Relatório de Grupo do Segundo Semestre de 2010

Turma da Pracinha

Projeto

As Construções da Cidade

“Quem tem medo do lobo mau, lobo mau, lobo mau....”

As crianças da Turma da Pracinha voltaram das férias felizes e saudosas.
A história "Os Três Porquinhos" inaugurou o Projeto do segundo semestre: As Construções da Cidade. Observamos as diferentes casas construídas pelos seus personagens, fizemos desenhos, colagens, pinturas, e outras, utilizando palha, madeira e tijolos.
A casa da escola também foi tema de nossa pesquisa. Listamos os materiais usados para sua construção, entrevistamos as pessoas responsáveis por sua manutenção e muito mais!
Ao listarmos esses materiais as crianças perceberam as diferenças nas portas de nossa escola. Exploramos cada uma, suas diferenças e semelhanças, e as fotografamos. Outra moradia que visitamos foi a deliciosa e temida casa de doces da bruxa de "João e Maria".
Fizemos uma "vistoria" em busca de coisas que precisavam de reparos na Pereirinha. Com a Vanessa, listamos o que era necessário e conversamos sobre a importância da preservação do espaço. Entrevistamos o Joilson para saber quais materiais e ferramentas seriam utilizados nesses consertos.
Com a lista em mãos, visitamos o depósito de materiais de construção. As crianças conheceram de perto o que é utilizado para construir uma casa. Carlinhos, o mestre de obras, nos presenteou com algumas amostras de brita e areia, além de um tijolo, que usamos em atividades de artes. Também presenciamos consertos, feitos pelo Joilson, de alguns lugares que havíamos identificado em nossa vistoria. Conhecemos a colher de pedreiro, uma curiosidade para as crianças, que mais se parece com uma espátula de bolo!

Caminhos da Cidade

"O caminho que nunca para...."
Recebemos a visita de Marcelo, pai do Guilherme, que é engenheiro civil e veio nos contar sobre sua profissão. Trouxe ferramentas que despertaram muito interesse e imagens de algumas construções diferentes das que estávamos pesquisando. Inauguramos uma nova etapa de nosso projeto que recebeu o nome "Os Caminhos da Cidade".
Construímos muitas pontes, túneis, viadutos, estradas e conhecimentos!
...“veio morro e virou túnel...”
Iniciamos conhecendo os túneis da nossa cidade; as conversas e atividades foram muito animadas. As crianças falaram sobre a sujeira dos túneis e aproveitamos para explorar um vídeo do artista Alexandre Orion, que faz intervenções no interior dos túneis, produzindo um "grafite reverso”.
Partindo dessa ideia, as crianças fizeram, com guache, na superfície de uma mesa, uma "limpeza" com os dedos produzindo sua própria arte. Uma animação com a construção de um túnel foi muito comentada pelos pequenos construtores.
“...veio água e virou ponte...”
Em nossas conversas, levamos as crianças a buscar um significado para a palavra ponte. Inicialmente, disseram que era uma construção, um caminho com água embaixo. Avançando na pesquisa, concluímos que nem sempre existe água sob uma ponte. Encontramos, até, uma ponte que é um aqueduto navegável, situada na Alemanha, onde passa água por baixo e por cima.
Fizemos um "tour" identificando algumas construções da cidade que terminou, no Parque das Ruínas, com a apreciação da Ponte Rio-Niterói.

De Volta ao Jardim

Por meio das fotografias da viagem que fizeram, Verinha e Ronaldo, pais da Letícia, nos transportaram aos Jardins de Monet.
Relembramos a história do pintor e nos apaixonamos pela ponte japonesa e pelas ninféias. Os pais ficaram surpresos com tantas informações que as crianças já possuíam. Foi um encontro muito gostoso!

Animais Contrutores

Nova etapa de nosso projeto, começou com uma lista contendo os pássaros, os castores e as aranhas. A eleita para o início do estudo foi a aranha. Vimos um vídeo sobre elas e suas incríveis teias, fizemos com barbante muitas delas e desenhamos diversas aranhas. Também recitamos o trava-língua: "A aranha, arranha o jarro..."
Apreciamos uma aranha conservada num vidro, o que provocou reações de aflição e muita curiosidade!

Contando e Recontando

"A dona aranha subiu pela parede..."
Observando as aranhas, descobrimos que a maioria possui quatro pares de pernas e que algumas podem ter até oito olhos.
Curiosos com tantos números, nossos pequenos utilizaram a contagem oral, envolvendo o próprio corpo e o dos amigos, aproximando-se das noções de quantidade:
Quantos dedos cada um tem no pé? E nas mãos? Quantos dedos podemos contar juntando três amigos? Quantas pernas temos na Turma?

João de Barro na Lagoa

O passeio que fizemos à Lagoa Rodrigo de Freitas foi delicioso e muito interessante. Lá, tivemos a sorte de apreciar um animal construtor, mas dessa vez ao vivo! Foi muito especial para as crianças poderem ver de perto o João de Barro e sua casa. Outra construção muito notada foi a da árvore de Natal, ainda apenas com a estrutura de metal. Vimos os trabalhadores atuando em toda a sua extensão e nesse momento as crianças gritaram todas juntas: "Bom trabalho!" e eles acenaram de volta! Depois, brincamos de pique-árvore, deitamos no píer para escutar os sons da cidade e fizemos um gostoso lanche à sombra das árvores. Foi um dia emocionante, para se guardar na memória.

Porto Alegre

Envolvidas com a festa de fim de ano, pesquisamos sobre Porto Alegre. Vimos várias fotos e identificamos muitas coisas em comum com o Rio de Janeiro: parques, prédios, museus, estádio, viadutos...
Raquel, auxiliar da Turma da Bicicleta, nos emprestou fotografias de sua infância, acompanhada de seu pai, que é gaúcho. Numa delas, os dois estavam vestidos a caráter, ela de prenda e ele de gaúcho típico. As crianças adoraram!
Vera, avó da Letícia, trouxe uma sacola cheia de surpresas: Dicionário de Porto-Alegrês, livro de Mario Quintana, camisa do Grêmio e uma cuia de chimarrão. Foi um sucesso!

Festas

Festa no Parque da Cidade

Nossa festa foi um momento muito especial para nossas crianças; a construção das casas dos três porquinhos envolveu a todos. Os pequenos assistiram compenetrados ao teatro, com essa história, feito pelos pais, trabalho tão significativo para nosso projeto. Ao final, como que combinado, sairam todos correndo para aproveitar o Parque, se divertiram muito, até a chuva expulsar a todos.

Expressão Corporal

Entre bolhas

Sobre um imenso tapete de plástico bolha, as crianças foram convidadas a se movimentar. Entre saltos, corridinhas e rolamentos, ouvíamos o estouro das pequenas bolhas. As risadas e alegria dos nossos pequenos foram contagiantes nesse trabalho sensorial.

Folhas

Ainda no campo sensorial, trouxemos inúmeras folhas de amendoeiras para que as crianças pudessem explorar. Rolaram, caminharam, correram, pularam e dançaram obedecendo diferentes estímulos sonoros.

4x4

Assistimos a um trecho do espetáculo 4x4, da Cia. de Dança Debora Colker, onde os bailarinos dançam entre vasos, sem derrubá-los. Após a exibição, espalhamos garrafas pet pelo salão, montando nosso cenário. Cheios de estilo, nossos pequenos dançaram livremente entre as garrafas, explorando os espaços vazios e exercendo sua criatividade.

Animais construtores

Ao nos aproximarmos do projeto da turma, montamos uma imensa “teia de aranha” usando barbantes. As crianças exploraram toda a teia com muito cuidado, experimentando os planos baixo, médio e alto e descobrindo novas possibilidades corporais.   

Tecelagem Corporal

Em cada ponta do tecido, uma criança.
E para cada estímulo sonoro, um movimento.
Assim, fomos entrelaçando nossos panos, descobrindo novas formas e ampliando nosso vocabulário corporal.

Música

Quem Tem Medo do Lobo Mau?

Recontando com sons a História dos Três Porquinhos, utilizamos instrumentos relativos ao timbre do material empregado em cada tipo de casa. Na casa de palha utilizamos os caxixis. Na casa de madeira usamos blocks e clavas. Para serrar tocamos o reco-reco. E para reproduzir as batidas de martelo, os tambores. Na casa de tijolo, a pá arrastando e misturando o cimento foi obtido friccionando instrumentos metálicos como triângulos e agogôs. E o Lobo? Bem que ele tentou soprar com força, se utilizando de um rolo de papelão, mas não derrubou nada. Aprendemos a cantar, também, a música Morada, de Ana Moura. “A casa do homem a caverna do leão / A concha do caramujo o ninho do gavião / Todo bicho tem sua casa / Todo bicho tem seu chão”. Isso a Turma da Pracinha sabe muito bem.

Sons Virtuais

Interagindo com o projeto da turma, pesquisamos a sonoridade de diferentes sucatas, objetos descartados pelos moradores da cidade. Por meio de um teclado, selecionamos sons de guitarra, contrabaixo, bateria, sopros para que as crianças pudessem improvisar sobre uma base pré-preparada de "hip-hop". Assim, exploraram uma nova tecnologia, um jeito moderno e urbano de fazer música.

Reciclando Sons

Assistimos ao curta "A Casa do Mestre André", do grupo Udigrudi. Inspirados em seus instrumentos de sucata, garrafas pet, latas e pvc iniciamos a exploração de timbres percutindo, friccionando e, às vezes, pinçando ou soprando. Aproveitamos toda a riqueza do material, dispensado pelas cidades grandes, para fazermos som.

Música em Apartamento

Assistimos ao video "Música para um Apartamento e Seis Bateristas", no YouTube, no qual os diferentes cômodos de um apartamento são tomados por músicos, que passam a fazer "levadas" modernas com timbres inusitados. http://www.youtube.com/watch?v=f2bcPIXl8kc
Apreciar essa exploração foi um convite para que as crianças fizessem suas próprias descobertas.

Grupo

Nosso Percurso

Quando relembramos a trajetória dessa turma desde o seu início, constatamos que estivemos verdadeiramente juntos. Construimos nossa relação dia a dia, fortalecemos nossos laços, resolvemos conflitos, brincamos, choramos, rimos, cantamos, abraçamos, crescemos...Como cresceram essas crianças!.
Grupo falante e agitado, que tinha um objetivo comum, a vontade de ser feliz nesse espaço. E assim fomos muito, muito felizes!