Relatório de Grupo do Segundo Semestre de 2010

Projeto de Galho em Galho

Início de Projeto

O novo projeto começa a tomar corpo e o esforço da equipe de artes se concentra na busca de diálogo com os estudos desenvolvidos, especialmente nas aulas de Projeto.
Burle Max veio ao encontro das árvores da cidade. As crianças o ouviram definir um jardim como um jogo de cores, formas e volumes, num documentário comemorativo de seu centenário e puderam observar uma face de sua obra, no Aterro do Flamengo. Depois, exploraram suas ideias plasticamente. Em Dança, fizemos uma sensibilização usando folhas secas de amendoeira. Em Música, trabalhamos um repertório que apresentou nomes de algumas árvores da flora brasileira.

Burle Marx

Iniciamos o estudo sobre as árvores da cidade, através dos registros feitos das espécies nas ruas em que moram. Observando os jardins de Burle Marx, as crianças começaram a perceber a diversidade que compõe os projetos do paisagista e os contrastes de cores, formas e texturas que desenham os espaços. O passeio pelo Aterro do Flamengo, em companhia de Moema, professora de artes, complementou nossos registros.

Os Jardins do Aterro

"O nosso passeio para o Aterro do Flamengo foi muito bacana porque estávamos bem curiosos para conhecer as diversas espécies de árvores e ver, de perto, toda a criação de Burle Marx. Vimos jardins de diferentes tipos, pássaros, casa de joão-de-barro, flores, contrastes de cores, formas e texturas na paisagem de boa parte do Aterro, incluindo o MAM. E não dá para deixar de contar que subimos em árvores, brincamos de pique-árvore, entramos no tronco de um Ficus e coletamos folhas secas, sementes, frutos e gravetos."
Texto coletivo

Pesquisa de Rua

Caminhando pelos arredores da escola, as crianças entrevistaram as pessoas que passavam. O objetivo foi investigar o conhecimento e as preferências sobre as árvores de nossa cidade. Após a tabulação e análise das respostas construímos um gráfico para organizar as informações.

De Galho em Galho

O novo projeto sobre as árvores de nossa cidade tomou forma e avolumou-se. Qual a importância das árvores nas cidades? De que forma influenciam a vida das pessoas? Que árvores encontramos? Estas questões, além de muitas outras, enriqueceram nossas discussões. Através de pesquisas, fotos, entrevistas e de histórias como de Rubens, o semeador, as crianças ficaram cada vez mais envolvidas. Com pouco tempo de estudo já foi possível constatar o encantamento delas com as árvores da cidade. Todo esse estudo tinha que ter um nome. Depois de cada um trazer sugestões e fazer sua defesa, foi escolhido "De galho em galho" para nomear nosso projeto.

No Jardim Botânico

"Começamos nosso passeio no herbário. Lá, vimos vários tipos de plantas que estavam desidratadas. São chamadas de Exsicatas (...) Descobrimos que os herbários de Jardins Botânicos do mundo todo costumam trocar amostras de plantas por uma questão de segurança (...) Após o lanche, caminhamos bastante pelas aleias e vimos as estátuas de Eco e Narciso, do Mestre Valentim; admiramos a Sumaúma, com suas raízes gigantes e seus famosos "olhos" no tronco; a árvore-de-papel; o chafariz central e muito mais!"
Fragmentos de texto coletivo.

Dia da Árvore

"Conseguimos fazer coincidir a atividade de plantar sementes com o dia da árvore! Plantamos girassóis, alto e anão, sálvia, mamão e maracujá. Primeiro, colocamos nos vasinhos um pouco de terra umedecida. Aí, então, fizemos, com o dedo, pequenos buracos para colocar cada semente. Depois cobrimos com mais um pouquinho de terra. Os vasinhos ficaram na varanda de nossa sala para pegarem sol. No final de toda tarde temos o compromisso de regá-los. Colocamos, de verdade, a mão-na masa, ou melhor, na terra!"
Texto coletivo

Passeio Público e Praça Paris

Visitamos o Passeio Público e a Praça Paris. Além do cunho histórico, a importância desses passeios consistiu, também, na apreciação das amendoeiras tombadas na Praça Paris.

“Chegamos ao Passeio Público e logo vimos o medalhão no portão, com D. Maria I e D. Pedro III talhados. Quando entramos, encontramos uma amendoeira gigante e o busto de Mestre Valentim. Lá dentro, ainda há obras de Mestre Valentim, como o Chafariz dos Jacarés, também conhecido como Fonte dos Amores; as duas pirâmides e os quiosques. As primeiras árvores que lá foram plantadas, felizmente, estão no lugar: mangueiras, oitis e amendoeiras. Durante nossa caminhada, encontramos outras árvores que já conhecemos: pau-mulato, pau-brasil, pau-ferro, flamboyant, figueiras e ipê. Ficamos em dúvida quanto à espécie de algumas árvores: seriam sumaúmas ou chichás? O tronco era idêntico ao da sumaúma, e o fruto, ao do chichá. Qual será? Brincamos de passar através do tronco de um fícus enorme. Fizemos de conta que era um portal mágico. Mas afinal, vocês sabem o que era o Passeio Público antes de tornar-se esse belo jardim? Era uma lagoa muito fedida, em que se jogavam os dejetos da população. Como doenças estavam se espalhando pela cidade, resolveu-se então aterrar a lagoa. A terra usada para isso foi retirada do morro das Mangueiras, que estava sendo demolido. Ele ficava lá perto. Essa é a história do passeio público”.

Texto coletivo

Trabalho de Campo

O que temos em comum com as árvores? Quando uma planta pode ser chamada de árvore? Que elementos auxiliam na identificação da espécie? A partir de vários questionamentos, as crianças trabalharam seguindo um viés mais científico, buscando conhecer as partes que compõem um vegetal, suas características e outras peculiaridades. A caminhada pela trilha da Pedra Bonita para observar áreas de reflorestamento ampliou os olhares.

Pedra Bonita

"Assim que saímos do ônibus, Chico, nosso guia, deu orientações sobre segurança: andar em fila indiana, nunca sair da trilha (...) Ao longo da trilha vimos áreas de reflorestamento, em que ocorre o plantio de árvores chamadas pioneiras. Essas árvores têm a função de "abrir caminho" para o plantio de outras árvores, pois são resistentes ao sol e necessitam de poucos nutrientes do solo, permitindo, então, um ambiente mais adequado para as que vêm depois. Descobrimos a diferença entre as raízes que sustentam as árvores, como por exemplo as tabulares e aquelas que absorvem os nutrientes do solo, formando uma malha.
Depois da Pedra Bonita fomos ao Parque do Martelo. Plantamos um ipê amarelo perto das bananeiras porque assim ele estará mais protegido, na sombra. Descobrimos que ele vai sofrer uma adaptação neste novo lugar em que foi plantado. Então, depois de plantado, fizemos uma roda em volta dele e cantamos uma música para fortalecê-lo. Em seguida fizemos uma roda de pedrinhas à sua volta. Agora, basta esperarmos por uns dez anos para que ele floresça."
Texto coletivo

Feira Moderna

Realizada há vários anos, a Feira Moderna tem como proposta dar visibilidade aos estudos, pesquisas e experiências em diferentes áreas do conhecimento como Ciências, História, Geografia, Matemática,

Línguas e Literatura

Além de desenvolver habilidades como produzir cartazes, resumos e maquetes, os alunos exercitam a organização e a divisão das tarefas em pequenos grupos. Em nome do compromisso coletivo, expectativas, frustrações e muita discussão estiveram nos bastidores dessa atividade escolar planejada e preparada cuidadosamente por professores e alunos.
Com a proximidade, o ritmo de trabalho ficou mais acelerado. Para os alunos, compartilhar com as famílias o que aprenderam é sempre um grande estímulo.
E então, chegou o grande dia das crianças demonstrarem o tanto de conhecimento que adquiriram ao longo do projeto sobre as árvores da cidade.

"Percebi o quanto eu sabia falar sobre as árvores e suas histórias."

"Muitas pessoas estavam curiosas sobre esse projeto, queriam saber tudo o que tínhamos para dizer."

"Esse é um estudo sem fim."

As crianças ficaram muito felizes e recompensadas pelo empenho e disciplina que dedicaram para a elaboração dos estudos e trabalhos.

Biblioteca a Todo Vapor!

A turma mostrou-se bastante comprometida com os encontros na biblioteca. Foram bem variadas as formas de apresentação dos livros lidos: contação livre de história, exibição de maquetes, esculturas, painéis, comentários sobre o perfil dos personagens, e muito mais.

Matemática

A Chegada da Subtração

Nesse semestre apresentamos a conta armada da subtraçao. Foi preciso concentração para não misturar os procedimentos da adição com os da subtração. Aos poucos nossos pequenos estudantes apropriaram-se do novo algoritmo, executando-o com competência.

Problema não é Problema

Ao longo do semestre, a turma seguiu estudando uma multiplicidade de situações-problema envolvendo várias operações matemáticas. O objetivo principal não foi o uso do algoritmo, principalmente nas situações que implicavam em multiplicação e divisão, mas sim a aplicação de estratégias para dar conta da resolução das questões. Trabalhamos ora individualmente, ora em grupo.

Para quê Dinheiro?

O trabalho com sistema monetário começou a partir de uma apostila exclusiva sobre o assunto, abordando uma gama de aspectos, inserida na concretude de nossa realidade social, valendo-se, porém, de uma boa dose de humor. Posteriormente, partiu-se para o manuseio do dinheiro "de mentira", utilizando-o nas atividades propostas em sala para o aprendizado do troco. Daí veio a ideia de brincar de mercado.

Sistema Monetário

As crianças estudaram nosso sistema monetário manuseando o dinheiro "de mentira", para que pudessem depois, assumir o lugar de comerciantes de verdade. Este trabalho serviu para preparar a ida à CADEG, para a compra de produtos no atacado, seguida da venda no varejo, na feira para os pais, aqui na escola.

Brincando de Mercado

Juntamos várias embalagens de produtos para montar um mercado. Analisamos encartes, estimamos preços, fizemos arredondamentos e, por fim, brincamos de mercado simulando situações de compra e venda para trabalhar o troco. A atividade também ajudou no estudo e familiarização das medidas de massa e capacidade. Assim, fomos nos preparando para a inauguração e o funcionamento da nossa feira.

Medidas e Pregões

Para viver a aventura da ida à CADEG e da feira na escola, foi preciso estudar também as medidas de massa, de capacidade, os conceitos de dúzia, meia dúzia, além de criar os pregões para atrairmos os fregueses.

CADEG

A turma foi abastecer as barracas no mercadão da CADEG. Promoção, abatimento, atacado, varejo, lucro, prejuízo... Essas e outras palavras do universo comercial estavam na boca dos nossos pequenos feirantes durante o passeio.
Pesquisaram preços, produtos que pudessem se manter com qualidade até o dia da feira e usaram muito cálculo mental para os pagamentos e trocos.

Feira Livre na Escola

"Moça bonita não paga, mas também não leva"
"Olha o mamão aqui na minha mão, só..."

Em meio a pregões, nossos pequenos feirantes venderam uma variedade de produtos na feira livre, após a compra na CADEG: abacaxi, banana, laranja... Era muita coisa! Prejuízo? Não... As crianças souberam fazer a oferta na hora certa. Depois de quebrar a cabeça contando as notas e moedas, conseguiram devolver o adiantamento feito pela escola e dividir o lucro entre as três turmas. Mesmo com a xepa, sobrou muita batata. Foi feito, então, um lanche com batata assada e requeijão.

Inglês

Speaking in English

Durante o segundo semestre, continuamos a trabalhar com o calendário mensal. Ele sempre traz a possibilidade de falarmos dos meses do ano, dos dias da semana e dos dias do mês, além de acontecimentos, comemorações de aniversários e festas da época em questão. Essas atividades acontecem em todas as aulas, através de um jogo de perguntas e respostas que são registradas no caderno. Esse trabalho rotineiro resulta em uma melhor assimilação dos conteúdos citados, trazendo confiança e desenvoltura para as crianças se expressarem oralmente.

Sentences

Formar pequenas frases é um dos objetivos do terceiro ano. Em duplas, as crianças se divertiram tentando encontrar as palavras certas dentro do pequeno vocabulário que já se formou nestes dois anos. Eles já perceberam as mudanças que são necessárias fazer para construir uma frase no singular ou no plural. O trabalho foi interessante. Ajudaram-se mutuamente, dando sugestões e fazendo elas próprias as correções necessárias para a melhoria da frase.

Parks and Gardens

Buscando uma aproximação com o projeto desenvolvido pela turma, foi feito um trabalho de pesquisa nas grandes cidades ao redor do mundo para encontrar em cada uma delas um parque ou jardim que servisse de pulmão para os habitantes.
Nesta pesquisa encontramos o Central Park , em New York; Lumphini Park em Bangkok, Ibirapuera em São Paulo entre outros tantos. Nas conversas geradas por essa descoberta, as crianças discutiram sobre a importância desses parques para as cidades e seus moradores.

Guerrilla Gardeners

E em Londres, nós descobrimos um grupo que faz um trabalho muito interessante de jardinagem. Sem esperar pela ação dos governos e órgãos competentes, seus participantes colocam a mão (e o seu dinheiro também! ) na massa e recuperam canteiros e jardins por toda a cidade. Eles são os Guerrilla Gardeners! Essa ideia contagiou as crianças que ficaram impulsionadas a sair pelas ruas replantando e cuidando dos canteiros tão abandonados de nossa cidade. A cada dia uma criança contava sobre um canteiro que tinha visto, perto da escola ou de casa, que precisava ser recuperado. Descobrimos também que essa ideia já se espalhou pelo mundo e foi possível ver as imagens e ler os depoimentos de vários guerrilheiros internacionais. Quem se habilita?

How to be a Guerrilla Gardener

Vamos assistir novamente ao vídeo com a entrevistadora Didi Wagner e descobrir o que é necessário para se tornar um "Guerrilla Gardener".

Computer Games

Nossas idas à sala dos computadores foram regulares e as crianças tiveram a oportunidade de pesquisar imagens, escrever e jogar em sites educativos que formalizam um pouco os conteúdos estudados de uma maneira lúdica e fácil. As atividades foram trabalhadas em duplas para que as crianças tenham a oportunidade de trocar conhecimentos e resolver questões e dúvidas com a ajuda de um colega ou da professora. Nestes momentos a diversão era certa!

Artes

Árvores

Que cores podemos utilizar para representar uma árvore? Na tentativa de provocar a imaginação e ampliar as possibilidades dos que apresentaram respostas entre os verdes e os marrons, apreciamos uma coletânea de imagens de diferentes artistas, épocas, escolas e estilos, com variadas interpretações. A partir daí, criamos nossas próprias árvores com uma gama enorme de cores. Relembrando esse estudo, bem mais sabidos sobre o assunto, produzimos três árvores enormes para a Feira Moderna. Um coqueiro, uma amendoeira e um pau-ferro!

O que é um Jardim?

Burle Max veio ao encontro das árvores da cidade. As crianças o ouviram definir um jardim como um jogo de cores, formas e volumes, num documentário comemorativo de seu centenário e puderam observar essa face de sua obra, no Aterro do Flamengo. Nos pusemos, então, a explorar suas ideias plasticamente.

Burle Marx

Estudamos sobre a vida e a obra de Burle Marx, sua paixão pelas plantas nos contagiou. Esse estudo mudou completamente nosso modo de olhar a cidade. Visitamos o Aterro do Flamengo observando as linhas e curvas formadas tanto pelas pedras portuguesas, quanto pelas diferentes espécies de plantas. Depois disso, montamos um painel - projeto de um jardim visto de cima, como os que ele montava em seu escritório, brincando com as formas, cores e os contrastes. Para esse trabalho utilizamos a técnica de recorte e colagem.

Expressão Corporal

Folhas Dançantes

Com um monte de folhas secas de amendoeiras, fizemos uma aula bem divertida. Num primeiro momento, as crianças fizeram uma exploração sensorial e, em seguida, inspiradas pelas árvores da cidade, vivenciaram uma movimentação individual representando uma semente crescendo e transformando-se em árvore. Numa movimentação coletiva, representaram também uma única árvore, com a união de todos os corpos. Para finalizar, espalharam bem o monte de folhas com passos de dança e, a partir dos desenhos criados pelas folhas no chão, fizemos uma dinâmica explorando diversos movimentos pelo espaço do salão.

Qualidade de Movimento

Algumas aulas foram dedicadas a exploração das qualidades opostas dos movimentos: redondo/reto, rápido/lento, forte/suave, stacato/fluido, entre outras. Em diagonais pela sala, as crianças foram incorporando essas qualidades à suas improvisações. Depois aproveitamos este estudo para realizar uma proposta de composição coreográfica individual.

Força do Olodum

Demonstraram muito entusiasmo e alegria durante o processo de composição coreográfica para a Festa de Encerramento. Criaram uma dança vigorosa e ritmada, inspirados nas batidas do Olodum. Dedicaram-se à produção e se divertiram muito, demonstrando uma atitude participativa e a consciência da importância do trabalho da turma para compor o espetáculo que envolve toda a escola.

Música

O Estudo da Flauta Doce

Na volta das férias, retomamos o estudo da flauta doce associado ao Passo, introduzindo a música "Murucututu", do livro "Vamos tocar flauta doce – 1o volume", de Helle Tirler. Além de um ritmo mais complexo, esta música possui notas que as crianças ainda não conheciam. Com as muitas audições individuais, as crianças foram percebendo como O Passo e o estudo em casa são importantes para aumentar o domínio do instrumento e a compreensão do repertório trabalhado. Assim, o desafio foi sendo vencido. A medida que cada uma foi apresentando a música bem tocada, uma nova partitura era entregue, "Refazenda", de Gilberto Gil. O trabalho com a nova música seguiu os mesmos passos, embora o tempo não tenha sido suficiente para concluí-lo.

Cantando e Apreciando

Nem só de flauta as aulas de música foram feitas. Cantamos "Refazenda", de Gilberto Gil, e "Matança", de Jatobá, inspirados no tema de estudo das aulas de Projeto.
Dedicamos também, vários momentos à apreciação musical. As crianças ouviram gravações de obras para flauta doce de diferentes períodos e com formações variadas: duos, quartetos, solo, acompanhada de orquestras ou cravo. Com isso, a turma pôde conhecer melhor o instrumento estudado, além de ampliar os conhecimentos sobre história da música.

Banho de Flauta!

Para finalizar o ano, as crianças tiveram uma aula de música diferente: o Banho de Flauta. Neste dia, aprenderam a lavar a flauta caprichadamente, usando água e sabão de coco. Aproveitamos o calor para um alegre banho de mangueira.

Teatro

A Figueira Centenária

Apresentamos o texto "A Figueira Centenária", uma adaptação do original, de Ana Maria Machado, publicado num encarte antigo de um exemplar do Jornal do Brasil, no qual a autora aproveita a notícia de um fato verídico - a tentativa de derrubada de uma figueira centenária que foi frustrada pela mobilização da comunidade e da mídia - para explicar como funciona um jornal. Fizemos uma leitura dramatizada e depois iniciamos a montagem de esquetes, pensando também, nos adereços para melhor caracterizarem seus personagens.

Observação e Crítica

Finalizado o trabalho com o texto "A Figueira Centenária", depois de muitos ensaios, apresentações para outras turmas e até filmagens, as crianças assistiram sua produção. Foi um trabalho enriquecedor, pois tiveram a oportunidade de observar, avaliar e criticar o resultado de um processo realizado em sala de aula. A análise crítica leva à auto-avaliação e reflexão sobre postura, dedicação e desempenho.

Avaliação e Festa de Encerramento

Fizemos uma avaliação do processo vivido ao longo do ano. As crianças falaram sobre o que aprenderam e sobre sua colaboração individual para a produção do grupo. Contamos também a história da peça da Festa de Encerramento. Nosso objetivo era que pudessem participar compreendendo o contexto e percebendo a importância do trabalho da turma para compor o todo. O terceiro ano marcou presença com sua dança e nos ajudou a contar a viagem de Paulo pelas cidades do Brasil à procura de seu grande amor.

Educação Física

Jogos e Brincadeiras

O retorno das férias foi tranquilo e, neste clima, reiniciamos as atividades no Pereirão buscando através dos jogos de futebol, queimado, pique-bandeira, basquete e handebol proporcionar às crianças não só a melhoria de suas habilidades, mas também novas oportunidades de trabalho em equipe. Durante o semestre, aperfeiçoaram o equilíbrio, a destreza para as mudanças de direção e as ações de girar, correr, saltar, chutar. Reivindicaram, ouviram, propuseram alternativas, expuseram sentimentos; um exercício também para a vida. Para fechar o ano, planejamos mais um Pereirão sobre rodas.

Tribo

A Cidade e a Criança

Neste segundo semestre, ampliamos o conhecimento adquirido anteriormente sobre as “regras de convivência na escola”. Com o intuito de que o assunto expandisse para fora da escola, várias dinâmicas e muitas conversas foram realizadas. O projeto institucional "Das aldeias às grandes metrópoles" fez com que a cidadania ficasse no foco das nossas discussões. Assim, tivemos contato com algumas leis que todos precisam respeitar para viver em uma cidade grande. A partir do ponto de vista da criança, analisamos criticamente os espaços da nossa cidade criados pelos adultos e oferecidos às crianças. Algumas indagações foram feitas: "O que tem de bom para as crianças na nossa cidade?"; "O que falta no Rio de Janeiro para ser uma cidade melhor para as crianças?"; e ainda, "O que tem de ruim em nossa cidade e que precisa ser cuidado?".
O processo foi bastante vivenciado e, ao final, os alunos produziram um mural coletivo que esteve exposto no pátio da escola, com desenhos e opiniões.

Eleições

Aproveitamos a proximidade das eleições para pensar em nossas expectativas sobre os candidatos. Experimentamos escrevê-las em cartas e as compartilhamos no grupo. Dessa forma, as crianças puderam aprofundar a discussão sobre os vários problemas sociais que grande parte da nossa população enfrenta diariamente. Acreditamos que esse tipo de reflexão pode ajudá-las a observarem o quanto são privilegiadas enquanto muitos cidadãos precisam lutar para garantir seus direitos.

Alguns Encontros

As brincadeiras nos recreios e o Futebol foram assuntos tratados em nossos encontros. Inicialmente, recebemos a Vivi, auxiliar responsável por esses momentos, dinamizadora dos jogos para o pátio. Vivi nos apresentou várias novidades. Além de brinquedos comprados durante as férias de julho, trouxe propostas para que todos se divertissem à valer e pudessem desfrutar desse horário com maior prazer. Janaína, professora de Educação Física que acompanha as crianças no Pereirão, também esteve presente em algumas Tribos ouvindo a todos, listando sugestões e buscando soluções para os problemas encontrados.
Ainda tivemos a visita, muito especial, da Keka, mãe da Tatiana, que trouxe para compartilhar com a turma um pouco de sua experiência pessoal como jogadora de um time só de mulheres, o “Rebola Futebol Clube”. Assim, fechamos nossas discussões sobre os diferentes conflitos vividos no grupo e entendemos e aprendemos que o mais importante no jogo é a integração, a participação e a amizade.

Desejos e mais Desejos

Em clima de muita emoção e concentração, nos despedimos, como sempre, em um ritual de leitura e queima de desejos que ficam guardados, desde a primeira Tribo do ano até o nosso último encontro. É comum muitas crianças esquecerem o que escreveram e acharem graça disso. Nessa hora, os olhos brilham! Alegres ou tristonhos comentavam no grupo se os desejos haviam sido ou não realizados, se ainda precisavam de um tempo maior ou mais empenho para que fossem conquistados.

O Término do Ano

Esse é um momento muito especial para esse grupo. Agora, as crianças já se percebem crescidas e se veem diante de novos desafios, expectativas e responsabilidades. Alguns conflitos, ao longo desse tempo, foram vividos na turma, mas puderam elaborá-los a medida em que conversaram, falaram sobre sentimentos variados. Assim, fortaleceram a esperança de continuarem muito amigos no ano que vem, aqui na Sá Pereira.