energia. Foi uma verdadeira aula!

Na Biblioteca

As crianças, além dos empréstimos, aproveitam a visita semanal à Biblioteca para leitura de histórias e muitas conversas. Iniciamos o semestre com Adriana Falcão. Lemos "Mania de explicação" e "Pequeno Dicionário de Palavras ao Vento", proporcionando momentos de muita poesia. Depois foi a vez das crianças darem suas explicações:

“Orgulho é quando uma flor brota nas suas realizações.”
Fernanda

“Medo é não ter confiança, não confiar em você mesmo, não confiar em ninguém, ter medo é não acreditar que os outros estão com você.”
Júlia A

"Colaboração é a palavra ajuda mais elaborada."

Tiago
"Colaboração é quando você faz o seu dever cedo."
Marri

"Colaboração é quando promete que vai fazer o que sua mãe pediu."
Violeta

“Justiça é o que todo super-herói deseja.”
Bia C.

“Justiça é quando você faz a mesma coisa para todos.”
Helena

Na Biblioteca II

Na Biblioteca, as crianças leram depoimentos de três escritoras sobre a importância da leitura e o encantamento pelo mundo dos livros: Ana Maria Machado, Fernanda Lopes de Almeida e Tatiana Belinky.
Ana Maria Machado, ainda, envolveu a todos, narrando como vive cada história lida e como se encontra com os personagens de seus livros preferidos. Nesse clima, os pequenos também escreveram seus depoimentos:

“Minha mãe ficava me contando histórias à noite. Então, nos meus sonhos, eu ficava no lugar do personagem principal. Eu era a Emília, o Aladim, o Peter Pan, a Alice, o Marco Pólo, o Pinóquio dentro da baleia, o Tarzan correndo e pulando como macaco nas árvores (...) Quando eu cresci, fiquei achando as histórias um pouco antigas e fui me interessando por livros mais grossos e grandes.”
Bia Passos

“Voei com Peter Pan, flutuei no tapete mágico com Aladim, corri atrás de um coelho com Alice, me aventurei com Tarzan. Fui a consciência de Pinóquio, fui um brinquedo com Buzz e Woody. Lutei com Goku... então hoje leio outros livros, mas, às vezes, dou uma procurada na estante para matar a saudade de ser pequeno.”
Antonio

“Quando tinha 4 anos me mudei e meus pais colocaram muitos livros expostos na casa. Eu pegava e fingia que estava lendo. Quando fiz 6 anos entrei na F1 e no final dela, já sabia ler e escrever. Comecei lendo histórias em quadrinhos. Alguns anos depois já tinha lido vários livros como: a coleção Go Girl, Uma Professora Muito Maluquinha, Crepúsculo etc. Depois de tanto livro, aprendi a gostar de revista, no meu quarto tem várias revistas e mais de cem livros!”
Helena

“Me ‘emaluquei’ com o Menino Maluquinho. Fui a T.I.A. com Mortadelo e Salaminho. Naveguei com Tintim, lutei contra os romanos com Asterix, fui à Patópolis com o Pato Donald. Apanhei com a turma da Monica. Fui árvore com Manoel de Barros e acompanhei Percy Jackson ao Olimpo.”
Pedro Manoel

“Vivi com o Menino do Dedo Verde em seu jardim, com o Gênio do Crime em São Paulo, Nárnia, no Guarda Roupa, Harry Potter, em sua escola, Tintim, na Lua, Menino Maluquinho, na casa de seu avô, e Bisa Bia, no passado e futuro.”
Duda

Monstro do Lixão

Na Biblioteca, lemos o livro “Lendas Urbanas”, de Anna Cláudia Ramos, que despertou a atenção e a curiosidade da turma, deixando as crianças com o coração batendo forte e um tantinho de medo. Inspirados, criaram para a Feira Moderna, uma nova lenda urbana “O Monstro do Lixão”. E, da sombra da sucata armazenada em nossa sala, saíram os vários monstros produzidos na aula de Artes.

Minhas Memórias de Lobato

Com leitura da biografia de Monteiro Lobato escrita de forma divertidíssima por Luciana Sandroni, conhecemos um pouco da vida do patrono da nossa Biblioteca.

Ciranda de Lobato

Quando adotamos o livro “Minhas Memórias de Lobato”, de Luciana Sandroni, tínhamos a ideia de escolher uma de suas histórias para fazer uma leitura compartilhada. Conversando com as crianças, descobrimos que a maioria tinha um rico e variado acervo de Lobato em casa. Então, decidimos propor uma ciranda com os livros selecionados das bibliotecas particulares. São edições variadas, livros recentes, outros muito velhinhos e carregados de histórias por dentro e por fora. Como sempre, contamos e agradecemos a parceria das famílias dando uma forcinha nessa leitura.

Trocando Ideias

As crianças terminaram a leitura de "Minhas Memórias de Lobato" e receberam a visita da autora, Luciana Sandroni. Foi uma conversa muito gostosa, onde meninos e meninas mostraram-se curiosos e atentos a tudo o que ela tinha para contar.

"O nosso encontro com Luciana Sandroni foi muito bom porque falamos de muitas coisas. Conversamos sobre Monteiro Lobato, seus personagens e como eles a inspiraram. Também conversamos sobre os personagens que ela criou em seus livros.
A sua personagem principal é a Ludi, que já viveu várias aventuras. Ela tem umas características da Emília e é um pouco como a Luciana gostaria de ter sido quando criança.
Quando o João perguntou se ela tinha dificuldades de saber como terminar uma história, ela disse que o mais difícil é começar, porque o final vem naturalmente. Gostamos muito de ver os originais do próximo livro “Ludi e os fantasmas da Biblioteca Nacional”, que estavam com ela para a última revisão antes do lançamento ainda neste ano."

Texto coletivo

Matemática

Vamos Estudar a Tabuada?

Estudar tabuada é necessário, mas estudar brincando torna a tarefa uma diversão. Nas aulas de Matemática, as crianças aprenderam novos jogos: Jogo da Roleta, Batalha e Eu tenho! Quem tem? É assim que aprendemos na escola.

Jogos de Matemática

Aqui estão as regras, escritas pelas crianças, dos últimos jogos aprendidos nas aulas de Matemática.

BATALHA1:
Pode ter dois ou mais jogadores. Divide-se o baralho em dois montes. Cada jogador tira duas cartas ao mesmo tempo. Os jogadores multiplicam as suas cartas. Quem tiver o maior resultado na multiplicação ganhará as cartas da rodada. Ganhará o jogo que tiver mais cartas no final.

BATALHA 2:
Pode ter dois ou mais jogadores. Dividi-se o baralho em dois montes. Cada jogador tira duas cartas ao mesmo tempo. Os jogadores multiplicam as suas cartas. O vencedor da rodada será que falar o resultado da sua multiplicação mais rápido e ficará com as cartas. Ganhará o jogo quem tiver mais cartas no final.

ROLETA:
Pode ter dois ou mais jogadores. O jogador joga dois dados. Em seguida, gira a roleta. Ele terá que multiplicar os números tirados nos dados com o número tirado na roleta. O resultado será registrado em um papel. Combina-se antes quantas rodadas terá a partida. No final, soma-se os pontos e quem tiver mais pontos será o vencedor.

Divisão

Não é por acaso que a técnica operatória da divisão é a última a ser apresentada. De difícil apropriação, por ser a síntese de todas as operações, a divisão é realizada com um procedimento diferente do que os adultos estão acostumados a ver e utilizar.

Geometria

Além do aprendizado da técnica operatória da divisão, as crianças se divertiram com uma atividade diferente na aula de Matemática. Com as embalagens, trazidas de casa, olharam e pensaram: “Quantos lados essa embalagem tem?” “Como ela foi montada?” “Quais figuras geométricas aparecem?” Com régua, mediram, desenharam e analisaram semelhanças e diferenças entre as formas encontradas. Depois, ainda conversamos: “O que é então, um quadrado? E um triângulo?” “O que é um paralelograma?” “E um quadrilátero?” Com essas questões e muitas outras, nossos pequenos fizeram descobertas e aprenderam alguns conceitos da geometria.

Tangram

As crianças das F4 se encantaram com uma lenda sobre a origem do Tangram. Realmente, pensá-lo como uma placa de porcelana, quebrada em sete pedaços, capaz de representar tudo o que existe de mais belo no mundo é uma linda imagem. Assim, mediram, compararam, analisaram e identificaram suas peças. Com elas, brincaram e experimentaram criar e transformar. Depois, assistiram a uma animação no site, feita pelas crianças da escola, em 2008, nas aulas de Artes. E ainda visitaram o site www.rachacuca.com.br/tangram. Uma farra!

Frações

A partir dos textos e ilustrações das crianças no caderno de Matemática, registramos aqui o que elas estão pensando sobre os primeiros estudos de frações

Artes

Modernismo

Ainda referenciados nas pesquisas e leituras sobre Brasília, estudamos o movimento modernista e os marcos deixados na arquitetura das cidades brasileiras. Nesse estudo conhecemos diferentes artistas e arquitetos como Portinari, Tarsila do Amaral , Oscar Niemeyer, Lúcio Costa entre outros. Aproveitamos para executar projetos arquitetônicos modernistas. Utilizamos, primeiramente, o próprio brinquedo Lego e depois o programa Lego Designer para fazer nossas próprias construções modernistas a partir dos conceitos estudados.

Fazendo o cenário da festa

Produzimos um livro de pop-up para ilustrar a festa de encerramento desse ano. Esse trabalho foi coletivo das turmas de F3, F4 e F5.

Sombras

No meio de tanta sucata acabamos por descobrir o trabalho dos artistas Tim Noble e Sue Webster. Começamos a tentar reproduzir cenas com a sombra do nosso lixo projetado na parede. Foram algumas aulas de pura experimentação que resultaram em fotos super interessantes.

Teatro

Fazendo um Filme

Após assistir a "Saneamento Básico - O Filme", de Jorge Furtado, as crianças se mobilizaram para criar um pequeno vídeo, de 3 a 5 minutos, para chamar a atenção da comunidade para melhorarmos, ou até revertermos, problemas estruturais da nossa cidade como saneamento básico, violência, transporte público etc. A turma foi dividida em quatro grupos; em cada grupo havia dois roteiristas, dois figurinistas e dois diretores de arte.

Depois do Roteiro, o Figurino

Os alunos responsáveis pelos roteiros, fizeram um excelente trabalho. Após muitas idas e vindas, observações e críticas, chegamos à versão final. Chegou a vez dos figurinistas colocarem a mão na massa. Os responsáveis pelos figurinos pensaram, elaboraram e até trouxeram algumas roupas e adereços para ajudar os grupos a contarem suas histórias.

Fim das Filmagens

Chegaram ao fim das filmagens! Os alunos, que criaram figurinos, cenários e roteiros sobre os problemas estruturais do Rio de Janeiro, também se divertiram muito durante o processo. No último encontro, assistimos a algumas das cenas gravadas, ainda sem cortes e sem edição. Infelizmente não tivemos tempo para as etapas de montagem e edição.

Retrospectiva 2010

As crianças relembraram o trabalho realizado através da elaboração de cenas, que retratavam alguns exercícios, apresentações e outros momentos marcantes que os alunos viveram durante o ano. Cada grupo escolheu dois ou três desses momentos para mostrar para o resto da turma. Desta forma, fizemos nossa avaliação sobre aulas e sobre atitude de cada um em relação ao trabalho. O mais interessante foi perceber como todos aprenderam muito e levam muitas lembranças deste ano que está acabando.

Música

Em Setembro

Realizamos apresentações internas para mostrar o arranjo a duas vozes de "Peixe Vivo", ensaiado desde julho. Além desta música, tocamos o arranjo de "Nesta Rua", já apresentado na Mostra de Artes.

Em Outubro

João
Uma novidade: além de tocarmos flauta doce, tocamos percussão. Usamos o método d'O Passo para tocar ciranda e xote, fazendo algumas convenções. Agogôs, surdos, caxixis e tamborins alegraram as crianças que se mostraram muito interessadas nesses novos momentos de prática de conjunto.
As crianças realizaram também atividades de criação individual e coletiva através de improvisos com palmas e com flauta, articulando os conhecimentos que já possuem de ritmo e melodia.

Banho de Flauta!

No final de novembro as crianças tiveram uma aula de música diferente: o Banho de Flauta. Neste dia, aprenderam a lavar a flauta, caprichadamente, usando água e sabão de côco. Aproveitamos o calor para dar uma banho de mangueira nas crianças, que adoraram.

Apreciação musical

Dedicamos vários momentos das aulas à apreciação musical. As crianças ouviram diversas gravações com flauta doce em formações variadas: duos, quartetos, solo, acompanhada de orquestras ou cravo. Com isso, a turma pôde conhecer melhor o instrumento estudado, além de ampliar os conhecimentos sobre história da música, já que as peças eram de diversos períodos.

Expressão Corporal

Improvisos e Composição Coletiva com garrafas pet coloridas

Dispusemos, pelo espaço do salão, garrafas pet cheias de anilina, marcando grandes corredores. Num primeiro momento improvisamos livremente em linhas verticais, horizontais e diagonais, explorando os planos alto, médio e baixo com diferentes qualidades de movimento. Em seguida saltos e zig zags marcaram nossa movimentação coletiva. No final da aula, nos dividimos em grupos e compusemos uma sequência utilizando os elemenos trabalhados.

Brincando com Folhas Secas

A proposta foi circular pelo monte de folhas colhido nas ruas da cidade. Seguindo os andamentos oferecidos, incrementamos nossa movimentação atribuindo-lhe diferentes qualidades como leve /pesado, frente/costas, fluido/segmentado entre outras. Num segundo momento, sentindo a textura do material, rolamos individualmente sobre as folhas no chão. Depois, com os pés juntos, nos despedimos do monte para começar a espalhá-lo pelo espaço, realizando passos combinados. No final, ainda realizamos diagonais explorando as qualidades trabalhadas e as crianças criaram pequenas sequências em grupos.

Criando a partir das garrafas do suco e sacos de lixo

Utilizamos diversas garrafas de suco e trabalhamos com locomoções, espalhando e reunindo as pequenas pets, com passos do arrasta pé. Utilizamos também grandes sacos de lixo, percebendo a movimentação necessária para produzir diferentes possibilidades plásticas e sonoras. Criamos em grupos algumas sequências coreográficas a partir das sensibilizações e no final da aula apresentamos para a turma.

Ensaios do Forró

No final do ano nossas aulas foram dedicadas aos ensaios dos passos de forró para a coreografia apresentada na Festa de Encerramento. Assistimos a vídeos no You Tube, e caímos no arrasta pé. Sentindo o ritmo dessa dança no corpo, aprendemos seus passos com entusiasmo e muito empenho, variando os pares nas aulas e deixando para o final do ano a escolha definitiva para a apresentação.

Inglês

Mind the Gap

As aulas foram diversificadas e repletas de novidades. Revezamos os trabalhos entre a sala de aula, a biblioteca e a sala de informática. Explorando estes espaços, desenvolvemos nossas ideias e trilhamos o caminho que nos levou a construir pequenos textos, fazendo uso dos conteúdos gramaticais que foram a grande novidade do ano.
O tema “means of transportation/subway” continuou durante o segundo semestre a pedido das crianças. Pesquisamos algumas cidades e seus caminhos subterrâneos, assistimos a vídeos e cantamos Penny Lane procurando sempre alguma novidade que aproximasse as crianças da língua estrangeira e que fornecesse novos vocabuláiros.
O caderno foi bastante usado para registrar os textos que foram elaborados com o suporte dos conteúdos estudados. Fizemos textos coletivos, em duplas e individuais sobre vários assuntos. Esses conteúdos aparecem na F4 de maneira formalizada e as crianças começaram a estabelecer relações entre o aprendizado da gramática em Português e no Inglês. Surgiram exclamações do tipo: “Ah...mas a gente está vendo isso com a Rita...!” ou “Você está falando de artigos, não é?” Essa comparação é muito tranquilizadora e faz com que elas sintam mais controle sobre seus conhecimentos na língua inglesa.

Computer Room

As tarefas desenvolvidas na sala de computação trouxeram ótimos resultados. As crianças fizeram os exercícios animadas, discutindo entre elas as repostas, revendo os conteúdos e trocando conhecimentos e dúvidas. Alguns endereços estão postados nesta página e podem ser acessados em casa para que a diversão e o aprendizado continuem. Have fun!

Noun Dunk

Are you a good basketball player?
Uma maneira divertida de aprender a reconhecer os substantivos.

Tic Tac Toe Game (plurals)

Para revisarmos as regras do plural dos substantivos, fizemos disputadas partidas de jogo da velha on-line. Quem aceita o desafio?

More plural

Opposites

Learning a bit more about adjectives and their opposites.

Penny Lane

Aproveitamos a música Penny Lane, dos Beatles, para refletir sobre o uso da expressão verbal “there + verb to Be”. As crianças cantaram, interpretaram, criaram novas frases para a letra e, assim fechamos o ano nas aulas de Inglês.

There is a Van Gogh in the Bedroom

O famoso quadro de Vincen Van Gogh serve de inspiração e nos ajuda a aprender a descrever uma imagem ou uma cena usando a expressão verbal "there + verb to BE".

Underground web / Blog das F4

Este blog começou a ser construído no início do ano e funcionou como uma ferramenta para o registro dos conteúdos estudados.

Tribo

A Criança e a Cidade

Quem algum dia perguntou a uma criança o que tem de bom para ela no Rio de Janeiro? E o que falta? Será que elas têm alguma coisa a dizer, a contribuir?
Em nossos encontros semanais nas Tribos paramos para pensar na nossa cidade, buscando aspectos positivos e negativos que só o Rio de Janeiro tem. Não foi tão fácil quanto parece. Inicialmente as crianças ou não tinham nenhuma ideia ou só pensavam em games e parques de diversões. Mas as conversas em duplas, junto às nossas provocações, foram ampliando as percepções de cada um e aos poucos todos pararam para pensar no seu dia a dia. A partir daí, foram lembrando as boas coisas do Rio, os excessos e as carências. Foi um bom exercício de colocar o pé no chão e ao mesmo tempo sonhar. Ideias como bibliotecas infantis, lojas para crianças, museus só para elas foram surgindo. Perceberam também o quanto somos privilegiados com essa natureza magnífica que só nós temos, mesmo estando numa cidade grande. Depois registramos nossa lista e compartilhamos com o resto da escola colando no mural do pátio.

Regras de Convivência

Não há Tribo que não se fale sobre elas. O espaço é para isso mesmo, trazer os conflitos, os impasses, as questões, e conversar para nos entendermos melhor, perceber de outra forma a atitude do outro e a nossa. Muitas vezes chegamos a um acordo ou a uma forma diferente de lidar com o problema. Outras não. Porém ninguém sai igual dessas conversas. Sempre mexe com alguma certeza ou com uma forma de ser ou de pensar, mesmo que sutilmente ainda. E são nessas conversas sistemáticas, discutindo e refletindo sobre as vivências de todos os dias, que o que era sutil vai se fortalecendo e novas atitudes e formas de estar no grupo vão surgindo.

Onde tem fumaça...

Tem o fogo da queima dos desejos. Já virou tradição. Na primeira tribo do ano as crianças escrevem o que elas querem que aconteça durante este ano escolar. E na última tribo, elas abrem seus papéis para reler, pensar o ano que passou, as vivências, os amigos, os passeios, as festas, as brincadeiras, os conflitos, as soluções, enfim, as muitas aprendizagens. Alguns sentem vontade de compartilhar seus registros, outros apenas escutam. Depois, numa roda, queimamos esses já “velhos” desejos e colocamos novos no lugar, só que dessa vez, sem papel nem lápis, mas com o pensamento e a vontade de que nossos desejos sempre aconteçam.

Acontecimentos

Aterro para Crianças

Sobre diferentes tipos de roda, ou sobre os próprios pés, as crianças de F4 e F5 aproveitaram o dia da crianças no Aterro do Flamengo. Uma delícia desfrutar esse espaço da cidade para fazer manobras radicais, brincar e explorar a natureza.

Coral

Sá Pereira na Lagoa

Reiniciamos com o objetivo de aprimorar o repertório, construído no primeiro semestre, e ampliá-lo de forma a atender às demandas de integração do trabalho à produção da festa de encerramento. Mas um convite especial nos fez postergar as novas experiências. Problemas de autorização com o juizado de menores frustaram nossas intenções. Mas logo surgiu uma nova oportunidade. Apesar do feriadão e do imenso calor, o Coral da Sá Pereira brilhou, mais uma vez, alegrando e envolvendo a todos com sua cantoria e alto astral, durante evento promovido pelo Spantinha. A apresentação foi compartilhada com o Coral Meninos de Luz, parte do projeto social de mesmo nome realizado na comunidade do Pavão Pavãozinho. Muitos pais prestigiaram as crianças participando do evento.

Preparando a Festa

As últimas semanas do ano foram dedicadas à festa de encerramento. Esforço para a colaboração do Coral para um evento maior, para a ampliação do foco do trabalho nos colocando em um novo contexto. Significa que estamos somando nossa experiência às outras linguagens desenvolvidas na escola para a produção de um trabalho que envolve toda a comunidade, incluindo o convite às crianças menores a se integrarem na cantoria.