Relatório de Grupo do Segundo Semestre de 2010

Projeto

Cidade Ideal

O melhor da volta às aulas é conversar sobre as férias! Passeios, viagens e lugares tão diferentes. Cada criança conta um pouquinho do que viveu, aumenta um ponto desse conto e, assim, ficamos com mais vontade de conhecer esse mundão aí fora.
Pensamos em como seria uma cidade ideal. Relembramos nossos estudos sobre as cidades medievais, ouvimos a música "A cidade ideal", da peça "Os Samtimbancos", e discutimos como seria ela para cada um e para todos. Daquí para a frente, trabalharemos com um aspecto bem real da nossa cidade, o lixo! E pensaremos nas soluções possíveis e nas ideais.

O que é lixo?

Esta foi a primeira pergunta instigadora que lançamos para nossas crianças. Individualmente ou em pequenos grupos levantaram suas hipóteses e pesquisaram em dicionários e sites relacionados ao tema e juntos concluíram: "Lixo são papéis, plásticos, vidros, coisas velhas e usadas que não queremos mais, se jogarmos essas coisas no chão elas vão parar nos rios e viram poluição"

Lixeira Nova

Investigando o lixo da nossa sala de aula, descobrimos que descartamos muito mais materiais recicláveis como plástico e papel do que matéria orgânica. Resolvemos, então, organizar melhor esse descarte e preparamos uma lixeira nova para nossa sala de aula. Ela foi feita com uma caixa de papelão que estava no lixo da escola. Nela só valia jogar material para reciclagem. Através de uma carta, covidamos a F3T, que divide a sala conosco, a participar dessa separação de lixo orgânico e reciclável.

Lixo da escola

Realizamos duas atividades para entender melhor o funcionamento da escola e como cuidamos do lixo. Primeiro, as crianças saíram com pranchetas, divididas em pequenos grupos, para descobrir quantas lixeiras existem na escola e que tipo de lixo é mais jogado em cada uma. Depois, fizemos uma entrevista com Zé Roberto, responsável pelo descarte. Em nossa conversa, descobrimos que a Comlurb passa por aqui três vezes na semana, mas mesmo assim precisamos contar com uma outra empresa para retirar o lixo nos dias que a Comlurb não vem. Ele nos contou, também, que as garrafas de suco e os restos de papel são destinados à reciclagem e uma cooperativa passa aos sábados para levar esse material.

Lixo na cidade

Então chegou a hora de conhecermos os caminhos do lixo na nossa cidade. E para despertar a curiosidade assistimos ao vídeo " O mundo de Valentina", no qual os pais de Valentina, ainda na barriga, estão preocupados com a herança que deixarão para sua pequena e resolvem investigar sobre a produção e destinação do lixo nas grandes cidades. O filme foi muito estimulante e nos levou a pesquisar para onde vai o lixo que é produzido em nossa cidade. Descobrimos que existem três destinos possíveis: os lixões, os incineradores e os aterros sanitários. Em nossos estudos concluímos que "o aterro sanitário é a melhor opção porque lá é feita uma preparação do solo que impede que o chorume vá para os lençóis freáticos. O chorume é encaminhado para uma estação de tratamento. Nos aterros o lixo é coberto diariamente, o que evita o mau cheiro e a ploriferação de bichos como ratos e urubus." ( texto coletivo)

Rio Carioca

Fizemos um passeio muito interessante! No Largo do Boticário vimos o Rio Carioca, já bem sujo. Depois seguimos para o Aterro do Flamengo, onde ele é tratado, antes de desembocar na Baía. A bióloga, que nos recebeu na estação de tratamento, fez perguntas muito pertinentes às crianças e assim provocou ótimas reflexões. O rio já nasce sujo? Como ele chega no Aterro tão poluído? O que é despejado diariamente nas águas desse rio que já foi tão importante para a nossa cidade? As crianças perceberam que é a ação do homem que vem sujando nossas águas, ruas, florestas etc.

Pequenos Cientistas

As crianças ficaram empolgadas com a experiência que possibilitou a descoberta de que, apesar de serem liquídos, água e óleo não se misturam. Essa experiência faz parte de uma investigação para sabermos porque não jogar o óleo de cozinha no ralo e qual é o destino correto para ele. Para dar um colorido à atividade, adicionamos anilina à mistura inicial e fizemos inusitadas pinturas.

Troca-troca

As crianças fizeram o troca-troca de objetos e ficaram muito felizes! Objetos não mais queridos por seus donos ganharam novos, despertando grande alegria no grupo. Foi uma bonita demonstração de como podemos dar novo sentido aos objetos ao invés de deixá-los esquecidos ou simplesmente descartá-los.

Compostagem

Fizemos uma composteira e acompanhamos de pertinho o processo de decomposição dos restos de alimentos que foram misturados com terra, húmus e borra de café. As crianças aguardaram ansiosamente a chegada das minhocas que ajudaram a acelerar este processo já iniciado pela ação de fungos e bactérias. Passados alguns dias, quando fomos mexer na terra, observamos os fungos que só são vistos a olho nu quando aglomerados em grandes quantidades.

Tempo de decomposição

Ao constatar que o tempo de decomposição de alguns materiais muito presentes em nosso dia a dia era muito longo e, às vezes até inestimável, as crianças ficaram assustadas e compreenderam que a melhor solução para diminuir o impacto do lixo no nosso planeta é descartar menos e consumir mais coisas de origem orgânica, pois estes se reintegram à natureza mais rapidamente, causando menos impacto.

Em Santa Teresa com Sr. Getúlio

Vivemos momentos especiais no passeio a Santa Teresa. Primeiro conhecemos mais de pertinho o trabalho de um artista/educador, como ele mesmo se intitula, que trabalha transformando lixo em divertidos bonecos, bichos e quadros. Enquanto construía uma de suas obras sob o olhar da garotada, o Sr. Getúlio ia contando um pouquinho de sua história e falando da importância do seu trabalho. No final da visita, cada criança escolheu um brinquedo-escultura para levar para casa. E por falar em casa, era hora de visitarmos a de um amigo da turma. Maria, mãe de Pedro, nos recebeu com muito carinho e um delicioso bolo de chocolate, ainda quentinho. Depois do lanche, Pedro nos conduziu por um "tour" em sua casa. Na volta, o clima era de satisfação total.

Festa pedagógica

Ficamos muito contentes com o resultado de tanto trabalho. As crianças mostraram-se muito satisfeitas com a apresentação. Outro motivo de alegria foi compartilhar com as famílias os trabalhos de artes e até ensinar uma das técnicas utilizadas. A manhã de quarta-feira foi muito especial e certamente ficará guardada na memória de quem participou do encontro. No final do dia a turma conversou bastante e registrou impressões e sensações nos cadernos de projeto.

"A gente foi para a pracinha e tocamos muito bem. E os pais pediram bis e a gente resolveu fazer o bis na escola e a gente fez muito bonito. Depois a gente foi ver a exposição com os nossos pais e foi muito legal. A gente reaproveitou as coisas que já foram usada pra fazer a nossa festa."
Dora

"Foi muito legal tocar e cantar, eu fiquei nervosa só que eu consegui. Os pai viram os trabalhos do Berni e fizeram carimbo no papel." Rafaela

"A nossa festa pedagógica foi muito legal! A gente tocou sucata, as nossas mães e os nossos pais adoraram a nossa apresentação, tinha galão, lata e saco com latas. A gente tocou uma vez na pracinha e uma vez no salão da nossa escola. Na hora de apresentar as coisas, tinha uma composteira com minhocas e asssim vai..."
Bruna

"A festa pedagógica foi muito legal. A gente cantou e tocou nos instrumentos de sucata e voltamos para a escola e fizemos outra vez. Mostramos obras feitas de cacarecos e foi incrível."
Felipe

Dia das Crianças

Ainda bem que resolvemos confiar em São Pedro, mesmo com a previsão de chuva. O passeio ao Parque da Cidade foi uma delícia, com direito a sorvete na volta para escola.

Os R´s

Depois de tanto pensar e conversar sobre tudo que envolve o "Lixo", conhecemos algumas palavras com "R" que ajudaram a sintetizar o que estamos aprendendo com o projeto. Descobrimos que esses Rs são bem conhecidos por aí e que, a cada pesquisa que fazemos, nos deparamos com mais um. Reciclar, Reduzir, Reaproveitar, Reutilizar, Repensar e Recuperar são mais do que simples palavras, são ações que podem ser feitas em nosso dia a dia.

Fábulas

Iniciamos a leitura de "Fábulas", de Monteiro Lobato, após termos conversado sobre as especificidades desse gênero, o que deixou todos bem animados. Cada criança escolheu uma das fábulas para treinar a leitura e apresentá-la em voz alta para a turma, cuidando da pontuação e entonação necessárias para a compreensão da história. Assim, durante todos os dias de novembro, tivemos leitores nos encantando com essas pequenas histórias que tanto nos fazem pensar. Na apostila "Fábulas", discutimos sobre os personagens que são animais e suas características não aparentes. Esta foi uma tarefa bem difícil. Precisamos parar e reler muitas dessas histórias, tentando identificar o jeito de cada bicho. Aproveitamos para pensar, também, nos amigos da turma, como são, com que animais de fábulas são parecidos e o que os deixa tristes ou felizes. As atividades da apostila propiciaram um diálogo diferente de nossos leitores com esse gênero literário que tanto encanta e diverte adultos e crianças.

Chegando ao fim

Em nossas últimas conversas sobre o tema do projeto vivenciado ao longo do semestre, observamos o quanto as crianças se apropriaram dos conceitos e o quanto amadureceram em suas colocações. Apesar de ser um grupo ainda bastante agitado, falante e que muitas vezes tem dificuldade de se escutar, a turma mostrou que cresceu e, aos poucos, vai percebendo a postura mais adequada a cada momento. Nossos pequenos se dedicaram aos ensaios da capoeira e fizeram bonito na festa de encerramento.

Matemática

Resolução de Problemas

Começamos o semestre, dando continuidade ao trabalho de resolução de problemas a partir do livro "Os problemas da Família Gorgonzola". Criamos também algumas situações para discussão das diferentes estratégias usadas pelas crianças nessas resoluções. Isso permitiu a ampliação de recursos para cada criança, que entrou em contato com vários modos de pensar, enriquecendo assim seu repertório de estratégias.

Jogo do banqueiro

Conhecemos um novo jogo que nos ajudou a compor e decompor quantidades. Com cubos individuais (unidades), barrinhas de 10 cubos (dezenas) e uma placa de 100 cubos (centena), nos organizamos em grupos para jogar. O participante responsável por esse material era chamado de banqueiro. Os demais jogadores lançavam os dados na sua vez e podiam pegar com o banqueiro a quantidade equivalente de cubos. A cada 10 cubos reunidos, acontecia uma troca por uma barra de 10 até chegar a 100. Quando isso acontecia, o jogador conseguia a placa dourada e vencia o jogo.

Dinheiro

Começamos a lidar com o dinheiro que vem no encarte do livro didático. As crianças ficaram animadas quando o assunto apareceu. Fizeram contas de cabeça, conheceram as equivalências de valores, cédulas e moedas, e nos surpreenderam com as operações que foram capazes de fazer. São operações que ainda não envolvem valores muito altos ou centavos, pois é só no Terceiro Ano que nos dedicaremos a essas quantidades. Vale ir à feira, pechinchar, contar as moedas do cofrinho, pagar o supermercado com dinheiro e deixar o cartão de crédito em casa. Quanto mais experiências as crianças tiverem com moedas e notas, trocos e arredondamentos, mais espertas ficarão!

Mercadinho

A turma se envolveu nos preparativos do mercadinho que realizou com a F1. Divididos em grupos, separaram as sucatas de acordo com as seções do mercado que eram responsáveis e criaram o encarte. O passo seguinte foi contar e separar o "dinheiro" do caixa de cada seção. Na véspera do mercado foram até a sala da F1 para convidar os clientes e pedir que viessem munidos de sacolas retornáveis, pois o "Mercalixo" tem preocupação ecológica. No dia das compras, nossos vendedores foram muito organizados e simpáticos com seus compradores. Até cantaram um "jingle" para receber os "clientes". Para que todos pudessem participar, se organizaram em grupos. Cada grupo era responsável por seções e tinha seu próprio caixa. Após as compras, fizemos o "fechamento do caixa".

Inglês

What a wonderful world!

Para retomar o ritmo do primeiro semestre e recordar algumas palavras do vocabulário estudado, cantamos e trabalhamos a letra da música “What a wonderful world”, na voz de Louis Armstrong. As crianças adoraram reconhecer as palavras e aprenderam outras novas. Revisitamos também um antigo sucesso do Hit Parade da turma: “Singing in the rain”. Desta vez , diferente do ano passado, aprendemos a letra da música e trabalhamos seu conteúdo. Agora que as crianças estão bem mais sabidas, puderam compreender melhor o vocabulário e explorar de forma mais intensa as situações que a música apresenta.

Letters and words

O foco do nosso trabalho neste segundo semestre foi desenvolver nas crianças maior habilidade para escrever e ler as palavras em inglês. Através de diferentes atividades, foram entrando em contato com a sonoridade das consoantes e das vogais, fazendo observações, comparando o inglês e o português, levantando hipóteses e estruturando melhor as construções fonéticas. Para estimular esse processo, várias atividades foram propostas com letras móveis e no computador. O exercício de formar palavras, com as letras de madeira ou recortes de revista, os jogos de Forca ou Caça Palavras foram sempre animados e disputados, contribuindo para o desenvolvimento do grupo.

Learn and Play

http://www.starfall.com/n/level-a/learn-to-read/play.htm?f

More Letters

Depois de muitas visitas ao site “Learn to read”, as crianças discutiram novas hipóteses a cada proposta de leitura e escrita com o alfabeto feito na escola. O resultado desse trabalho trouxe avanços ao processo de aquisição da língua inglesa.

Computer activities

A sala de informática foi muito importante durante o nosso percurso. Serviu para trabalhos de pesquisa, que resultou em um memory game de imagens e palavras correspondentes, e também para brincarmos em sites educativos, formando palavras e relacionando-as com as imagens. O trabalho foi feito em duplas, no máximo em trios para que as crianças pudessem trocar informações e conhecimentos, discutindo as respostas e aprendendo com essa interação.

Books in the library

Alguns livros do Dr. Seuss foram usados durante o projeto e permaneceram na estante durante algumas semanas para serem relidos e manuseados . As crianças se encantaram com a simplicidade das rimas e pequenas histórias conseguindo uma autonomia através da confiança no que já aprenderam. Os sites que visitamos na sala de informática, também foram bastante explorados na biblioteca para que as crianças pudessem ouvir e repetir o som das palavras, lendo e participando com o grupo todo.

Resume

É interessante observar a facilidade com a qual as crianças se apropriam das novas palavras e das relações que estabelecem entre a escrita e a pronúncia das mesmas. O vocabulário do projeto “In the city” trouxe algumas palavras de escrita idêntica ao português, como hospital e cinema, e outras tão similares e próximas como museum e bank. Essas percepções geraram discussões interessantes e uma curiosidade imensa. Perceber que a letra H tem som igual ao nosso R e que o R, às vezes, soa estranho; falar a palavra como se fosse com E, quando na verdade se escreve com A, entre outras tantas, transformaram as aulas em grandes e animados debates.

Artes

Exposição de Raimundo Rodriguez

As crianças aproveitaram cada momento do passeio à exposição do Raimundo Rodriguez, no SESC Niterói. Ficaram encantadas com o trabalho minucioso do artista que transforma rejeitos em arte. Murais preparados com objetos variados que iriam ou já estavam no lixo e outros feitos em papelão, com tinta e colagem, chamaram a atenção de nossos alunos. Curiosos, queriam saber a história de cada objeto e o que motivou o artista a trabalhar com esse material. Vejam algumas impressões sobre a obra:

"A exposição foi emocionante porque ele pega lixo e faz curiosidade."

João

"Eu achei muito interessante porque ele usou lixo."
Bruna

"Eu adorei a exposição do Raimundo Rodriguez. Tinha várias coisas velhas."
Pedro

"É bom o jeito do artista de reutilizar o lixo."
Brenno

Teatro

Personagens de Sucata

Como trazer a temática do lixo para as aulas de Teatro? Propusemos uma grande brincadeira: a construção de bonecos feitos de sucata. Em seguida, criamos um texto em forma de diálogo que tinha os bonecos como personagens. Cada grupo encenou sua história. O atores, que manipulavam os bonecos, precisavam expressar os sentimentos dos personagens através de sua voz. Foi um trabalho duro, mas divertido.

Parceria com música

Para que a apresentação musical que prepararam para a festa pedagógica ganhasse naturalidade e provocasse um clima de surpresa, pensamos e criamos uma pequena cena. De início, todos precisavam parecer estar brincando na praça e, aos poucos, se encontrariam para fazer um som. Algumas idas e vindas em companhia do João, professor de música, foram necessárias para essa produção.

Festa de Encerramento

Encerrando o ano, contamos a história da peça da Festa de Encerramento. Nosso objetivo era que pudessem participar compreendendo o contexto e percebendo a importância do trabalho da turma para compor o todo. A turma dançou, jogou capoeira e nos ajudou a contar a viagem de Paulo pelas cidades do Brasil à procura de seu grande amor. Assim, as crianças se despediram das aulas de Teatro.

Música

Metalofones e composições

Retornando das férias, incrementamos a prática de conjunto usando metalofones. Assim, nos aproximamos das notas musicais, cantando-as, tocando-as e criando pequenas melodias. Desse processo, surgiu uma composição da turma, que recebeu o acréscimo de instrumentos de percussão, tocando frases musicais também sugeridas pelas crianças.

Sucatas musicais

Experimentamos a sonoridade de sucatas grandes como latas de tinta, garrafões de água, tonéis de plástico. O maior desafio foi reproduzir as frases musicais nesses novos instrumentos, fazendo esses sons soarem como música. Para inspirar e instigar o trabalho, assistimos a vídeos do Stomp em ação.

"Vamo Batê Lata!"

Durante um bom período, ensaiamos toda a cantoria e percussão da apresentação da Festa Pedagógica, tanto na escola quanto na pracinha.
A parceria com as aulas de Teatro também ajudaram bastante, afinal, as crianças enfrentaram um novo desafio nesta apresentação: Tiveram que encenar, tocar e cantar!

Estudando "O Passo"

Depois da Festa Pedagógica, nos dedicamos ao que chamamos de estudo individual. Dessa forma, as crianças se debruçaram sobre os exercícios do Passo e os apresentaram individualmente. Foi uma atividade importante, que necessitou bastante concentração, favorecendo a construção da autonomia e a ampliação dos conhecimentos da linguagem musical.

Composição da turma

Clique aqui para baixar a composição da turma num arquivo PDF.

Expressão Corporal

Folhas dançantes

Também quisemos trazer o lixo para o contexto da dança, utilizando, inicialmente, o orgânico. Exploramos sensorialmente folhas secas de amendoeiras. Em seguida, criamos movimentos variados em deslocamentos e posturas coletivas. Espalhamos o monte de folhas pelo espaço e percebemos os diferentes desenhos formados no chão. A partir dos espaços criados pelos agrupamentos de folhas, exploramos passos, saltos, planos e deslocamentos diversos.

Dançando entre as Garrafas Coloridas

Aproveitamos garrafas Pet, cheias de água colorida, alinhando-as para formar corredores. Exploramos diferentes possibilidades de movimento na horizontal, na vertical, nas diagonais, em zig zag e saltando livremente, sem derrubá-las. Foi bem interessante e divertido trabalhar com tantos conteúdos e desenvolver habilidades numa dinâmica lúdica e animada.

Capoeira

Recebemos uma convidada especial, a professora de capoeira Kapim. Ela falou sobre os fundamentos do jogo: ginga, esquivas, golpes, movimentação e, talvez o mais importante de todos, o olhar sempre voltado para o outro. As crianças aprenderam novos movimentos, além de experimentarem a movimentação do jogo na roda, ao som do pandeiro e do berimbau. Nossos ensaios para a festa de encerramento ganharam novo fôlego depois dessa experiência.

Ensaios para Festa de Encerramento

Depois de muitas explorações, oficinas e aulas sobre o tema da capoeira, fechamos esse estudo marcando nossos passos numa composição coreográfica. Nela fizeram-se presentes elementos importantes como a confiança, o cuidado, a troca do olhar, a exploração do espaço. Essa produção trouxe bons aprendizados para o grupo.

Educação Física

No Pereirão

O retorno das férias foi tranquilo e, neste clima, reiniciamos as atividades no Pereirão buscando, através dos jogos de futebol, queimado, pique-bandeira, basquete e handebol, proporcionar às crianças não só o desenvolvimento de suas habilidades, mas também novas oportunidades de trabalho em equipe. Durante o semestre, elas aperfeiçoaram o equilíbrio e a destreza nas mudanças de direção e nas ações de girar, correr, saltar, chutar. Reivindicaram, ouviram, propuseram alternativas, expuseram sentimentos; um exercício também para a vida. Para fechar o ano, planejamos mais um Pereirão sobre rodas. Ainda se divertiram com o jogo do abraço, uma brincadeira que lembra o futebol americano. Uma boa oportunidade para se misturarem com a outra F2. Destacamos futebol e queimado como os jogos preferidos.

Tribo

A criança e a cidade

Quem algum dia perguntou a uma criança o que tem de bom para ela no Rio de Janeiro? E o que falta? Será que elas têm alguma coisa a dizer, a contribuir?
Em nossos encontros semanais, paramos para pensar na nossa cidade, buscando aspectos positivos e negativos que só o Rio de Janeiro tem. Não foi tão fácil quanto parece. Inicialmente as crianças ou não tinham nenhuma ideia ou só pensavam em games e parques de diversões. Mas as conversas em duplas junto às nossas provocações foram ampliando as percepções de cada um e aos poucos todos pararam para pensar no seu dia a dia e a partir daí foram lembrando as boas coisas do Rio, os excessos e as carências. Foi um bom exercício de colocar o pé no chão e ao mesmo tempo sonhar. Ideias como bibliotecas infantis, lojas para crianças, museus só para elas foram surgindo. Perceberam também o quanto somos privilegiados com essa natureza magnífica que só nós temos, mesmo estando numa cidade grande. Depois registramos nossa lista e compartilhamos com o resto da escola colando no mural do pátio.

Regras de Convivência

Não há Tribo que não se fale sobre elas. O espaço é para isso mesmo, trazer os conflitos, os impasses, as questões, e conversar para nos entendermos melhor, perceber de outra forma a atitude do outro e a nossa. Muitas vezes chegamos a um acordo ou a uma forma diferente de lidar com o problema. Outras não. Porém ninguém sai igual dessas conversas. Sempre mexe com alguma certeza ou com uma forma de ser ou de pensar, mesmo que sutilmente ainda. E são nessas conversas sistemáticas, discutindo e refletindo sobre as vivências de todos os dias, que o que era sutil vai se fortalecendo e novas atitudes e formas de estar no grupo vão surgindo.

Série "Minha Escola"

Nas últimas semanas assistimos a dois episódios da série “Minha Escola”, pensando em conhecer outras cidades, grandes e pequenas, e observar semelhanças e diferenças. Conhecemos o cotidiano de duas crianças, uma da Amazônia e a outra do Canadá. O clima, a forma de chegar à escola, os passeios, os estudos mostram um pouco de cada cidade e da relação das crianças com o lugar onde vivem. O vídeo é narrado pela própria criança e isso garante a atenção e a comunicação. Afinal o assunto não podia ser mais familiar para as crianças: a escola.

Onde há fumaça...

Tem o fogo da queima dos desejos. Já virou tradição. Na primeira tribo do ano as crianças escrevem o que elas querem que aconteça durante este ano escolar. E na última tribo, elas abrem seus papéis para reler, pensar o ano que passou, as vivências, os amigos, os passeios, as festas, as brincadeiras, os conflitos, as soluções, enfim, as muitas aprendizagens. Alguns sentem vontade de compartilhar seus registros, outros apenas escutam. Depois, numa roda, queimamos esses já “velhos” desejos e colocamos novos no lugar, só que dessa vez, sem papel nem lápis, mas com o pensamento e a vontade de que nossos desejos sempre aconteçam.